Toda quinta, na newsletter do Manual (cadastre-se gratuitamente), indico leituras longas/de fôlego (artigos, reportagens, ensaios) publicadas em outros sites.

Seria o máximo se esse trabalho fosse colaborativo, feito com a sua ajuda.

Indique nos comentários uma leitura longa da última semana, relacionada aos temas que costumam aparecer aqui no site, que você acha que deveria ser lida por mais gente. Vale em português ou inglês.

Nesta terça (29), o Facebook provou mais uma vez a sua técnica apurada na arte de copiar rivais descaradamente. Dê uma olhada em uma das publicações do Bulletin, sua ferramenta de newsletters. A do Malcolm Gladwell, por exemplo. Um desavisado acharia que está no Substack.

Além de comprometer seu futuro e o dos seus leitores aos caprichos de Mark Zuckerberg, os outros diferenciais do Bulletin são uma medida anticompetitiva (sem taxas sobre o valor das assinaturas) e integração com o Facebook. Via New York Times (em inglês).

Um banco de dados gigantesco, com 700 milhões de registros, foi posto à venda em um fórum online. A partir de uma “degustação” de 1 milhão de registros, o site Private Sharks, que deu a notícia em primeira mão, conseguiu confirmar a validade.

O LinkedIn publicou uma nota informando que não houve comprometimento dos seus sistemas e que nem todos os dados contidos no banco à venda têm origem em sua rede. Os que são de lá provavelmente foram obtidos por “raspagem” de perfis públicos. O Private Sharks acredita tratar-se de um mega-pacote baseado em vazamentos anteriores. Via Private Sharks (em inglês), LinkedIn (em inglês).

Não há senhas entre os dados à venda, então não há muito o que fazer para mitigar os danos. Só fique atento a tentativas de golpes por e-mail e outros meios de comunicação.

O HBO Max chegou ao Brasil nesta terça-feira (29). Pelas redes sociais, tem gente reclamando de erros no cadastro, instabilidades e da ausência do aplicativo para iOS. Por outro lado, o serviço surpreendeu com uma oferta de lançamento que oferece 50% de desconto na mensalidade (R$ 13,95 no plano multitelas) até o usuário cancelar o serviço.

E é um computador chamado Nuvem, o nome do computador da Oracle se chama Nuvem, e é lá que é feita a soma [dos votos].

— Bia Kicis (PSL-DF), deputada federal

Em entrevista à Jovem Pan, a deputada bolsonarista Bia Kicis tentou explicar (sem sucesso) como foi feita a apuração de votos pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nas eleições de 2020. Via @kbralx/Twitter.

Nuvem, como se sabe, não é um computador específico, mas um tipo de computação distribuída e escalável. Nas últimas eleições, pela primeira vez o TSE centralizou a contagem dos votos em um supercomputador comprado da Oracle por R$ 26 milhões. Antes, essa parte do processo era feita pelos TREs.

“O preço se explica, segundo fontes de área, pelo fato de que o servidor é hospedado dentro do datacenter do TSE e não em ‘nuvem’, como seria habitual nesses casos, devido à preocupação com a segurança de manter os dados dos eleitores dentro do território brasileiro”, explicou O Globo na época.

Um desconto ensolarado da NordVPN para aquecer o mundo inteiro

por Manual do Usuário

Oferecimento:
NordVPN

Enquanto nós aqui no Brasil nos enrolamos em cobertas e tomamos um chazinho para nos esquentarmos no inverno, no Norte as pessoas estão começando a curtir o verão. E, aparentemente, o clima ensolarado de lá inspirou a NordVPN: a conhecida e premiada VPN deles está com 72% de desconto.

Uma VPN, sigla em inglês para “rede privada virtual”, é uma aplicação que cria uma espécie de túnel na internet entre o seu dispositivo e um servidor remoto, blindando a conexão contra bisbilhoteiros e permitindo que você acesse sites e aplicativos a partir de outras localidades.

Existem várias aplicações para uma VPN, mas talvez a mais famosa seja acessar os acervos estrangeiros de aplicativos de streaming e promoções com “cercas geográficas” sem ter que sair de casa. A NordVPN tem mais de 5,4 mil servidores espalhados por 59 países, então se você quiser ver aquele filme que só está na Netflix dos Estados Unidos, é possível. Obviamente, para usufruir do streaming é preciso velocidade, algo que a NordVPN entrega.

A promoção de verão (no hemisfério Norte) da NordVPN concede 72% de desconto na assinatura de dois anos e, não bastasse esse descontão, ainda vem com três meses gratuitos. Em vez de pagar US$ 322,65, o preço regular, nesta promoção o preço sai por US$ 89, o que dá cerca de R$ 18 por mês na cotação atual do dólar. Ah, e eles garantem o reembolso até 30 dias depois da assinatura.

Clique aqui para assinar a NordVPN por dois anos com 72% de desconto.

Achados e perdidos #22

Todo sábado, pego uns links que acumulei ao longo da semana e que, embora curiosos e/ou interessantes, não renderam nem notinhas, e os publico num compilado que chamo de “achados e perdidos”. É um conteúdo mais leve, curto, quase lúdico — a cara do fim de semana.

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Notícias do dia (25/6/2021)

As notícias mais importantes do dia na editoria de tecnologia, atualizadas em tempo real.

9h57
Tráfego do DuckDuckGo cresceu 55% nos últimos 12 meses [em inglês]. Em vários mercados, incluindo o norte-americano, o DDG já é o segundo buscador web mais popular. Desde 2014, a empresa é lucrativa.

9h51
Google adia em dois anos (para o final de 2023) bloqueio de cookies de terceiros no Chrome [Cnet, em inglês]. Todos os outros principais navegadores já fazem esse bloqueio.

Celulares roubados e quadrilhas “limpa-contas”

Até duas semanas atrás, minha única preocupação com um possível roubo ou furto do meu celular era o prejuízo material. (Ainda mais agora, com tudo encarecendo.) Ele está bem configurado e criptografado, ou seja, é pouco provável que alguém consiga acessar os dados que estão ali dentro. Ou assim pensava. Uma série de reportagens da Folha de S.Paulo fez surgir outro receio: o de ter a minha conta bancária varrida por assaltantes.

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Post livre #274

Toda semana, o Manual do Usuário publica o post livre, um post sem conteúdo, apenas para abrir os comentários e conversarmos sobre quaisquer assuntos. Ele fecha no domingo à noite.

O Instagram vai exibir “posts sugeridos” de perfis que o usuário não segue. Ainda é um teste, mas se for um sucesso — segundo as métricas do Instagram —, esse comportamento deverá ser estendido a todos. Via The Verge (em inglês).

O livro da Sarah Frier, Sem filtro, conta a história de fundadores idealistas (dentro do que seria possível no Vale do Silício) que se rendem ao canto da sereia de um rival maior apenas para se verem encurralados anos depois, tendo que se submeter a todo tipo de interferência e rasteiras até não aguentarem mais.

Essa novidade — dos “posts sugeridos” — e muitas outras tomadas desde 2012 são reflexos da queda de braço vencida por Mark Zuckerberg. O Instagram, hoje, nada mais é que um Facebook restrito a fotos e vídeos e com uma vasta bagagem de simpatia por parte dos usuários e da imprensa. É um ambiente movido a dados, que tem como prioridades crescer e gerar receita às custas de experimentos que ninguém pediu, mas que “engajam” melhor.

É sabido que o capitalismo gosta de uma boa piada, e seria cômico se não fosse trágico termos um sociopata no controle das duas redes sociais mais populares do planeta.