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Adotar um nome (relativamente) comum como marca traz um risco enorme: o de deparar-se com outras empresas e pessoas que o usavam anteriormente. Meta, o novo nome do Facebook, não é lá dos mais originais, e a maneira como a empresa de Zuckerberg vem lidando com as inevitáveis coincidências tem sido irregular.

Ao Meta Financial Group, um banco regional dos Estados Unidos, o Facebook pagou US$ 60 milhões pelos direitos do nome Meta. A compra foi feita por uma empresa afiliada do Facebook, a Beige Key. Um porta-voz confirmou a relação entre as duas.

Do outro lado do mundo, na Austrália, a artista Thea-Mai Baumann tinha o nome de usuária @metaverse no Instagram desde 2012. Nesse caso, o Facebook simplesmente desabilitou sua conta cinco dias depois de apresentar sua nova marca, alegando que Thea-Mai estava tentando se passar por outra pessoa. Tipo confisco mesmo. Se hoje está assim, imagina no metaverso do Facebook… Via Reuters (em inglês), New York Times (em inglês).

A coisa mais legal do iOS/iPad 15.2, lançado nesta segunda (13), é o relatório de privacidade dos apps. (Ele vem desativado por padrão. Entre em Ajustes, Privacidade, Relatório de Privacidade dos Apps e ative-o.) Por ele, é possível ver quais recursos (câmera, microfone, contatos) e quais domínios e endereços IP cada aplicativo usou/trocou informações. Uma mão na roda para detectar comportamentos estranhos e turbinar as listas de bloqueios de soluções como o Pi-Hole.

Outra novidade legal é a liberação do Ocultar Meu E-mail para assinantes do iCloud+, que permite a criação de e-mails aleatórios que direcionam as mensagens enviadas à sua caixa de entrada — parecido com o Firefox Relay e outros serviços dedicados.

Atualização (13h30): O Ocultar Meu E-mail já estava disponível. A novidade é que ele agora está disponível diretamente do app Mail. Valeu pelo aviso, Lacorte!

A Adobe lançou o Adobe Creative Cloud Express, serviço baseado em templates para a criação rápida e facilitada de artes visuais — em outras palavras, seu rival do Canva. Tem versão web e apps para Android e iOS, versão grátis e uma paga, de R$ 43/mês, com acesso a fotos, fontes e muito material da Adobe. Via TechCrunch (em inglês).

A pandemia de Covid-19 causou uma leve aceleração no número total de seres humanos conectados à internet, segundo a União Internacional de Telecomunicações (ITU, na sigla em inglês). Entre 2019 e (a estimativa de) 2021, o salto foi de nove pontos percentuais, o que significa que 63% ou 4,9 bilhões de pessoas têm acesso à rede. Em 2020, o crescimento foi de 10,2%, o maior da década. Das 2,9 bilhões de pessoas ainda desconectadas, 96% estão em países em desenvolvimento. Via ITU (em inglês).

Uma das medidas anti-perseguição (“stalking”) das AirTags, da Apple, é emitir um apito caso uma delas te acompanhe por muito tempo. Boa ideia, mas só funciona com iPhones. Para resolver o problema, a Apple lançou nesta segunda (13) um aplicativo para Android que leva o mesmo comportamento ao sistema do Google. Ideia não tão boa, como explica alguém no Twitter:

Ótimo, agora a Apple só precisa convencer todos os usuários de Android a instalar um aplicativo da Apple para se protegerem de usos maliciosos do hardware da Apple que eles não compraram. Fico imaginando quais os planos da Apple para pessoas que não tem têm celulares.

Via Cnet (em inglês), @imaguid/Twitter (em inglês).

A Anatel determinou que chamadas de telemarketing terão que ser feitas a partir de números iniciados em 0303. As operadoras de telefonia móveis terão 90 dias a partir da última sexta (10), quando a medida foi publicada no Diário Oficial da União, para se adequarem. (Para as de telefonia fixa, o prazo é de 18 dias.) Além disso, caberá às operadoras coibirem os usos irregulares (por números não iniciados com 0303) e a bloquearem chamadas de telemarketing a pedido dos clientes. Será que isso resolve a epidemia de ligações não solicitadas? Via Anatel.

Uma falha do tipo “dia-zero” na biblioteca Log4j, da Apache, foi divulgada e corrigida na última sexta-feira (10). A biblioteca é usada no processo de autenticação via internet por grandes empresas, como Amazon, Apple, Cloudflare, Steam, Tesla e servidores de jogos como Minecraft. Por isso, e pelo modo como permite que a biblioteca seja explorada, a falha é considerada gravíssima: basta uma “string” (um texto) executada remotamente para que o atacante obtenha acesso e privilégios no computador-alvo, podendo depois disso instalar softwares e capturar dados. Via The Hacker News (em inglês).

O Bleeping Computer listou alguns casos em que a falha na Log4j já está sendo explorada: instalação de mineradores de criptomoedas, “recrutadores” de botnets e captura silenciosa de dados. Via Bleeping Computer (em inglês).

Apesar de corrigir a falha na versão 2.15.0, pode levar algum tempo para que os milhões de servidores que usam a biblioteca Log4j atualizarem — e não há garantia de que todos farão isso. O potencial de estragos é enorme.

Um detalhe deprimente: o mantenedor da Log4j faz isso nas horas vagas e tem três apoiadores (pessoas que pagam pelo seu serviço) no GitHub. A gente já viu esse filme: softwares que sustentam negócios trilionários mantidos por voluntários em seu tempo livre. Está tudo errado. Via @FiloSottile/Twitter (em inglês).

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Achados e perdidos #46

Todo sábado, pego uns links que acumulei ao longo da semana e que, embora curiosos e/ou interessantes, não renderam nem notinhas, e os publico num compilado que chamo de “achados e perdidos”. É um conteúdo mais leve, curto, quase lúdico — a cara do fim de semana.

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Imagem das entranhas de um AirPods de primeira geração com um fundo escuro.
Imagem: Scan of the Month/Reprodução.

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