O Instagram vai exibir “posts sugeridos” de perfis que o usuário não segue. Ainda é um teste, mas se for um sucesso — segundo as métricas do Instagram —, esse comportamento deverá ser estendido a todos. Via The Verge (em inglês).
O livro da Sarah Frier, Sem filtro, conta a história de fundadores idealistas (dentro do que seria possível no Vale do Silício) que se rendem ao canto da sereia de um rival maior apenas para se verem encurralados anos depois, tendo que se submeter a todo tipo de interferência e rasteiras até não aguentarem mais.
Essa novidade — dos “posts sugeridos” — e muitas outras tomadas desde 2012 são reflexos da queda de braço vencida por Mark Zuckerberg. O Instagram, hoje, nada mais é que um Facebook restrito a fotos e vídeos e com uma vasta bagagem de simpatia por parte dos usuários e da imprensa. É um ambiente movido a dados, que tem como prioridades crescer e gerar receita às custas de experimentos que ninguém pediu, mas que “engajam” melhor.
É sabido que o capitalismo gosta de uma boa piada, e seria cômico se não fosse trágico termos um sociopata no controle das duas redes sociais mais populares do planeta.
