Post livre #247
Toda semana, o Manual do Usuário publica o post livre, um post sem conteúdo, apenas para abrir os comentários e conversarmos sobre quaisquer assuntos. Ele fecha no domingo por volta das 16h.
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Um dos grandes diferenciais do Google Fotos é o armazenamento ilimitado de fotos “de alta qualidade” (limitadas a 16 megapixels, mais que suficiente para fotos amadoras/feitas em celulares). Essa vantagem deixará de existir no dia 1º de junho de 2021. A partir dessa data, todas as novas fotos enviadas ao serviço serão descontadas do espaço na nuvem disponível ao usuário — por padrão, 15 GB na conta gratuita.
Qualquer serviço corre o risco de se tornar menos amigável ou mais caro ao usuário; com os gratuitos, o risco é maior. O Google revelou que armazena, hoje 4 trilhões (!) de fotos, e que a cada semana são acrescentadas 28 bilhões de fotos a seus servidores. É muita coisa e não é de graça. Via Google.
A Avell, fabricante de notebooks sediada em Joinville (SC), anunciou que não usará o termo “Black Friday” na divulgação das suas ofertas de Black Friday este ano porque, segundo a empresa, ele teria conotação racista. “Toda mudança tem seus riscos, mas entendemos que este é o momento oportuno para o mercado promover discussões positivas com a sociedade e, principalmente, ouvi-la”, disse, em nota, Júlia Salomão, gerente de marketing da Avell. As promoções de novembro da fabricante serão identificadas pelo termo “Tech Month”.
A Avell não é a primeira empresa a tomar essa decisão. Em setembro, O Boticário anunciou que deixaria de usar “Black Friday” pelo mesmo motivo.
A Comissão Europeia abriu um processo antitruste contra a Amazon nesta terça (10). São duas linhas de acusação. Em uma, o bloco acusa a Amazon de usar dados de vendas privados das lojas que vendem em seu marketplace para detectar campeões de vendas e criar versões próprias mais baratas. Na outra, alega que a Amazon favorece seus próprios produtos e os de parceiros que pagam a ela por soluções de logística.
Há quem argumente que essas atitudes da Amazon não diferem das de grandes redes de supermercados. Na justificativa do processo, a vice-presidente executiva da CE, Margrethe Vestager, disse que “devemos garantir que o papel duplo de plataformas com poder de mercado, como a Amazon, não distorça a competição”. Parece um caso mais controverso que outras investidas da União Europeia contra Big Techs norte-americanas. Via Comissão Europeia (em inglês), O Globo.
Toda quinta, na newsletter do Manual (cadastre-se), indico quatro leituras longas/de fôlego publicadas em outros sites — artigos e reportagens, basicamente. Seria o máximo se esse trabalho fosse coletivo, feito com a sua ajuda. Indique ali nos comentários uma leitura longa da última semana que você acha que deveria ser lida por mais gente. Vale em português ou inglês.
Mac mini, MacBook Air e MacBook Pro de 13,3 polegadas são os primeiros computadores da Apple com o M1, chip ARM desenvolvido internamente e que substitui os x86 da Intel. Praticamente não há mudanças externas ou visuais, mas a interna promete saltos de desempenho e eficiência energética raramente vistos na indústria — segundo a Apple, em comparação com os chips Intel usados até então, o M1 tem CPU até 3,5x mais rápida, GPU até 6x mais rápida, machine learning até 15x mais rápido e autonomia da bateria até 2x maior. Via Apple.
Outros detalhes:
A Fiverr estreou no Brasil nesta terça (10). A plataforma conecta freelancers com empresas que necessitam dos seus trabalhos, que ela define como “Service as a Product (SaaP)”, ou um marketplace da força de trabalho. (Ou, e aqui uma definição minha/popular por aí, uma plataforma de bicos.) São 400 categorias de serviços em 8 verticais, como design gráfico, marketing digital e redação. Em troca da conexão, a Fiverr fica com 20% dos pagamentos. Agora com presença oficial no Brasil, a vantagem é que os pagamentos podem ser feitos e recebidos em reais e todo o site está localizado. Via Estadão.
O Nightcam, app de Ahmet Serdar Karadeniz que promete dar o poder das fotos noturnas a qualquer iPhone a partir do 6S, está saindo de graça por tempo limitado na App Store. Baixe-o aqui.
Atualização (14h15): Parece que a promoção acabou no final da manhã. Pena.
O Spotify disparou um questionário a alguns usuários com perguntas de um possível plano pago exclusivo para podcasts. A empresa quer saber que recursos compeliriam alguém a assinar esse plano (programas exclusivos? Conteúdo extra? Remoção de anúncios?) e quanto essa pessoa estaria disposta a pagar (entre US$ 2,99 e 7,99). Em nota, o Spotify diz que conduz pesquisas do tipo o tempo todo e que elas não necessariamente sinalizam novidades no serviço.
A ideia de cobrar uma assinatura pelo acesso a podcasts não é exatamente nova. A Amazon já está fazendo algo do tipo com o Audible (US$ 7,95/mês) e, em 2019, uma startup fortemente financiada, a Luminary, surgiu com a proposta de vender acesso a podcasts premium (o lançamento foi um fiasco e pouco se ouviu dela desde então). A estratégia do Spotify, de primeiro obter a exclusividade de podcasts de alta qualidade e grandes audiências e criar o hábito nos usuários para depois cobrar, parece mais promissora, porém. Via The Verge (em inglês).
— Eduardo Sodré
Nesta coluna, Eduardo Sodré nos apresenta a uma direção do mercado ainda menos atenta à privacidade das pessoas e, não bastasse isso, com um grande potencial para reforçar estigmas e preconceitos. Tenho certeza que qualquer planejador urbano poderia tecer longos comentários sobre o absurdo da proposta citada acima. Via Folha.
Já faz algumas versões que o Telegram implementa versões grandes, animadas e até com som (!) de emojis populares em mensagens enviadas apenas com o emoji em questão. Para quem prefere os emojis convencionais, basta desativar a opção Emoji Grande — ela está em locais diferentes, dependendo da plataforma, então é mais fácil usar a busca das opções para encontrá-la. Via @DicasTelegram.
A título de curiosidade, os emojis com som são estes: ?, ⚰️, ?, ?♂️, ?♀️, ? e ❤️. Para ouvi-los, envie um e, depois que a animação terminar, toque no emoji.
Devido à pandemia, a tradicional Festa do Livro da USP será virtual este ano. O evento, que reúne +170 editoras oferecendo livros dos seus catálogos com no mínimo 50% de desconto, começou nesta segunda (9) e vai até o dia 15 de novembro.
Funciona assim: no site, é possível acessar as listas de todas as editoras. Ao decidir pela compra de um livro, o interessado deve acessar o site da editora e finalizar a compra por lá. Isso significa que não será possível levar livros de editoras distintas pagando só um frete, mas foi a melhor solução encontrada pela Editora da USP (Edusp), promotora do evento, para não gerar custos às editoras, o que poderia afastar as menores. O site da festa, no momento, está lento. Via Jornal da USP.
A Apple divulgou, nesta sexta (6), os preços sugeridos da linha iPhone 12 no Brasil:
Os preços acima são das versões “de entrada”, com menos memória. Os modelos simples ainda contam com versões de 128 e 256 GB, e os Pro, de 256 e 512 GB. O iPhone 12 Pro Max de 512 GB custa R$ 14 mil. Comprando qualquer um deles à vista, a Apple concede 10% de desconto. Via MacMagazine.