Microsoft: 18 mil demissões, vários projetos engavetados e foco total no Windows Phone

Microsoft.
Foto: Robert Scoble/Flickr.

A Microsoft anunciou hoje que até o ano que vem demitirá até 18 mil funcionários. Desses, 12500 serão da Nokia, adquirida no começo do ano.

Esse não foi o único anúncio de hoje. Em uma carta direcionada a funcionários, Stephen Elop, vice-presidente da divisão de Dispositivos e Serviços da Microsoft, anunciou que a empresa passará a focar no Windows Phone, inclusive no segmento de entrada. Isso significa que o Nokia X, a linha de smartphones de entrada com Android, será descontinuado — e o anúncio da segunda versão, algumas semanas atrás, fica ainda mais estranho.

A linha Asha continua, a cargo de outra divisão liderada por Jo Harlow, só que em “modo manutenção”. Segundo um memorando de Harlow, esses aparelhos e outros mais simples, incluindo os icônicos celulares básicos com bateria duradoura e teclado numérico, não receberão novidades e serão descontinuados gradativamente ao longo dos próximos 18 meses. MixRadio e Xpress Browser, apps da Nokia para ouvir música por streaming e navegar com economia de dados, terão o mesmo destino até serem vendidos. Algumas fábricas ao redor do mundo serão fechadas, outras, reestruturadas. A do Brasil, em Manaus, aparentemente passará intacta por essa turbulência.

Passada essa fase, tudo o que restará na Microsoft em relação a smartphones será o Windows Phone. Não chega a ser exatamente uma surpresa.

Tem mais: o Xbox Entertainment Studios, responsável por séries de TV exclusivas para a Xbox LIVE, também será fechado. As séries já em produção, que incluem uma sobre a franquia Halo e outra sobre os primórdios dos video games, serão finalizadas. É o fim prematuro da promessa de produzir conteúdo audiovisual original para bater de frente com a Netflix.

Demissões são sempre ingratas, mas a notícia parece ter agradado os investidores — os papéis da MSFT operam em alta de 3%. Além da Bolsa, analistas também acham que essa reestruturação será benéfica, até necessária nesses novos tempos em que de líder disparada a Microsoft passou a responder por apenas 14% dos equipamentos vendidos no mundo, considerando outros form factors além de desktops e notebooks.

Defendi esse ponto algum tempo atrás e, na WPC desse ano, Kevin Turner disse que a mentalidade dentro da empresa é essa mesma:

“A realidade é que o mundo mudou, o mundo evoluiu. Agora mensuramos nós mesmos no espaço de dispositivos no total. Temos uma oportunidade bem maior do que já tivemos no passado para aumentar nosso negócio, mas temos que repensar como o encaramos.”

Apesar do excesso de jargões corporativos e da prolixidade, aquele e-mail de Satya Nadella antecipava mudanças nesse sentido. Mais do que demissões, ele parece estar disposto a mudar a cultura interna. Faz um bom tempo que a Microsoft é vista como uma empresa lenta, sempre correndo atrás depois que as concorrentes inovam. Mudar essa percepção é importante.

Há quem diga que essa nova postura reflete um posicionamento mais humilde, como se a Microsoft soubesse que não é mais protagonista da tecnologia de consumo e estivesse agindo de acordo. O tempo dirá se essa impressão se confirma na prática. Apesar das demissões, a Microsoft continua enorme, com milhares de funcionários inteligentes e um portfólio de produtos para o consumidor doméstico que, embora não seja a melhor opção hoje, tem bastante potencial.

Assine o Manual do Usuário

Bill Murray fazendo propaganda para o exército.A partir de hoje o Manual do Usuário passa a ter planos de assinatura com valores flexíveis, começando em US$ 1 por mês.

Essa mudança foi possível graças ao Patreon, serviço que é similar ao Kickstarter, mas para projetos continuados. São seis planos que além de bancarem a existência do site, dão direito a benefícios variáveis, do mais básico (meu agradecimento e acesso ao grupo fechado do Facebook) ao mais avançado (com todos os benefícios, mais um canal direto comigo para tirar dúvidas).

Enfim, entre lá na página, veja o vídeo, leia as instruções e, se achar que o Manual do Usuário vale alguma coisa, torne-se um assinante.

Apple e IBM unem forças para ganhar clientes corporativos

Parceria histórica, segundo a Apple.
Ginni Rometty e Tim Cook, CEOs da IBM e Apple. Foto: IBM/Flickr.

Não costumo abordar tecnologia corporativa por aqui. Embora muitas empresas usem gadgets e até software similares aos do mercado doméstico, as aplicações costumam ser bem diferentes — mais focadas, em rede extensas e bem controladas, e tendo segurança e estabilidade como prioridades. Certas coisas, porém, não podem passar batidas. Uma delas é o acordo firmado entre Apple e IBM.

Dispositivos iOS têm um pé firme no ambiente corporativo. A Apple gosta de dizer, sempre que possível, que 98% da Fortune 500 usa ou está testando aplicações com o iOS. Embora pareça muito, pelo que Tim Cook disse ao New York Times isso representa a ponta do iceberg: “A penetração [nas empresas] é baixa e o teto está tão acima de nós que é inacreditável”. Em outra entrevista, esta ao Recode, Cook reforçou as vantagens da parceria:

“Somos bons em construir uma experiência simples e em fabricar dispositivos. O tipo de expertise profunda na indústria que você precisaria para transformar o corporativo não está no nosso DNA. Mas está no da IBM.”

Pelo acordo, que não teve qualquer cifra revelada, Apple e IBM unirão forças para desenvolver apps corporativos usando os avançados serviços na nuvem, análises diversas e big data da IBM. Serão mais de cem, a serem lançados a partir do segundo semestre, para setores como vendas, planos de saúde, bancos, viagens e transporte.

A IBM também oferecerá suporte e destinará seu corpo de profissionais à promoção de iPhones e iPads diretamente nas empresas a quem presta serviços, o que pode aumentar em muito os relatórios trimestrais de vendas da Apple — contratos corporativos costumam alcançar números expressivos e serem duradouros. Da Apple, além da força no desenvolvimento dos apps e dos próprios dispositivos iOS1, virá um plano corporativo do AppleCare, a garantia dos seus equipamentos. O objetivo é unir a mobilidade e facilidade de uso da Apple ao poderio das soluções corporativas em uma camada mais baixa da IBM e levar essa combinação a trabalhadores e empresas do mundo inteiro.

O mercado corporativo costuma ser fator determinante para empresas que nele atuam. Entre aquelas que têm o outro pé no doméstico, Microsoft, BlackBerry, Google e Samsung devem estar preocupadas com esse anúncio. Juntas, Apple e IBM podem abocanhar fatias generosas do faturamento dessas concorrentes. Não hoje, provavelmente nem amanhã, mas a longo prazo, quando contratos expirarem e os receios típicos do meio, como a segurança de dados e o form factor diferente, forem superados.

Estragos imediatos já foram sentidos, porém: após o anúncio do acordo, as ações da BlackBerry despencaram mais de 10%.

  1. Reparou que a parceria é apenas para dispositivos iOS, nada de OS X?

Google sinalizará sites que usam tecnologias não suportadas, como Flash, nos resultados da busca

Do blog do Google para webmasters:

Um incômodo frequente para usuários da web é quando os sites exigem tecnologias do navegador que não são suportadas pelos seus dispositivos. Quando os usuários acessam páginas do tipo, eles podem ver nada além de um espaço em branco ou perder grandes porções do conteúdo da página.

A partir de hoje, indicaremos aos usuários do buscador quando nossos algoritmos detectarem que páginas que podem não funcionar em seus dispositivos. Por exemplo, o Adobe Flash não é suportado em dispositivo iOS e as versões 4.1 e posteriores do Android; uma página cujo conteúdo é formato na maioria por Flash será indicada assim:

Novas políticas para os resultados da busca.
Imagem: Google.

Quando escrevi sobre a última “falha” do Flash aproveitei para perguntar quando e onde o Flash ainda é utilizado. Esperava menos situações, mas uma coisa que me chamou a atenção foi que nenhum dos sites citados eram de conteúdo. São serviços multimídia, basicamente streaming de vídeo e música.

Com as técnicas e o suporte dos navegadores modernos a HTML5 e outras linguagens mais maleáveis, sobra pouca ou nenhuma justificativa para adotar em 2014 o Flash em, digamos, um site de cunho jornalístico. Paralelo a essa novidade, o Google anunciou duas fontes de recursos para auxiliar eventuais migrações, o Web Fundamentals e o Web Starter Kit.

O emprenho do Google em desestimular o uso dessas tecnologias é positivo, mais um passo para que, gradualmente, Flash, Java e outras tecnologias deem lugar a padrões mais avançados. A grande virada deverá ocorrer quando o Chrome para desktop abandonar o Flash, que há quatro anos vem integrado no navegador.

Para barrar crescimento dos Chromebooks, Microsoft aposta tudo em preço baixo

Slide anti-Chromebooks da Microsoft na WPC.
Slide: Microsoft.

Durante a WPC 2014, evento anual da Microsoft para parceiros comerciais, Kevin Turner, COO da empresa, anunciou uma investida contra os Chromebooks, notebooks que rodam o Chrome OS do Google que, por sua vez se resume ao navegador Chrome em uma distribuição Linux leve, rápida e virtualmente imune a vírus e outras ameaças.

(Dê uma lida no meu review do Chromebook da Samsung para ter uma ideia melhor.) (mais…)

[Review] Galaxy Note Pro 12, o maior tablet da Samsung

Olhando de longe, tablets parecem smartphones esticados. Essa era uma crítica recorrente quando o iPad surgiu e, não fossem as adaptações no software, seria uma correta. Se o tamanho maior da tela é o que justifica a existência dos tablets e o que fascina tanta gente, por que não apostar em telas ainda maiores? Provavelmente esse pensamento passou pela cabeça do engenheiro ou executivo que propôs o Galaxy Note Pro 12 na sala de reuniões da Samsung.

Dentro da infindável linha Galaxy existem algumas ramificações. “Neo”, por exemplo, indica produtos levemente inferiores. “Duos”, com suporte a dois SIM cards. O termo “Note” informa de pronto ao consumidor que uma stylus acompanha vem no pacote, seja ele tablet ou smartphone. Assim, o Galaxy Note Pro 12 é um tablet de 12,2 polegadas com uma canetinha grudada, a S Pen, e que tem como alvo clientes corporativos, gente que usa tablets para trabalhar, para produtividade.

Nada impede que eu ou você compremos um Galaxy Note Pro 12 para assistir Netflix e fazer desenhos no SketchBook. Afinal, são 12,2 incríveis polegadas! Mas mais é melhor? Ou há contratempos nessa vastidão de tela? É o que descobriremos agora. (mais…)

Microsoft inicia distribuição da Lumia Cyan, atualização que traz Windows Phone 8.1

https://www.youtube.com/watch?v=GceaQE12dGk

Começa hoje a distribuição da atualização Cyan para smartphones Lumias. Ela traz o Windows Phone 8.1 e melhorias exclusivas para a marca. Quais?

  • Central de Ações (cortina de notificações com atalhos rápidos)
  • Word Flow (digitação deslizando os dedos no teclado)
  • Melhorias no uso do aparelho em redes corporativas
  • Nova tela de bloqueio e opções para os blocos dinâmicos na tela inicial (terceira coluna e imagem de fundo)
  • Creative Suite 6 (não confundir com a da Adobe)
  • IE 11
  • Para quem prefere usar o Windows Phone em inglês, a Cortana.

O Lumia 1520 ainda ganha algumas exclusividades, como aperfeiçoamentos em fotos e vídeos, uma nova tecnologia de compartilhamento de tela e a ativação do SensorCore, para monitorar e gerenciar dados de atividades físicas.

Quem já passou por uma atualização dos Lumias sabe que ela é gradual e varia de modelo para modelo, e de operadora para operadora. Esta página mostra o status — e, no momento, a atualização em todos os modelos de todas as operadoras nacionais está “em testes”.

Fim do caderno Tec, da Folha

Vera Guimarães Martins, na Folha:

As três décadas de vida do caderno de tecnologia acabam nesta segunda. A Secretaria de Redação anunciou na sexta (11) que, a partir de 21 de julho, Tec deixará de existir como suplemento.

O conteúdo mais alentado e reflexivo, que circulava às segundas, será acomodado em duas páginas encartadas em Mercado, que já abrigava a cobertura factual diária do setor de tecnologia.

À exceção de Ronaldo Lemos, que segue no impresso, os demais colunistas e a seção de quadrinhos serão publicados só no site de Tec. Os cadernos especiais temáticos serão produzidos quando se revelarem comercialmente viáveis.

A decisão, segundo a Secretaria de Redação, se deve ao baixo retorno publicitário. Os anunciantes foram minguando nos últimos tempos e praticamente sumiram -na contramão do noticiário, da audiência digital e da importância econômica do setor de tecnologia, que dispararam em curva oposta.

Alguns dados de audiência da versão online do Tec também são citados. Não acompanhava a versão impressa do Tec e não sei se alguém sentirá falta — as reações que vi por aí seguem a linha “já tinha ido e esquecera de cair” –, mas é sempre ruim, para o todo, quando uma publicação grande da área some ou tem baixas, como é o caso.

Os novos apps da Philco aprovados pelo Ministério das Comunicações são intrigantes

Quando o Ministério das Comunicações anunciou a exigência de apps nacionais nos smartphones comercializados aqui que quisessem se beneficiar da Lei do Bem, havia dois temores.

Primeiro, o de que esses apps viessem pré-instalados. Existia a possibilidade legal, mas reinou o bom senso junto às fabricantes e, até onde conheço, todas optaram por um atalho para baixar esses apps. O outro, de que a cota fosse preenchida por apps rasos, apenas para cumprir a obrigatoriedade legal. Não foi o caso com todas, e talvez a nova lista da Philco revele surpresas, mas esses nomes, e essas funções…

A notícia é da semana passada (a lista saiu no Diário Oficial da União de sete de julho), mas só soube dela hoje. O MiniCom aprovou uma nova rodada de apps da Philco, a maioria desenvolvida por uma talde Tap4 Informática. Confira alguns nomes:

  • Philco Bateria
  • Philco Câmera Frontal
  • Philco Clima
  • Philco Conversor de Moedas
  • Philco Lanterna
  • Philco Marcador de Livros (!)
  • Philco Fitness
  • Philco Tetris

A falta de originalidade no batismo desses apps já é meio chata, mas é a utilidade, que presumo dos nomes, o que mais intriga. Os apps soam redundantes e extremamente básicos, quando não são indecifráveis — o que o Philco Marcador de Livros faz, afinal?

Em meio a tudo isso, pelo menos um já tem minha admiração de cara: o Philco Gravador de Voz. Acredite se quiser, mas o Android não tem um app do tipo pré-instalado.

Na Nigéria, smartphones da Samsung virão com uma tela de bloqueio diferente

É assim que os smartphones da Samsung na Nigéria serão desbloqueados.
Start, da Celltick.

A Celltick, empresa que se define como “uma líder global em comércio iniciado [em dispositivos] móveis”, firmou parceria com a Samsung Electronics West Africa para cuidar da interface dos smartphones Samsung comercializados na Nigéria.

Não é o fim da TouchWiz. A interferência da Celltick se limita à tela de bloqueio e é baseada no Start, um app disponível gratuitamente no Google Play. Ele oferece abas à esquerda para conteúdos selecionados pelo usuário e atalhos rápidos no botão de desbloqueio da tela. Testei aqui e é legal, embora a posição dos conteúdos, do lado esquerdo, seja ruim de alcançar em smartphones maiores. O Start proporciona mais utilidade (e atenção) à tela de bloqueio e atalhos bem rápidos para uma variedade grande de apps. Não sei, porém, se usaria no dia a dia.

O comunicado à imprensa da Celltick fala de oportunidades para a distribuição de cupons de desconto. De fato, no meu teste encontrei um disponível, além de outra aba dedicada à Copa do Mundo (que, para você, leitor do futuro, terminou ontem). A prometida utilidade vem ao custo de umas propagandas jogadas na sua cara eventualmente.

A única coisa que não entendi muito bem é o que esse “Galaxy 11” citado significa. É o mesmo nome de uma campanha de marketing global da Samsung que coloca jogadores de futebol contra aliens (?), mas o comunicado parece se referir ao termo como se fosse uma linha de produtos.

Alguém quer um relógio inteligente?

Kevin Roose, na New York:

Apesar de todo o barulho em torno dos [gadgets] vestíveis, não está claro quem deveria estar comprando eles. Menos da metade dos entrevistados em uma recente pesquisa da Accenture disseram que considerariam comprar um relógio inteligente, e mesmo os analistas mais otimistas preveem apenas 20 milhões de relógios do tipo vendidos esse ano, número insignificante comparado aos das vendas de smartphones e tablets. O ceticismo do mercado talvez seja em função do quão cedo os primeiros relógios inteligentes saíram de cena (poucos duraram mais do que um ou dois anos antes de serem tiradas das prateleiras). Mas o mais provável é que os relógios inteligentes atuais continuam sendo gadgets misteriosos e de certa forma redundantes. Até os modelos mais sofisticados não fazem nada que um celular não consiga, exceto ficar confortavelmente no seu pulso. E o fator novidade ainda é alto. Os caras dos códigos do Vale do Silício podem apreciar a capacidade de pedir pizza a partir do próprio pulso (o que é, por sinal, um app real do Android Wear), mas o resto de nós não tem muita necessidade de outro dispositivo para carregar por aí, manter carregado e se preocupar em não quebrar.

Em certo sentido o ceticismo é parecido com o que acometeu o iPad, mas isso não garante que o Android Wear e outros relógios inteligentes terão o mesmo destino.

Instagram Direct e vídeos: as pessoas estão usando?

Quando surgiu, em 2010, o Instagram foi um sucesso imediato. Fácil de mexer, com filtros poderosos e focado em uma coisa, fotos. Esses e, talvez, outros fatores levaram à conquista de uma base de usuários grande e fiel.

Com o passar dos anos e após a aquisição pelo Facebook, eventualmente o Instagram buscou se diversificar. As maiores novidades foram o Instagram Direct, que restringe a exibição de uma foto ou vídeo a poucos contatos, e os vídeos de até 15 segundos, liberados na cola do sucesso do Vine, serviço do concorrente Twitter.

Como eles estão se saindo? Na Fortune, Jessi Hempel traçou um perfil do Instagram hoje. Lá pelo final, a matéria traz essa resposta:

O Instagram oferece um recurso que permite aos usuários tornarem suas contas privadas, e na medida em que novas levas de usuários entram no serviço, um pouco mais deles estão o usando. E em dezembro, o Instagram lançou um produto de mensagens privadas. A maior parte da imprensa de tecnologia foi rápida em descartá-lo, mas dados sugerem que ele está ganhando tração. De acordo com o Instagram, ao longo do mês passado 45 milhões de pessoas, ou cerca de 25% dos seus usuários, enviaram ou receberam mensagens diretas no serviço.

A empresa tem tido menos sucesso com seus vídeos de 15 segundos, lançados pouco depois que os vídeos do Vine, do Twitter, se tornaram populares. Embora [Kevin] Systrom diga que o Instagram está contente com eles, a empresa não divulga informações quantas pessoas estão publicando vídeos, e duas fontes próximas sugerem que eles têm sido decepcionantes. De certa forma, a bênção da empresa talvez seja sua maldição: ela construiu sua reputação ao permitir que seus usuários fizessem uma coisa extremamente rápida e incrivelmente bem.

Adidas lança bola de futebol inteligente

https://www.youtube.com/watch?v=VJwR4C9QjKM

Talvez este um daqueles momentos onde paramos e nos perguntamos se fomos longe demais.

A miCoach Smart Ball sincroniza com o iPhone via Bluetooth e mensura a força, distância e os giros dos chutes, colocando tudo isso em gráficos e ajudando o atleta de fim de semana a melhorar suas habilidades. Como tem bateria, precisa ser recarregada. Sim, você recarrega… uma bola.

O que mais chama a atenção é que a Adidas direciona essa bola inteligente a jogadores de fim de semana, não aos profissionais. Na matéria do Engadget, Christian DiBenedetto, diretor de inovações sênior da Adidas, vislumbra um futuro onde bolas do tipo serão usadas em jogos profissionais, fornecendo dados em tempo real para deleite de torcedores e técnicos.

Nos seis anos da App Store, o desafio da Apple é tirá-la de 2008

Hoje a App Store, loja de apps e jogos do iOS, completa seis anos. Parabéns! Para celebrar, tem vários jogos e apps em promoção — as listas do TUAW e Gizmodo são complementares.

É quase dispensável falar da importância que a App Store teve não só para o iPhone, mas para toda a indústria. Ela simplificou a distribuição e instalação de aplicativos em smartphones, coisa que até existia antes no Windows Mobile, Palm e Symbian, mas de forma totalmente desorganizada. Criou novos filões para desenvolvedores, mudou a expectativa que os usuários tinham de apps (massificou o termo app!), mexeu profundamente na precificação do software. Para o bem ou para o mal, a App Store deu início a uma nova fase para o software que usamos no dia a dia.

Apesar disso, ainda existe espaço para melhorar. Ao longo desses seis anos o funcionamento da App Store pouco mudou. Tivemos, sim, algumas novidades como as compras in-app, mas o modo de usar, a “descobertabilidade” dos apps permanece estagnada, como era em 2008. Para ter seu app reconhecido e fugir da assustadora estatística recentemente divulgada de que 80% dos títulos presentes lá são zumbis (PDF), ou seja, solenemente ignorados por público e crítica, a única saída é ser descoberto por alguém — um editor de site, alguém influente ou os curadores profissionais da Apple.

https://twitter.com/Vectorpark/statuses/479684862526251008

Não faz muito tempo o desenvolvedor Andy Baio foi ao Medium para lançar ideias sobre como a App Store poderia mudar esse cenário. (Por extensão, elas valem também para todas as outras lojas de apps.) A chave para abrir essa porta, segundo ele, é recorrer às redes sociais.

Com a criação de um equivalente ao Grafo Social do Facebook, só que para apps, a Apple conseguiria direcionar pequenas pérolas a quem interessa. Em vez da hierarquia corrente ser de cima para baixo, ou seja, uns poucos apps destacados sendo usados pela maior parte da base, com critérios sociais e recomendações personalizadas haveria uma diluição maior e desenvolvedores e apps novatos teriam chance de emplacar sem depender de QI, o famoso “quem indica”.

O texto dele é uma descrição detalhada de como esse sistema funcionaria. A Apple não tem um histórico decente com redes sociais (lembra do Ping?), mas é algo que vale a pena tentar. Se desse certo, beneficiaria a todos — desenvolvedores, usuários e a ela própria.

Digg Deeper

A volta do Digg é uma das coisas mais legais da web nos últimos anos. A Betaworks, atual dona e responsável por ressuscitar o sistema, continua adicionando recursos legais à plataforma. Primeiro, um agregador de feeds; hoje, o Digg Deeper.

O Digg Deeper é baseado na tecnologia do News.me, outro produto da Betaworks que foi descontinuado com a compra do Digg. Nesse retorno, ele analisa os links compartilhados por seus contatos no Twitter e faz uma curadoria automatizada dos mais relevantes, exibindo alertas na página inicial do Digg, por e-mail ou pelo app para iOS.

Essa curadoria é o grande barato da coisa, e o que o distancia de outras soluções, como a integração com Twitter do Safari, navegador da Apple. Do anúncio:

O ingrediente mágico é a forma como analisamos seu feed do Twitter para determinar o volume certo de alertas. Por exemplo, um componente do algoritmo mensura a atividade acerca de cada link no seu feed. Se você segue zilhões de contas que estão linkando para centenas de posts por dia, você pode receber um alerta se cinco amigos compartilharem o mesmo link. Mas se você segue apenas algumas contas, poderá receber um alerta quando apenas dois amigos compartilharem aquele link.

Nesse sentido ele se parece muito com o Fever, um agregador de feeds — a explicação do Paulo, que usa o Fever, é bem boa.