“Como usuário do Windows, é um jeito surreal de instalar um aplicativo” 
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Das muitas estranhezas que uma pessoa novata tem no macOS, a maneira de instalar aplicativos é das mais curiosas. Basta arrastar o ícone para qualquer lugar, de preferência o diretório /Applications. Os instaladores (arquivos *.dmg) costumam abrir janelinhas no Finder com instruções. Marcin Wichary coletou um punhado delas para analisar as diferentes maneiras com que desenvolvedores guiam os usuários.

6 comentários

  1. Olha, não acho que seja fácil pra quem desconhece o sistema, que esteja vindo do Windows.
    Precisa saber antes essa metáfora do CD/pen-drive plugado. Você dá clique duplo no DMG e a janelinha abre. Beleza, muitos devs colocam a setinha pra arrastar pra pasta Aplicativos, mas nem todos. E se der clique duplo no app, dentro da janela do DMG, o app vai rodar (em geral). Aí a pessoa acha que instalou, mas não. Então tem que saber que tem que arrastar pra fora da janela e depois EJETAR a janela, não apenas fechá-la. E se arrastar pro Desktop, o app estará ali, e não só um atalho dele.
    O método é facílimo, mas depende que alguém te ensine.
    Nesse sentido, acho o tão criticado Next>Next>Next>Finish do Windows mais a prova de erros.

  2. Tão surreal quanto é o apagar arrastando o ícone para a lixeira.

    1. Hehehe, diferente, mas soa mais natural, né? Esse método oficial, porém, não apaga arquivos gerados pelo aplicativo no diretório do usuário (/Users/usuario). Por isso desinstalo apps com o AppCleaner.

  3. Também nunca usei o sistema, mas pelos prints que vejo tenho a impressão que o MacOS tem um pouco daquela interação divertida dos CD-ROMs dos anos 90. Um pouco esqueumórfico, é como se fosse um encarte bonito que evoca mais sensações do que os programas podem entregar. Muito legal. Deveríamos ter mais disso.

  4. Eu não tenho contato com o sistema. Esse .dmg é uma “pasta” com o programa e nesse caso, um atalho para a pasta apps? Seria isso?

    1. É uma imagem que precisa ser montada no sistema, como se fosse um pen drive ou SSD externo. Dá para criar imagens *.dmg com arquivos comuns também. Sei lá por que esse formato foi adotado para distribuir aplicativos. Talvez por ter um “autorun.ini” (essa só os terceira idade vão pegar) embutido? Porque assim que você monta o *.dmg, ele abre essa janelinha do Finder que o post reuniu.

      É meio besta, mas meio que funciona? O mais curioso é que os próprios aplicativos são pacotes de arquivos (dá para clicar com o botão direito e escolher “Mostrar Conteúdo do Pacote”). Em certo sentido, lembra (e talvez tenha inspirado) esses novos formatos do Linux — Flatpack, AppImage, Snap.

      Em paralelo, tem a App Store, que é como lojas de aplicativos para celulares: nela é só clicar no botão “Obter” e o aplicativo é baixado e aparece no local correto automaticamente.