Post livre #234

Toda semana, o Manual do Usuário publica o post livre, um post sem conteúdo, apenas para abrir os comentários e conversarmos sobre quaisquer assuntos. Ele fecha no domingo por volta das 16h.

125 comentários

  1. Surface Duo.
    https://www.youtube.com/watch?v=R1CNwBzYqRs

    E ai pessoal, o que acharam da apresentação do produto?
    Eu não consigo mais me empolgar com a Microsoft nesse ramo móvel. Tanto tempo pra explicar como um produto funciona e justificar seu uso mostra como eles podem falhar novamente.
    E essa lacuna entre as duas telas?? Logo os concorrentes vão lançar aparelhos com telas inteiras.
    Vamos ver o que vai ser desse aparelho nos proximos anos.

    1. Eu gosto do conceito de duas telas. Desde o Nintendo DS. Mais do que um telefone dobrável, por exemplo. Agora, se isso é “vendível” pro resto das pessoas é outra discussão. Pelo que eu vi a tendência é o formato da Samsung mesmo, fechando um livro com as telas, parece que esse formato está se “enraizando” como formato preferido por quem gostaria de ter mais espaço.

  2. Tenho pego uma mania: se a pessoa não fala comigo por muito tempo nas redes sociais (mensageiros tipo whats incluso), acabo apagando o contato da mesma.

    Ajuda um pouco a manter a sanidade

  3. uma dúvida para o pessoal do código:

    aquela mítica briga entre vim e emacs ainda existe?

  4. Oi gente! Sou apoiadora do Manual há algum tempo, mas não sou de participar no post livre. Não sou da área de tecnologia e acompanho os conteúdos de Ghedin para me “inteirar” de alguma forma.

    Tenho refletido sobre acessibilidade e estava pensando em adicionar uma versão em áudio para cada texto novo do meu blog. Vocês acham que faz sentido? Teriam alguma recomendação de hosting para esse tipo de áudio (considerando que não seria um podcast)?

    1. Não entendo muito disto, mas pelo pouco que sei, existe serviços de audiodescrição que são fornecidos e você pode colocar no seu blog, isso claro dependendo do caso.

      Acho que tem um leitor do MdU que tem problemas de visão e faz uso de sistemas de descrição automática. Neste caso, o que muitos que lidam com isso recomendam é que não tem problema você só deixar o texto. Só fazer a gentileza de descrever as imagens, e evitar efeitos visuais que gerem problemas no leitor de audiodescrição que alguém usa. Por exemplo, usar letras fora do padrão para gerar um efeito de ASCII Art.

      1. o q eu uso no meu site não me agrada muito, mas pelo menos não tem propaganda nele. parece ser o menos invasivo.

      2. Verdade, geralmente quem prefere ou precisa ouvir o texto já tem seu método definido. Por outro lado, oferecer o áudio com sua voz e entonação pode ser uma boa ideia. Mas o texto falado não funciona como o escrito e vice versa, então talvez precise de duas versões.

      3. @Montarroios e @Roberto

        Acho que misturei coisas no meu texto e errei o termo.

        Primeiro que não é Audiodescrição – isso é usado mais em imagens e vídeos. Para textos corridos, é NARRAÇÃO, e isso, posso estar errado, existem ferramentas nativas (Text-to-Speech) nos principais OSs. O importante, ressaltando, é a questão de sempre lembrar de descrever imagens e evitar ao máximo uso de ASCII Art ou caractere especial.

        Segundo que narrar o próprio texto, como o @Roberto sugeriu, vai da pessoa. Acho legal se a @Cíntia pegar a ideia também (disfarça, acho que ela já botou como embutida no texto), mas como lembrado, cada pessoa tem seu rítmo. Neste caso, tentar ter uma cadência que a pessoa possa depois ajustar a velocidade da narração, é uma boa também.

    2. uso alguns recursos de acessibilidade no meu projeto: saberanimal.org. dá uma espiada lá. tem o leitor do texto, tradutor de libras por avatar e controle de constraste e tamanho de fonte. acho q com isso consegui cobrir a maior parte das necessidades. mas ainda preciso ter mais cuidado com as imagens, no texto alternativo delas.

    3. Oi Cíntia!

      A abordagem que tenho aqui no Manual é manter o código do site o mais enxuto possível, para que ele funcione bem com leitores de tela. Acredito que isso seja mais funcional para cegos do que uma narração, porque eles já estão acostumados com a entonação e velocidade, e podem ajustar esses dois parâmetros como quiserem.

      Se você mesma ou alguém contratado for narrar e você só quiser colocar o áudio junto ao texto, mais ou menos como acontece no Tecnocracia, basta subir o arquivo MP3 e incluí-lo no texto como se fosse uma foto. Isso presumindo que você use WordPress. Esse sistema suporta a inserção de áudio e vídeo nativamente. Aqui explica melhor como fazê-lo.

      Mas o ideal, mesmo (e algo que eu só fiz superficialmente), seria falar com alguém cego e pedir feedback. Eles darão um caminho muito mais seguro do que qualquer um de nós aqui. Se enveredar por esse lado, nos conte depois a que conclusão chegou e que mudanças fez no seu site.

  5. Assistam Crip Camp, na Netflix. Não sou fã de documentários, mas esse é muito bonitinho, e fala sobre algo que é mais importante do que a gente imagina.

    1. Assisti e endosso a recomendação, achei incrível o documentário, sou totalmente leigo nesses aspectos técnicos, mas adorei como a história foi retratada, além disso, é uma história que deveria ser mais conhecida do que é.

  6. Alguém desconfia o porquê de falar o valor do salário que cada um ganha entre colegas de trabalho ainda ser um tabu?

    1. Talvez porque o brasileiro é competitivo ao mesmo tempo em que tem medo de inveja? Geralmente a gente calcula o salário pelo modelo do carro. Em alguns casos imaginando que o caboclo deve estar comendo pão com mortadela pra pagar o financiamento :)

    2. Eu sempre falei o meu salário de boas. Mas meus pais ainda tem um tabu quanto a isso. E conheço muita gente que não gosta.

      Algumas empresas é fácil saber quanto a pessoa ganha porque tem plano de carreira (tipo, se você é nível I-4 ganha R$3800) mas a maior parte não é assim, tirando as carreiras estatais.

      Eu acho que isso deveria ser mais aberto, assim não se correria o risco de uma pessoa exercer a mesma função e ganhar bem menor por não saber “negociar”.

      1. Isso, ou descobrir que fulano ganha muito pra trabalhar muito pouco.
        Tenho colega que ganha uns 4K na barbada, mas ganha isso por que tá na empresa faz 14 anos (!) e soube negociar os aumentos.

      2. Esqueci de comentar que esse colega não possui sequer ensino superior. Ele é bom no que faz, mas nunca vai achar outro trabalho que pague tão bem pra trabalhar tão pouco. hahahaha

    3. Seguindo os três, é um fator cultural que é a soma de tudo o que eles falam, mais o medo de ser alvo de pessoas com interesses escusos. Nada garante que um colega de trabalho apenas esteja lá para investigar outros por exemplo.

      Também há o fator de que alguns podem ter ganhos ilícitos, e com isso falar o salário, ao mesmo tempo que o que a pessoa aparenta ter soa como se ela tivesse outra forma de ganho.

      Não existe só um fator para esta questão

    4. A empresa é a unica que sai ganhando com toda essa paranóia entre os funcionários.. Acho que alguns também podem sentir-se intimidados ao abrir os valores. Tipo, como se algum colega pudesse tomar o cargo.
      Eu nunca tive problema em conversar sobre ganhos.

      1. Creio que é meio ilusório a empresa sair ganhando nessa. Empresas querem pessoas dedicadas a ela, mas jogos de ciúme / inveja fazem a empresa ser mais mal vista (Ow Henrique Martin? Tu que entende mais disso, pode fazer uma honrosa visita a este humilde e bagunçado espaço de comentários?)

        1. A empresa ganha porque sem as pessoas saberem quanto cada cargo ganha (sem plano de carreira definido) ela pode contratar pessoas que seriam caras por um salário irrisório. Por isso a maioria das empresas deixa o salário da vaga “à combinar”, apenas empresas muito grandes tem uma faixa salarial definida para cada cargo/experiência/formação e fazem a proposta baseando-se nisso.

          No final, a empresa ganha quando essa cultura se mantém porque ela pode fazer leilão de funcionário.

          1. Tenho notado que esta coisa de “leilão de funcionário” acaba ferrando a própria. Empresas que lidam assim acabam tendo funcionários não muito atuantes, que estão mais pelo dinheiro e “estabilidade” (ou direitos depois da demissão) do que para trabalhar.

            É difícil dizer pois na verdade há anos não trabalho empregado ou conheço alguém de RH (já atendi uma empresa de RH bem simplória – simplória até demais, ao ponto de eu pedir para eles não me chamarem mais).

            O que temos hoje é uma massa de desempregados porque as empresas não sabem como lidar com seus empregados – e sonham com automatização ou servidão. :\

          2. @ ligeiro

            Mas aí você está partindo do pressuposto de que as empresas estão se importando com os funcionários. O “turn-over” na maioria das empresas privadas é bem elevado, principalmente em cargos de entrada (as pessoas vão pulando de emprego em emprego até conseguir um cargo de gerência/liderança).

            As pessoas sacaram isso – que as empresas tratam funcionários como descartáveis – e agem de acordo, tratando a empresa como descartável. Ninguém vai se dedicar a uma posição onde uma mínima oscilação no mercado/lucro e você está na rua (com sorte sacando FGTS e podendo pedir seguro-desemprego).

          3. @pilotti

            Então, não é bem que “empresas ‘se importam'”, mas sim “empresas ‘estão preocupadas'” com os processos que tomam dos funcionários. Ou de perder as “galinhas dos ovos de ouro”. Mesmo em tempos de automação e padronização de atos, não duvido que exista o conceito de “profissional modelo”, aquele que se sair da firma, a produção para.

            De fato, funcionários nos tempos atuais são descartáveis porque há uma massa de pessoas que podem substituir, mas até certo ponto.

    5. certa vez eu li que essa era uma prática que foi estimulada pelos empresários e industriais no início da sindicalização, após a revolução industrial, com o intuito de desestimular trabalhadores a requererem equiparação de salários por meio do sindicato ao tomar conhecimento de colegas mais bem pagos e que aos poucos, essa prática adquiriu contornos morais, baseados em preceitos religiosos e bons costumes.
      mas agora eu pesquisei aqui pra ver se encontrava a fonte dessa informação e não achei. talvez seja conversa fiada, então. de qualquer forma, ficam aí meus dois centavos, kkkk

    6. Não sei as origens desse traço cultural. Comento para deixar uma dica: Glassdoor. É um site de “review de empregos”, anônimo, em que os funcionários comentam a experiência na empresa e divulgam seus salários.

  7. Boa tarde.
    Vai aqui uma pergunta de leigo: Pelo que tenho lido o navegador Edge é baseado no motor do Chrome. Tenho usado o Edge com a extensão do DuckDuckGo para fazer as pesquisas e tenho gostado bastante do resultado. O que quero saber é se o Edge padece do mesmo problema do Chrome no referente a consumir muita memória RAM.
    Obrigado.

    1. No meu notebook o Edge consome pouca memória. Inclusive, se você usa o Edge com a atualização de maio do Windows 10, ele usa menos memória que em versões anteriores do Windows. O Chrome também tava utilizando o segment heap pra gerenciar memória, mas eles “desligaram” por conta do impacto na CPU ser maior. Não vi diferença no Edge em relação ao consumo de CPU. Eu sinceramente não sei quanto o Chrome tem consumido de memória nesses tempos. Faz muitos anos desde que usei pela última vez. Mas em comparação ao Firefox, que eu posso usar aqui: o Edge usa em média 80MB de RAM aqui no post livre, enquanto que o Firefox tava usando, em média, 300MB. Não uso extensão em nenhum dos dois.

      Por que você usa a extensão do DDG pra pesquisa?

      1. Com a extensão do DuckDuckGo além de poder pesquisar por ele na barra de endereço ainda é feito o bloqueio dos rastreadores dos sites que acesso.

  8. usuários do quora: quem são? onde vivem? do que se alimentam?

    nunca na vida eu conheci alguém que tivesse o hábito de acessar o quora ativamente, fazer e responder perguntas sistematicamente no site… mas já encontrei muita informação relevante postada lá, vários fatos e explicações de difícil acesso em outros lugares da internet. qual o público-alvo do quora? qual o perfil do usuário de lá, afinal? vocês o frequentam?

    1. bicho, há uns 4 anos eu era viciado no Quora. só tinha resposta de muita qualidade. um dia perguntei de uma turbulência poderia derrubar um avião e apareceram especialistas da área falando sobre aerodinâmica e o escambau. esse tempo não existe mais.

    2. O Quora notabilizou-se por atrair gente especializada e importante em seus campos. Por definição, é um público pequeno, então quando a água bateu no pescoço (tiveram que apresentar resultados aos investidores), eles abriram o leque e aí virou o Yahoo Respostas com uma interface menos pior.

      Um artifício que eles fazem e que dá essa sensação de ser mais ativo do que é de fato é traduzir respostas do inglês para o português. O aviso é bem discreto, ou seja, é fácil passar batido por ele.

    3. Eu tenho um amigo que começou a traduzir algumas perguntas e respostas do Quora que ele achava interessante do inglês para o português nas horas vagas. Ele ganhou algumas centenas de reais por mês fazendo isso. Não sei como funciona o sistema de pagamento deles (acho que vc ganha por perguntas e respostas), mas ele disse que alguns usuários aprenderam a manipular o sistema fazendo um monte de perguntas e respostas idiotas, e o Quora reagiu mudando o sistema de pagamento e ele passou a ganhar bem menos.

    4. Conheço há muitos anos, mas nunca tinha criado conta até o começo desse ano.
      Nas primeiras semanas sempre respondia algo (prefiro responder do que perguntar) que tinha conhecimento, mas atualmente entro algumas vezes por semana. Ainda encontro boas repostas em coisas que gosto, porém como todo algoritmo de rede social, acabo recebendo um enxurrada de sugestões que não são muito do meu interesse no feed.
      Como tenho costume de desativar notificações por e-mail/push fico alguns dias que sem ir lá o que de certa forma é bom, pois toda rede social tem como principal objetivo te prender dentro do site num loop infinito, ai quando você olhar no relógio passou 1, 2 horas do seu dia lendo perguntas e respostas rsrs.

      Assim como Youtube e outros que pagavam razoavelmente no seu programa de parceiros no começo, parece que era assim no Quora PT. Agora se procurar encontra muita gente reclamando que ganham centavos pelas perguntas (Se não me engano só pagam pelas perguntas). Pode ser que aqueles que sempre traduzem perguntas ganham mais.
      Eu particularmente não me importo com o programa de parceiros deles, mas o critério é meio esquisito, pois tem gente que só faz pergunta,tem dezenas/centenas, mas não responde praticamente nada.

      Confesso que pode ser mais uma fonte de trafego para quem tem site/blog se souber usar (eu não sei rsrs), mas para isso precisa já ter certa credibilidade por lá, seja respondendo, fazendo perguntas e provavelmente ter milhares de seguidores.
      A vantagem com relação ao Yahoo resposta (era difícil colocar um link relevante por causa das denuncias, spam, mesmo sendo fonte) é que de certa forma incentivam colocar a fonte caso tenha, assim como sempre é feito nos artigos e comentários aqui no MDU, enriquecendo a resposta. Eu mesmo quando é algo relevante na resposta coloco um link de sites que encontrei na pesquisa (já coloquei como fonte o MDU).

      Uma das vantagens é poder solicitar que até 25 pessoas por dia (qualquer pessoa pode fazer isso ajudando/impulsionando sua pergunta) respondam suas perguntas . Já recebi mais de 200 solicitações de resposta para a mesma pergunta, ou seja, deve ser uma pessoa com uma “boa credibilidade” por lá.

      Acredito que não tenha um público-alvo, pois qualquer pessoa possui um conhecimento especifico que possa compartilhar respondendo uma pergunta relacionada.

  9. Tenho umas crescente biblioteca de fotos e vídeos pessoais. Especialmente depois do nascimento dos meus filhos vejo que a quantidade de conteúdo só aumenta.

    Apesar de tentar manter uma certa organização e backup dos arquivos, sinto falta de uma solução para gerenciar essa enorme quantidade de fotos. Muito tempo atrás usava (e gostava) do Picasa do Google, porém ele foi descontinuado.

    Vocês indicam alguma solução mais atual para isso?

    Tenho as fotos no google photos, mas queria uma solução local e que me ajude a detectar e deletar arquivos duplicados, agrupar fotos, criar álbuns, etc.

    1. Não é propaganda, juro, mas sempre indico a única coisa boa que a Adobe oferece gratuitamente: Adobe Bridge.

      1. Interessante essa discussão.

        Ando pensando muito no destino dos meus arquivos digitais depois que eu apitar na curva, principalmente essas criações artísticas como fotos em geral.

        Um tempão atrás eu digitalizei todas as fotos do álbum de família do modo mais profissional possível, com um scanner bom e salvando em formato raw. Ainda penso em imprimir tudo, embora os originais ainda estejam em bom estado. Mas me peguei pensando no por quê de tentar preservar fotos que só importam para mim e minha família. Eventualmente desapareceremos e nem haverá descendentes no meu caso em particular.

        Eu sempre me lembro de uma cena de um filme em que o protagonista está numa feira de rua, acho que nas margens do rio Sena, onde há uma banca com caixas e mais caixas de fotos antigas a venda. Fotos de pessoas aleatórias, mortas há muitas décadas. Fiquei impressionado e sempre me lembro dessa cena.

        E as nossas fotos digitais? Pra onde irão quando nem os nomes das pessoas que estiverem nelas forem conhecidos ou importantes mais?

        E isso me lembra aquela outra face da questão em que dizem que o melhor é sermos enterrados com nossa biblioteca.

        1. O trabalho que dedico às fotografias (e memórias de modo geral) é para enquanto eu estiver vivo mesmo. Rememorar fases da vida, pessoas queridas que já se foram ou estão distantes, coisas do tipo. Concordo contigo que o interesse por todo esse material não durará muito, se muito uma ou duas gerações; parece-me que depois disso a gente perde a conexão emocional que dá valor a esses materiais. (Se eu topasse com fotos dos meus bisavôs, que não cheguei a conhecer, seria interessante do ponto de vista histórico, mas no âmbito emocional seriam fotos de pessoas desconhecidas.)

        2. Concordo com o que o Ghedin falou. As fotos não vão a lugar algum. São suas, e para você ver. Se não te servirem mais, acho que não tem problema em sumir com elas. Se você achar que não tem valor, manda pra quem você acha que pode ter interesse e apaga depois.

    2. no gnu/linux existe o shotwell, funciona bem para seu proposito de organizar a biblioteca de fotos. gosto dele principalmente pq funciona bem com iPhone, é só plugar e deixar a magia acontecer.

  10. Essa semana converti minha esposa e um colega de trabalho a usar Linux.
    O notebook dela é recente, mas HD mecânico e 4GB de RAM deixam o windows 10 sofrível. O KDE neon deixou mais memória para o browser, pois o sistema em si só usa uns 500MB.
    Meu colega de trabalho tem um belo Dell Inspiron com DDR2! Nesse instalei o Manjaro KDE. Agora ele ao menos consegue abrir algumas abas no Firefox.

    1. Boa tarde. Instalei o Ubuntu Mate num notebook antigo com 3gb de Ram que uso para coisas leves em casa e ficou ótimo.

      Abraço.

    2. Alguns anos atrás eu tive a experiência de instalar o Linux num computador de um familiar e depois de um ou dois meses ao verificar novamente ele tava rodando Windows 7.

      Por conta de um problema na impressora eles chamaram um “técnico” que resolveu instalando o Windows! :)

      Para pessoas que basicamente usam o laptop para consumir conteúdo na internet e interagir nas redes sociais, o ChromeOS me parece ser uma ótima solução. Existem alguns projetos que possibilitam instalar esse sistema em PCs (ex. https://www.neverware.com/freedownload#intro-text). Nunca testei, porém fico curioso para entender como é a experiência e usabilidade.

      1. Pior que na verdade é fácil para um “técnico” – mesmo formado em uma Fatec – acabar sempre indo para o Windows.

        Aprender Linux requer sair da zona de conforto que o Windows propicia. Mesmo hoje bem mais fácil de mexer, muitos ainda tem medo de usa-lo, e recorrem a outros que eles julgam entender mais para configurar o Windows.

        No caso do Linux, é uma mistura de “trauma” com “frustração” – há ainda muito a ideia de que “se resolve as coisas na linha de comando”.

        Dias atrás mesmo fui configurar uma impressora de rede no Linux. Hoje até é mais fácil pois ela tem as mesmas ferramentas ou apresentações que o Windows – inclusive para reconhecer impressoras de rede, algo que eu estava fazendo no momento- , mas há algumas nuances na interface gráfica e nos termos usados que acabam confundindo quem não está acostumado.

        Só para se ter uma ideia, eu não sei porque peguei “ranço” do DioLinux, mesmo não vendo o canal dele. Me lembro dele em alguns fóruns e no site que ele tinha, mas só lembro da sensação, não das palavras.

        1. Eu não consumo conteudo do DioLinux por que o público dele é o iniciante e isso ele faz de forma excelente. Apresenta tudo mastigadinho e procura quebrar esses mitos da dificuldade com linux.
          Em termos de impressoras eu nunca tive problemas. Até mesmo com uma Samsung foi só plugar pra ter ela funcionando.

          1. Acho que não é por ser iniciante.

            Me chame de preconceituoso, mas uma coisa que peguei ranço / preconceito de “estereótipo de persona online” é “o cara com barba que ensina alguma coisa em algum site”. Ou o “gordo metido a formador de opinião”. Ambos sempre me soam pedantes (e lá vamos nós para um fio de críticas sobre o uso do termo “pedante”)

            Preconceito é uma porcaria, e é um trama que é um porre para ser lidado sempre no futuro.

  11. Ao ler o Bloco de Notas dessa edição, me deparei com a notícia da restruturação (ou em bom português – do facão) que passou a Mozilla.

    O que me chamou a atenção foi o título “Risco de extinção”.

    Baseado nisso, fiquei pensando o quão ruim para a internet se a Mozilla deixasse de existir. Além disso, existem outras iniciativas que também são importantes e que dependem de doações. Penso em exemplos como a Wikipedia e até o nosso querido Manual.

    O ponto é, vocês creem que exista algum modelo além das doações para manter essas iniciativas? Como isso poderia ser feito?

    1. Uma coisa que vejo a galera não fazer somatória é tanto o primeiro texto desta edição do Manual (sobre como ele se mantém) quanto o segundo texto (o tecnocracia sobre desigualdade).

      Para a sorte do Ghedin por exemplo, ele conta com pessoas que sentem que tem condições de patronar e assim ajudar o MdU a se estabelecer. Só que pessoas como eu já não tem tanta condição de patronar ou ajudar.

      Criar algo “isento” * – que tenha pontos que são baseados na franqueza, na verdade – noto que sofre quando vira “um produto” em um universo capitalista. Em um lugar onde é “o dinheiro que manda” – e isso significa sempre atender àquele que lhe oferta o dinheiro, o recurso – , isso também significa ter a “isenção” no limiar de ser comprado.

      Dado que o dinheiro é um produto do Estado para poder equacionar as relações econômicas, a não ser que o próprio Estado se incentive a ofertar à serviços “isentos” uma forma de remuneração, creio que só doações ou programas de arrecadação (tipo patronato) é o que realmente auxiliam. Foram isso, sei lá.

      E lembrando que parte da população também é pobre e vai querer sua parte da fatia…

    2. Eu me admiro quando alguém fala mal da Wikipedia. Eu sei que tem seus problemas, mas é uma iniciativa magnífica. Compartilhar informações de forma colaborativa a custo zero para o leitor é uma das melhores coisas da internet.

    3. Alternativas existem, mas elas esbarram em barreiras mais difíceis de serem superadas (venda de produtos, por exemplo: logística complexa, custos iniciais elevados, SAC etc.) ou ideológicas (a devassa na privacidade promovida e os incentivos à produção industrial de conteúdo derivados da publicidade programática). Fugir disso é quase fazer malabarismo.

      A Wikipédia é um ótimo exemplo de um modelo que considero ideal, que seria abrir o conteúdo a todos e financiar-se via doações daqueles que podem contribuir. Tanto que o replico aqui. A diferença de escala dos dois projetos se reflete no Manual — ainda não paga a operação, mesmo sendo extremamente enxuta, e talvez jamais pague. Por outro lado, não consigo, dentro daquele universo de alternativas, adotar outras porque elas ameaçam os princípios e a integridade do projeto.

      A publicidade, carro-chefe de produtos e serviços gratuitos na internet, funciona bem porque os incentivos são óbvios e os resultados, mais tangíveis e fáceis de mensurar. Uma empresa que investe X reais em publicidade e tem um retorno de 2*X em novas vendas já justificou o gasto. Sem falar que, no caso de médias e grandes empresas, há dinheiro específico para esse gasto.

      No caso da Wikipédia e do Manual, a justificativa para o investimento e o “ROI” (retorno sobre investimento) são bem menos óbvios: o conteúdo já é de graça e não é como se o conteúdo publicado nesses locais fosse determinante para a tomada de decisões urgentes. (É esse último fator, aliás, que explica o sucesso assombroso das consultorias de investimentos, tanto o das sérias quanto o de picaretagens tipo a Empiricus.) Quem contribui com esses projetos paga para mantê-los no ar para todos, o que é um grande fardo.

      Deve-se levar em consideração também, como o Ligeiro comentou, que o Brasil é um país pobre. O contingente de pessoas interessadas em apoiar iniciativas do tipo pode até ser grande, mas o daqueles que têm condições é inegavelmente pequeno. Arrisco dizer que se o Manual fosse publicado em inglês ele talvez já estivesse se pagando.

      Você e quem apoia o Manual acompanham em tempo real, nos relatórios mensais, os perrengues e a evolução da tentativa de fazer esse modelo maluco funcionar. Estou sempre pensando em novas maneiras de viabilizar o site. Ainda não chegamos lá, mas no ritmo atual é possível ser otimista.

      1. Não fui eu que falei, citei o Felitti no tecnocracia anterior

    4. Muitos navegadores para sistemas operacionais antigos e não mais atualizados são construídos a partir do Firefox. Windows 7 pra baixo e OS X também. Se a Mozilla parar, muitos computadores antigos vão sair perdendo.

      1. Fiquei curioso agora: Conheço o Classila, para Mac OS clássico (é, antigamente era escrito assim) e o TenFourFox para OS X em PPC (e para alguns intel). Mas não conheço para Windows.

        O Gecko, motor do FireFox, aliás, é o único que não é baseado em (ou o próprio) WebKit. Todo mundo abandonou os demais motores (Trident, Presto, pra citar os dois que me lembro). Acho que hoje a Apple usa o WebKit e todo o resto usa o Blink (fork do WebKit feito pela Google).

    5. uma forma delas viverem é terem um fundo pra administrar e q esse fundo fosse protegido de maluquices. é assim q muitas instituições sobrevivem. por exemplo, um bilionário dá uns bilhões pra mozilla, e eles precisam investir esse gaita e viver dela. assim ficam independentes. mas, ainda assim, tudo depende da habilidade de gerir esse fundo e mesmo esse fundo pode derreter se a economia do país onde eles estão ruir… garantido 100% acho q não tem modelo nenhum… sem falar nas pressões de um governo autoritário q queira acabar com diversas liberdades… uma empresa com o espírito da mozilla pode ser alvo disso tb.

  12. Uma indicação de música/banda: Low Roar.

    Tem no Spotify e provavelmente é conhecida por aqueles que jogaram Death Stranding.

    1. tô jogando!
      gostei logo de início. o lance de ficar andando, sozinho, por aqueles longos trajetos (trajeto, pq só fiz uma entrega até agora, a do corpo).
      as músicas surgem no momento preciso.
      acho q já até salve a trilha do jogo.

      1. Eu gostei bastante do jogo. A solidão que o ambiente e o clima passam é algo que eu só tinha experimentado em Shadow of the Colossus no PS2 ainda.

        Eu virei ele em 3 dias =) No último dia acabei indo até as 5h da manhã. A trilha é muito boa, vale muito contemplar o cenário/trilha em algumas passagens do jogo, principalmente quando chove.

        1. vou jogar aos poucos… não tenho fôlego pra tantas horas de jogo e quero curti-lo o máximo possível. já, filmes vejo vários (estou vendo uma penca de westerns q eu nunca vi e são clássicos). cara, ainda não joguei o SoC. tenho ele aqui pra ps3 (aquele q vem junto o ICO). qdo tinha o ps2 eu joguei um pouco dele e abandonei – não sei bem a razão, pq o jogo era um jogaço e continua sendo. vou ver se pego a versão de ps4 pra jogar ele mais bonito!

          agora, não cai muito no hype do DS por causa do kojima. só quero jogar mesmo… acho q a história (q é meio maluca) não é o principal do jogo, parece-me.

          e, poxa, como me arrependo de ter vendido meu ps2. acho q alguns jogos dali nunca vão sair dessa plataforma.

          1. A história maluca serve de desculpa pro jogo acontecer. Sem ela, se você fosse apenas um entregador num mundo destruído e aberto, ainda seria um bom jogo (ele poderia, inclusive, abusar do online pra criar m jogo/comunidade sem fim). Nunca cai em nenhum hype do Kojima hahahaha apesar de normalmente gostar bastante do jogos dele. DS poderia ser um sandbox que eu ainda jogaria por horas a fio. Eu joguei todo esse tempo e fiz apenas a linha principal do jogo (a campanha da história) deixando muitas entregas secundárias pra trás, muitas missões de melhorias pra trás, etc.

            Eu ando vendo pouco filme e escutando muito música. Ganhei uma assinatura do Spotify de presente e isso me fez escutar muito mais música, por incrível que pareça. Parece que a ideia de ter algo pago me faz querer aproveitar. Descobri muita coisa boa nesse meio tempo ouvindo as listas deles.

  13. A ilustração da campanha do MdU sobre a caixa dos comentários não está centralizada. Me dá gatilho hahahaha

      1. display: flex;
        justify-content: center;
        Coloca isso no div class=”apoie-2020″ que funciona.

        1. Boa! Eu realmente preciso aprender a mexer com flex e grid.

          Acabei de subir as alterações no CSS do site para centralizar a chamada da campanha. Talvez demore um pouco para aparecer aí devido ao cache.

          1. Começo a achar que o meu Firefox tem algum problema. Aqui a imagem apenas ficou grande: https://prnt.sc/tzohsi

            Outro problema ocorre no post do Tecnocracia, onde a “nota de rodapé” fica quebrada: https://prnt.sc/tzohyu

            Para me certificar de que o problema é apenas no FF, abri o Chrome tudo está perfeito. Vide a imagem da campanha dos comentários: https://prnt.sc/tzoh7p

            A nota do Tecnocracia: https://prnt.sc/tzoheq

            Se alguém mais usar o Firefox 79 no Windows 10 e puder ver se os mesmos problemas de layout ocorrem, me avise. Já desabilitei algumas extensões, para ver se é algum problema de conflito entre elas e os sites, e fiquei apenas com essas ligadas: https://prnt.sc/tzok8e

            []’s

          2. @ Paulo

            Está zoado aqui também. Por algum motivo, o Firefox não está renderizando as adições que fiz no CSS (style.css). Ele carrega o arquivo atualizado, mas não puxa os atributos que estão lá referentes a esses dois recursos (chamada da campanha e notas de rodapé).

            @ Bruno

            Sabe o que pode ser?

          3. @ Ghedin

            Arrumou =D

            Mas eu tive que limpar o cache do FF na mão pras mudanças aparecerem.

  14. Vocês ouvem podcast? Em qual aplicativo? Uso o PocketCasts, mas gostaria de mudar de aplicativo. Meu smartphone roda Android.

      1. Apenas por curiosidade mesmo. Sempre usei ele, mas enjoado do aplicativo.

      1. é o que eu uso, inclusive tem serviço integrado que vc salva os podcasts assinados

      2. Boa tarde, Rodrigo. A sua postagem me deixou com uma dúvida. Baixar da Play Store não seria uma segurança a mais no sentido de que não estamos colocando no smartfone algum app malicioso? Abraço.

        1. F-Droid é respeitado no meio e raramente tem riscos de instalação de itens perigosos. Por serem open source muitos deles, para quem entende é “fácil” investigar e avisar quando há problemas severos.

          Geralmente puxo de lá os apps.

        2. O F-Droid também é seguro. É uma loja de apps alternativa à do Google que só publica apps de código livre.

          De qualquer forma, o AntennaPod também está disponível na Play Store.

    1. Spotify mesmo.
      Já tem vários exclusivos nele e alguns dos que eu ouvia tbm viraram exclusivos do Spotify.
      Além do mais, é um app a menos no smartphone.

    2. Uso o app da Apple. Me recuso a usar o Spotify pra escutar podcasts. Não quero ser mais um influenciando o que eles vêm fazendo.

    3. Uso o PocketCasts. Às vezes quando estou no desktop escuto algo pelo Spotify, e me sinto como se estivesse fazendo algo muito errado.
      Uma função do PocketCasts que só descobri esses dias é a de reproduzir arquivos baixados fora do proprio app, o que me permite escutar os episódios exclusivos para assinantes do Bola Presa, meu podcast de basquete preferido – antes eu usava o Audipo para isso.

      1. Legal essa função do PocketCasts, uso, mas não sabia que tinha, vai me ajudar muito com episódios exclusivos de assinantes, obrigado!

  15. estou para agrader o @PauloGuilhermePilottiDuarte há tempos, mas sempre vacilo. que excelente canal aquele q vc recomendou, o da Abralin. tem muita coisa boa ali, cara.

    1. Você já agradeceu no PL passado hahaha =D

      Reforça a recomendação pra todo mundo daqui do MdU para dar uma conferida nesse canal, vale muito a pena.

  16. E esse rolo da Epic e seu Fortnite com a Apple/ App Store?
    Já peguei meu baldinho de pipoca.

    1. não gosta da epic (com seu jogo violentíssimo para crianças) e nem da apple. torço para as duas perderem algo com isso.

    2. Peguei birra da Apple com essas práticas dela, não me parece que alguma outra empresa faça isso atualmente. Mas também não morro de amores pela Epic (e nem por nenhuma empresa, banco ou produtora) porque não acredito que ela faça jogos que contribuam em algo com o ecossistema “gamer” e, principalmente, por eles (assim como a Riot, MS e outras empresas) fazem vista grossa e até encorajam o comportamento tóxico da comunidade deles.

      Torço para que as duas percam.

    3. Epic é bem suja também. Não me esquecerei da forma como tentaram promover a loja deles. Pegando jogos que estavam em pré-venda em outras plataformas (Metro Exodus, Steam) (ou até em venda mesmo Rocket League) e colocando como seus exclusivos.

      Apesar que fizeram a Steam se mexer um pouco, e rever sua taxação (de 30% agora abaixa pra 20% depois de um número de receita do jogo, venda, DLC, microtransação, etc).

  17. Vcs acompanharam ou viram aquela repercussão de um vídeo de um cara humilhando um entregador? A repercussão descambou para o linchamento do agressor que, depois, descobriu-se mentalmente doente (na versão do pai do cara). Vi muita, mas muita gente com grande alcance nas redes embarcar no linchamento sem vacilar. Agora, tendo em vista a doença mental do cara, caso ela se revele realmente parte do problema, como ficam as coisas? Será que Gregório Duviver e Luciano Huck terão algo a dizer? Duvido… e qdo o assunto é instigar a violência: os opostos espectros ideológicos se harmonizam…

    1. Esse é o problema: não existe linchamento do bem; atitudes erradas não justificam outros erros. Mas daí o tribunal da internet já sentenciou, executou e enterrou o assunto.

    2. a questão que vejo é… se o cara é incapaz de conviver em sociedade pq tá “livre”? se fosse o entregador no lugar do agressor as coisas seriam diferentes, ainda mais pelo fato de ele não ser branco e burguês.

      quando branco faz cag*da é sempre levado em conta as supostas doenças e problemas que ele “carrega”.

      se ele revelar seu problema, não muda nada, só mostra os exemplos que ele tem mesmo em tal situação.

      1. mas é bem errado achar q trancafiar as pessoas num manicômio vai resolver as coisas. veja os esforços da luta antimanicomial, cara… existem medicamentos q ajudam a pessoa a controlar a esquizofrenia além da terapia. infelizmente o tratamento não está ao acesso de todos e nem a estrutura familiar necessária pra dar o suporte (o cara parecia estar sozinho ali, sem os pais ou alguém q pudesse controlar a situação). pelo vídeo eu notei q aquele cara não parecia articular bem as coisas. já vi muitas manifestações racistas bem de perto e elas não se davam daquele jeito e achei tudo bem estranho… a doença mental ali faz sentido, mas é impossível saber ao certo sem um laudo médico. acho q o elemento racial ali piorou a situação do cara, claro, mas é impossível saber ao certo a noção q ele tem disso, das implicâncias do q ele disse. registraram tb ele tendo um surto e atacando um carro com pedras no mesmo local. o fato dele ser branco pode atenuar as coisas pra ele? talvez… mas a condição mental dele, se confirmada, o coloca ele no mesmo lugar q a sociedade costuma colocar seus doentes mentais: sem direitos, sem compreensão e sem tolerância.

        1. Convivo de perto com uma pessoal com esquizofrenia (minha mãe) e por diversas vezes já ouvi ela repetindo as coisas mais absurdas de preconceito. Infelizmente não é da consciência dela, mas quem não sabe escrachá-la-ia da mesma forma.

          1. uma tia da minha esposa tem uma filha (adotada) doente tb… passou por um tratamento horrível e péssimos profissionais. tudo muito traumático. os remédios a deixavam pior. ela, felizmente, conseguiu achar a voz dela pra dizer isso e hj vive bem melhor. é bem jovem ainda… e, ironicamente, muito perspicaz em assuntos q as ditas pessoas normais se saem mal…
            e como as pessoas se afastam de pessoas doentes elas dificilmente compreenderão o drama q é…

        2. Bom, esse é um dilema complicado, psicopatia é uma condição clínica. Pedofilia é um transtorno psicológico, mas a pessoa é tratada como o pior tipo de ser possível pela sociedade.

          São transtornos que podem vir a ser crimes, mas não faz sentido privar uma pessoa de liberdade pelo que ela pode fazer. Por outro lado, outras pessoas podem sofrer as consequências porque essa pessoa não tem condições de viver em sociedade.

          Realmente não sei como lidar com esse dilema, mas concordo plenamente que essa dinâmica de difamação instantânea das redes sociais não é uma alternativa. Ainda mais quando vem de pessoas influentes.

        3. Como alguém que tem uma doença mental leve (depressão é leve né?) e que foi demitido por isso, eu digo que se ele realmente tem uma doença mental grave, como esquizofrenia, ele não faz a menor ideia do que está fazendo e, principalmente, ele não consegue controlar.

          Eu tive uma crise de pânico dentro da empresa que eu trabalhava e, mesmo sendo algo “corriqueiro” eu não consegui controlar as minha emoções (como choro, principalmente) e depois de muita luta interna eu conseguir evitar a fuga do local (ermo, sem nada ao redor, numa rodovia). Se você está sob efeito de uma doença mental você não se controla, ponto.

          Dito isso, eu não tenho capacidade de dizer se ele tem ou não qualquer doença mental, mas se ele tem ele deveria estar melhor assessorado pelo Estado e pela família, claro. O problema que eu vejo ali é que depois do BLM as pessoas estão catando qualquer coisa pra colocar como racismo, ignorando qualquer explicação para além dos problemas e da vida de cada um dos envolvidos. E o cara em questão ainda foi ridicularizado por ser gordo (!) e chamado de burguês (ele tem ensino médio completo e mora num condomínio semi-popular) pelos que queria chancelar que ele era racista e ponto.

          Enquanto isso os ricos do país são racistas o tempo todo e se safam disso com advogados, RP e tudo o que o dinheiro pode comprar. Foquemos no verdadeiro vilão do país: os ricos.

        4. não disse que o correto é trancafiar ele ou qualquer outra pessoa (de forma alguma aceito essa ideia). só não concordo que agora a doença seja um OK e focar nisso e esquecer a questão racial que só piora a cada tempo e não que trancar ele vá resolver. o ponto que coloquei é que em situação assim quando são pessoas brancas, seus erros não são levados em conta, se esquece isso e vai para questões de “doenças”, agora com os pretos a situação muda drasticamente.

          mas de fato, você está certo em relação as condições dos doentes mentais. mas acredito que não seja morador de condomínio fechado que esteja ao relento aí.

    3. Me lembrei de um vídeo do Terry Davis ao telefone, escrachando a pessoa do outro lado com insultos não muito diferentes.

        1. O Terry Davis era um programador genial, mas sofria com a falta de acesso ao tratamento adequado para a esquizofrenia. Ele desenvolveu uma variante do C (o Holy C), a mando de Deus, e com essa linguagem escreveu o TempleOS, um sistema operacional completo. Sozinho.

          No auge dos delírios ele dizia que recebia a visita de agentes da CIA que brilham no escuro e coisas sem noção do tipo.

          No vídeo, se não me engano, alguém ligava pra ele por engano e ele esculachava com a pessoa, chamando de bastardo pra baixo, usando inclusive a “dirty word with n”.

          1. O Linus Tech Tips fez um vídeo recentemente sobre o TempleOS e tentou usar. Eu achei interessante. No 4chan tem uma comunidade bastante ativa ao redor do TOS. No Reddit acho que é bem menos, mas ainda assim tem um pessoal que desenvolve ferramentas pro sistema.

            O documentário sobre a vida dele [“Down The Rabbit Hole”] é muito bom.

    4. Que me perdoem as pessoas que sofrem de doenças mentais de verdade e sérias, mas fazer merda e depois justificar com “tenho doença mental” tá virando uma desculpa tão covarde e esfarrapada quanto “abrir uma sindicância para apurar os fatos” ou “seguimos todos os protocolos”, que virou moda agora por causa do covid.

      1. pierre, infelizmente há muitos pontos de equívocos no seu comentário, porque vc está partindo, sempre, do pressuposto de que as pessoas estão mentindo ou que as medidas de apuração de um problema/desvio/crime não são válidas, por serem desculpas para acobertar algo. se esse descrédito todo for levado adiante, isto é, se não se levar em conta alguma boa-fé por parte das pessoas, é melhor cada um arranjar uma espingarda e resolver na bala as contedas q surgirem ao longo do dia.
        não, cara, não sabemos se o cara é doente ou não, mas pra isso tem um aparato pra descobrir num processo no qual todos podem se defender; não sabemos se as sindâncias abertas são justas ou não, mas sem elas não temos como garantir se todos terão direito a se defender e se a apuração chegará não aos verdadeiros responsáveis; e não sabemos se seguem ou não os protocolos, mas se não houver protocolos, o q poderia haver no lugar? bom, se tudo isso erodir, já era! não são condições perfeitas, longe disso, taí o racismo pra nos mostrar um lado desse problema que deturpa muitas dessas questões, mas sem ao menos alguma estabilidade (e isso envolve a boa-fé), nem o racismo e nem qualquer outra forma de injustiça tem chance de ser combatida. pois se os acusados de racismo estão mentindo, as vítimas tb serão acusadas de estarem mentindo.

    1. Não. E detalhe que minha mãe trabalha em pronto socorro. Até hoje não sei minha situação

    2. Instalando agora ver pra ver de qual é. Na playstore o primeiro comentário é sobre a segurança quanto ao blutooth

      não sabia que manter o bt sempre ativado (faço isso) deixava o celular mais vulnerável a ataques

    3. Desde quando lançaram esse app eu instalei e até o momento nenhuma exposição foi registrada.

    4. Isso só daria certo no Brasil se ele fosse atrelado ao whatsapp.

    5. eu instalei, e outro dia recebi notificação e já tomei susto, mas quando fui ver, era nada demais, hehe

      1. Hahahahah. Demorei um pouco depois de ter comprado a questão da piada.

      1. Tou pensando em ou usá-lo como MP3 player ou como celular principal roteado para o celular com Android.

        Mas o fato dele ser colecionável também me fez pender a fazer está compra por impulso.

        1. Eu tbm uso um celular antigo como mp3 player (no caso, com spotify) para as corridas.

    1. Tenho interesse nessa história (e adoro retro-reviews).
      Essa semana li a saga de um rapaz que fez um palm de 2003 acessar wi-fi e tentar usar a internet (daquele jeito…)

      1. Grato.
        Acabei de testar ele com uma bateria de modelo diferente, mas que deu no encaixe.

        Infelizmente a tela dele deu problema, e não duvido que o flatcable que conecta a tela na placa mãe também. Mas aparentemente tá usável.

        É que a grana tá zero e comprei meio que de impulso. Senão investia mais neste celular. Pesquisei os preços, e a bateria saí em torno de R$ 50, enquanto que a tela vale uns R$ 30,00.

        Mesmo no estado que está, vale como ao menos mini-museu.

        Curiosidade: Tenho uns dois celulares (este e um Motorola A1200) que tinham aquele aspecto “borrachinha” na pegada, como se fosse pintado com borracha. Ambos estão literalmente esfarelando.

        1. Detesto esse tipo de acabamento! Quando tá novo é bonito e dá uma pegada legal, mas com o tempo começa a melar. Felizmente álcool isopropílico dissolve esse negócio.

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