Este é um Guia Prático um pouco diferente, gravado em parceria com o Tecnocracia. Jacqueline Lafloufa, Rodrigo Ghedin e Guilherme Felitti recebem Francisco “Chico” Brito Cruz, diretor-executivo do InternetLab, para debater um tema espinhoso: a moderação de conteúdo nas plataformas digitais.
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No podcast desta semana, Rodrigo Ghedin e Jacqueline Lafloufa falam da experiência de estar e usar as redes sociais Instagram e Facebook. Ghedin passou os últimos três longe desses ambientes e agora voltou. Na conversa, as impressões dele são contrapostas às da Jacque, que nunca saiu das redes sociais.
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por Guilherme Felitti
Este episódio começa com uma história pessoal: há alguns anos eu tive câncer. O tumor que eu descobri por acidente estava no meu testículo direito. Um dia, e não tem jeito bonito de contar isso, eu fui coçar meu saco e percebi que o testículo estava com uma textura lisa. Qualquer um que tenha ou já tenha tocado em um testículo (ou seja: todo mundo) sabe que testículos não são lisos, mas rugosos. Eu cometi o erro de buscar o sintoma no Google e no dia seguinte eu estava sentado na recepção do Pronto Socorro do Hospital do Câncer em São Paulo para fazer os exames de sangue, raios-x e ressonâncias magnéticas que revelariam uma semana depois que, sim, tudo indicava que era um câncer mesmo. O tratamento que eu fiz durou pouco mais de um mês e envolveu, basicamente, uma cirurgia para tirar o testículo.
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por Guilherme Felitti
Durante séculos, a base da economia do Brasil colonial era o açúcar, parte de algo que você aprendeu no colégio: desde 1500, a economia brasileira é compreendida de ciclos. O do açúcar é o segundo, sucedendo o ciclo do pau-brasil. Em termos econômicos, produzir açúcar para exportar para a Europa era muito lucrativo. Em termos práticos, porém, o processo exigia um volume enorme de mão de obra. Quem fazia o trabalho duro eram os escravos africanos sequestrados dos seus povoados na África e trazidos para o Brasil durante mais de três séculos. Acomodados em galpões sujos, abafados e pestilentos, os escravos tinham uma vida brutal, com horas extenuantes de trabalho diário e nenhum direito. Sempre que citamos o assunto vale a pena relembrar: a escravidão é o principal pilar no qual a sociedade brasileira se apoiou e ecoa até hoje. Desde 1888, quando a princesa Isabel assinou a Lei Áurea, lá se vão 133 anos. É um terço de todo o tempo em que a escravidão foi praticada no Brasil. A sociedade brasileira sofrerá ainda séculos das consequências dessa chaga. Segundo o IBGE, mais da metade dos brasileiros é de pessoas pardas ou pretas, segundo a terminologia do próprio instituto.
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por Guilherme Felitti
No episódio do Tecnocracia sobre a quebra do sistema Telebrás, falei de como aquele leilão ofereceu uma rara porta para um mercado de difícil entrada. O que não expliquei a fundo é que o Ministério das Comunicações criou um mecanismo extra na quebra para estimular a competição nas áreas leiloadas. (Se só houvesse um vencedor por área, então trocava-se um monopólio federal por vários regionais.) Não tinha muito sentido, ainda que tenha sido isso que acabou acontecendo, como o episódio detalhou.
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por Guilherme Felitti
É uma história que todo mundo conhece, viveu ou está vivendo. Enfermeira e epidemiologista, Maria Cristina Willemann vinha alertando desde fevereiro de 2020 sobre os potenciais efeitos nocivos de um vírus detectado na China e como se proteger dele. Os alertas de Maria Cristina não estavam restritos a seus familiares, amigos e vizinhos. A epidemiologista deu algumas entrevistas tanto para a mídia local em Santa Catarina, onde vive, como para a nacional. Em agosto de 2020, por exemplo, lá estava Maria Cristina falando sobre a pandemia de Covid-19 para o Jornal Hoje, da TV Globo.
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por Guilherme Felitti
Em 8 de dezembro de 2000, uma das maiores salas de reunião do hotel Hyatt Regency, perto do Aeroporto Internacional de São Francisco, estava reservada para uma reunião que exigiria bastante espaço. Lá, três das principais figuras do Vale do Silício seriam apresentadas à invenção que prometia ser o grande avanço tecnológico da década. John Doerr, sócio da Kleiner Perkins, um dos fundos de investimento em tecnologia mais influentes da história, já tinha chegado. Jeff Bezos, fundador da Amazon, chegou logo depois. Faltava um, que estava sempre atrasado: Steve Jobs só apareceu minutos depois das 8h30, quando a reunião deveria começar. A sala precisava ser grande porque o sujeito que convocou a reunião precisava fazer demonstrações fora do computador. Assim que chegou à sala com grandes pacotes embalados em caixas de papelão, Dean Kamen montou dois protótipos e deu para que Bezos e Doerr brincassem. Enquanto ambos testavam os protótipos, Jobs chegou. A tecnologia que todos estavam ali para dar seus pitacos prometia revolucionar a mobilidade urbana da mesma maneira como o PC ou o celular revolucionaram a computação pessoal.
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por Guilherme Felitti
Em outubro de 1861, um sujeito conseguiu criar uma máquina que registrava a voz humana, convertia ela em impulsos elétricos e a repassava a outro terminal por meio de um fio de cobre. No outro terminal, os impulsos eram reconvertidos em voz para chegar aos ouvidos de alguém fisicamente distante do locutor. Era um protótipo de uma tecnologia que hoje chamamos de telefone. Qual é o nome deste sujeito?
Você, provavelmente, com uma ponta de orgulho, puxa da memória e crava o nome associado à invenção do telefone no seu cérebro. Mas é bem provável que você tenha errado. Esse sujeito era o cientista e inventor alemão Johann Philipp Reis.
De novo.
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por Guilherme Felitti
Até o século XIX, baleias iluminavam ruas e aqueciam casas. Não as baleias em si — ver o maior animal do planeta trocando a lâmpada de um poste seria alucinógeno demais até para o Buñuel —, mas algo que elas carregam. Durante décadas, um dos produtos mais cobiçados provenientes da carcaça da baleia foi a sua gordura, da qual químicos eram capazes de extrair um óleo. Entre algumas utilidades, como produzir margarina, esse óleo também servia como combustível para os recém-inaugurados sistemas de iluminação pública nos Estados Unidos e na Europa. Mais que isso, o óleo de baleia foi usado como lubrificante para as máquinas da Revolução Industrial. A demanda pelo óleo fez a indústria baleeira crescer até atingir seu ápice em 1820.
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