O grupo de segurança digital Safety Detectives descobriu um esquema gigantesco de reviews falsos na Amazon perpetrado pelas próprias fabricantes. Eles encontraram um banco de dados de 7 GB na China exposto publicamente (por erros de permissão). Dentro dele, havia mais de 13 milhões de registros, cerca de 200 mil endereços de e-mail, supostamente de pessoas envolvidas do esquema, e os nomes das empresas participantes.

Essas pessoas compravam um produto na Amazon e, em seguida, escreviam um review elogioso, de cinco estrelas. Depois, elas enviavam uma mensagem à fabricante do produto com um link do review e eram reembolsadas por elas, via PayPal, no valor gasto na compra. Em outras palavras, trocavam um review positivo pelo produto em si.

Após a divulgação do esquema, os produtos de algumas marcas chinesas populares na Amazon e que constavam no banco de dados, como Aukey, MPow e Tacklife, sumiram do site da Amazon. Nenhuma dessas empresas se manifestou oficialmente sobre o ocorrido. Via Safety Detectives (em inglês), Xataka (em espanhol).

O Spotify agora permite compartilhar trechos específicos de podcasts, da mesma maneira que o YouTube faz. Ao tocar no botão de compartilhamento enquanto um podcast está tocando, um seletor para compartilhar o áudio a partir daquele momento aparece acima dos botões dos outros apps. É o tipo de coisa útil e que só é possível em plataformas. Via Spotify (em inglês).

A Amazon anunciou uma nova prateleira de produtos importados com frete grátis para membros do Prime e entrega até no mesmo dia em São Paulo (e prazo máximo de duas semanas). O AliExpress anunciou que garante entregas internacionais em até 12 dias para a cidade de São Paulo. Via LABS News, Mercado & Consumo.

O TweetShelf é uma alternativa aos órfãos do Nuzzel, que parou de funcionar no último dia 6. Ambos os apps coletam links compartilhados por quem você segue nas redes sociais e listam eles numa interface bonita, com menos foco nos tuítes, mais nos links em si. A principal diferença é que o TweetShelf só conversa com o Twitter — o Nuzzel se comunicava com o Facebook também. Por outro lado, achei a interface do TweetShelf mais simples e direta.

O TweetShelf é gratuito, com uma versão “Premium” disponível por ~R$ 30 (compra única). Além da web, tem apps para Android e iOS. Dica do leitor Robson Sobral.

Um punhado de estatísticas do processo de revisão da App Store apareceram no julgamento da ação movida pela Epic Games contra a Apple (ouça no Guia Prático). Cerca de 500 pessoas trabalham nessa área na Apple, avaliando ~100 mil apps por semana (a maior parte, atualizações de apps). em 2019, 36% das submissões foram rejeitadas, e só em 1% desses casos os desenvolvedores apelaram da decisão. Mais gráficos e dados nos links ao lado. Via 9to5Mac (em inglês), @stroughtonsmith/Thread reader (em inglês).

Fontes internas da Microsoft vazaram à imprensa que o Windows 10X, a versão simplificada do sistema que bateria de frente com o Chrome OS e iPadOS, foi engavetada. No lugar dela, a Microsoft investirá esforços na revitalização do Windows 10, em especial com a atualização Sun Valley, prevista para o fim do ano. Via Petri (em inglês).

O Windows 10X foi anunciado em outubro de 2019, junto ao Surface Neo, que seria um tablet de duas telas, e ao Surface Duo, um celular Android também com duas telas. Dos três, o único que chegou ao mercado foi o Surface Duo — e ele vendeu pouco e já foi abandonado pela fabricante.

Em meados da década passada, universidades públicas brasileiras adotaram o Google Workspace for Education para oferecerem e-mail e serviços na nuvem a docentes e discentes. Era de graça, era do Google, por que não?

Nas últimas semanas, o Google começou a notificar essas universidades de uma mudança importante a partir de 2022: o serviço não terá mais espaço ilimitado. Em vez disso, cada instituição terá um “pool” de 100 TB, ou seja, todo esse espaço para dividir entre os usuários, independentemente de quantos eles sejam. Na mensagem, que o Tecmundo obteve, o Google explica que a nova restrição será implementada “por causa do uso indevido dos serviços Google Workspace for Education (antigo G Suite) no armazenamento de filmes, séries e livros”. A Universidade de São Paulo (USP), que tem 95 mil usuários, afirmou à reportagem que já está buscando uma alternativa. Via Tecmundo.

O WhatsApp alterou a página de suporte que detalha o que acontecerá às contas daqueles que não aceitarem a nova política de privacidade do app, que passa a valer a partir de 15 de maio.

Em inglês, a nova redação diz que “ninguém terá suas contas apagadas ou perderá funcionalidades em 15 de maio por causa dessa atualização”. A redação anterior, que ainda está na versão em português do Brasil, dizia que “O WhatsApp não apagará sua conta, mesmo se você não aceitar a atualização dos Termos de Serviço até essa data. Entretanto, você não poderá usar alguns recursos do WhatsApp até aceitar essa atualização. Por um curto período, você ainda poderá receber chamadas e notificações, mas não poderá ler nem enviar mensagens pelo app.”

Ainda segundo o novo texto, os pedidos para que o usuário aceite a nova política de privacidade se tornarão mais frequentes e, depois de “algumas semanas”, o WhatsApp começará a parar — chamadas, mensagens e notificações deixarão de ser recebidas pelo aparelho.

O histórico do app não será apagado mesmo após isso, mas a política de contas inativas continuará valendo. Segundo ela, o WhatsApp pode apagar contas após 120 dias de inatividade.

Toda quinta, na newsletter do Manual (cadastre-se gratuitamente), indico leituras longas/de fôlego (artigos, reportagens, ensaios) publicadas em outros sites.

Seria o máximo se esse trabalho fosse colaborativo, feito com a sua ajuda.

Indique nos comentários uma leitura longa da última semana, relacionada aos temas que costumam aparecer aqui no site, que você acha que deveria ser lida por mais gente. Vale em português ou inglês.

Saiu a decisão do Comitê de Supervisão do Facebook sobre a suspensão por tempo indefinido do ex-presidente norte-americano Donald Trump das redes sociais do grupo — Facebook e Instagram. Em linhas gerais, o Comitê ratificou a decisão de suspender os direitos de publicação de Trump, mas cobrou do Facebook uma posição definitiva em relação ao caso em até seis meses, pois a pena aplicada não é prevista em lugar algum. Via Comitê de Supervisão (em inglês).

Nesta segunda, Trump revelou sua nova “plataforma social”, que é… bem, um blog. Além da suspensão por tempo indefinido do Facebook, ele foi banido do YouTube, do Twitter, do Snapchat e de outras redes sociais. Como disse John Gruber, “isto demonstra que ser banido do Twitter e suspenso do Facebook não silenciou ou censurou Trump, da mesma maneira que ser banido de um restaurante não leva ninguém à fome”.  Via Daring Fireball (em inglês).

Enquanto isso, no Brasil, Jair Bolsonaro (sem partido) ameaçou publicar um decreto que alteraria o Marco Civil da Internet a fim de proibir as plataformas digitais de banirem ele próprio. Via @caffsouza/Twitter.

Depois de muitos atrasos e burocracias, o WhatsApp começou a liberar o envio e recebimento de dinheiro dentro do app. Para ativar o recurso, é preciso ter um cartão com função de débito de um dos bancos e bandeiras parceiras (veja a lista). Via @WhatsApp/Twitter.

Em abril, o app do Clubhouse foi baixado 922 mil vezes. É pouco comparado ao pico de fevereiro, de 9,6 milhões de downloads (queda de 90,4%), e mesmo em relação a março, quando o app teve 2,7 milhões de downloads (-65,8%). Os dados são da consultoria Sensor Tower. Via Insider (em inglês).

Nesta segunda (3), começaram os testes da versão para Android do Clubhouse. Segundo a empresa, ainda é um “beta rudimentar”. No mesmo dia, o Twitter oficializou o Spaces, seu clone do Clubhouse: agora ele pode ser usado por qualquer usuário com mais de 600 seguidores. No iOS e no Android. Via The Next Web (em inglês), Twitter.

Quase 30 organizações sul-americanas assinaram um comunicado conjunto a respeito da nova política de privacidade, cujo aceite passa a ser obrigatório no próximo dia 15 de maio. Elas pedem para que o Facebook suspenda no mundo inteiro a aplicação da nova política de privacidade e desfaça o compartilhamento de dados entre WhatsApp e Facebook, vigente desde 2016. Via AI Sur (em espanhol).

Para entender o que está em jogo na nova política de privacidade do WhatsApp e por que ela causa tanta aversão, leia esta análise.

Colaborou Jacqueline Lafloufa.

O Twitter anunciou a compra do Scroll nesta terça (4). O serviço, lançado ano passado, é uma espécie de “Netflix de jornais/sites”: o usuário paga uma mensalidade de US$ 5 que é repartido entre os sites participantes que ele visita. Por sua vez, o usuário deixa de ver anúncios nesses sites — mas passa a ser monitorado pelo próprio Scroll, que precisa conhecer seus hábitos de leitura para fazer o rateio.

É a segunda aquisição de startups focadas em “leituras de fôlego” que o Twitter faz em 2021. Em janeiro, foi a vez do Revue, um serviço de newsletters similar ao Substack. De imediato, o Scroll não aceita mais usuários e segundo Tony Haile, fundador do serviço, ele deverá ser integrado ao Twitter em uma assinatura paga, que deve ser lançada até o final do ano.

Nessa, o que importa para (parte de) nós é que o Nuzzel, um agregador de redes sociais que envia uma newsletter automatizada diária com os links mais populares, será encerrado dia 6 de maio. Pena. Via Scroll (em inglês), Axios (em inglês), @arctictony/Twitter (em inglês).

O caminho é longo, mas venha comigo. A Rockley Photonics, uma startup do Reino Unido, enviou a papelada à SEC, nos Estados Unidos, para abrir seu capital em Nova York. No material, a Rockley revelou que sua maior cliente é a Apple. A startup é especializada em desenvolver “sensores ópticos não-invasivos”, aqueles usados no Apple Watch para aferir dados biométricos do usuário.

Dito isso, e considerando a escala do Apple Watch e a importância da Apple nos balanços da Rockley, já se especula que o relógio da Apple deva ganhar, no futuro próximo, recursos como medidores de pressão sanguínea e dos níveis de glicose e álcool no sangue. O Apple Watch se torna cada vez mais um robusto auxiliar de saúde preventiva àqueles que podem comprar um — o mais barato no Brasil neste momento, o Series 3, sai por R$ 2,6 mil (e precisa de um iPhone para funcionar) . Via MacRumors (em inglês).