A AT&T, operadora norte-americana, separou a sua unidade de mídia, a WarnerMedia, e anunciou uma fusão dela com a Discovery, criando a segunda maior empresa do tipo dos Estados Unidos, com valor de mercado estimado em US$ 150 bilhões. Nesse guarda-chuva estão marcas como HBO, HBO Max, os estúdios Warner, a CNN e canais da Discovery.

A previsão é de que o negócio seja finalizado até meados de 2022. Lá fora, a fusão gera um conglomerado capaz de fazer frente a Netflix e Disney. Aqui, segundo analistas, o impacto deverá ser menor. “[…] O brasileiro não dá conta de arcar financeiramente com isso”, disse uma analista. Via Folha de S.Paulo (2).

  • O HBO Max estreia no Brasil em junho (ainda sem dia definido).
  • A AT&T segue um caminho parecido ao da Verizon, que vendeu a Aol e o Yahoo no início do mês, e se livra do negócio de mídia/conteúdo para focar no seu “core business”. Nessa, vai levar US$ 43 bilhões entre dinheiro, débitos e retenção de débitos da WarnerMedia. Via CNBC (em inglês).

Nenhum AirPods da Apple, nem mesmo os AirPods Max de R$ 6,9 mil, é capaz de reproduzir as músicas em lossless que chegam ao Apple Music em junho. Mesmo caso dos dois HomePods. A interface Bluetooth é um obstáculo previsível, mas mesmo quando ligados por um cabo Lightning, possibilidade no modelo Max, os caríssimos fones de ouvido da Apple ainda não conseguem reproduzir o formato de áudio sem perdas. Via The Verge (em inglês).

Como lembrou o leitor Gabriel Arruda, é um típico caso de obsolescência percebida: até literalmente ontem, os donos de AirPods não pareciam sentir falta das faixas lossless.

A Microsoft liberou, nesta segunda (17), a versão doméstica do Teams. Agora você pode conversar com a família e amigos usando o aplicativo originalmente concebido para uso no trabalho. Via Microsoft (em inglês).

O divórcio de Bill Gates e Melinda French Gates, anunciado no início de maio, desenterrou denúncias de que o co-fundador da Microsoft teria assediado funcionárias da empresa. Segundo o Wall Street Journal, em 2019 o conselho administrativo da Microsoft contratou um escritório de advocacia para investigar a acusação, feita por uma engenheira da Microsoft, de que ela teria tido um caso com Gates durante anos. Gates renunciou do seu assento no conselho antes da investigação terminar.

Uma investigação paralela do New York Times revelou diversas fontes que relataram que Gates teria assediado outras funcionárias ao longo da sua carreira (e do casamento com Melinda), e que seu comportamento era sabido nos corredores de Redmond — ainda que ele não fosse considerado um predador, ou seja, não insistia com as mulheres após receber uma negativa delas. A reportagem não conseguiu confirmar se Melinda sabia dos casos extra-conjugais do agora ex-marido, e atribuiu o divórcio, por iniciativa dela, às ligações de Gates com Jeffrey Epstein, empresário norte-americano acusado de tráfico sexual e morto em 2019. Via Wall Street Journal (em inglês, com paywall), New York Times (em inglês, com paywall).

A engenhosidade dos golpes de WhatsApp desenvolvidos no Brasil sempre impressiona. Agora, desenvolveram um método para “clonar” contas protegidas com a confirmação em duas etapas (2FA). A sacada dos estelionatários, explica Fabio Assolini da Kaspersky, é induzir a vítima a clicar em um link enviado pelo WhatsApp ao e-mail de “esqueci a senha” que, quando clicado, desativa a 2FA. Veja o “roteiro” completo no perfil do Fabio. Via @assolini/Twitter.

A Apple anunciou nesta segunda (17) que, em junho, o Apple Music ganhará Áudio Espacial com suporte ao padrão Dolby Atmos e que +75 milhões de músicas do seu acervo estarão disponíveis em lossless (formato ALAC). Detalhe: sem custo adicional. Via Apple (em inglês).

Uma pesquisa do IPEC (antigo Ibope Inteligência) apontou que 51% dos brasileiros entre 16 e 24 anos prefere contas bancárias digitais às tradicionais para operações do dia a dia, como depósitos, saques e pagamentos. Via Folha de S.Paulo.

“O dia de hoje marca o início do fim dos hidrantes, faixas de pedestres e semáforos na internet.” Com esta frase bem humorada, a CloudFlare anunciou sua investida para acabar com o CAPTCHA, aqueles desafios visuais que muitos sites exibem para evitar tráfego artificial por robôs.

A solução encontrada pela CloudFlare foi usar chaves confiáveis físicas, como as YubiKeys. Em vez de clicar nos quadrantes de uma imagem em que há semáforos, basta inserir a chave numa porta USB. Se a sua chave tiver suporte a NFC, encostá-la no celular também funciona.

A CloudFlare criou um site para demonstrar a funcionalidade. Testei com uma YubiKey 4 e funcionou muito bem.

A CloudFlare estima que a humanidade perde o equivalente a 500 anos por dia resolvendo os CAPTCHAS visuais de empresas como Google e hCaptcha. Apesar do preço proibitivo das YubiKey e similares por aqui (~R$ 500), tomara que a moda pegue. Via CloudFlare (em inglês).

O WhatsApp acatou pedido do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), o Ministério Público Federal (MPF), a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) e adiou em 90 dias o início da degradação da experiência dos usuários de WhatsApp que não aceitarem sua nova política de privacidade.

Inicialmente, os usuários teriam até 8 de fevereiro para aceitar o novo texto. Depois, o WhatsApp/Facebook alterou o prazo para 15 de maio. Agora, com a nova prorrogação, a data limite muda para meados de agosto. Nesse intervalo, a empresa e os três órgãos discutirão pontos de preocupação em relação à nova política de privacidade. Via O Globo.

O Pix Cobrança, que lembra boletos bancários, começou a funcionar nesta sexta (14). Com ele, empresas e prestadores de serviços poderão emitir um QR Code para pagamento imediato. A outra parte do serviço, o agendamento de vencimento futuro, foi adiado pelo Banco Central para 1º de julho. Via Uol Economia.

O Audacity, adorado editor de áudio multiplataforma, agora faz parte do Muse Group, “uma coleção de marcas que inclui outro popular aplicativo de música de código aberto chamado MuseScore”. Pelo que eu entendi, o britânico irlandês Martin “Tantacrul” Keary, do Muse Group, assumirá o comando do Audacity.

Em um vídeo muito legal (acima, em inglês), Tantacrul conversa com os criadores do Audacity e alguns dos membros mais ativos da comunidade, remonta a origem do aplicativo e o cuidado que, garante, terá na tomada de decisões. (Felizmente, o ícone feio do Audacity não deverá mudar.)

A nota oficial do Audacity termina informando que eles estão “assustados e empolgados”. Nós também. Via Audacity (em inglês).

Não durou dois dias a passagem do executivo Antonio García Martínez pela Apple. Um grupo de dois mil funcionários da empresa protestou contra a contratação devido a declarações consideradas racistas e misóginas que Martínez, que trabalhou com publicidade no Facebook, fez no passado — algumas delas em seu livro de 2016, Chaos Monkeys. Via MacMagazine.

A Tesla parou de aceitar bitcoins na venda dos seus carros elétricos menos de dois meses após anunciar o novo meio de pagamento. No Twitter, o CEO Elon Musk disse estar “preocupado com o rápido aumento no uso de combustíveis fósseis para minerar e transacionar bitcoins”, como se isso fosse novidade ou alguma grande revelação. Via @elonmusk/Twitter (em inglês).

A cotação do bitcoin cai 11% nas últimas 24 horas, segundo o CoinMarketCap.

Toda quinta, na newsletter do Manual (cadastre-se gratuitamente), indico leituras longas/de fôlego (artigos, reportagens, ensaios) publicadas em outros sites.

Seria o máximo se esse trabalho fosse colaborativo, feito com a sua ajuda.

Indique nos comentários uma leitura longa da última semana, relacionada aos temas que costumam aparecer aqui no site, que você acha que deveria ser lida por mais gente. Vale em português ou inglês.

À luz da nova política de privacidade do WhatsApp, a Alemanha proibiu o Facebook de processar dados dos usuários do app de mensagens. Para isso, amparado pelo GDPR, o órgão regulador máximo do país impôs um congelamento de três meses na coleta de dados do WhatsApp.

O Facebook se defendeu, dizendo que houve um “mal entendido”. E eles estão certos: o Facebook cruza dados do WhatsApp com os de suas outras propriedades desde 2016, ou seja, isso não é novo e nada tem a ver com a nova política de privacidade. De qualquer forma, ela tem seus problemas e este episódio na Alemanha é mais um tijolo colocado no muro que tenta barrar a mudança no app, que passa a valer neste sábado (15). Via Reuters (em inglês)