Como leitor assíduo do Manual e muito curioso para saber como funciona o espaço de trabalho de outras pessoas desde o início do regime de home office, decidi enviar umas fotos do meu setup e escritório que uso de segunda a sábado para trabalhar, estudar e me divertir um pouco.
A Mozilla criou um “issue tracker”, batizado de Platform Tilt, para documentar “problemas técnicos nas principais plataformas de software que colocam o Firefox em desvantagem em relação ao navegador nativo”. Boa iniciativa para pressionar Apple, Google e Microsoft, que se aproveitam de suas plataformas para favorecerem Safari, Chrome e Edge, respectivamente. Via Mozilla (em inglês).
Sou um grande entusiasta dos bloquinhos de texto — não posso ver um que já fico alvoroçado. O Heynote traz como diferencial o foco em desenvolvedores.
Além do óbvio suporte às sintaxes de diversas linguagens de programação, o Heynote trabalha com blocos para dividir as anotações.
Aperte Ctrl + Enter para criar um novo bloco. A separação funciona também para a seleção do conteúdo, ou seja, um Ctrl + A seleciona apenas o conteúdo do bloco em foco.
Ah, também serve de calculadora “esperta”, do tipo que cria variáveis e faz pequenas conversões — parecida com aplicativos como Numi e Soulver.
Desenvolvido por Jonatan Heyman, o Heynote tem o código aberto.
Nota do editor: Na última quinta (18), recebi um e-mail do Bruno, editor-executivo do Olhar Digital, com a promessa de uma resposta, em breve, à análise de sites de tecnologia brasileiros que publiquei neste Manual no dia 12/1. Como ela veio em prosa, pedi autorização ao Bruno para publicá-la na íntegra aqui.
Primeiramente, obrigado pelas considerações e por entrar em contato conosco. Achei sua análise bastante interessante. Tomei a liberdade de escrever um texto corrido para responder suas questões.
Uma análise (PDF) feita por pesquisadores alemães constatou aquilo que suspeitávamos: os resultados da pesquisa do Google (e do Bing e DuckDuckGo) estão piorando.
A análise é limitada a produtos/“reviews”, um tipo de conteúdo mais suscetível à manipulação pelo mecanismo de recompensa óbvio, links de afiliados. Ainda assim, é válida.
Fico pensando se um buscador com curadoria humana, que restrinja os resultados a fontes verificadas, já se faz necessário. (Ou se será, com a enxurrada de lixo de IA gerativa no horizonte.) Se sim, não deixa de ser uma regressão aos tempos pré-Google, quando dois caras da Universidade de Stanford alimentavam na unha um tal de “Jerry and David’s Guide to the World Wide Web”… Via 404 Media (em inglês).
O mercado de jogos, em especial o de jogos para celular, foi dominado por “junk food”: jogos que enganam os nossos sentidos e parecem deliciosos na primeira mordida, mas que não passam de um amontoado de calorias vazias que não nutre, que só consome o nosso tempo de vida.
Eles são raros, mas jogos que oferecem uma experiência genuinamente positiva ainda existem. São títulos que você termina e não deixam um retrogosto de tempo desperdiçado. São jogos que valem a pena, que deveriam ser mais divulgados e recomendados.
Ao contrário do que eu comparei com “junk food”, acima, eu chamo esses jogos de integrais.
Você mira nos blocos na parte de baixo da tela. Você atira suas bolinhas quicantes e torce pra dar tudo certo.
Quanto mais as bolinhas quicarem pela tela, mais blocos são destruídos e mais você avança. Com os cristais que surgem pelo caminho, é possível comprar melhorias entre uma tentativa e outra rumo ao fim do jogo. Sim, acredita que este é um jogo de celular que tem fim?!
Todos os dias, faço uma curta peregrinação digital: passo por cinco ou seis aplicativos de mensagens para saber das novidades e responder pessoas. Seria ótimo se fosse um só, não?
Eu achava que sim, e mais gente — que sabe programar e/ou tem recursos — também. Embora os principais aplicativos de mensagens do mercado não trabalhem com rivais, soluções como Beeper, Texts e Element One conseguem, ainda que na base da gambiarra, juntar as mensagens do WhatsApp, Signal, Telegram e outros, todos sob um único ícone na tela do celular.
Organizar as coisas que encontramos na internet nunca foi tarefa fácil. São infindáveis posts, artigos, vídeos legais, vídeos úteis, tutoriais, pendências… ufa. Com o Linkding consegui, enfim, centralizar, organizar e criar um fluxo estável para salvar links — e recuperá-los depois.
No Mastodon, a verificação de perfis é feita com o auxílio de sites/domínios. Se você tem ou está ligado a algum site (da sua empresa, por exemplo), basta inserir uma linha de código no site referenciando seu perfil para que o link desse site fique verde e com um tique no Mastodon.
(Veja o meu, com os links do Manual, do meu site pessoal e do meu blog verificados.)
Aproveitando-se dessa dinâmica, o engenheiro de software Tyler Deitz criou uma extensão que ajuda a encontrar perfis para seguir no Mastodon, a StreetPass.
O uso é dos mais simples. Instale-a (tem versões para Chrome, Firefox e Safari) e navegue normalmente. Nos bastidores, a StreetPass detecta quando um site visitado tem um perfil correspondente verificado no Mastodon e salva esse perfil.
Depois de um tempo, clique no ícone da extensão para ver a lista dos perfis detectados e, se for do seu interesse, segui-los.
Um detalhe importante é que nenhum dado jamais escapa do seu computador. Toda a coleta e processamento dos dados é feita localmente, no navegador. Aos curiosos (e/ou desconfiados), o código-fonte é aberto.
Cedo ou tarde, qualquer pessoa que se interesse por tecnologia para seres humanos se dá conta de que o software proprietário é um beco sem saída. É por esse motivo que, apesar de ser um plano totalmente contraproducente, tenho flertado cada vez mais com a ideia de abandonar o ecossistema da Apple. Será que rola ainda em 2024?
É certo que estamos longe de sermos perfeitos, mas enquanto nossos concorrentes estão conectando pedófilos, alimentando insurreições e recomendando propaganda terrorista, sabemos que o Snapchat faz as pessoas felizes.
Evan Spiegel CEO e co-fundador do Snapchat.
Trecho de um memorando de Evan a toda a empresa. (Parece que alguém não é muito fã da Meta 👀)
O executivo acredita que estamos em à beira de uma nova “revolução” de dispositivos vestíveis, com os Spectacles tendo um papel de destaque (?), que as redes sociais estão mortas e que o Snapchat não faz parte desse grupo, apesar de ter cara, focinho e cheiro de redes social. Via Business Insider (em inglês).
O LibreWolf é, nas palavras dos desenvolvedores, “uma versão customizada do Firefox, focada em privacidade, segurança e liberdade”.
Isso talvez confunda algumas pessoas. O Firefox já não é “focado em privacidade, segurança e liberdade”? Sim, mas sendo um produto de alcance maior, é preciso encontrar o equilíbrio entre proteções e facilidade de uso.
Sem essa amarra, o LibreWolf se posiciona como um fork do Firefox configurado de fábrica com as melhores opções de privacidade e segurança. O que é um adianto para quem compartilha das preocupações do projeto.
Parte do seu apelo é esse mesmo: um punhado de configurações alteradas do padrão do Firefox. Não só, porém. Outras vantagens do LibreWolf são a remoção de alguns incômodos (Pocket, estou olhando para você), uBlock Origin instalado por padrão e recursos de conveniência que ferem a natureza livre do software, como DRM para vídeos, desativados.
Algo não mencionado, mas que me agrada bastante no LibreWolf, é o visual e recursos espartanos dele. É algo mais direto ao ponto. E se algum recurso fizer falta (para mim, por exemplo, é o Firefox Sync), é bem provável que dê para reativá-lo com alguns cliques.
Notei que os cinco sites de tecnologia brasileiros que analisei expõem listas de “mais lidas”, o que ajuda a validar as conclusões a que cheguei. As maiores estranhezas (horários de jogos de futebol, tutoriais caça-cliques e “cultura nerd”) dominam as listas.
Nota do editor: Sim, a seção de mesas está de volta! Nela, leitores do Manual mostram suas mesas (e o que tem em cima delas), explicam o que usam e como, e nessa todo mundo aprende alguma coisa nova. Veja outras mesas e, se puder, envie a sua. O texto abaixo é de autoria do Felipe.