O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) firmou parcerias com as principais plataformas digitais que atuam no Brasil para combater a desinformação nas eleições gerais de outubro: Facebook (e Instagram), Google (e YouTube), Kwai, TikTok, Twitter e WhatsApp.

A ausência notável no rol de plataformas foi o Telegram, que continua ignorando o TSE e outras autoridades brasileiras. Via justicaeleitoral/YouTube.

O estado norte-americano do Texas ajuizou uma ação contra o Facebook/Meta pedindo uma indenização na casa das “centenas de bilhões de dólares”, segundo uma fonte do Wall Street Journal, pela coleta e uso de dados de biometria facial de fotos postadas pelos usuários na rede social Facebook – essa era uma prática vigente na plataforma entre 2010 e novembro de 2021.

O caso lembra outro, uma ação civil pública movida pelo mesmo motivo no estado de Illinois. Em fevereiro de 2021, o Facebook/Meta concordou em pagar US$ 650 milhões para encerrar o caso.

Em novembro de 2021, o Facebook/Meta encerrou o programa de reconhecimento facial do Facebook, citando incertezas quanto aos efeitos negativos da tecnologia e insegurança jurídica, ou ausência de regulação. Via Wall Street Journal (em inglês).

O Instagram embolou o meio-campo nos stories: agora é possível curtir as fotos e vídeos que se apagam em 24h. “Mas isso já não existia?”, você pode se perguntar. Mais ou menos. Havia (e ainda há) as reações, que aparecem como uma mensagem. A nova curtida, um coraçãozinho ao lado do botão de enviar mensagem, não aparece na conversa privada com esse contato, são privadas (outros usuários não a vêem) e não possui contadores. Um coração ao lado do contato que curtiu seu story fica visível na lista de visualizações. Confuso? Via @instagram/Twitter (em inglês).

O Google anunciou nesta terça (15) o Chrome OS Flex, uma versão do Chrome OS que pode ser instalada em qualquer PC ou Mac. O objetivo do Google é dar sobrevida a computadores antigos, que não conseguem ou rodam mal as versões mais recentes do Windows e do macOS.

Há algumas diferenças entre o Chrome OS “normal”, que vem pré-instalado em notebooks homologados pelo Google, e o novo sabor Flex. A principal é a ausência, no segundo, do suporte a aplicativos Android. Esta página traz mais detalhes.

O Chrome OS Flex parece fruto direto da aquisição da Neverware pelo Google em 2020. A empresa distribuía o Cloudready, um Chrome OS instalável em qualquer computador, criado a partir do projeto de código aberto do Chrome OS.

O Chrome OS Flex já pode ser baixado aqui, mas é um “early access”, ou seja, versão sujeita a falhas. O Google espera lançar uma versão estável nos próximos meses. Via Ars Technica, Google Cloud (ambos em inglês).

O Telegram bloqueou 64 canais na Alemanha acusados de espalhar desinformação a respeito da pandemia de covid-19, teorias da conspiração e extremismo de direita, segundo o jornal Süddeutsche Zeitung.

A exemplo do Brasil, a Alemanha vinha tentando, sem sucesso, estabelecer contato com o Telegram. E, como aqui, lá também rolaram ameaças de bloquear o aplicativo em todo o país devido à ausência de interlocução com autoridades locais. Até então, o Telegram só respondia às autoridades norte-americanas. Via Deutsche Welle (2) (em inglês).

O Banco Central (BC) colocou no ar a nova versão do site para consulta do dinheiro esquecido em bancos — cerca de R$ 8 bilhões. (A primeira não aguentou a demanda.) Agora, é preciso ter uma conta gov.br (a modalidade por registrato foi descartada) e há agendas específicas para o resgate. Via Valor Investe.

O Ministério Público do Distrito Federal (MPDFT) abriu uma investigação contra a Serasa e a SuperSim para apurar uma prática que beira o surrealismo: concessão de crédito com o celular como garantia — se o cliente ficar inadimplente, o celular é bloqueado e passa a fazer apenas chamadas de emergência.

A SuperSim, que trabalha com a modalidade, oferece empréstimos de até R$ 2,5 mil. Para tomá-lo, é preciso ter um celular Android (provavelmente porque o iOS não permite esse tipo de interferência por um aplicativo) e instalar o “super aplicativo” dela. O celular não exclui a análise de crédito e os juros mensais são pesados, entre 12,5% e 17.5%.

“Perderam a noção do bom senso”, resumiu o professor de Direito do Consumidor Ricardo Morishita. Via O Globo. Dica do leitor Rafael Avelino.

A Mozilla anunciou uma parceria com o Facebook/Meta “em uma nova proposta que objetiva ativar a mensuração de conversão — ou atribuição — para a publicidade chamada Atribuição Privada Interoperável” (IPA, na sigla em inglês).

A tarefa é quase paradoxal: resolver o problema da atribuição, ou seja, de conectar campanhas publicitárias à conversões (compras) preservando a privacidade. Mas o que mais causou estranheza foi a união entre Mozilla, empresa/fundação que costuma se posicionar em prol da privacidade dos usuários, e Facebook/Meta, uma das empresas que mais violam e abusam da privacidade das pessoas em geral, até mesmo de não usuários. Complicado. Via Mozilla (em inglês).

Nesta quinta (10), o Congresso Nacional promulgou a emenda constitucional 115/2022, que coloca a proteção de dados pessoais no rol de direitos e garantias fundamentais do povo brasileiro, e fixa também a competência privativa da União para legislar sobre proteção e o tratamento de dados pessoais. Via Coalizão Direitos na Rede.

O LinkedIn está testando um botão que eliminará conteúdo de política do feed, promete a rede social. A informação foi divulgada por Ryan Roslansky, CEO do LinkedIn, em entrevista para o Wall Street Journal.

Roslansky disse que o algoritmo da rede é capaz de distinguir conteúdo político graças à “equipe editorial, classificadores semânticos e pelo que a comunidade nos diz querer ou não”. Ele acrescentou que se os testes mostrarem que o recurso ajuda as pessoas a fazerem o que têm que fazer no LinkedIn, a opção, por ora restrita, será expandida a todos os usuários. Via Wall Street Journal (em inglês).

Uma a cada quatro transações com cartão de crédito foram por aproximação no Brasil em 2021. O aumento anual foi de 384,6% e essa modalidade gerou um volume transacional de R$ 198,9 bilhões. A expectativa da Abecs, que representa o setor de meios de pagamento eletrônicos, é que a aproximação responda por metade dos pagamentos com cartão de crédito até o final de 2022. O ambiente ajuda: 90% das maquininhas em operação no país contam com a tecnologia NFC. Via LABS News.

A Apple anunciou o Tap to Pay, serviço que transforma qualquer iPhone (do modelo XS em diante) em uma maquininha de cartões apta a receber por aproximação (“contactless”). O recurso chegará primeiro aos Estados Unidos, no iOS 15.4, que já está em testes. Para ser usado, será preciso o uso de aplicativos compatíveis com o recurso. O celular já devorou muitos dispositivos avulsos, da câmera fotográfica ao próprio cartão de crédito; parece que as maquininhas de cartão são os próximos da lista. Via Apple (em inglês), MacMagazine.

Por um placar apertado, o Cade aprovou a venda e fatiamento da Oi Móvel para Claro, Telefônica (Vivo) e Tim por R$ 16,5 bilhões nesta quarta (9). O órgão impôs salvaguardas a fim de não prejudicar os pouco mais de 40 milhões de clientes, que serão divididos entre as três operadoras, que herdarão clientes de acordo com suas fatias de mercado em cada região do país: a Claro ficará com 15 milhões), seguida de Tim (14,5 milhões) e Vivo (10,5 milhões). Via O Globo, Folha de S.Paulo.

O TikTok ampliou suas diretrizes de conteúdo na tentativa de mitigar comportamentos nocivos na plataforma. Em comunicado à imprensa, o aplicativo explicou as alterações, que envolvem atos e desafios perigosos, alimentação de forma transtornada e proibição de “ideologias odiosas” (“deadnaming”, “misgendering” e misoginia).

Em outra frente, o TikTok começou a testar um sistema de classificação etária para conteúdo, similar àquele que vários países empregam na veiculação de filmes e video games, com o intuito de impedir que conteúdos adultos cheguem aos adolescentes da plataforma. Por ora, a classificação fica a cargo dos criadores de vídeos. Via TikTok, LABS News.

A pressão de órgãos reguladores dos dois lados do Atlântico implodiu o que seria o maior negócio do setor de chips da história, de US$ 66 bilhões: a venda da ARM à Nvidia. A SoftBank, que detém controle da ARM, receberá uma multa de US$ 1,25 bilhão da Nvidia pela desistência, confirmada nesta segunda (7), e, segundo o Financial Times, tentará abrir o capital (IPO) da ARM. Via Ars Technica (em inglês).