A Kantar agora mede a audiência dos serviços de streaming no Brasil, informa a coluna de Ricardo Feltrin. A medição acontece nos 6 mil domicílios que têm a caixinha tradicional, da TV aberta e fechada. Nas que têm banda larga, outra caixinha está sendo instalada. “Esse equipamento passa a ter acesso a todo o conteúdo — serviço de streaming, tempo gasto em cada um, conteúdo assistido etc. — por meio do roteador”, disse Melissa Vogel, CEO da Kantar. Entre os clientes, que recebem os dados diariamente, estão TVs abertas, pagas, agências de publicidade e até anunciantes. Via Uol Splash.

O WhatsApp anunciou Guilherme Horn como seu primeiro diretor no Brasil. O executivo tem décadas de experiência no setor financeiro. Foi sócio das corretoras Ágora e Órama, diretor da Accenture e até há pouco era diretor de inovação do banco BV. Também investe e faz mentoria com startups.

O foco de Guilherme, segundo o WhatsApp, será fortalecer o relacionamento do aplicativo com empresas que usam o WhatsApp Business e outras soluções para fazerem negócios na plataforma. Guilherme Horn assume o cargo em março.

Em agosto de 2019, o Facebook contratou o chileno Pablo Bello como diretor de políticas públicas para aplicativos de mensagens na América Latina, relacionado ao WhatsApp e Messenger. Como não era alguém ligado exclusivamente ao WhatsApp, Pablo não era considerado representante legal do aplicativo no país, segundo apurou, à época, a Folha de S.Paulo. Via Brazil Journal, Folha de S.Paulo (2).

Cerca de 70 episódios do podcast Joe Rogan Experience, pivô da mais recente crise do Spotify, foram tirados do ar. Neles, Joe Rogan usa uma expressão racista. Um compilado desses trechos, feito em 2020 (antes do acordo com o Spotify), voltou a circular na sexta (4) e, ante a repercussão e após conversas entre Joe e a equipe do Spotify, o podcaster teria optado por removê-los. Rogan desculpou-se pelo Instagram.

Nesse meio tempo, outra cantora, a norte-americana India.Arie, juntou-se a Neil Young e Joni Mitchel e também removeu suas músicas do Spotify.

? Ouça o podcast Guia Prático sobre a crise do Spotify.

O Spotify tem tido dificuldade em sustentar a narrativa de que é uma plataforma neutra e que não influencia no Joe Rogan Experience, podcast que desde o início de 2020 é exclusivo graças a um contrato de mais de US$ 100 milhões.

Ao mesmo tempo, a empresa credita a acordos de exclusividade, em especial o de Rogan o sucesso da sua investida em podcasts — hoje, o Spotify é o app do tipo mais popular dos Estados Unidos. Via Bloomberg, The Verge, @indiaarie/Instagram (todos em inglês).

A Holanda virou uma espécie de ensaio do que poderá ser a abertura da App Store para sistemas de pagamentos de terceiros em compras dentro de aplicativos. (O país obrigou a Apple a permitir que aplicativos de namoro cobrem de seus clientes pelos meios de pagamento que quiserem em seus apps para iOS.)

A Apple aquiesceu, mas, num novo documento publicado na quinta (3), informou que cobrará uma taxa de 27% desses pagamentos.

A título comparativo, um pagamento convencional, pelo sistema de pagamento da Apple, custa 30% ao desenvolvedor, ou 15% em alguns cenários de exceção — a partir do segundo ano de assinaturas, por exemplo. A reação dos desenvolvedores, como era de se imaginar, foi péssima. Via 9to5Mac (2) (em inglês).

O Ministério Público Federal (MPF) manifestou-se contra a venda da Oi Móvel para Claro, Telefônica (Vivo) e TIM. De acordo com o parecer do procurador Waldir Alves, que foi enviado ao Cade, a compra “aumentaria a concentração no mercado de telefonia móvel; argumenta que os remédios propostos seriam ineficazes para conter os riscos concorrenciais; e aponta uma suposta irregularidade de ‘gun jumping’ (queima de largada), porque o negócio teria sido praticamente fechado entre as partes antes que o Cade fosse devidamente informado”. Vivo e TIM, além da própria Oi, já reagiram ao posicionamento do MPF. Via Mobile Time.

Nesta quinta (3), o Facebook/Meta protagonizou a maior desvalorização em um pregão da história dos Estados Unidos, na esteira da divulgação dos resultados financeiros de 2021 no dia anterior e as más notícias que vieram de carona. As ações da empresa derreteram 26%, fazendo US$ 251,3 bilhões evaporarem. O impacto foi tão forte que tirou Mark Zuckerberg da lista das dez pessoas mais ricas do mundo e Eduardo Saverin do trono de brasileiro mais rico, que volta a ser ocupado por Jorge Paulo Lemann. Via Bloomberg (em inglês), Uol Economia.

O NSO Group, empresa israelense de ciberespionagem, entrou no noticiário há alguns meses devido ao Pegasus, sua super ferramenta de hackeamento de celulares. Apesar dos holofotes, ela não é a única do tipo. Pequenas startups norte-americanas também têm se dedicado à guerra virtual, e uma delas, a Boldend, que tem entre seus clientes o governo dos Estados Undidos, chamou a atenção recentemente por um conflito de interesses envolvendo um famoso investidor.

A reportagem do New York Times descobriu que a Boldend, fundada em 2017 em San Diego, Califórnia, conseguiu desenvolver uma ferramenta capaz de hackear o WhatsApp. A brecha foi fechada pelo Facebook/Meta em janeiro de 2021, antes que pudesse ser explorada em situações reais, segundo uma apresentação da Raytheon, outra empresa do setor, a que o jornal teve acesso.

O mais curioso é que nessa apresentação da Ratheon foi revelado também que, entre os investidores da Boldend, está o Founders Fund, fundo de investimento de risco do bilionário Peter Thiel, ex-PayPal, fundador da Palantir e conselheiro e um dos primeiros investidores do Facebook/Meta, dono do… WhatsApp. Estima-se que o Founders Fund tenha colocado US$10 milhões na Boldend.

A próxima reunião do conselho do Facebook/Meta será animada. Via New York Times, Forbes (ambos em inglês).

Na conferência com investidores do Facebook/Meta, nesta quarta (2), o CFO Dave Wehner deu outro dado interessante: a empresa prevê que a Transparência no Rastreamento em Apps (ATT, na sigla em inglês) do iOS da Apple, um recurso que dá ao usuário o poder de decidir compartilhar dados ou não com aplicativos, terá um impacto de US$ 10 bilhões em 2022.

É esse o custo da sua, da minha, da nossa privacidade: de bilhões de dólares. Até agora, pagávamos esse pato sozinhos. Não mais. Via CNBC (em inglês).

Pela primeira vez na história, a base de usuários do Facebook/Meta encolheu. O número de usuários ativos diários, a principal métrica de crescimento da empresa, caiu de 1,93 bilhão para 1,929 bilhão. Pouca coisa, mas… é alguma coisa. A desaceleração seria reflexo de rivais mais populares entre os jovens, como o TikTok. Não à toa, o Instagram foi reposicionado para fazer frente ao app chinês.

A notícia foi dada no balanço do quarto trimestre fiscal de 2021, nesta quarta (2). Na mesma ocasião, os executivos da empresa afirmaram que a previsão para o próximo trimestre é faturar entre US$ 27 e 29 bilhões, abaixo da expectativa do mercado, de 30%.

As más notícias levaram as ações da Meta a dar um mergulho e desvalorizarem ~20% no aftermarket, evaporando cerca de US$ 200 bilhões em valor de mercado. Via CNBC, The Verge (ambos em inglês).

O LibreOffice 7.3 continua o trabalho da Document Foundation de aperfeiçoar a compatibilidade da suíte com os formatos do Microsoft Office e facilitar a migração de usuários. Desta vez, temos melhorias no monitoramento de alterações em textos e tabelas, no desempenho ao abrir arquivos *.docx e *.xlsx/*.xlsm grandes e/ou complexos e em filtros de exportação. Via Document Foundation (em inglês).

O YouTube limitou recursos do canal do Tribunal de Contas da União (TCU) na plataforma. Com isso, o TCU ficou impedido de realizar “lives” (transmissões ao vivo), o que ocasionou um enorme transtorno: as sessões precisam ser públicas, segundo a Constituição, e durante a pandemia o TCU tem confiado apenas no YouTube para cumprir a exigência constitucional. Sessões em andamento foram suspensas e as agendadas, canceladas até que o problema seja resolvido.

Segundo o YouTube, o canal do TCU tem dois “strikes” (infrações) por exibir conteúdos de terceiros, o que levou à restrição das lives. A empresa informou ainda que está em contato com o TCU para resolver o problema. Enquanto isso, o TCU vai adotar emergencialmente a plataforma Teams, da Microsoft. Via Convergência Digital, Núcleo.

Até agora, o HalloApp (Hallo o quê?) vinha replicando recursos popularizados pelos rivais mais famosos. Não mais: seu novo recurso, os posts em áudio, tem um quê de novidade. Ele lembra as mensagens de áudio do WhatsApp (que o HalloApp também tem), mas os posts são publicados no feed.

(A bem da verdade, o Twitter fez uns testes um tempo atrás com posts de áudio no iOS. Não parece ter feito muito sucesso.)

“É um recurso que não vemos em outros aplicativos de redes sociais ou plataformas de mensagens”, explica o co-fundador Neeraj Arora, “e o motivo é porque a voz é uma expressão íntima, algo que normalmente só nos sentimos à vontade de compartilhar com nossos amigos mais próximos e familiares.” Via HalloApp (em inglês).

Magazine Luiza e Via Varejo (das marcas Casas Bahia e Ponto) estão protagonizando uma disputa judicial um tanto ridícula. Ambas se processaram por uma usar a marca da outra na compra de anúncios do Google. Quando alguém procurava por “magalu” no buscador, por exemplo, via anúncios das lojas da Via, e vice-versa. Os juízes dos dois processos aceitaram preliminarmente as alegações. Via Migalhas.

Na primeira atualização de 2022 do aplicativo, ele ganhou novas reações: ?, ?, ?, ? e ?. Para vê-las, o administrador do canal ou grupo precisa ativá-las. (Implementei uma delas no canal do Manual.) As animações das reações foram suavizadas (mas basta segurar o dedo sobre uma para fazer estardalhaço) e agora há indicadores nas conversas quando elas são usadas em mensagens suas.

Outro destaque é o editor fácil de figurinhas animadas, que permite criá-las a partir de qualquer vídeo. Mais detalhes aqui. Via Telegram.

O New York Times comprou o Wordle, joguinho de palavras que virou sensação este ano e inspirou clones em vários idiomas, como Termo e Letreco em português brasileiro. O valor não foi divulgado, mas segundo o jornal norte-americano foi de “sete dígitos”, ou seja, Josh Wardle, o criador do jogo, ficou pelo menos US$ 1 milhão mais rico. O Wordle continuará gratuito e se junta ao arsenal de jogos de palavras do NYT, um dos seus principais atrativos para assinaturas digitais. Via New York Times (em inglês).