A colunista da Veja Rio, Carla Knoplech, foi ao Parque Lage participar do NFT.Rio, primeiro evento totalmente dedicado ao tema do Brasil. Saiu de lá com uma certeza que intitulou sua última coluna no site da revista: Não, NFT não é um hype passageiro.

Fora a estranheza de se realizar um evento de NFTs no ambiente físico (e a web 3.0?), esbocei um sorriso com este trecho:

Fez parte da experiência também ver de perto a exposição física de alguns dos NFTs mais famosos do mundo como Cryptopunks, XCopy e Fidenza, além de obras que integram o acervo do colecionador Cozomo de’ Medici, pseudônimo reivindicado pelo rapper Snoop Dogg, no ano passado.

Alguém imprimiu uns desenhos que pegou na internet e, bum!, temos uma “exposição física de NFTs”. Via Veja Rio.

O engajamento no Instagram chegou a uma nova fase, em que os seguidores atuam ativamente para ajudar influenciadores a “hackear” o algoritmo da plataforma e ganham prêmios em troca do trabalho voluntário.

A justificativa dos influenciadores que aderiram à prática é que o algoritmo do Instagram joga contra eles. Assim, instigar a base de seguidores para interagir com as publicações é uma forma de burlá-lo, ou “hackear o algoritmo”.

Os influenciadores posicionam tais campanhas para angariar ajudantes como uma troca — o prêmio dado ao seguidor mais engajado seria uma retribuição pela “atenção, apoio e gentileza”.

A escolha do agraciado não é aleatória, em sorteio. É alguém que o influenciador escolhe, tendo por critério o engajamento.

A constatação é da Issaaf Karhawi, doutora e mestre em Ciências da Comunicação pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP), em artigo publicado no blog do DigiLabour, o laboratório da Unisinos que estuda as conexões entre mundo do trabalho e tecnologias digitais.

O artigo da Issaaf, que explica em detalhes o fenômeno, pode ser lido no link ao lado. Via DigiLabour.

Nesta terça (5), o Parlamento Europeu aprovou as duas leis apresentadas no final de 2020 e aprovadas pela Comissão Europeia em março e abril deste ano: Digital Markets Act (DMA) e Digital Services Act (DSA).

As duas leis miram as big techs norte-americanas. O DMA tenta combater práticas anticompetitivas das big techs no território da UE. O DSA responsabiliza as grandes empresas de tecnologia por eventuais conteúdos ilegais ou danosos que veiculam.

Agora, as leis precisam ser adotadas pelo Conselho da União Europeia. Depois disso, elas serão publicadas no Diário Oficial e passam a valer 20 dias depois da publicação. Via Comissão Europeia, Axios (ambos em inglês).

Quatro diretores da Anvisa endossaram o documento elaborado pela área técnica da agência e mantiveram a proibição da venda, importação e promoção de cigarros eletrônicos no Brasil, vigente desde 2009. Não só: o texto traz, entre outras recomendações, a da proibição de fabricar o produto por aqui.

No final de junho, a FDA, espécie de Anvisa dos Estados Unidos, mandou a Juul, uma das principais fabricantes de cigarros eletrônicos do país, a recolher todas as unidades do produto dos pontos de venda. O caso foi judicializado e, por ora, a Juul ganhou o direito de continuar comercializando seus produtos. Via O Joio e o Trigo, NPR e Associated Press (os dois últimos em inglês).

Após testes bem sucedidos, a Meta avisou nesta quinta (7) que dará “menos ênfase a comentários e compartilhamentos para determinar a distribuição de conteúdo político no Facebook no país [Brasil]”. Em outras palavras, menos ênfase ao engajamento motivado pela raiva. Parece uma boa, mas tenho a sensação de que isso aí é enxugar gelo. Via Meta.

Dia desses topei com um material do Google com dados da base instalada do Chrome. Embora já tenha mais de um ano (alcançam até abril de 2021, eles pintam um retrato do tipo de dispositivo (celulares e computadores) que a maioria usa e, o que me chamou a atenção, traz dados segmentados para o Brasil.

Por aqui, por exemplo, mais da metade dos usuários do Chrome para Android usavam dispositivos com 2 GB de RAM ou menos, quantidade tida por alguns como insuficiente hoje (e já em 2021). Os processadores desses celulares tinham, a maioria (~60%), entre 5 e 8 núcleos.

Nos computadores Windows, a quantidade de RAM é mais diversificada, sendo a maioria com até 4 GB. Em processadores, por outro lado, dominam com mais da metade da base aqueles com até dois núcleos.

Outro exercício interessante é comparar os gráficos brasileiros aos de outros países. Há piores nos indicadores, como Nigéria e África do Sul, e, claro, alguns bem mais avançados no critério dispositivos melhores, como Alemanha e Reino Unido. O documento, no link ao lado, também traz dados de dispositivos que rodam Chrome OS. Via Google, blog do Chrome (ambos em inglês).

Contando com as antenas da Claro e da Vivo, além das da TIM, comentadas na quarta (6), Brasília já tem 80% da população coberta pelo 5G puro graças a , segundo a Folha de S.Paulo. Detalhe: ao contrário da TIM, as outras duas operadoras não cobrarão adicional para entregar 5G aos clientes.

O primeiro dia de 5G puro (“standalone”) no Brasil foi de boa velocidade em regiões privilegiadas — Plano Piloto e na região dos lagos (sul e norte) —, mas pontos cegos, oscilação nas velocidades e a presença do 5G “impuro”, ou DSS, a versão capenga baseada na combinação de múltiplas frequências 4G e que já estava ativa no país. Claro e Vivo, aliás, não distinguem 5G DSS do “puro”, que opera na frequência de 3,5 GHz. Via Folha de S.Paulo.

A TIM ligou sua rede 5G “pura” (standalone) nesta quarta-feira (6) em Brasília, primeira cidade liberada pela Anatel para que o serviço seja oferecido. No lançamento, são 100 antenas que cobrem 50% da população. O presidente da TIM Brasil, Alberto Griselli, prometeu outras 64 antenas nos próximos dois meses, que aumentará a cobertura a 65%.

Aos moradores de Brasília, clientes da TIM e com celulares compatíveis com 5G (veja a lista), a TIM dará uma cortesia de 12 meses do chamado “booster”, um adicional no plano que concede acesso à nova rede e uma franquia mensal de 50 GB. Passado esse período, o “booster” custará R$ 20 por mês.

Ainda segundo Griselli, a base instalada no Brasil de celulares 5G corresponde a 3,5% do total, mas as vendas de novos aparelhos do tipo já são metade do total. Via Correio Braziliense, Teletime.

O projeto Darktable lançou uma nova grande versão (4.0.0) para celebrar seu décimo aniversário. Entre as principais mudanças, a interface foi reescrita para “melhorar o visual e a consistência”, foram feitas melhorias de desempenho e há novos recursos, como um mapeamento de cores e exposição e outros novos ajustes.

O Darktable é uma solução gratuita e de código aberto para tratamento de fotos — uma alternativa a aplicativos como o Fotos da Apple e o Lightroom, da Adobe. Via Darktable (em inglês).

Se você estiver lendo isto, significa que a migração de servidor deu certo.

Peço desculpas pelos últimos dois dias de sumiço. Estávamos trabalhando nos bastidores para migrar o site de servidor. Agora, está tudo certo. Voltamos à programação normal.

Passou a valer na última sexta-feira (1º) a resolução 88 da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que altera as regras do equity crowdfunding, modalidade de investimento que permite a pessoas físicas investirem em startups.

As duas principais mudanças são o teto das captações, que triplicou (de R$ 5 milhões para R$ 15 milhões) e a criação de um mercado secundário para as cotas, que dará liquidez aos investimentos feitos nessa fase.

A mudança foi elogiada pelas empresas que atuam no setor, como Kria, CapTable e EqSeed. Via Startups.com.br.

No site oficial da Novi, carteira digital da Meta, há um anúncio dizendo que o programa piloto, lançado nos Estados Unidos e na Guatemala, será encerrado em 1º de setembro.

O nome Novi foi anunciado em maio de 2020, substituindo o anterior (Calibra). Originalmente, a Novi trabalhava com a Libra/Diem, criptomoeda da Meta/Facebook que foi descontinuada em janeiro. Com o fim da criptomoeda própria, a Meta passou a atrelá-la a uma “stablecoin” (USDP). No meio do caminho, David Marcus, que liderava os esforços da Meta em criptomoedas, saiu da empresa.

O encerramento da Novi significa o fim, também e por ora, dos planos da Meta para criptomoedas, mas não para criptoativos. A empresa tem apostado forte em dar suporte a NFTs no Instagram e no Facebook. Via Bloomberg (em inglês).

O YouTube anunciou medidas para tentar conter canais de spam que tentam se passar por entidades legítimas e outras pessoas. São duas mudanças principais:

  • Não será mais permitido ocultar o contador de inscritos em um canal.
  • Alguns caracteres especiais não poderão mais ser usados nos nomes dos canais.

O Google também liberou uma opção mais agressiva do filtro de comentários, que, entre outras coisas, promete ser mais rígido com contas/usuários que tentam se passar por outras pessoas. Via YouTube (em inglês).

O porto-riquenho Javier Soltero, tido como responsável pela última grande reformulação dos aplicativos de produtividade do Google, está de saída da empresa.

Soltero chegou ao Google em 2019, vindo da Microsoft, com a missão de arrumar a casa dos aplicativos e serviços de produtividade do Google — à época, chamados G Suite.

Credenciais, ele tinha: foi seu trabalho na divisão de Office da Microsoft, onde chegou em 2014, após a Microsoft comprar sua startup, a Acompli, que chamou a atenção do Google.

E o trabalho deu resultado. Nesses três anos, a base de usuários do agora Google Workspace cresceu mais de 50%. Soltero personificava os esforços do Google nessa área e agora fica a dúvida se seu trabalho terá continuidade ou se teremos mais turbulências nessa área. Via Protocol, @jsoltero/Twitter (ambos em inglês).

Uma atualização do aplicativo do Instagram para iOS/iPhone lançada pela Meta acrescentou uma discreta opção para excluir a conta ali, sem que o(a) usuário(a) precise abrir o navegador, como era até esta quinta (30).

A novidade não foi desmotivada, mas sim para adequar o aplicativo às regras da App Store, a loja de aplicativos da Apple. Em maio, a dona do iPhone alertou os desenvolvedores de aplicativos do prazo, até 30 de junho, para eles incluírem a opção de excluir contas dentro dos próprios apps. Via TechCrunch, Apple (ambos em inglês).