Não durou dois dias a passagem do executivo Antonio García Martínez pela Apple. Um grupo de dois mil funcionários da empresa protestou contra a contratação devido a declarações consideradas racistas e misóginas que Martínez, que trabalhou com publicidade no Facebook, fez no passado — algumas delas em seu livro de 2016, Chaos Monkeys. Via MacMagazine.
A Tesla parou de aceitar bitcoins na venda dos seus carros elétricos menos de dois meses após anunciar o novo meio de pagamento. No Twitter, o CEO Elon Musk disse estar “preocupado com o rápido aumento no uso de combustíveis fósseis para minerar e transacionar bitcoins”, como se isso fosse novidade ou alguma grande revelação. Via @elonmusk/Twitter (em inglês).
A cotação do bitcoin cai 11% nas últimas 24 horas, segundo o CoinMarketCap.
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Indique nos comentários uma leitura longa da última semana, relacionada aos temas que costumam aparecer aqui no site, que você acha que deveria ser lida por mais gente. Vale em português ou inglês.
À luz da nova política de privacidade do WhatsApp, a Alemanha proibiu o Facebook de processar dados dos usuários do app de mensagens. Para isso, amparado pelo GDPR, o órgão regulador máximo do país impôs um congelamento de três meses na coleta de dados do WhatsApp.
O Facebook se defendeu, dizendo que houve um “mal entendido”. E eles estão certos: o Facebook cruza dados do WhatsApp com os de suas outras propriedades desde 2016, ou seja, isso não é novo e nada tem a ver com a nova política de privacidade. De qualquer forma, ela tem seus problemas e este episódio na Alemanha é mais um tijolo colocado no muro que tenta barrar a mudança no app, que passa a valer neste sábado (15). Via Reuters (em inglês)
O grupo de segurança digital Safety Detectives descobriu um esquema gigantesco de reviews falsos na Amazon perpetrado pelas próprias fabricantes. Eles encontraram um banco de dados de 7 GB na China exposto publicamente (por erros de permissão). Dentro dele, havia mais de 13 milhões de registros, cerca de 200 mil endereços de e-mail, supostamente de pessoas envolvidas do esquema, e os nomes das empresas participantes.
Essas pessoas compravam um produto na Amazon e, em seguida, escreviam um review elogioso, de cinco estrelas. Depois, elas enviavam uma mensagem à fabricante do produto com um link do review e eram reembolsadas por elas, via PayPal, no valor gasto na compra. Em outras palavras, trocavam um review positivo pelo produto em si.
Após a divulgação do esquema, os produtos de algumas marcas chinesas populares na Amazon e que constavam no banco de dados, como Aukey, MPow e Tacklife, sumiram do site da Amazon. Nenhuma dessas empresas se manifestou oficialmente sobre o ocorrido. Via Safety Detectives (em inglês), Xataka (em espanhol).

O YouTube anunciou uma forte investida para barrar o crescimento do TikTok usando seus Shorts, vídeos na plataforma de até um minuto e filmados na vertical. Para isso, a empresa criou um fundo de US$ 100 milhões para distribuir a quem cria conteúdo do tipo e tornou todos os vídeos da plataforma aptos a serem “remixados” em Shorts. Essa última é, no mínimo, controversa.
O item “Permissões dos Shorts” (na imagem acima), cujo seletor está marcado por padrão em todos os vídeos públicos hospedados no YouTube, permite que qualquer pessoa pegue trechos de um vídeo e o utilize na criação de um Short. Além dos vídeos que já estão no YouTube, esse seletor vem marcado por padrão nos novos, durante o envio, e fica escondido atrás de um link “Mostrar mais”.
No anúncio oficial, o YouTube se limita a dizer que “criadores e artistas estão no controle e poderão rejeitar a opção [‘opt-out’] caso não queiram que seus vídeos longos sejam remixados”. O problema é que não existe um botão geral, que desligue essa função em todos os vídeos. É necessário entrar em cada um e desmarcar a opção, o que seria um trabalho enorme, quiçá inviável, para quem tem centenas ou milhares de vídeos hospedados no YouTube.
Mais uma vez, uma grande plataforma coloca os seus interesses acima do respeito aos participantes. Esse assunto ainda vai render. Via Search Engine Journal (em inglês), YouTube (em inglês).
O Spotify agora permite compartilhar trechos específicos de podcasts, da mesma maneira que o YouTube faz. Ao tocar no botão de compartilhamento enquanto um podcast está tocando, um seletor para compartilhar o áudio a partir daquele momento aparece acima dos botões dos outros apps. É o tipo de coisa útil e que só é possível em plataformas. Via Spotify (em inglês).
A Amazon anunciou uma nova prateleira de produtos importados com frete grátis para membros do Prime e entrega até no mesmo dia em São Paulo (e prazo máximo de duas semanas). O AliExpress anunciou que garante entregas internacionais em até 12 dias para a cidade de São Paulo. Via LABS News, Mercado & Consumo.
O TweetShelf é uma alternativa aos órfãos do Nuzzel, que parou de funcionar no último dia 6. Ambos os apps coletam links compartilhados por quem você segue nas redes sociais e listam eles numa interface bonita, com menos foco nos tuítes, mais nos links em si. A principal diferença é que o TweetShelf só conversa com o Twitter — o Nuzzel se comunicava com o Facebook também. Por outro lado, achei a interface do TweetShelf mais simples e direta.
O TweetShelf é gratuito, com uma versão “Premium” disponível por ~R$ 30 (compra única). Além da web, tem apps para Android e iOS. Dica do leitor Robson Sobral.
Um punhado de estatísticas do processo de revisão da App Store apareceram no julgamento da ação movida pela Epic Games contra a Apple (ouça no Guia Prático). Cerca de 500 pessoas trabalham nessa área na Apple, avaliando ~100 mil apps por semana (a maior parte, atualizações de apps). em 2019, 36% das submissões foram rejeitadas, e só em 1% desses casos os desenvolvedores apelaram da decisão. Mais gráficos e dados nos links ao lado. Via 9to5Mac (em inglês), @stroughtonsmith/Thread reader (em inglês).
Fontes internas da Microsoft vazaram à imprensa que o Windows 10X, a versão simplificada do sistema que bateria de frente com o Chrome OS e iPadOS, foi engavetada. No lugar dela, a Microsoft investirá esforços na revitalização do Windows 10, em especial com a atualização Sun Valley, prevista para o fim do ano. Via Petri (em inglês).
O Windows 10X foi anunciado em outubro de 2019, junto ao Surface Neo, que seria um tablet de duas telas, e ao Surface Duo, um celular Android também com duas telas. Dos três, o único que chegou ao mercado foi o Surface Duo — e ele vendeu pouco e já foi abandonado pela fabricante.

Apenas 13% dos usuários que se depararam com a tela da Transparência no Rastreamento em apps (ATT) no iOS 14.5 permitiram que os apps os rastreassem em outros locais. No mínimo, isso mostra como as práticas da indústria da publicidade online estão desalinhadas dos interesses da maioria das pessoas. Via Flurry Analytics (em inglês).
Em meados da década passada, universidades públicas brasileiras adotaram o Google Workspace for Education para oferecerem e-mail e serviços na nuvem a docentes e discentes. Era de graça, era do Google, por que não?
Nas últimas semanas, o Google começou a notificar essas universidades de uma mudança importante a partir de 2022: o serviço não terá mais espaço ilimitado. Em vez disso, cada instituição terá um “pool” de 100 TB, ou seja, todo esse espaço para dividir entre os usuários, independentemente de quantos eles sejam. Na mensagem, que o Tecmundo obteve, o Google explica que a nova restrição será implementada “por causa do uso indevido dos serviços Google Workspace for Education (antigo G Suite) no armazenamento de filmes, séries e livros”. A Universidade de São Paulo (USP), que tem 95 mil usuários, afirmou à reportagem que já está buscando uma alternativa. Via Tecmundo.
O que você precisa saber para trabalhar na área de tecnologia
Em dezembro de 2019, a Revelo, um marketplace de carreiras, lançou o Revelo UP, um programa de financiamento para cursos de tecnologia nas melhores escolas do Brasil. Além de aliviar o bolso de quem deseja mudar de carreira ou avançar naquela em que está, o Revelo UP faz mais e ajuda o participante durante todo o processo.
Achados e perdidos #15
Uma AirTag tem 0,8 cm de espessura, ou seja, é grossa para ficar dentro de uma carteira. Este cara “tunou” uma dentro de um cartão, reduzindo a espessura do localizador da Apple a 0,38 cm (em inglês).
