Não tenho rádio em casa, mas gosto de ouvir rádio. Para isso, uso aplicativos que tocam transmissões via internet, um recurso que ao menos as rádios mais populares oferecem há bastante tempo.

O primeiro app que usei para isso foi o TuneIn. Funciona, porém a interface é bastante carregada, com anúncios, podcasts e outras coisas que não me importam muito. Hoje, uso e recomendo outros apps para cada plataforma:

  • No Android, a melhor pedida é o Transistor (F-Droid, Play Store). É um aplicativo bem cru, mas que cumpre bem a sua função e que, por ser cru, acaba sendo leve e direto por tabela. Tem o código-fonte aberto e é gratuito.
  • No iOS, descobri dia desses e tenho usado o Radio Turner (App Store). Ainda é um tanto carregado, com várias listas de estações sem qualquer segmentação por localidade, mas permite acrescentar suas próprias rádios e funciona bem. É gratuito com anúncios, e tem duas compras in-app: para remover anúncios R$ 22,90) e para estender o recurso de gravação (R$ 4,90).

Tem algum outro que você use e goste? Fala para mim nos comentários.

Folha de S.Paulo e Uol revelaram sites que operam como “Netflix dos dados pessoais”: por uma mensalidade de R$ 200, concedem acesso irrestrito a diversas bases de dados de cidadãos brasileiros, de órgãos públicos e privados, alguns com dados bem sensíveis, como o do Sistema Nacional de Armas (Sinarm). Segundo a apuração, esses sites conseguem os dados usando credenciais de funcionários públicos, ou seja, embora os sistemas não sejam comprometidos, pequenas corrupções de pessoal ocasionam os acessos indevidos.

A essa altura, devemos considerar que nossos dados pessoais vazaram e agir de acordo. Não é por acaso a avalanche de tentativas de golpe (fui isca em um) desde o grande vazamento do início de 2021. Via Folha de S.Paulo.

O WhatsApp ganhou um novo recurso que torna padrão o recurso de mensagens temporárias, que se apagam sozinhas. Ao ser ativado, ele passa a valer para novas conversas e pode ser alterado individualmente.

O Facebook aproveitou o ensejo para acrescentar dois prazos de validade além do que já existia (de 7 dias): 24 horas e 90 dias. É algo muit parecido — para não dizer idêntico — ao que o Signal lançou em agosto. Para ativá-lo, entre em Configurações, depois Conta, Privacidade e, por fim, Duração padrão. Via WhatsApp (2).

A Autoridade de Competição e Mercados (CMA, na sigla em inglês) do Reino Unido, espécie de Cade de lá, determinou nesta terça (30.nov) o desfazimento da compra do Giphy pelo Facebook, negócio de US$ 400 milhões anunciado em 2020, porque ele “pode causar danos a usuários de redes sociais e anunciantes do Reino Unido” ao eliminar um concorrente no segmento de publicidade digital. Via Gov.uk (em inglês).

A Axios lembra que é a primeira vez que uma autoridade reguladora de fora dos Estados Unidos ordena uma big tech norte-americana a se desfazer de um ativo e que tal precedente pode animar outros países a seguirem o exemplo. Uma alternativa ao Facebook para manter o Giphy seria retirar-se do Reino Unido, mas a probabilidade disso é baixa. Via Axios (em inglês).

O Procon-SP aplicou uma multa de R$ 11 milhões ao Facebook devido à pane de 4 de outubro nos aplicativos da empresa. A justificativa oficial do órgão é “má prestação de serviço” e que, embora os apps sejam gratuitos, a empresa lucra com eles.

O que me intrigou mais foram os números de usuários afetados: “[…] mais de 91 mil consumidores brasileiros do Facebook, mais de 90 mil do Instagram e mais de 156 mil do WhatApp.” O WhatsApp tem cerca de 120 milhões de usuários no Brasil; mesmo considerando apenas a cidade de São Paulo, o número de pessoas afetadas pela indisponibilidade foi bem maior.

O Facebook pode (e vai) recorrer. Via Procon-SP, Poder360.

Nesta terça (7), a partir das 20h30, faremos a gravação do especial de fim de ano do podcast Guia Prático. Eu, Jacqueline Lafloufa e Guilherme Felitti bateremos um papo sobre tecnologia e Manual do Usuário, os altos e baixos de 2021 e o que esperar para o ano que vem. Em áudio e vídeo!

Desta vez, a gravação será restrita a quem apoia o Manual, com qualquer valor a partir de R$ 9/mês. Além de acompanhar a conversa ao vivo, quem estiver na plateia poderá fazer perguntas. (Uma versão editada do programa será disponibilizada, depois, em formato podcast.)

Ainda não apoia o Manual? Siga por aqui. Custa, como dito, a partir de R$ 9 por mês, pode ser pago por cartão de crédito boleto bancário ou Pix (plano anual).

O convite com o endereço da videochamada será enviado na terça, por e-mail, poucas horas antes do início do evento. Te esperamos lá!

Usuários do Instagram estão se deparando com um pedido no app para criarem outra conta. Não é um dilema novo. Há alguns anos, a rede do Facebook (que agora se chama Meta) criou o recurso “Melhores amigos”, para restringir stories a pequenos grupos. A mensagem diz: “Mantenha contato com um grupo menor de amigos”, uma admissão do fracasso do Instagram em… ajudar a manter contato com um grupo menor de amigos.

O pedido institucionaliza um fenômeno espontâneo na rede, o das contas “finsta”, de “fake insta”, ou “Instagram falso”, que adolescentes criavam para poderem se expressar sem o escrutínio de muita gente, só para os amigos mais próximos.

Ao tentar ser tudo — rede social de contatos próximos, loja virtual, vitrine de celebridades, clone do TikTok, plataforma de marcas pessoais etc. —, o Instagram perde a sua identidade. É uma dor que redes focadas, como o HalloApp, podem remediar, mas que talvez seja mais fácil criar outra conta no mesmo Instagram. Via Wall Street Journal (em inglês).

A Microsoft começou a testar um botão único para alterar o navegador padrão do Windows 11 — o Edge. Desde o lançamento do sistema, era necessário clicar em vários botões para alterar o navegador padrão para diversos formatos de arquivos, uma piora considerável em relação às versões anteriores do sistema. A Microsoft chegou a desabilitar aplicativos de terceiros que facilitavam o processo, como o EdgeDeflector.

Ainda não se sabe quando o novo botão será disponibilizado na versão estável do Windows 11. Via The Verge (em inglês), Windows Central (em inglês).

Achados e perdidos #45

Todo sábado, pego uns links que acumulei ao longo da semana e que, embora curiosos e/ou interessantes, não renderam nem notinhas, e os publico num compilado que chamo de “achados e perdidos”. É um conteúdo mais leve, curto, quase lúdico — a cara do fim de semana.

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Print de dois stories lado a lado, com os nomes dos autores ocultados, mostrando a cartinha da Samsung. Destaque para os trechos: “[…] a Samsung te presenteia” e “Aproveite tudo em seu novo Galaxy Z Flip 3.”
Imagens: Instagram/Reprodução.
O Natal chegou mais cedo para um grupo de jornalistas, blogueiros e youtubers brasileiros que cobrem tecnologia. Mais uma vez, a Samsung enviou um celular caríssimo de presente — prática vexatória denunciada pelo Manual do Usuário em 2020.

Desta vez, o presente é um Galaxy Z Flip 3, celular dobrável vendido na loja da Samsung por R$ 7 mil, ou um Galaxy Z Fold 3, de R$ 12,8 mil. O Manual encontrou posts nas redes sociais de quatro agraciados com o mimo da Samsung. Dois deles publicaram uma carta que acompanha o produto, em que a Samsung explicita que se trata de um presente (imagens acima).

É provável que outros pipoquem a partir de amanhã, quando muitos que estavam no Havaí, cobrindo o Snapdragon Summit, evento da Qualcomm, retornam ao Brasil.

Receber um presente tão caro de uma empresa que está (ou deveria estar) sob escrutínio, em reviews de produtos e na cobertura do dia a dia, põe em xeque a isenção do jornalista/blogueiro/youtuber. A única coisa a se fazer nessa situação é recusar o presente. Ano passado, apenas 1 (um) de 54 presenteados devolveu o Galaxy S20 Ultra de R$ 8 mil.

Para entender como a Samsung gasta quase meio milhão de reais por ano para comprar a simpatia da imprensa, leia a reportagem.

O Signal lançou um programa de apoio recorrente (assinatura) para se sustentar. São três planos e, ao se tornar um apoiador, o(a) usuário(a) ganha um distintivo para exibir no app. Em reais, os planos custam R$ 15, 50 e 100 por mês. Via Signal (em inglês).

O grande espelho de software livre e outros projetos do C3SL

Se você está no Brasil e usa Linux, é bem provável que já tenha se deparado com um domínio da Universidade Federal do Paraná (UFPR), o c3sl.ufpr.br, ao atualizar seu sistema ou aplicativos. Trata-se do espelho do Centro de Computação Científica e Software Livre (C3SL), um grupo de pesquisa do pessoal da Informática da UFPR.

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O Twitter de Jack Dorsey

Jack Dorsey estava lá quando tudo começou. Um dos quatro co-fundadores do Twitter, reza a lenda que a ideia embrionária do que viria a ser o Twitter saiu da sua cabeça. De qualquer modo, coube a ele a honra de publicar o primeiro post da rede social, 15 anos atrás. “just setting up my twttr”, ou “configurando meu twttr”, ainda usando a marca esquisita, sem vogais, dos primórdios do Twitter.

Nesta segunda (29), em outro post no Twitter, Jack anunciou seu afastamento do cargo de CEO, com efeito imediato, e sua saída do conselho administrativo da empresa que criou a partir de maio de 2022, quando seu mandato vence.

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A Square, empresa de pagamentos do Jack Dorsey, ex-CEO do Twitter, mudou de nome e agora se chama Block, de “blockchain”, para refletir suas ambições, hoje maiores que as maquininhas de cartão de crédito. Semana cheia para Jack. Via Square/Block (em inglês).

Mas o que mais me chamou a atenção foi a presença do Tidal no rol de apps da Square/Block, o streaming musical que já foi um dia do Jay-Z. A aquisição se deu em março deste ano, por ~US$ 300 milhões. Via New York Times (em inglês).

O Facebook lança no Brasil, nesta quinta (2), o Facebook Protect, programa de proteção adicional a usuários e administradores de páginas mais suscetíveis a ataques — em especial, gente envolvida com eleições.

Os principais aspectos do programa são:

  • Forçar a adoção da autenticação em dois fatores;
  • Dar maior atenção a tentativas de invasão dessas contas; e
  • Garantir a autenticidade de quem posta em páginas.

Não tem como se candidatar a ele; é o Facebook quem determina perfis elegíveis e envia uma notificação/convite para o Facebook Protect. Via Uol Tilt, Facebook.

Lembrete: autenticação em dois fatores não é exclusividade dessa iniciativa, está disponível para todos os usuários. É, de longe, a melhor medida que alguém pode fazer para proteger sua conta. Veja como ativá-la no Facebook.