O LinkedIn está testando um botão que eliminará conteúdo de política do feed, promete a rede social. A informação foi divulgada por Ryan Roslansky, CEO do LinkedIn, em entrevista para o Wall Street Journal.

Roslansky disse que o algoritmo da rede é capaz de distinguir conteúdo político graças à “equipe editorial, classificadores semânticos e pelo que a comunidade nos diz querer ou não”. Ele acrescentou que se os testes mostrarem que o recurso ajuda as pessoas a fazerem o que têm que fazer no LinkedIn, a opção, por ora restrita, será expandida a todos os usuários. Via Wall Street Journal (em inglês).

Duas semanas para o Steam Deck

por Cesar Cardoso

Não é nenhuma hipérbole dizer que o Steam Deck é o console/computador Linux mais aguardado da história. E faltando 14 dias para 25 de fevereiro, os preparativos para a chegada do aparelho continuam a pleno vapor.

Um sinal da atividade em torno do aparelho é a quantidade de jogos com o selo Steam Deck Verified; a semana desta newsletter começou com 129 jogos verificados e, quando esta newsletter foi fechada (na noite desta quinta-feira), terminou com 243 jogos verificados, a busca no Steam Deck mostra mais títulos praticamente o tempo todo e se somarmos com os Steam Deck Playable (ou seja, jogáveis, mas precisando de alguma coisinha para terem o selo Verified), vamos a mais de 400 títulos. Qual console teve tantos títulos no lançamento na história?

Outro sinal é o patch para suporte ao controlador embutido do console/PC. Não vai dar tempo de entrar no kernel mainline antes de 25 de fevereiro, já que só deve entrar no kernel 5.18, mas não deixa de ser importante não apenas para diminuir o número de patches específicos do Steam Deck, mas também permitir que outras distros além do Steam OS possam rodar.

E um terceiro sinal é… comparações de tamanho. Sim, o Steam Deck é GRANDE. Não seria de outra maneira.


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Uma a cada quatro transações com cartão de crédito foram por aproximação no Brasil em 2021. O aumento anual foi de 384,6% e essa modalidade gerou um volume transacional de R$ 198,9 bilhões. A expectativa da Abecs, que representa o setor de meios de pagamento eletrônicos, é que a aproximação responda por metade dos pagamentos com cartão de crédito até o final de 2022. O ambiente ajuda: 90% das maquininhas em operação no país contam com a tecnologia NFC. Via LABS News.

Inventando o naufrágio: A abordagem pessimista da tecnologia na obra de Paul Virilio

por Zachary Loeb

Pouco antes de mudar de nome, a empresa de tecnologia anteriormente conhecida como Facebook experimentou o que chamou de “inconveniência”. O que é uma forma bastante suave de descrever “alterações de configuração nos routers de backbone” que resultaram na indisponibilidade do Facebook (juntamente com as plataformas Instagram e WhatsApp, de sua propriedade) durante cerca de seis horas, em 4 de outubro de 2021. A experiência da interrupção não foi uniforme: o que para alguns foi principalmente uma desculpa para desdenhar outra leva de más notícias para o Facebook, para outros foi uma séria perda de acesso a plataformas essenciais. Assim que o Facebook voltou, Mark Zuckerberg pediu desculpas “pela interrupção”, observando saber “o quanto vocês dependem dos nossos serviços para se manterem ligados às pessoas com quem se importam”. E, sem demora, a interrupção era apenas mais um ponto no retrovisor, enquanto o Facebook acelerava em direcção ao metaverso.

Não foi que a “interrupção” não fosse importante, mas sim que (como diz o provérbio) “merdas acontecem”.

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O ecossistema de NFTs é um completo desastre

Para quem lê este Manual do Usuário não há nada novo no artigo de Edward Ongweso Jr., na Vice, a respeito do “completo desastre” que é o ecossistema de NFTs, mas vale pescar alguns eventos recentes que explicitam esse desastre. Dois trechos de lá me chamaram a atenção:

Tomemos a OpenSea, o marketplace de NFTs mais popular. Semana passada, a OpenSea limitou o número de vezes que os usuários poderiam cunhar NFTs gratuitamente em sua plataforma, porque mais de 80% dos que foram criados com a ferramenta “eram obras plagiadas, colecções falsas e spam”. Ela reverteu a decisão em 24 horas, porém, graças à choradeira de criadores de projetos NFT.

Do outro lado do balcão, artistas têm sofrido com a apropriação indevida e ilegal de seus trabalhos para a criação de coleções de NFTs:

Para os artistas do DeviantArt, que hospeda mais de 500 milhões de peças de arte digital, o problema ficou tão grave que a plataforma implementou um sistema de alerta de fraudes que procura por NFTs de cópias de obras na blockchain Ethereum. O DeviantArt emitiu 80 mil alertas desde agosto de 2021, duplicou esse número entre outubro e novembro, e viu um novo aumento de 300% entre novembro e meados de dezembro.

Post livre #304

Toda semana, o Manual do Usuário publica o post livre, um post sem conteúdo, apenas para abrir os comentários e conversarmos sobre quaisquer assuntos. Os comentários fecham segunda-feira ao meio-dia.

A Apple anunciou o Tap to Pay, serviço que transforma qualquer iPhone (do modelo XS em diante) em uma maquininha de cartões apta a receber por aproximação (“contactless”). O recurso chegará primeiro aos Estados Unidos, no iOS 15.4, que já está em testes. Para ser usado, será preciso o uso de aplicativos compatíveis com o recurso. O celular já devorou muitos dispositivos avulsos, da câmera fotográfica ao próprio cartão de crédito; parece que as maquininhas de cartão são os próximos da lista. Via Apple (em inglês), MacMagazine.

Por um placar apertado, o Cade aprovou a venda e fatiamento da Oi Móvel para Claro, Telefônica (Vivo) e Tim por R$ 16,5 bilhões nesta quarta (9). O órgão impôs salvaguardas a fim de não prejudicar os pouco mais de 40 milhões de clientes, que serão divididos entre as três operadoras, que herdarão clientes de acordo com suas fatias de mercado em cada região do país: a Claro ficará com 15 milhões), seguida de Tim (14,5 milhões) e Vivo (10,5 milhões). Via O Globo, Folha de S.Paulo.

Três Galaxy S22 Ultra, de costas, nas cores preto, branco e cobre, de costas e enfileirados contra uma parede clara.
Foto: Samsung/Divulgação.

A Samsung apresentou a linha Galaxy S22 nesta quarta (9) e, de certo modo, ressuscitou o finado Galaxy Note na versão mais cara: o Galaxy S22 Ultra traz a canetinha S Pen embutida e lembra muito os antigos Galaxy Note. Os outros dois modelos, Galaxy S22 e S22+, são atualizações incrementais (leia-se: mesmo visual do ano passado), mas agora o S22 usa vidro em vez de plástico na traseira.

A Samsung aproveitou o evento para mostrar sua nova linha de tablets, aquela com um entalhe na tela. São três modelos, o Galaxy Tab S8 Ultra com um telão de 14,6″.

Outro anúncio, o último, é a ampliação da política de atualizações do Android, que agora alcança quatro anos/versões e cinco de atualizações de segurança. Vale para a linha anterior (S21), aliás. Via Samsung (2) (3) (4).

Sites estrangeiros já publicaram versões resumidas, com menos de 10 minutos, do evento de ~2h30min da Samsung. Veja nos canais do The VergeEngadget.

Datas de lançamento e preços para o mercado brasileiro serão anunciados na próxima terça-feira (15), em um evento local.

O TikTok ampliou suas diretrizes de conteúdo na tentativa de mitigar comportamentos nocivos na plataforma. Em comunicado à imprensa, o aplicativo explicou as alterações, que envolvem atos e desafios perigosos, alimentação de forma transtornada e proibição de “ideologias odiosas” (“deadnaming”, “misgendering” e misoginia).

Em outra frente, o TikTok começou a testar um sistema de classificação etária para conteúdo, similar àquele que vários países empregam na veiculação de filmes e video games, com o intuito de impedir que conteúdos adultos cheguem aos adolescentes da plataforma. Por ora, a classificação fica a cargo dos criadores de vídeos. Via TikTok, LABS News.

A pressão de órgãos reguladores dos dois lados do Atlântico implodiu o que seria o maior negócio do setor de chips da história, de US$ 66 bilhões: a venda da ARM à Nvidia. A SoftBank, que detém controle da ARM, receberá uma multa de US$ 1,25 bilhão da Nvidia pela desistência, confirmada nesta segunda (7), e, segundo o Financial Times, tentará abrir o capital (IPO) da ARM. Via Ars Technica (em inglês).

O regime de trabalho 996 persiste na China

por Shūmiàn 书面

Mesmo com o fim (no papel) do regime 996, a prática persiste. O modelo de trabalho 996 (das 9h da manhã às 9h da noite, 6 dias por semana) ficou, infelizmente, popular em startups e empresas de tecnologia.

O recente relato de um trabalhador que se demitiu após a publicação de um relatório da chefia elogiando longas jornadas de trabalho reverberou entre chineses da área. Com 25 anos, Zhang era programador na gigante Tencent. Em uma postagem num grupo interno da empresa (que viralizou nas redes sociais depois), ele compartilhou sua frustração por ter que trabalhar 20 horas por dia para fechar um projeto. A chefia do app em que o jovem trabalhava agradeceu o feedback e prometeu ajustes. Vamos ver.


A Shūmiàn 书面 é uma plataforma independente, que publica notícias e análises de política, economia, relações exteriores e sociedade da China. Receba a newsletter semanal, sem custo.

A Kantar agora mede a audiência dos serviços de streaming no Brasil, informa a coluna de Ricardo Feltrin. A medição acontece nos 6 mil domicílios que têm a caixinha tradicional, da TV aberta e fechada. Nas que têm banda larga, outra caixinha está sendo instalada. “Esse equipamento passa a ter acesso a todo o conteúdo — serviço de streaming, tempo gasto em cada um, conteúdo assistido etc. — por meio do roteador”, disse Melissa Vogel, CEO da Kantar. Entre os clientes, que recebem os dados diariamente, estão TVs abertas, pagas, agências de publicidade e até anunciantes. Via Uol Splash.

O escritório em casa do servidor da CGU Rafael Leandro

Nesta seção, leitores do Manual gentilmente abrem um pedacinho da sua intimidade para nos mostrar seus escritórios domésticos, onde trabalham, estudam e/ou se divertem, e explicam os produtos e fluxos de trabalho que usam. Veja outros escritórios e, se puder, envie o seu também. O texto abaixo é de autoria do Rafael.

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Criador do Termo quer o jogo aberto, mas não descarta venda

Criador do Termo quer o jogo aberto, mas não descarta venda, por Bruna Arimathea no Estadão:

Embora [Fernando] Serboncini diga que não tinha intenção de viralizar, não foi isso o que aconteceu. Com mais de 400 mil acessos diários, o Termo foi para as redes sociais antes mesmo do seu criador preparar o site para os seguidores no Twitter: “quando eu publiquei a primeira coisa sobre o jogo, já tinham muitos tuítes falando sobre o Termo. Cheguei atrasado”, brinca, em entrevista ao Estadão.

Agora, após a compra do irmão americano pela divisão de games do jornal The New York Times, Serboncini fala sobre o futuro do jogo no Brasil e as diferenças que a versão em português pode guardar para os usuários por aqui. Confira trechos da entrevista: