Dois homens, em poses diferentes, usando cuecas pretas da Insider, um em cada canto da imagem. No centro, a frase: “A cueca mais confortável com 12% Off. Cupom MANUALDOUSUARIO12”

Post livre #304

Toda semana, o Manual do Usuário publica o post livre, um post sem conteúdo, apenas para abrir os comentários e conversarmos sobre quaisquer assuntos. Os comentários fecham segunda-feira ao meio-dia.

229 comentários

  1. Tirei a tarde de domingo para reinstalar o Raspberry Pi OS/Pi-Hole, depois do desastre relatado abaixo. Correu tudo bem!

    Um detalhe curioso é que descobri que o Raspberry Pi (modelo 3+) tem limitações. (Não que isso seja um segredo, é só que constatei na prática.) Adicionei uma lista de domínios bloqueados enorme no Pi-Hole, com ~500 mil entradas, e isso deixou todo o sistema lento até que, a certa altura, ele simplesmente travou. Removi a lista e, desde então, com ~181 mil domínios bloqueados de cerca de 10 listas, tem rodado suave.

    Agora é fazer uma cópia do cartão SD para, caso outra catástrofe se abata, a restauração seja mais simples e rápida.

    Obrigado a todos que deram dicas valiosas de como tornar a atualização do Raspberry Pi OS/Linux mais segura!

    1. Instale o meu semana passada.
      Quais lista você recomenda Guedin?

  2. Pessoal, estou planejando ir para Jericoacara no meio do ano. Alguém já foi pra lá e tem alguma dica para não frustar as férias

    1. lá tem pouca coisa pra fazer. Se for uma semana, reserve 3 dias pra Jeri e depois curta Fortaleza (Cumbuco, Canoa Quebrada, Mucuripe, etc)

      1. Fui com minha esposa, ficamos 4 dias inteiros em Jeri – sem contar o dia de chegar e o de ir embora – e foi a conta certa. Fizemos os passeios Leste e Oeste, fomos à Lagoa do Paraíso, deu pra curtir dias tranquilos na praia lá em Jeri mesmo. Mas nossa onda era descansar, sem baladas. E todos os jantares na vila foram ótimos!

  3. [Conta Google Deletada]
    Possuía uma conta google (g-suite) por quase 15 anos. Nela havia notas, fotos, emails, documentos etc. No inicio deste mês ela foi subitamente cancelada pela google informando que algo foi feito contra as regras.
    Verifiquei cuidadosamente as regras da google, comparei com o conteúdo da minha conta (havia feito um google takeout[bkp] há 4 meses) e não identifiquei nada que justifique o cancelamento da conta (principalmente nada recente, não dá pra verificar 15 anos de conta…).
    Tentei um recurso para reativar a conta, mas em vão, nem resposta recebi.

    Então, o óbvio me foi “revelado”: -Meus dados não são meus, são deles.
    E como diz o ditado, “manda quem pode…” e eles podem.

    Bem, conclusão: Tente possuir o máximo possível a posse dos seus dados.

    1) Usuários Google, façam https://takeout.google.com periodicamente.
    2) Avaliem investir em um domínio. Eu usava o G-suite, então mesmo com a conta cancelada, eu redirecionei o DNS para outro serviço de email e não perdi o cadastro em todos os serviços que usam o email.
    3) Avaliem o uso de uma “nuvem pessoal” (a.k.a. rsync+cron, syncthing, CasaOS etc)

    “forte abraço!”

    1. Seu serviço era pago?
      Não entendi essa parte.

      Há algum tempo, lendo aqui do MdU e em outros cantos pela web, comprei meu domínio e tenho testado alguns serviços de e-mail. O fato é que backup periódico e ser dono do seu endereço evitam muitas dores de cabeça.

      1. Era gratuito. No comecinho o g-suíte era gratuito.
        Coincidentemente começará a ser cobrado agora em julho. Estava pensando quais as minhas alternativas, agora não tenho mais o que fazer… kkkcry

        1. Eu consideraria:

          1. Um domínio próprio
          2. Um serviço de e-mail interessante pro seu uso e disponibilidade financeira (zoho*, fastmail, tutanota, protonmail, mailfence, mailbox*, soverin ou Migadu)
          *possuem aplicativos de escritório
          3. Um serviço de armazenamento em nuvem (pcloud, tresorit, ou algum server com nextcloud)
          4. Rotina de backup

          Tente ver algo tb no https://nomoregoogle.com/

    2. eu não sei pq, mas tenho um medo disso acontecer comigo.

      atualmente preciso me resguardar das fotos e e-mails, tirando “isso” estou tranquilo, estou fazendo de pouquinho em pouquinho, mas vou ver se acelero.

  4. newsletters podiam tranquilamente ser publicadas na forma de blogues — mas o formato ganhou tanta tração que agora grandes veículos já estão apostando nelas

    qual o grande atrativo?

    para os veículos certamente conta o acesso pleno a informações de consumo do conteúdo sem a mediação de outras plataformas

    mas e para o leitor?

    em tempo: sei que aplicativos como o feedly permitem acompanhar newsletters, mas ainda não achei essa solução perfeita. Acho que ainda há um vácuo aí.

    1. Acho que o grande atrativo é a tentativa de organizar o caos da Internet. Ao invés de ficar recebendo posts aleatórios de redes sociais, as news trazem a lógica de curadoria, segmentação, hierarquia da informação etc. que os jornais impressos costumavam trazer. Isso aliado ao modelo de receber a informação pronta, ao invés de ter de ir atrás.

    2. Outro grande atrativo para quem cria a newsletter é manter a “conexão aberta”: sempre que você quiser falar com sua audiência, basta mandar um e-mail. Não corre o risco da pessoa apagar o endereço dos favoritos ou esquecê-lo, embora existam outros riscos — o do descadastramento e do e-mail (corporativo, quase sempre) que deixa de funcionar.

      E para o leitor, acho, conta o fato de ser algo que chega até ele e de uma forma óbvia, sem algoritmo misterioso mediando a relação com o remetente. Eu me inscrevo, eu sei que vou receber e recebo. E quando não quiser mais, é (em tese) tranquilo de me livrar daquele conteúdo.

      Blogs têm uma vantagem excepcional, a “descobertabilidade” — alguém te acha do nada, zero investimento ou promoção prévia para se fazer visto.

      Acho que as duas coisas podem caminhar juntas, de maneira complementar. (Tanto acho que é assim que funciona aqui, no Manual 😄).

    1. Se não fosse a pandemia… dizem que o carnaval da região é bonito.

      Taí um lugar que gostaria de ir também. Aproveite bastante.

    2. Ir na igreja mais alta que tiver aparecendo na sua vista. Quando chegar lá, contemplar a paisagem

      1. ou partir para a outra mais alta ainda

        e lá você vai ter desde igrejas super barrocas abarrotadas de ouro até coisas mais simples. Tem umas visitas guiadas legais

    3. Parque das Andorinhas.
      Pizzaria O Passo Pizza Jazz
      Chocolates Ouro Preto
      Vai para Lavras Novas tbm… é perto

      Moro perto Aqui. Quando for me avisa pra gente tomar um café lá

    4. Caminhar bastante ladeira acima e ladeira abaixo entre uma igrejinha e outra. ;)

      Apesar de belo-horizontino, não vou à OP faz um bom tempo (está no planos para 2022). Sei que o passeio de trem à Mariana e a visita à Mina da Passagem são muito bem recomendados, mas não sei como anda o funcionamento nesses tempos pandêmicos. Não deixe de comer um bom frango com quiabo e uma costelinha com ora-pro-nobis!

  5. Pessoal, em breve devo voltar às aulas presenciais (sou professor de programação em uma instituição pública) e meu velho MacBook não me parece mais apropriado para a rotina de trabalho.

    Gostaria de saber sugestões de vocês de laptop com as seguintes características:
    1) Ser leve;
    2) Ter uma tela razoável;
    3) Rodar sem muitos problemas um IDE um pouco mais robusto (pensemos no Intellij Idea e similares);
    4) Custe até R$ 3.000.

    Estou de olho no Samsung Flash F30, já citado em algum Post Livre do passado, mas me pergunto se o processador Celeron N400 atenderia ao critério 3 acima. Agradeço pela ajuda!

    1. Não sei se o Samsung F30 vai dar conta de uma IntelliJ da vida, principalmente com Windows. 4GB de Ram é muito pouco e, dado os preços da pandemia, acho que talvez seria uma boa avaliar até um ticket maior pra sua aquisição (se possível)

      1. Subscrevo o comentário acima. 4 GB de RAM é muito pouco pra sistemas tarefas além das básicas (rodar uma IDE que provavelmente irá consumir entre 600 MB e 1,5 GB, a depender do tamanho do projeto, não é básico). 8 GB é o mínimo para um cenário de multitarefa mais exigente.
        E um Celeron de 2 núcleos/2 threads lançado a quase 5 anos atrás será um gargalo importante. Nessa faixa de preço dá pra encontrar máquinas com i3 de 10ª geração, mas ainda com 4 GB de RAM, que é um gargalo, porém sanável.

        Na faixa de preço acima, em até 4 mil reais, dá pra encontrar Samsung Book NP550XDA-KF2BR com i5-1135G7, 11ª Geração, 8 GB de de RAM e 256 GB de SSD NVME. Tem um slot livre pra mais um pente de 8 GB e slot livre pra um disco SATA. Essa é uma máquina mais adequada pra tarefa descrita e terá vida útil maior.

    2. Pode ter algo interessante na Amazon + cashback Inter (estava em 9% ontem). O Notebook Lenovo Ultrafino IdeaPad 3i i3-10110U 4GB 256 GB SSD Windows 11 15.6″ fica por R$2.376, só será necessário um upgrade da RAM.

    3. Não sei de qual MacBook você está falando. Se NÃO for os antigos MacBooks brancos ou pretos, que realmente estão bem obsoletos recomendo investir em pelo menos 8Gb de RAM e um SSD. Instale um Ubuntu e terá uma bela sobrevida desse equipamento.

    1. Pelo menos 1/7 da população mundial está no Facebook e, embora às vezes se possa ter a impressão de que só sai chorume de lá, pode até ser o caso, mas esse chorume é produzido por uma fatia pequena dos usuários. Não dá para generalizar da mesma forma que se faz com o 4chan.

  6. vocês não acham impressionante que um site como o DevianArt ainda exista?

    ele surgiu ainda na época da chamada web “1.0” e atravessou a época dos blogues, redes sociais, aplicativos e segue firme e forte

    1. Acho.Fico de cara com Last FM também. Pensa que é da época do Winamp.

      1. Até hj eu deixo meu streaming conectado com o last fm. Um dia queria fazer uma playlist do q eu ouvia no iPod nano e foi só ir no last fm e ver o q eu ouvia em 2007

        1. Nossa, fui olhar e meu Spotify ainda está conectado com o lastfm, coisas que ouvi hoje de manhã estão lá no lastm.

          Achei que nesse meio tempo alguma API ou coisa do gênero pudesse ter ficado obsoleta.

          1. eu fiz a msm coisa, lembrava que tinha conectado, mas não que ainda estava funcionando, haha

      2. Não sei como ninguém comprou, talvez nunca aceitaram ofertas. É só uma big tech comprar e adicionar uma timeline, pronto, vira uma rede social popular.

      3. Uso Last.fm até hoje. Uso muito para conhecer bandas que se parecem com os scroobles que envio pra lá. Acho o algoritmo mais efetivo do que o do Deezer.

      4. Eu simplesmente optei pelo Deezer no lugar do Spotify porque a uns 4 anos o Last FM não tava funcionando direito no Spotify por algum motivo. Acho muito legal as métricas que a plataforma disponibiliza. E como já comentaram, se quero ver o que escutava a 5 ou 6 anos atrás, só ir lá.

    2. Sim! E tinha uma época na qual eu era bem assíduo, hoje em dia confesso que entro vez ou outra apenas. Mas gosto das coisas que existem lá.

      E como disseram o Lastfm também continua firme e forte. Na verdade, por mim, a internet pode inteira acabar desde que o Lastfm se mantenha vivo. HAhahhah
      Até hoje eu uso ele. Acho uma ferramente muito, muito legal.

      1. Nossa, por mim, a Last.fm também segue firme por muito tempo. Adoro manter o histórico das músicas que ouço desde 2007 e poder voltar e ouvir qualquer uma delas quando quiser.

    1. mas essa é a definição das empresas por trás das redes sociais: opacas, impessoais, inalcançáveis e promotoras de conteúdos genéricos.

      o MdU é transparente no que oferece e no que produz

    1. Eu uso Gmail, então não tem pastas, mas sim labels. Acho que funciona bem melhor pois um mesmo e-mail pode ser categorizado de várias formas.

      Gostaria de algo similar para arquivos. Minha biblioteca de PDFs é uma zona pois muitos deles poderiam estar em dois lugares e eu não quero ficar duplicando arquivos.

        1. Realmente parece pavoroso esse sistema!

          E não faz sentido algum ter para alguns arquivos e outros não. Acho que a idéia é como se fosse algo dentro do arquivo.

          Na minha visão, poderia ser um banco de dados que relacione o nome do arquivo (ou algum tipo de ID que seja imutável) às várias etiquetas.

          1. Você meio que acabou de descrever o BFS, sistema de arquivos do finado BeOS e reimplementado no Haiku.

          2. @ Harlley Sathler

            E dá pra colocar isso no Windows? 🙃

            Eu nem sei se eu gostaria de classificar todos os meus arquivos assim. Mas sem dúvida tem uma pasta bem grande em que isso seria bem útil.

            Bem que o PowerToys podia assimilar algo do tipo!

        2. sera que existe algo voltado para fotos? minhas fotos estao em hds, one drive e google drive

          gostaria de ter o controle disso de forma automatizada

      1. Nossa, os labels do Gmail salvam minha vida. No geral eu uso a busca, mas, às vezes, o que você quer é acessar um grupo de informações, e não procurar algo específico. Eu uso por exemplo uma etiqueta de “follow-up”, que consulto uma vez por semana, para ver tudo que estou aguardando, desde compras online a pagamentos ou simplesmente e-mails dos quais espero uma resposta (essa dica é do GTD aliás).

        Para além disso, eu tenho uma etiqueta para cada empresa com quem já troquei mensagens para parceria/publi no Vida de Trainee (são mais de 300 em 12 anos), todas contidas dentro de uma etiqueta master “b2b”. Assim, sempre que recebo um novo contato de uma empresa, verifico se já criei etiqueta e, caso exista, dou uma olhada no histórico para relembrar negociações passadas, se teve algum perrengue etc.

        1. Eu leio as conversas aqui no post livre e sempre fico de cara em como vocês conseguem usar um sistema de organização, ou até um programa mesmo, por tanto tempo. Eu mudo minha organização quase todo ano e mudo de programas aproximadamente de 6 em 6 meses, às vezes só pra aprender uma coisa nova. Mas não é exatamente bom, dá pra imaginar o caos que isso traz kk

          1. Acho que a idéia principal é você moldar o sistema até que ele seja natural para você. O e-mail foi relativamente simples pra mim, mas um sistema de tarefas? Tenho restos no Todoist, arquivos do Notepad++, dashboard no Notion, notas do Keep e por ai vai. Até no Notion tenho várias tentantivas diferentes, então entendo seu caos 😂

        2. É bem assim que fiz também! Inclusive adaptando alguns conceitos do GTD para meu uso de e-mail!

          As vezes acho que a quantidade de labels está gigante, mas já venho usando isso desde 2005 ou 2006, então pensar em mudar agora é tenso.

          Quando comecei a filosofia do Inbox Zero demorei um fim de semana prolongado inteiro limpando e selecionando os e-mails, até zerar a inbox. Agora adquiri o hábito de arquivar as conversar e só deixar algo que preciso fazer algo relacionado.

      2. Lááá no passado eu usei no windows o tag2find (http://www.tag2find.com/) e gostava do resultado. No entanto, ele parece parado no tempo pois só tem versão para Windows XP e Vista. Depois disso, passei a usar linux e nunca voltei a procurar algo parecido

        Dando uma procurada agora achei esse post: https://zapier.com/blog/how-to-use-tags-and-labels/. Lá tem umas dicas de como usar tags/labels para se organizar e também tem a indicação de alguns softwares que fazem isso. O que me chamou a atenção foi o tagspaces (https://www.tagspaces.org/) que inclusive é multiplataforma.

        O interessante no post também é que há indícios de que a melhor forma de se organizar é usar a estrutura hierárquica de pastas em conjunto com as tags.

        Não testei ainda o tagspaces mas fiquei com vontade. Apesar disso, eu tenho muuuuitos labels no gmail, mas todos antigos. Passei a usar a busca e foi realmente libertador.

        1. Interessante, vou buscar mais informações!

          A busca sem dúvida é muito mais rápida, mas várias vezes já me peguei querendo achar um e-mail e não lembrava alguma palavra chave dele. Ai os labels se tornam bem úteis.

      3. Felipe, uma solução para sua biblioteca de PDFs pode ser o Zotero ou Mendeley. Eu uso o Zotero, e ele te permite fazer exatamente isso que tu falou. Muda a lógica de organização dos arquivos, pq não importa mais onde ele está no computador, e sim como está categorizado no aplicativo. Além disso é código aberto e fácil de transitar entre dispositivos.

        1. Eu conheço os dois. Hoje tenho o Zotero instalado. Comecei até a fazer isso, mas lembro que ele acabava fazendo cópias dos PDF, mas não lembro o que me fez parar de tentar resolver isso.

      1. Mais um aqui! E eu organizava tudo no início! Não podia ver um email não lido que já queria arrumar. A busca e a falta de tempo (ou a escolha de fazer outra coisa ao invés disso) me libertou dessa tarefa.

        1. Três.
          Não tenho paciência para ser organizado.
          (Nem muito menos desorganizado).

    2. Não organizo nada.
      Se foi aviao, leio e apago.
      Se foi conta, pago e apago.
      Se é tarefa, anoto, faço e respondo… e apago.

  7. Saudações pessoal,

    Que marca de notebook vocês recomendam nos quesitos durabilidade (não quebra) e reparabilidade (se quebrar o conserto é rápido e de custo acessível)?

    Sei que todas as marcas tem seus exemplares problemáticos, mas talvez estatisticamente alguma possa ser melhor que outras.

    Se alguém quiser o contexto da minha aflição, eu tenho um notebook da Positivo que reprovou no quesito durabilidade. Quebrou com pouco mais de 1 ano de uso. E “semi” reprovou também no quesito reparabilidade. Isso porque em 4 assistências técnicas que consultei eles nem sequer pegavam pra fazer orçamento. Disseram que o notebook era tudo integrado e não tinha como reparar.

    Não reprovou totalmente porque resolvi escrever pra Positivo reclamando e eles me responderam que eu poderia enviar pra eles gratuitamente que eles fariam o diagnóstivo e me apresentariam um orçamento para conserto. Acabou que a própria Positivo consertou por um valor muito acessível. Nem a caixa do correio pra enviar pra eles eu tive que pagar.

    Apesar desse final satisfatório, dar problema com menos de um ano e não ter nenhuma assistência que conserte me deixou muito incomodado. Por isso queria indicações de marcas mais duráveis e mais reparáveis para o meu próximo notebook.

    1. Olha, eu recomendaria a marca Dell, tenho um notebook da marca desde 2014, e ainda funciona muito bem (tirando uma “linha” de dead pixels que surgiu na tela, mas que não incomoda o suficiente para levar para o conserto). Mas eu digo “recomendaria” porque já ouvi relatos de que a durabilidade e o pós-venda não são mais os mesmos hoje em dia.

      Minha mulher tem um notebook da Lenovo (que também é dona do ThinkPad) a uns bons anos e também não tem do que reclamar.

      Agora, uma opinião que provavelmente todo mundo vai concordar é que você pode escolher qualquer marca, desde que não seja Positivo…

    2. Atualmente tentaria um thinkpad/Lenovo

      Dell caiu bastante. No meu trabalho muitos estão dando problema (notebook e All in One)

      1. Verdade Joseph! Dell caiu muito. Na empresa que trabalho, não é incomum ouvir os colegas reclamando de problemas básicos dos notes. E olha que custaram mais de 4k!
        Perdi um pouco a confiança na Dell depois disso.

    3. Saudações Rogério. Se tiver como investir em algo realmente bom, opte por um ThinkPad. Te garanto, não irá se arrepender.

    4. Na dúvida, vá em uma boa assistência e pergunte qual a marca que menos aparece por lá para reparo.

      1. Eu não sei o quanto a marca é recomendável, mas minha experiência pessoal com Acer é boa. Meu notebook tem 5 anos, nunca formatei, nunca deu problema, exceto a bateria que morreu, mas acho que isso é esperado.

        Aliás, o nunca formatei é uma meia mentira, eu formatei porque coloquei um SSD m.2 nele uns 2 meses após a compra, mas né.

        1. Te falar que meu cunhado tem um Acer com core i5 de primeira geração e de lá pra cá só trocou o HD

    5. Eu tbm indicaria think pads, são uma beleza, mas são caros. Eu só uso pq é o q a empresa dá, mas vejo como dura bem. A construção é bem sólida.
      Mas os mais baratos da Lenovo não são necessariamente a msm coisa. Minha irmã é uma destruidora de tech. O 1o note dela foi justamente um positivo barato e ficou num estado lastimável. Todo aberto e com as portas USB caindo. Aí dei um Lenovo e tbm tá todo podre. Funciona mas caindo aos pedaços.

    6. Gosto bastante dos Samsung. A carcaça normalmente é de plástico que aparenta ser frágil, mas aguenta bem o tranco e os componentes são duráveis. Tenho um que comprei em 2011 e ainda funciona razoavelmente bem. Também prefiro a marca pela facilidade nos upgrades. Note da Samsung geralmente tem umas tampas nos slots de RAM e HD que é só tirar um parafuso pra acessar.

      Agora, se você estiver com um budget melhor, recomendo pegar um ThinkPad. Eles são tanques em forma de notebook.

    7. Tenho um Itautec desde 2012 ou 2013. Inteirão e com bom desempenho até hoje. Se fosse comprar outro notebook hoje, provavelmente compraria outro Itautec… se ela não tivesse encerrado as operações. :-(

    8. Eu arriscaria a dizer que não é tanto a marca do notebook, mas a linha dentro da marca.

      Minha impressão é que os voltados para o mercado corporativo são mais duráveis e resistentes. (Thinkpad, na Lenovo, Vostro e Latitude na Dell…)

      Digo isso pois, enquanto muita gente recomenda os Thinkpad, meu ideapad já deu problema que tive que trocar a placa mãe. Sorte que achei uma semelhante (era i7, achei uma com i5)

      Mas pode ser uma impressão equivocada.

    9. Tal qual os demais aqui comentaram, recomendaria um thinkpad mas da linha X ou T. Em último caso um Dell Latitude (menos a linha 3000) mas a linha Vostro/Inspiron jamais.

  8. Já tem um post sobre teclado, mas o assunto é meio diferente aqui.
    Qual seriam os teclados com melhor custo-benefício, de membrana ou mecânico, com teclas macro dedicadas (tipo aquelas teclas “G” na lateral ou na parte superior do teclado?

      1. Mas o mais barato deles nesses esquema tá 900 rupees! Longe de ser custo-beneficio.

    1. Logitech K470 ou outro nessa linha. Já que você quer custo x beneficio não adianta recomendar os MX Keys.

      1. Mas o que eu tava querendo era com teclas macro dedicadas, entende?

  9. Olá, pessoal!
    Estou procurando um app android cliente para pinterest, assim como o new pipe para o youtube ou o fritter para o twitter, porém não encontrei nada. O máximo que encontrei foi o “pin.it” para windows phone, em uma postagem de 2014 aqui no Manual do Usuário. rsrs Alguém tem alguma sugestão?

    1. Se vc usa pouco como eu o Barinsta ainda funciona. Mesmo após o desenvolvedor parar de atualiza-lo por força maior

      1. Mas no caso o Barinsta não funciona apenas para o Instagram? Ou ele funciona para o pinterest também?

  10. Essa semana me flagrei pensando numa maneira de bloquear ligações via WhatsApp…. Acho que não existe como desativar esse recurso completamente né? Minha birra é com a péssima qualidade da conversa, é muito pior do que fazer uma ligação normal. Infelizmente muita gente insiste e já assimila que o whatsapp é a mesma coisa que uma agenda de contatos e discador.

    1. Basicamente, o ato de “telefonar por vias normais”, só tá servindo pra ver se a pessoa está mesmo “precisando de R$ 3000” pra mandar por PIX.

      Inclusive, recebi uma mensagem dessas ontem se passando por uma vizinha minha. Essa “vizinha” tá esperando receber até agora 😂😂😂

    2. aqueles “whatsapp plus” antigamente tinham essa função, não sei se tem hoje

      e muita gente liga pelo whatsapp pq não tem crédito no celular.

    3. Deveria ter, é uma funcionalidade tão básica… Não sei se funciona, mas tem aquela opção de você só compartilhar seus dados com seus contatos, não sei se tem efeito de bloquear ligações também.

    4. Meu sonho seria uma possibilidade de bloquear isso. Mas eles não farão, querem mais que o WhatsApp se torno o centro de tudo e não nos dar a chance de evitar que isso aconteça.

      1. Se bloqueasse áudio de alguns contatos também ia ser muito bom. Sabe aquele áudio de 2 minutos para responder apenas sim ou não?

    5. As pessoas nos ligarem via whatsapp virou uma praga! Minha família só liga assim e são incapazes de tentarnligar via operadora caso eu não atenda.

    6. Achei seu comentário curioso porque comigo as ligações via WhatsApp sempre tiveram no mínimo a mesma qualidade das ligações normais, e geralmente melhor.
      E é como disseram, muita gente usa não só por ser mais prático mas também por não ter créditos.

    7. No iPhone, se as notificações estiverem desativadas ou o contato não estiver na lista, não consegue ligar não. Não sei se já consertaram.

  11. Tenho uma olivetti personal 50 que cabei de abrí-la pra tirar o teclado
    tô querendo usar essa carcaça pra fazer um teclado usb, alguém poderia me guiar para um forum ou guia de teclados mecânicos?

    ps: as teclas da olivetti são circulares, isso interfere no tipo de pesquisa que tenho que fazer?

    1. Não conheço esse modelo, mas imaginando que seja elétrica, eu tentaria procurar por documentação dela. Algumas dessas máquinas de escrever têm o protocolo de teclado documentado. Entendendo o protocolo usado pelo teclado, provavelmente é possível usar um arduino pro micro para ler a matriz e enviar os comandos para o computador. Essa plaquinha consegue se enumerar como um dispositivo USB HID.

      Se não der para descobrir o o protocolo do teclado, o que sobra é refazer a matriz (interromper as trilhas originais da placa e usar wire wrap para para refazer a matriz, desenhar outra placa de circuito impresso…). Nesse caso não precisa nem do arduino, dá pra usar a matriz com o controlador de um teclado qualquer.

      1. Só um adendo é que deve ser uma placa Arduino que possa ser enumerada como dispositivo USB HID, já que não são todas.

        A mais comum é o Arduino Leonardo ou o Pro Micro (dentre outros clones), que usa o microcontrolador ATmega32u4. Os Arduinos mais tradicionais usam o ATmega328, que não tem USB HID.

          1. Nossa, eu nem li que você tinha fala do do pro micro já, desculpe! Leitura dinâmica nem sempre presta.

            Mas é sempre bom fazer a busca com o tipo do microcontrolador, pra não correr risco de comprar um modelo errado. Esses caras de anúncio as vezes usam milhões de palavras chave pra enganar as buscas.

          2. Opa, Felipe, isso é verdade! É sempre bom conferir o microcontrolador. Alguns anúncios, principalmente nos sites chineses, usam nomes diferentes. Tipo, montam uma versão numa placa em formato diferente e dão outro nome qualquer.

        1. Pelo que entendi essa Olivetti Personal 50 é uma máquina de escrever. Eu só não entendi se é elétrica ou daquelas em que a “letrinha” (o nome disso é tipo, não é?) bate no papel por meio de uma alavanca. As fotos que achei aqui na busca são todas de teclas quadradas tradicionais.

          Ou você só quer usar a carcaça e transplantar um teclado ali dentro?

        2. Procure por tutoriais na internet. Por aqui o FilipeFlop tem uns tutoriais legais. O legal do arduino é que as placas, o bootloader dos microcontroladores e a IDE são open source. Na China essas placas são bem baratas e eles têm até os kits para iniciantes, com uma placa (geralmente a Uno), protoboard, alguns componentes, fios…

          Na época em que eu estava cursando o técnico em eletrônica usar microcontroladroes era impraticável pra gente, estudante quebrado. Hoje tá tudo muito mais fácil.

    1. Eu até gosto do formato deste post livre. A única coisa que dá um pouquinho de trabalho é saber quais comentários são novos desde minha última visita, já que eu deixo a aba dele aberta até na segunda e só atualizo quando quero ler novamente.

    2. Adicionei aqui já no meu leitor de RSS. Vamos acompanhar.

    3. Não sei se curti muito não. Parece um pouco com Reddit, não? Pode ser questão de costume, sei lá…

      1. A inspiração maior é o Hacker News, mas, sim, no fundo é algo parecido com o Reddit, só que em vez de subreddits é só um forumzão.

    4. O modelo me lembrou os bons e velhos tempos do BrLinux, onde as pessoas encaminhavam as notícias e o mantenedor as publicava. Rolava altos debates nos comentários e lógico, mita trolagem também. Parece bacana. Vou acompanhar.

      1. Gostei da estética, o lance de usar letras minúsculas nos botões. Mas a barra de pesquise no rodapé é um pouco contra intuitivo. Vou acompanhar.

  12. Alguém conhece um suporte legal pra webcam/celular que daria pra prender em cima de um monitor? Faço chamadas de vídeo pro trabalho com certa frequência e uso o celular como webcam (já que uso o notebook fechado), porém se deixo ele no nível da mesa, o ângulo de baixo pra cima não é muito favorecedor 😅

    Tenho um Dell P2419H, se isso fizer diferença.

    1. Acho q dá pra comprar aqueles que tem um clipe na base com uma haste grande e passar por trás do monitor. Aqueles de carro mesmo.
      Específico pra este uso nunca vi.
      Outra solução seria montar um com lego.

        1. O segundo parece que fica grande demais, mas o primeiro é ótimo! Acho que me atenderia sim!

  13. Alguém tem alguma sugestão de cliente de e-mail para Windows, que seja leve e parecido com o Apple Mail?

      1. Opa, valeu a dica mas o Thunderbird eu acho meio pesado e com a interface poluída pra caramba. É um bom programa, mas meio que quer agregar tudo, como o Outlook.

      1. Também nunca usei porque nunca consegui! Não sei o que rola, mas em nenhuma instalação do Windows ele consegue sincronizar minha conta do gmail. Adiciono a conta sem problemas, mas as mensagens nunca baixam. Desencanei dele.

          1. Sim, sim, já fucei nessas configurações todas e, aparentemente, nada errado. O engraçado é que acho que é alguma coisa com a minha conta porque já vi muita gente usando gmail nele de boa.

    1. Tem a proposta do mailbird, mas a versão gratuita é um pouco limitada.

      Fora isso, O Vivaldi Browser oferece um cliente de e-mail, onde tu pode colocar as contas que tu mais usa.

    2. Mailspring é o melhor cliente de e-mail para Linux e Windows. É gratuito e sem propagandas, mais leve do que o Windows Mail e mais moderno do que o Thunderbird. Sincroniza sem problemas as contas (eu uso pra Gmail, iCloud e pro Outlook 365 da faculdade).

      1. Opa, valeu demais pela dica, Paulo! Eu não conhecia o Mailspring! Vou experimentar.

    3. Uso no Thunderbird no Linux e macOS. Já instalei para amigos e clientes no Windows. Sempre tive um feedback positivo. Atende muito bem as minhas necessidades.

      1. Já sim, Tiago. Na verdade o único cliente onde eu nunca consegui sincronizar meus e-mails é esse nativo do Windows. Uso o Apple Mail no Mac, o Geary no Linux e no Windows ficava essa “pendência”.

          1. Eu não me lembrava mais, mas já tinha visto essa discussão no forum da Microsoft. Não tentei porque o procedimento implica em configurar a conta do gmail para permitir acesso a apps menos seguros.
            O curioso é que lá há relatos de erros diferentes: mensagens enviadas aparecendo na caixa de spam e o não carregamento dos anexos; e o problema que eu tive, que é ver as pastas (labels) sincronizadas mas não populadas pelas mensagens.

    4. Talvez no momento a melhor opção seja o Vivaldi Browser… Mas você pode passar no alternativeto.net e fazer aquele percurso de ir testando e lendo os comentários, descobri muitas coisas legais por lá

  14. Alguém tem sugestões de microfones para computador?
    É para vídeo chamadas, pelo Zoom, geralmente umas 3 ou 4 vezes por semana. Nada de streamer. Não queria gastar muito. Acho q até uns 200 reais, eu relutei muito e hoje em dia eu tô considerando a compra de um. Eu acho q seria legal dar uma melhorada na qualidade da transmissão da minha voz. Eu até então estava satisfeito com o microfone do notebook, mas quando vejo algumas pessoas usando um microfone independente no YouTube, por exemplo, vejo quanto meu microfone é ruim e abafado. Deve valer a pena. A detalhe, podem sugerir os de lapela, embora acho q eles são meio limitados para o objetivo, algumas vezes as vídeos chamadas são com a família completa junto, mas não falam todos juntos, as vezes um ou dois apenas.

    1. Um lapela muito bom e barato que uso nas minhas filmagens é o Boya BY M1. Custa entre $100 e $150 dinheiros e entrega uma boa relação de custo x benefício.

      1. achei um boya by m1 original na shopee por cinquentinha. recomendo muito a compra por lá. comprei pra um projeto audiovisual e hoje uso no meu computador pessoal.

    2. eu uso um Samson CU1 USB. Microfone incrível! Comprei na OLX por R$220,00 (usado). Procure qualquer condensador com suporte de mesa e que seja USB. Os mic USB são muito simples de usar – não precisam de nenhuma interface, plugin ou software.

    3. Uso um Vedo – VD800. Atende muito meu propósito que é justamente melhorar o áudio em calls. Além de que veio com braço mecânico. Saiu em torno de 200 reais mesmo no ML.

  15. Pessoal, é o seguinte.

    Sou formado em análise de sistemas. Me formei em 2007 para ser mais preciso. Desde então nunca trabalhei na área propriamente dita. Fiquei 4 anos como analista de suporte numa universidade daqui da cidade e desde então nunca mais usei o PC para programar nem nada do tipo.

    Estou pensando seriamente em voltar a minha formação mas me sinto completamente perdido e enferrujado hoje em dia. Pensei em fazer algum curso para retomar as atividades, mas qual? Quem já teve experiência com algum, qual destes cursos online vocês recomendam. Alura? Udemy? Tem um tal de Kenzie, também.
    Tem vontade de aprender C/C++ e me dedicar ao desenvolvimento de software em ambientes Linux (ambiente GTK para ser mais preciso).

    1. Recomendaria algum bootcamp, o processo de imersão – ao meu ver – acelera o aprendizado. Particularmente prefiro livros e documentação.

      Sobre a área que você escolheu, não conheço nada para indicar.

    2. Vejo duas coisas: vc quer começar a trabalhar com desenvolvimento e quer trabalhar com C e C++.

      1) Para tirar a ferrugem, acho que fazer um bootcamp pode ser uma boa. Acho que vc vai ter muito mais contato com programação do que teve no seu curso inteiro na faculdade!
      2) C e C++ são linguagens bem complicadinhas e não tem tantas vagas voltadas pra elas. E as vagas que existem, com certeza querem pessas bem experientes, que acho que não é o seu caso ainda. Tenta dar uma olhada em C#, Java e JavaScript/node. Têm muito mais vagas para essas tecnologias e assim vc pode ter um começo menos frustrante!

      Boa sorte na sua jornada!

    3. Eu assinei a Alura uns 2 anos atras, e eu acho que se você tem tempo e vontade de aprender várias frentes é bem legal pois é uma oferta grande de cursos. Uma das coisas que eu gostei lá era eles criarem trilhas com os cursos, tipo se você quer desenvolvimento web começa com esse e depois esses e o fórum deles também funcionava bem para dúvidas.

    4. Conforme mencionado, da uma olhada em algum bootcamp. O IGTI tem ofertado uma vasta quantidade de bootcamps na área de tecnologia. Fiz alguns e recomendo.

    5. Cara, não sou da área de TI, mas já fui da área de educação e o que vejo é que o curso não importa TANTO.

      Depende também da pessoa e da forma de aprender. Eu lembro que aprendia muito HTML fuçando o código fonte de sites, por exemplo.

      Tem a documentação oficial também.

      Quando digo que o curso não importa tanto, não é o curso em si, que não é pra fazer curso. Digo que curso A ou curso B, por exemplo. Tanto faz, sabe, dá uma olhada no programa se é mais ou menos o que busca e faça.

      Vejo o curso pra organizar o conteúdo. O resto você corre atrás. Pega o mais em conta e veja. Acho que só você mesmo vai dizer qual curso presta pra você.

  16. ando pesquisando por teclados há algum tempo e tenho me interessado por teclados menores, com 60% das teclas, sabe? essa categoria é dominada pelos teclados mecânicos.
    o computador da firma tem um teclado lenovo tradicional, de cento e poucas peças e é muito confortável. adoraria ter um que fosse menor, pra caber na minha mesa.

    eu queria saber se vocês conhecem algum teclado de membrana que tenha o layout reduzido. abraços!

    1. Tem um teclado Multilaser TC154 que parece ser o que você procura; na verdade, existem vários. Comentei agora a pouco só o link dele no Mercado Livre, mas acho que fui barrado no filtro de comentários. Então, fica aí a indicação: Multilaser TC154

    2. Oi Pedro, seria legal você compartilhar o orçamento rsrs. Atualmente eu gosto muito da linha da Logitech, em especial o MX Keys Mini. Ele é um pouco maior que o Magic Keyboard da Apple, mas traz excelente bateria, teclas retroiluminadas e pareamento rápido com até 3 dispositivos. O problema é que custa na casa dos 700 biroliros.

    3. Tem o da Apple e aquele novo da Logitech, que o Vinicius_VS mencionou, o MX Keys Mini. O único problema é o preço — ambos são bem salgados.

    4. Logitech tem alguns mais baratos que o MX Keys Mini na mesma pegada, como o K380.

      Acabei comprando um Keychron K2 (mecânico) porque – a despeito de não gostar do teclado numérico – teclas como Home/End fazem falta quando uso Windows/Linux para programar. Setas então, nem pensar comprar sem. Só achei o Keychron com esse layout.

      Tem algum problema ser mecânico? Dá para achar vários modelos menores e relativamente acessíveis.

      1. conhece um teclado parecido com esse K380 mas com teclas numericas dedicadas? pq como vc disse, sente falta de umas teclas, eu preciso das numéricas dedicadas, pois no meu trabalho as uso muito, hehe

        1. Não entendi, parecido em qual aspecto? Pareamento múltiplo ou formato das teclas?

          1. aparência e preço, mas com teclas numéricas dedicadas, pq esse os números ficam juntos com outras funções.

    5. Tenho usado um anne pro 2 para trabalho. Algumas coisas levaram um tempo para se acostumar, mas ele é extremamente ergonômico, acho está valendo a pena

    6. são boas as dicas, pessoal. até conheço alguns desses que vocês recomendaram. eu tive perto de comprar um logitech k380 pelo tamanho menor e ainda acho que ele deva ser minha escolha futura.

      o que me impactou na experiência de uso desse teclado lenovo é o perfil mais alto das teclas, muito macio e responde bem os toques. todos esses teclados que são de membrana e de tamanho mais diminuto, sempre têm essas teclas mais rasas, como as de notebook.

      penso então que não existe um produto que alie todas essas características, né? membrana, teclas altas e esquema de teclas em 60%. teria que recorrer a um teclado mecânico pra ter algo parecido com isso, presumo.

    7. Como alguém que trabalha com ergonomia me chamou atenção esse trecho “pra caber na minha mesa”.
      Quais as dimensões da sua mesa?

      1. minha mesa é comprida, mas é pouco profunda. imagino que tenha uns 50cm de profundidade.

        1. Mesa própria em casa? Minha sugestão é estudar a possibilidade de trocar de mesa, já dá pra aproveitar e estudar uma configuração mais adequada pra vc. Segundo a NBR uma mesa para escritório deve ter no mínimo profundidade de 60 cm, mas dependendo de como apoia seu braço e sua altura, 60cm ainda são insuficientes, se utiliza outros materiais de apoio.
          A busca por um teclado menor é mais “justificável” pela busca de portabilidade, mas se for um posto de trabalho fixo, pode te trazer outros problemas.
          Eu tenho planejado fazer um pequeno manual de ergonomia de escritório, pq o que se encontra pela internet são muito incompletos, as vezes até errados, e não dão conta da complexidade que é ergonomia em escritório (pode acreditar!).
          Se tiver interesse responda as perguntas abaixo que posso te ajudar pouco melhor.
          1. Qual sua altura?
          2. Qual atividade faz? Quanto tempo passa no seu posto de trabalho por dia?
          3. Como é a configuração do seu posto de trabalho ( note ou desktop, monitor, uso de documentos ou livros)
          4. Como vc apoia seus braços? ( apoio de cadeira, ou apoia na mesa)
          4.1. Onde está sustentado o peso do seu braço?
          5. É uma possibilidade trocar a mesa? (vai ser a melhor solução, uma mesa não adequada pra vc, faz com que busque soluções alternativas, como um teclado pequeno, e outros acessórios que podem trazer outros incômodos, e ainda te deixar insatisfeito.
          6. Tem incomodo frequente em alguma parte do corpo? Ou depois de longas jornadas, qual a primeira parte do corpo sente?

    8. Logitech MX Keys Mini – é lançamento da Logitech. Versão menor do MX Keys.
      Teclado incrível! Conexão por Bluetooth ou Unifying, conecta em 3 dispositivos ao mesmo tempo, tem o Logi Flow, configurável pelo Logi Options e o melhor – silencioso, confortável e retroiluminado. Eu tenho o MX Keys mas já quero pegar a versão mini. Tenho o mouse MX Master 2S e peguei a versão “pequena” dele, a MX Anywhere 2s também.

  17. Nenhuma menção à treta do Flow e do Monark. Tava esperando um post sobre isso aqui uai. kkkkkk

    1. O Monark sempre falou m*rda pra gerar cliques pro Flow. Uma hora isso ia acontecer. Na verdade acho que demorou demais até.

      Agora, a dúvida que fica é: será que essa história de que o Igor vai comprar a parte dele da empresa é verdade? Desconfio que é migué.

      1. É bem possível que compre. A questão é o tempo para pagar. O negócio envolve não só os canais, mas a produtora em si. Só o Flow tem 3.7 milhões de seguidores e deve ter uma receita absurda – com essa receita, além dos patrocinadores que se aventurarem será possível comprar nos próximos meses.

        Porém, desde que aconteceu o problema tenho visto um movimento coordenado das pessoas tentarem derrubar a avaliação do canal, além da retirada de videos que geravam engajamento. E esse impacto vai para todo o grupo que eles tem.

        1. E a produtora tem muita gente. É uma lástima que pela cagada de um membro somente, várias pessoas corram o risco de perder o ganha pão.

          1. Exatamente, pelo que li, são 80 empregos diretos. Apesar de aparecer todos os dias nas recomendações do Youtube, eu nunca havia acompanhado o podcast até então e com certeza não fiquei mais interessado depois do fato.

            Assim, eu tenho uma opinião impopular sobre o assunto em si, não vejo motivos para criminalização pois acho que há uma distorção no que as redes sociais estão compartilhando (e deixo claro aqui, não concordo com o que foi dito, foi errado demais e não estou defendendo). Porém, deixaram um bêbado sem capacidade de articulação ter lugar de voz para uma audiência de 3 milhões de pessoas. O cara é adulto e vai responder pelo que disse, além de já estar condenado pelo tribunal da internet, claro.

          2. Não creio que a culpa deva recair sobre uma única pessoa, ali a conivência com esse tipo de pauta é sistêmica e vem de longa data.

      2. Acho que patrocinadores e empresas parceiras tem como exigir algum tipo de comprovação que o Monark não é mais sócio da empresa. Além de que, esse tipo de informação meio que é pública – vi alguns prints de algumas pessoas verificando o CNPJ e tals, mas essa informação não se atualiza instantaneamente, tem todo um processo burocrático, creio eu. Então, é meio difícil de eles darem migué…

        1. Normalmente demora de 1 a 2 semanas pra atualizar, isso depois dos trâmites jurídicos internos que não devem ser poucos.

    2. Tá feito o post! :D
      Minha única preocupação com isso é se haverá cassação do parlamentar que estava presente e cometeu quebra de decoro. A impunidade parlamentar para esse tipo de crime deveria ser intolerável, sob o risco de continuarmos amplificando essas barbaridades. Nazismo não se debate, não é opção política, é crime. Quem tem dúvida disso, que busque um psiquiatra para debater. :D

      1. Então, pra colocar um pouco de lenha na fogueira, uma das interpretações que fiz sobre o fato é que o Monark apontou para o pior exemplo possível para defender o ponto de vista tosco sobre uma liberdade de expressão extrema. Não acho que o sujeito seja de fato Nazista ou tenha feito apologia, simplesmente mirou no extremo para defender que a extrema direita deveria ter lugar de voz, que as pessoas deveriam ter direito a ser imbecis e que essas ideologias deveriam ser socialmente condenadas. É um papo muito recorrente em aulas de filosofia, ciências políticas e afins.

        Porém, todavia e tal este tipo de conversa esbarra nos direitos constituídos e nas leis estabelecidas – apologia ao racismo, nazismo, homofobia, xenofobia são crimes e como você mesmo disse, não são itens de debate.

        1. Convenhamos, não é preciso ir tão longe no Brasil de hoje para pescar exemplos de extremismo aceito no debate público e na política institucional, né.

          1. Sem dúvidas! A partir do momento em que a representação do Estado adota uma postura extremista sem ser devidamente coibida, abre espaço para outros agentes se sentirem no direito de impor aquilo como algo socialmente aceito.

            Nos últimos circulou bastante uma frase “uma sociedade tolerante deve tolerar a intolerância”? A resposta é não, pois quando a intolerância é tolerada, ela toma lugar dos tolerantes e se impõem como única verdade. É basicamente o que houve na ascensão do Nazismo. Um movimento de bar virou o maior extermínio da humanidade.

            Eu venho da comunicação social e nos últimos anos venho acompanhando uma desconstrução / desvalorização sistemática do papel e da importância do comunicador / imprensa. Aquele que busca por fonte, apura e traz o fato. Hoje esse cara dos fatos precisa se provar frente a um “influenciador” com opinião. E a ladeira está cada vez mais íngreme.

          2. @ Vinicius_VS

            Exato! Não é por acaso que a imprensa sempre ganha um alvo nas costas quando um proto-autoritário chega ao poder. Vide Trump, Erdogan, Bolsonaro.

      2. Assim, esse é um limite difícil, especialmente se estamos falando de parlamentares com cargo eletivo.
        Comercializar maconha é crime também. Um parlamentar pode defender o comércio de maconha? Seria quebra de decoro? Eu acho que não.

        Defender que algo que hoje é considerado criminoso para que deixe de ser crime não é necessariamente errado. É importante que exista no debate público.

        Mas, veja, eu acredito que existe uma diferença entre defender a descriminalização das drogas e a descriminalização do nazismo. Fazer essa diferença requer um julgamento de qual crime é pior, que a gente sabe de forma “intuitiva” (defender o nazismo, o genocídio, o fascismo etc. é inaceitável), mas que não sei se está em alguma lei.

        1. Há uma diferença aí, Vitor. O crime de apologia ao nazismo se consuma quando, por exemplo, alguém diz que deveria existir um partido nazista. É similar aos crimes contra a honra — calúnia, injúria e difamação. O crime é “falar”, ou expressar de alguma forma o que é proibido pela lei.

          Alguém que defenda a descriminalização da maconha não está, a princípio, comercializando maconha. E, importante também nesse contexto, a maconha é um assunto muito mais ameno e incerto que o nazismo. Existem bons argumentos a favor da liberação do cultivo e comércio maconha; existe algum argumento bom em normalizar o nazismo? Ou, para ficar em outro exemplo análogo, em “debater” o lado bom do racismo?

          1. Chegaram a ver esse fio do Twitter?
            onde discute a nossa intolerância com o “nazismo” , mas estamos em momento em que se está sendo normalizado o nazismo

          2. Chegaram a ver esse fio do Twitter?
            https://twitter.com/tavosmm/status/1491141823196438528#m

            onde discute a diferença entre nazismo e “nazismo”, que toleramos uma sociedade onde se persegue jornalista, se exalta a violência, se organiza grupos armados, persegue inimigos, defesas higienistas, mas o aparecimento de uma suástica, uma defesa ridícula de um discurso libertário que fala em partido nazista, gestos específicos, recebe rechaço de todos, até dos protonazistas no poder atacar esses “nazistas”

        2. A gente consegue comparar banana com abacaxi?
          Desculpem a brincadeira, mas às vezes é bom fazer um simples exercício de lógica para mostrar que algumas comparações ou parâmetros de comparação não são válidos. Vamos encontrar, por exemplo, um elemento em comum que supostamente conecte nazismo e maconha: a violência. A maconha mata ou violenta alguém? Não, né? O que mata é o tráfico. Vejamos, então, legalizar a maconha acaba com o tráfico, logo, acaba com a violência. E se legalizar o nazismo, o que acontece?

          1. Se legalizar o nazismo acontece o Holocausto. Ghedin e comunidade que me perdoem, mas, parafraseando o Felitti, eu não acredito que em 2022 ainda tenho que ler esse tipo de coisa.

            O nazismo é um sistema de valores cujo cerne é o extermínio de chamadas raças inferiores. Esse é o CAROÇO do nazismo, o nazismo puro, o centro da coisa a partir do qual tudo mais emana. Então não, não dá pra fazer esse “debate lógico” com o nazismo, do mesmo jeito que não dá pra fazer debate lógico em torno da ideia de pedofilia ou tortura — porque a coisa em si é nefasta, não uma interpretação deturpada dela.

            Diferente de ideias como comunismo, ou de sistemas religiosos como o cristianismo, cujos cernes ideológicos são outros, mas que historicamente foram usados por pessoas inescrupulosas para cometer barbaridades.

            Defender a possibilidade de um debate sobre o direito de ser nazista é como defender a possibilidade de um debate sobre o direito de ser racista (inclusive o nazismo é racista e se baseia em ordenamentos jurídicos racistas dos EUA, em parte): no fundo, é dizer que acreditar que certos grupos deveriam ser exterminados da Terra é uma posição válida — errada, mas válida.

            Essa adoção estúpida do conceito estadunidense de liberdade de expressão é apenas isso: estúpida. Nenhum outro país desenvolvido tolera esse tipo de palhaçada de que as pessoas podem dizer o que quiserem, contanto que não ajam. Dizer é agir. É por causa dessa liberdade de expressão levada ao extremo que lá a kkk segue existindo na legalidade.

            Por fim, e me desculpem tanto o tom quanto o tamanho do texto, você acha que a Alemanha nazista nasceu como? Justamente deixando que certas ideias de uma pequena parcela da população ganhassem fôlego e tração, permitindo que o debate rolasse de forma desregulada, tolerando o intolerável. A Alemanha não foi dormir igual o folheto das Testemunhas de Jeová e acordou no Reich. O discurso de ódio nazista foi lentamente sendo normalizado, os monstros foram testando e expandindo os limites, um passo de cada vez, e tal qual o sapo fervido lentamente, quando o mundo se deu conta aquilo estava ali.

            Não se debate fascismo. Não se debate nazismo.

      3. Pelo que o Nucleo apurou, pode rolar processo pro Kim/MBL: “O Ministério Público de São Paulo solicitou ao YouTube a retirada do vídeo do ar e pediu que a Polícia Civil investigue Monark. O procurador-geral da República, Augusto Aras, pediu que Kim Kataguiri seja investigado por crime de apologia do nazismo. O deputado tem foro especial no STF. A lei n° 7.716 prevê prisão de um a três anos e multa para quem “praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional” e reclusão de dois a cinco anos e multa para quem “fabricar, comercializar, distribuir ou veicular símbolos, emblemas, ornamentos, distintivos ou propaganda que utilizem a cruz suástica ou gamada, para fins de divulgação do nazismo”.”

        Uma coisa que eu não sabia é que o Flow ganhou tração depois de um investimento alto do Facebook. E claro, lendo sobre o programa é interessante observar que todo mundo envolvido na produção é, pelo menos, corresponsável pelas atrocidades que o Monark fala(va). Ele foi só o boi de piranha da empresa.

        Interessante notar que, contudo, a opinião do Monark de que “devemos deixar um partido nazista existir” é algo que apenas colocaria sob a luz o que já se tem hoje em dia. Partidos como PSL e movimentos como o MBL são partidos de orientação nazi-fascista, contudo, escondidos sob a democracia.

        Eu sou da opinião que a proibição da ideia em si (como está sendo posta) é inútil e esconde os nazistas reais sob outras formas. O governo atual está cheio de nazistas/fascistas. A campanha do Bolsonaro foi recheada de referências ao regime alemão. Atualmente diversos setores do governo contam com supremacistas nos quadros. Proibir não adianta nada, só esconde eles, vide Ucrânia, onde é proibida toda e qualquer manifestação de cunho nazista.

        REF:
        Nucleo: https://www.nucleo.jor.br/garimpo/perguntas-respostas-caso-monark/

        Folha: https://outline.com/hPuAPH

        1. Eu sou da opinião que a proibição da ideia em si (como está sendo posta) é inútil e esconde os nazistas reais sob outras formas.

          É a mesma raiz dos crimes contra a honra e de racismo. Não consigo imaginar outra maneira de lidar com esse tipo de discurso. Liberá-lo sob a justificativa de estimular que nazistas se revelem é uma linha muito próximo (para não dizer idêntica) à que o Monark estava seguindo no podcast e, como se nota por esse e outros casos, não é preciso tanto para que nazistas e simpatizantes se revelem, mesmo com a proibição que temos vigente.

          1. Exatamente esse é que é o ponto: proibir não adianta.

            A proibição é usada apenas como proposta para legitimizar outras proibições. A extrema-direita, com aderência às ideias nazi-facistas, tenta encaixar a proibição ao comunismo/socialismo com base nos mesmos preceitos – é sempre bom lembrar, inclusive, que a imprensa coloca os “extremos” do mesmo lado, mesmo que seja uma falsa simetria política e social, para combater as opiniões de esquerda; Lula e Bolsonaro são frequentemente colocados como semelhantes por essa mesma imprensa, por exemplo.

            Mas divago. A questão principal é: você acha que vai mudar alguma coisa proibir esse tipo de opinião? Como eu disse, a gente já tem um estado policialesco, miliciano e um presidente aderente às ideias nazi-facistas, tudo isso com a proibição de termos um partido nazista organizado, qual é a exata diferença entre ter ou não ter uma organização que responda pelo termo (terminologia importa, e muito, nesse sentido)?

            Me parece muito com o pacote anti-crime do Sérgio Moro: “é proibido cometer crimes aí”. Não defendo que não exista proibição nenhuma, mas questiono qual o efeito prático delas.

            Finalizando, eu acho que esse é um assunto completamente alheio à realidade brasileira. A fala dele sobre racismo deveria ter ecoado muito mais no país.

          2. @ Paulo GPD

            Nenhuma lei do universo impedirá que os crimes que ela prevê sejam cometidos. Mesmo nos países mais desenvolvidos há crimes, há infrações penais. O objetivo do tipo penal é desestimular ao máximo condutas que a sociedade convencionou como indesejáveis e/ou nocivas. Aquelas que deixam de sê-lo, por mudanças comportamentais, por exemplo, deixam de ser consideradas criminosas — o perigosíssimo crime de adultério.

            Seguindo essa lógica, a gente deveria revogar todo o código penal, porque todos (ou quase todos) os crimes previstos ali continuam acontecendo, mesmo sendo… crimes.

            A estupidez do pacote anti-crime do Moro reside no fato de que ele chove no molhado.

          3. Acho que em termos gerais lei nenhuma, de nenhum tipo, vai resolver os problemas a que se propõe sem que haja uma ação contínua da sociedade para que ela tenha validade prática. Nesse sentido, proibir por proibir é inútil, é uma forma de jogar para baixo do tapete um problema. Vejam, na Alemanha o tema do holocausto é apresentado desde os primeiros anos escolares e permanentemente para toda sociedade, a qual é de alguma forma lembrada o tempo todo desse desgraçado momento. Esse é o ponto, não basta simplesmente silenciar, temos que resolver, e isso se faz com educação (e com psicoterapia!), e também com a indispensável lei, claro.

          4. @ Cristiano

            É um remédio, ou seja, não evita a doença, mas não é inútil. No mínimo, conscientiza sobre o que é aceitável e o que não é e leva os infratores a refletirem pelo erro — ou pagarem por ele, numa perspectiva meio punitivista. Vide a repercussão do crime cometido por Monark e Kim Kataguiri, por exemplo.

          5. @Paulo GPD sigo com o @Ghedin, pois há um ponto que a gente não cai a ficha sobre o porquê de existir leis.

            Elas existem para traçar o limite de o que pode e o que não pode porque abusa de uma condição.

            Claro que dependendo de como discutimos o porquê e como são feitas estas leis, o papo iria longe, mas como falamos de “liberdade de expressão”, creio que aqui cabe pensar sobre justamente a consequência de se existe uma lei que censura sobre o tópico, o porquê dela.

            Censurar sobre o nazismo não é o mesmo que censurar sobre corpos ou palavrões ou certos tipos de linguagem ou atitudes.

            A linha traçada anteriormente está feita: nazismo/fascismo tem a haver com defesa de um ideário segregativo a ponto de culminar em violências contra quem é diferente deste ideário. Ou como vi em um twitt: Alguém sabe de algum lugar no Brasil onde grupos de jovens comunistas ficam à toa na calçada e lincham transeuntes que tenham cara de burguês? .

            Claro que entendo o lado do Paulo quando fala que “deixar falar significa justamente identificar quem defende nazismo/fascismo”. Mas a sensação que tenho é que quem fala gera “apito”, chama a atenção e faz quem atua agir.

            Eu não sei se vão brigar comigo, mas o gozado aqui é que o paralelo ao comparar o discurso de permitir falar sobre o nazismo. Na verdade deveria era comparar com discursos de apologia ao crime e defesa de grupos criminosos, de máfias, de organizações criminosas. Obviamente não é totalmente comparável culturalmente – nazismo tem a haver com tomada de poder por um grupo que se acha superior, enquanto que grupos criminosos que fazem apologia ao crime tem mais a haver com justamente gerar empatia com tais grupos e permitirem eles se fortalecerem e dominar o poder. O resultado é diferente do nazismo no caso, já que a dominação de um grupo criminoso na verdade gera uma ditadura voltada a corrupção.

          6. Monark sempre foi um mestre em um raciocínio lógico de movimento único, deve ser um péssimo enxadrista, Moro daria uma surra nele (pra quem pegou a referência).
            Vamos lá: – Permitimos que um partido nazileiro se legalize.
            – Eles vão montar suas sedes, vão filiar todos os membros e registrar no TSE.
            – Vão marcar suas reuniões com horário e local, publicando no instagram.
            – Vamos poder vigiá-los de perto, economizando recursos.
            – Vamos poder distribuir folhetos pregando amor e tolerância, convidá-los a uma reflexão.
            – Vão poder fazer propaganda, passeatas, discursos, desde que não ultrapassem os limites conhecidos e estipulados.
            – vão poder recolher recursos financeiros.
            – Quando um deles cometer um crime físico ou de discurso, vamos poder prendê-lo e se todos que interferirem vão presos junto.
            – Acabamos com todos os nazileiros;

            GENIAL

          7. @ Ghedin

            Mas isso (crer que o CP é algo necessário) é uma crença absurda nas instituições brasileiras que já se mostraram absurdamente inconsistentes e atreladas ao poder econômico. A maior fonte de insegurança e injustiça desse país advém, justamente, do poder judiciário e da sua aristocracia (adendo: Tocqueville já antevia isso quando falou que a aristocracia dos EUA era, exatamente, o judiciário; não é exclusividade brasileira).

            A lei não segue preceitos populares “per se”, ela segue as demandas da classe dominante (e isso vale pra trabalhista, cível, criminal, tributária etc) e proíbe e condena aquilo que é mais ou menos atrelado à classe dominante (aka burguesia). O próprio Monark foi racista e agressivo diversas vezes no programa dele, mas apenas quando uma classe com dinheiro e organizada foi atacada (judeus) é que ele foi afastado e execrado.

            Será que vale outro adendo e pontuar que eu sou de origem judaica? Meu avô paterno era judeu (família imigrante pra Argentina e depois) Caxias do Sul; se não vale apenas ignore.

            O antissemitismo é primo-irmão do racismo (ignorado por boa parte dos progressistas na maioria das vezes), ainda assim, seguindo a tradição judaica, é melhor que eles sejam abertamente antissemitas do que apenas imaginar quem/quais são e o que fazem. Impedir alguém de dizer que é antissemita é crime? A palavra é crime? Alguns defendem que sim, eu acho que não, e defendo que eu saiba quem eles são. Na Ucrânia o nazismo é proibido, mesmo assim a suástica foi substituída pelo tridente e os grupos supremacistas se organizaram de outros modos, com outros nomes, ao redor de outros símbolos; mas com os mesmos valores de sempre. Eles existem, a gente tem que saber quem são, prender quando cometerem atos violentos e, principalmente, lhes dar a liberdade de mostrarem a cara, senão, vai ser um 1984.

          8. Então @Paulo GPD, meio que entramos em um loop aí.

            Permitir o discurso de ódio nazista permite eles se organizarem como nazistas. Volta ao porquê das leis – é a linha traçada de onde deveríamos evitar passar, mas muitos passam, e daí em diante ou é a consequência da imprevisibilidade não prevista na lei, ou a consequência da punição em caso de fiscalização pela ordem da lei.

            Ao meu ver, eu sinceramente acho que o ideal (em talvez um futuro poder um teco mais democrático) seria colocar todo tipo de preconceito (racismo, xenofobia, antissemitismo) e as práticas nazi-facistas em uma regra legal que faça a pessoa pensar inúmeras vezes antes de ir para este lado. Mas claro, Leis não resolvem tudo (e tu já explanou bem nos comentários e no seu twitter também).

            No entanto, uma legislação também é uma base para sustentar uma atitude cultural. Punir atos deste tipo seria o ideal, só que ainda somos vingativos e usamos armas e torturas para tal.

            É raro achar formas que mude estes atos com cultura e educação. Redimir pelo aprendizado, não pela dor.

            O Monark reclamou do linchamento. Não vou discordar que fora merecido – nossa cultura atual funciona assim e ele é parte dela.

            Mas fica a questão que não vi ser feita: e se membros da Associação Judaica tivessem ido no episódio seguinte do Flow? Ou alguém que entende da história da segunda guerra? Será que teria tido um resultado melhor do que o cancelamento?

            Inegável que não podemos esquecer que já foi todo o tipo de político e gente que tem falas razoáveis sobre questões sociais, e aparentemente Monark apenas “papagaiava” preconceitos mesmo com o cara explicando na cara dele o correto e factual. Tal podcaster agira assim como comentaristas de sites e membros de fóruns ocultos recheados de “nerds tetudos” o faziam de forma reservada entre os pares, mas que com alguma busca os expõem. Monark aparentemente tem muito o jeito de membro de grupinho encrenqueiro de comentário de site, ou participante de fórum gamer. Monark é aparentemente, uma personificação deste tipo de personagem (seria ele alguém malcriado? :p)

            Enfim, de qualquer forma, se o copo estava a ponto de transbordar, este foi o transbordo. Se suncitar reflexões que façam podcasters entenderem seu papel, ótimo. Porque aparentemente desde muito antes, como exemplo lembrando quando Nath Finanças foi deixada de lado em um podcast, sempre houve este tipo de preconceito exposto. Só faltava uma punição a altura.

        2. Lendo o que você escreveu sobre os diversos fascistas/nazistas disfarçados (ou nem tanto) na campanha e no governo do Bolsonaro, lembrei do exemplo (que talvez seja o mais explícito) do Secretário nacional da Cultura, Roberto Alvim fazendo o discurso sobre artes, igual ao do Ministro da Propaganda de Hitler, inclusive com a música de fundo super temática. Cara, aquele foi discurso institucional mais horripilante que eu já vi na vida.

          https://g1.globo.com/politica/noticia/2020/01/17/secretario-nacional-da-cultura-roberto-alvim-faz-discurso-sobre-artes-semelhante-ao-de-ministro-da-propaganda-de-hitler.ghtml

        3. Eu penso como o Ghedin nesse ponto: o argumento de abolir uma lei penal porque o crime continua existindo não é válido porque, se formos por aí, vamos jogar logo todo o Código Penal no lixo. Aliás, é justamente o contrário: só vale a pena definir um crime justamente quando alguém o comete. Não existe a tipificação do crime de voltar no tempo e matar o avô do seu desafeto ainda criança porque ninguém nunca fez isso.

          Além disso, tipificar o crime, além de definir o tom moral do debate (quantas pessoas são contra a maconha apenas por ser crime?), também abre a possibilidade de punição. Se descriminalizássemos a proposição da ideia nazista, como você colocou, os adeptos da ideologia poderiam se manifestar livremente, se reunir, definir suas pautas etc, tudo isso sem que o Estado pudesse fazer nada, já que não haveria previsão do crime em lei.

          Me parece que o que falta é justamente a percepção do poder que o discurso tem. Essa distinção entre falar e agir, em parte baseada na concepção norte americana do que é liberdade de expressão, é falsa. Falar já é agir. Ventilar a possibilidade discursiva do nazismo já é nefasto. Pensemos em dog whistle, pensemos no guarda na esquina, na normalização do abominável. Pensemos na Janela de Overton, usada amplamente por políticos como Trump e Bolsonaro. É exatamente esse fenômeno que posturas como “as pessoas têm o direito de terem opiniões nazistas” causa.

          Entendo o apelo de deixar que essas pessoas sejam abertamente abomináveis para que possamos identificá-las com facilidade, mas foi assim que elas chegaram ao poder. Além disso, de que serviria podermos identificá-las com tanta facilidade se não pudéssemos fazer nada, já que elas não estariam cometendo crime nenhum?

          1. A resposta ao Ghedin cabe ao seu comentário, com um adendo:

            O que os colocou no poder não foi a possibilidade deles falarem, o que os colocou no poder foi uma conjunção de fatores liberais amplamente apoiados pela imprensa (que necessita urgentemente de regulação) e por setores produtivos como FIESP, CNI e quase todos os empresários. A promessa de uma economia liberal/liberalizante criou o Bolsonaro “quase do zero” depois da derrocada do PSDB. Bolsonaro não é apenas um “nazifascista” que chegou ao poder por carisma, ele teve o apoio de quase toda a imprensa às vésperas da eleição. Ele foi a troca da burguesia pelo controle da economia do país. Não é correto achar que o Bolsonaro é fruto da exposição apenas; ele é fruto de uma ideologia liberal-conservadora que foi apoiada pelos setores que hoje execram o Monark.

            A criação desse nazismo caboclo do Brasil passa pela imprensa e pelo setor empresarial (ok, o nazismo alemão também; vide Von Mises defendendo regimes totalitários) na busca pelo controle das relações sociais e pela precarização do trabalho. Ele pode não ter sido o candidato ideal, mas vale lembrar o quanto o Paulo Guedes, fiador do Bolsonaro, é elogiado ainda no setor de investimentos da B3 e por alguns colunistas país afora.

            Monark merece o que sofreu, claro, mas o Bolsonaro não é fruto da liberdade de ter uma opinião imbecil, pelo contrário, ele é fabricado por quem tem dinheiro e quer manter o país no atual cenário empobrecido. Não dá pra misturar as duas coisas e os dois atos.

          2. Então @Paulo GPD, não poderia concordar mais com você: a ascensão do nazi fascismo é uma consequência direta do ideário e das políticas neoliberais levadas ao seu limite.

            Mas quanto ao resto eu vou discordar.

            Crer que o CP seja algo necessário não é uma simples “crença absurda em instituições que já se mostraram inconsistentes”, é uma necessidade do pacto civilizatório. Claro, podemos e devemos sempre questionar as punições propostas e em que medida a definição do que é crime é definida pelo bem estar social ou por preconceitos de classe. Daí a abolir o CP porque letra em papel não impede ninguém de fazer nada é um salto lógico forçado. Mais uma vez reitero: por essa lógica, vamos abolir todo e qualquer crime, nos tornando, de fato, incapazes de combater barbaridades — não há como punir ou impedir crimes que não existem.

            O fato de que ele só foi punido ao atacar judeus e não nas vezes em que foi racista não advoga pela liberdade dele de atacar judeus, mas antes pela necessidade de pará-lo quando ele for racista. Se A e B são crimes, não punir A não implica deixar de punir também B. Não é porque há um assassino que escapou da justiça que vamos liberar os assassinos que estão presos.

            Sim, o antissemitismo é irmão do racismo, inclusive sabemos que as leis Jim Crow dos Estados Unidos foram usadas como base para a legislação do Reich nazista, com toda a pseudo-ciência das capacidades de raça. Não sei até que ponto existe uma tradição judaica de deixar nazistas serem nazistas abertamente, vou pedir pra você me indicar uns materiais nesse sentido.

            A palavra é, sim, ato. Inclusive de um ponto de vista de ciência da linguagem. Se eu gritar com um negro na rua “seu macaco!”, isso não é, por si só, um ato racista? Só cometerei crime de racismo se eu atirar uma banana na direção dele? A ofensa racial já não se deu?

            Insisto: o fato de criminosos existirem à revelia da lei não pode ser argumento para abolir a lei. Vamos, por acaso, abolir o crime de pedofilia, deixando que pedófilos se exponham como tal abertamente para, assim, podermos deixar nossas crianças longe deles? Ou estupradores? Onde você vai traçar essa linha?

            Será que você defenderia, sob a mesma lógica, a regularização de um Partido Escravagista? Partido pela Pedofilia? Que tal o Partido Anti Constituição? Partido Pelo Direito de Torturar? O Partido Pelo Fim da Democracia e Extinção Total dos Baianos?

            Por fim, 1984 é um aviso justamente do que acontece quando deixamos que essas “opiniões” tenham espaço no debate político: elas aniquilam o debate. Orwell juntou-se à guerrilha contra o fascismo espanhol, então é de uma ironia amarga ver sua obra sendo usada (não só por você aqui, mas por muita gente) para dizer que nazistas deveriam ter espaço para exercerem seu nazismo. Essa discussão já aconteceu, travou-se inclusive uma guerra por causa dela. Milhões morreram. Você já sabe quem são os nazistas sem que eles tenham o direito de se congregarem, formarem um partido, abrirem uma escola ariana, terem representação no Congresso e, mais uma vez, aniquilarem o debate tolerante que lhes deu espaço, tal qual um vírus.

            Ao pensarmos em ventilar esse debate, não podemos esquecer da História, do que de fato já aconteceu há menos de cem anos, de que há ainda hoje pessoas com as tatuagens dos campos de concentração. Esse debate não é um simples exercício de teoria política, é trazer à baila uma ideologia nefasta que matou milhões e gostaria de ter matado mais. Retomando o paralelo muito acertado que você trouxe, permitir a liberdade de expressão nazista é permitir a liberdade de expressão escravocrata.

          3. Mas @Adnilson é exatamente essa a questão: sob que ponto-de-vista a proibição vai melhorar a sociedade? Essas pessoas deixarão de ser nazistas porque elas são proibidas legalmente? Eu entendo que esse é um loophole lógico, porque de fato é preciso execrar o regime em si, mas aparar pensamentos é impossível. O fato de um nazista não poder ser abertamente nazista não lhe faz deixar de ter o ideário nazista em mente. Essa é a questão.

            Outro ponto: estamos falando de ideias ventiladas, pensamentos, não de atos. Você xingar uma pessoa, bater, matar, impedir o acesso dela a qualquer lugar com base nesse pensamento (racista/nazista) é um crime, um ato em si. Esse sim passível de punição.

            Eu discordo de que a palavra é um ato em si, Enunciar, no sentido do que Benvenista diz que é enunciação, não perfaz um ato físico mas sim um ato político. A subjetividade da teoria do discurso é exatamente essa, ela não se atém à uma ideia de sujeito (de retratar o sujeito), pelo contrário, o discurso é aberto à subjetividade daqueles que o recebem. Se a palavra é um ato, um livro sobre assassinatos é um ato de assassinato? (não é, claro).

            Eu bato no ponto de que devemos separar o ato físico (ser racista, antissemita, nazista, fascista) do ato oratório, da enunciação das ideias, execráveis, mas ainda assim apenas ideias.

      1. Floe é um podcast e o Monark o host do podcast. Ele era youtuber de minecraft há muito tempo atrás, e ressurgiu com o Flow há uns 3 anos, mais ou menos. O problema – desta vez – é que ele defendeu a criação de um partido nazista e que tá tudo bem uma pessoas ser “anti-judeu”.

      2. Eu imagino que quem tá fora da bolha dos podcasts da internet ficou bastante surpreso com esse assunto saindo da bolha. Eu mesmo até me assustei que apareceu uma nota sobre isso no Jornal Nacional da Globo…

    3. No próximo Tecnocracia, pode ser possível que aborde. O Felliti tem uma empresa de monitoramento de dados, ele até estava verificando quantos episódios foram removidos do Flow a pedido de participantes.

      Vamos aguardar.

    4. Sobre esse tema acho que é melhor deixar o Goebbels opinar – Trecho de Discurso de Goebbels na Abertura de Reichessender Saarbrucken, Wartburgm – 04/12/1935:

      Aceitamos com prazer conselhos de pessoas que entendem as coisas melhor do que nós. Mas é certo que os mais espertos deixem que os mais estúpidos os critiquem? E que os outros são mais burros do que nós é comprovado pelo fato de que nos deixaram tirar o poder. Porque se eles fossem mais espertos do que nós, eles provavelmente teriam juízo suficiente para nos deter. Porque eles tinham o poder! Eles tinham o aparato do Estado e a burocracia e a polícia e os funcionários públicos e a opinião pública e a maioria e o dinheiro, nós não tínhamos nada, apenas cérebros, cérebros.

      Claro, um governo tem que lidar com a oposição. Fizemos isso quando estávamos na oposição. Mas nem sempre se pode continuar assim, isso tem que acabar um dia, principalmente quando se pode provar com precisão que o governo é muito superior à oposição. Quando nossos oponentes dizem: ”sim, costumávamos conceder-lhe a liberdade de opinião”, sim vocês a deram para nós, isso não é prova de que devemos fazer o mesmo com vocês! Sua estupidez não precisa ser contagiosa para nós! Ter nos dado isto é a prova do quão burro vocês são!

    5. Li um artigo interessante sobre o assunto – não lembro onde. Hoje, estamos na sociedade do escândalo: o importante é escandalizar, para obter views e engajamento. Não importa o debate, o respeito, a empatia, apenas causar.

  18. Vocês usam Notion ou outras plataformas com o intuito de ser um planner/planilha de organização de rotina? Agendas semanais?

    Estou querendo embarcar nessa de começar a ser mais organizado e ter disciplina. Mas não sei como.

    1. Eu tô tentando aprender a programar e também não sei como me organizar. Mas indico o Obsidian, que é similar ao Notion, só que mantém os arquivos offline. Dá uma olhada!

    2. Usar o Notion para isso é reinventar a roda. Tem que goste de reinventar a roda, mas, para mim, é um trabalho dispensável. Para organizar-se, um calendário e um aplicativo qualquer de lista de tarefas já adianta muito sua vida.

      Eu uso o calendário do serviço de e-mail mesmo (Fastmail e Zoho) conectados ao Calendário.app (aplicativo nativo da Apple) e para listas de tarefas, voltei ao Lembretes da Apple (o Monterey finalmente corrigiu uma falha irritante do Lembretes, que recarregava a cada poucos segundos e tornava impossível fazer qualquer coisa nele).

      É algo tão simples que até um txt pode resolver — ano passado usei essa solução, com relativo sucesso.

      1. Ghedin, de que forma o Basecamp se integra a este fluxo enxuto de organização? Tenho testado concentrar minhas tarefas e compromissos no Basecamp, separados em diversos projetos.

        1. Basicamente as mesmas coisas, mas focadas no Manual. Uso listas para me lembrar das tarefas recorrentes, anotar ideias de pautas e preparar o Guia Prático com a Jacque. O restante é meio subutilizado, em grande parte porque é um projeto minúsculo.

    3. Eu uso o Notion como um repositório de informações, mas não como uma organização de rotina. Uso pra organizar as Invoices que mando pro chefe, notas fiscais, e também uso ele com minha noiva pra organizar coisas como o casamento. Se aprender a mexer direitinho dá pra fazer umas coisas bem legais (a tabela de despesas do casamento tá toda interligada com a de fornecedores, que por sua vez tá com a de ideias, entre outras).

      Mas pra tarefas recorrentes ou eventos, ainda prefiro usar o bom e velho calendário, junto com algum de lembretes/tarefas simples pra coisas tipo “Regar as plantas toda sexta-feira”.

    4. eu tento não depender tanto para tarefas cotidianas, mas para coisas mais na frente eu adiciono uma tarefa para lembrar com certa antecedência.

    5. Aqui na firma ™ usamos o Notion para a gerencia de projetos — tanto internos quanto externos, já que o preço é muito barato frente aos concorrentes e ele tem as ferramentas que precisamos. Deu um trabalho estruturar (e ainda falta um bom caminho), mas tem funcionado.

      Eu queria que a visão de calendário e linha do tempo fossem melhores, mas está servindo

    6. Cara, nesse quesito eu sou totalmente adepto do quanto mais simples, melhor. Remover estressores e complexidades desnecessárias. Em vez de gastar tempo e energia dominando uma ferramenta nova, será que não dá pra fazer o mesmo com o que vc já tem?

      A gente recebe muito estímulo dizendo que a produtividade vai vir com essa ou aquela ferramenta, esse ou aquele hack de disciplina, e acaba só se enganando (eu mesmo já me sabotei muito desse jeito e ainda me saboto).

      No frigir dos ovos, eu acredito que o que ajuda é deixar tudo o mais simples possível, tirar distratores (p ex, a chance de eu sair pra correr é muito maior de manhã antes de eu ligar o celular que em qualquer outro momento do dia) e manter uma rotina.

      É o que funciona pra mim

      1. exato.

        eu já assinei o evernote e tudo, ma spara arquivos nada que uma nuvem não faça e para itens salvos ou rascunhos, um pocket e standard notes serve muito bem

        outro dia até instalei o obsidian, mas não vi muitos motivos no meu dia a dia para ficar usando.

    7. Eu simplesmente não consigo, hoje, trabalhar sem o Notion. Sou programador e uso ele pra tudo. De fato pra agenda não sei se é a melhor opção. Acabo usando a do Outlook. Mas pra outras tarefas uso o Notion. Consigo organizar os bugs que resolvi, tasks que desenvolvi, posso organizar textos, links. Até mesmo quando quero compartilhar algum texto ou esboço de algo, só gerar um link. Também gosto da opção simples de gerar um PDF do conteúdo. O negócio é bom demais. E pra quem desenvolve, eles tem uma api bem interessante.

  19. O bot Catch For Me do Telegram parou de funcionar? Estava tão animado com essa descoberta aqui no post livre

    1. Tá funcionando aqui. Tem dias que pode ficar fora, mas geralmente eles avisam.

  20. Sabem aquela história do “não desligue seu aparelho durante a atualização”? É real.

    Ontem, iniciei a atualização do Raspberry Pi OS pelo notebook (via SSH) e, num momento de desatenção, fechei a tampa para ir tomar café. Isso encerrou a conexão SSH e, consequentemente, o processo de atualização do Raspberry Pi OS.

    Ao retornar, imagino que por ter alguns componentes-chaves na lista de pacotes que estavam sendo atualizados, o apt não estava mais funcionando e deparei-me com vários outros erros. Pareceu-me algo irrecuperável. Aí reiniciei o Raspberry Pi e a quebradeira piorou — agora nem o Pi-Hole estava funcionando mais, o que comprometeu toda a conexão, já que ele estava configurado como servidor DHCP também.

    No fim, removi completamente o Raspberry Pi/Pi-Hole da rede e voltei o modem da operadora às configurações de fábrica. Tentarei restabelecer a configuração anterior no fim de semana.

    Ficam duas lições:

    • Ser mais diligente com a atualização do sistema. Se eu tivesse iniciado o processo dentro de uma sessão do tmux, por exemplo, não teria tido problema.
    • Não fazer esse tipo de coisa como se fosse algo trivial, no meio de outras tarefas. É um erro que não cometo com outros dispositivos — só atualizo o macOS durante o recesso, por exemplo —, mas que por qualquer motivo ignorava no Raspberry Pi, o que, note-se pelo estrago de ontem, é (ou era) um componente bem importante da infraestrutura de internet aqui em casa.
    1. Já aconteceu comigo de perder a conexão SSH durante a atualização (os próprios pacotes que compõem o serviço SSH foram atualizados). Só reconectei, descobri o PID do apt, matei o processo e recomecei a atualização. Sem maiores sustos.

      Uma sugestão para esse tipo de problema, no entanto, é vez ou outra fazer uma imagem do cartão de memória da RaspberryPi. Se o sistema for corrompido, o que pode acontecer até por falha do próprio cartão, é só regravar a imagem.

      No caso específico do PiHole, costumo exportar o backup do Teleporter vez ou outra também.

        1. Com o cartão no Mac, uso o dd na linha de comando para gerar uma imagem do cartão inteiro:

          diskutil list (para descobrir o número do dispositivo)
          sudo dd if=/dev/rdiskX of=RasPi.img bs=4m

          onde o X é o número descoberto no primeiro comando. O bs é o Block Size, indica o tamanho do bloco de dados que vai ser lido de uma vez, 4MB que, para o meu leitor de cartão é um tamanho razoável. Só não me recordo agora se no Mac o uso é 4m ou 4M. Se não der com um vai com o outro.

    2. Ser mais diligente com a atualização do sistema. Se eu tivesse iniciado o processo dentro de uma sessão do tmux, por exemplo, não teria tido problema.

      O tmux tem outras vantagens, mas é possível rodar processos em background sem instalar nada: ao executar um comando com o símbolo “&” no final, ele roda em um processo independente da sua sessão e você pode fechar a conexão sem interrompê-lo.

      1. Uma sugestão parcial que queria dar aqui é usar o parâmetro -d depois do apt upgrade. Assim ele só baixa os pacotes de atualização e você pode instalar depois.

        Assim vc pode fazer o processo por etapas e se a atualização não for grande vai ser rapidinho de instalar essas atualizações depois.

      2. Apenas complementando essa boa dica.

        Usando & no final da linha e nada após indica que o comando retorna pro shell. não há possibilidade de interação e portanto se houver qualquer entrada necessária para a continuidade do comando este ficará suspenso, aguardando.
        Na prática o que o & faz é colocar aquele comando em execução em segundo plano.
        Caso o comando esteja suspenso em segundo plano ele pode ser trazido de volta ao primeiro plano com o comando fg (fg de foreground, do inglês). Aí o prompt retorna para o comando que estava suspenso e já pode responder o que havia para responder.

        Tudo isso pra dizer que se o comando passado foi algo como sudo apt upgrade & nada vai acontecer porque o comando aguardará a confirmação pra continuar. Pra resolver isso é preciso passar uma opção do apt para sempre confirmar: -y. A linha fica:
        sudo apt upgrade -y &

        Melhorando isso daí!

        Usualmente após um upgrade como esse você vai querer reiniciar o dispositivo. Se este for o caso basta colocar o comando para isso na sequência, como:
        sudo apt upgrade -y & sudo reboot

        Assim, após o primeiro comando finalizar o segundo comando é iniciado.
        Mas pode ter um problema nisso: e se o primeiro comando falhar você quer mesmo reiniciar nesse estado? Muito provavelmente não. Sabe-se lá em que estado a falha da atualização deixou o sistema.
        Com apenas & o segundo comando sempre será executado, independente do resultado do primeiro. Podemos resolver isso! Usamos && para informar que só execute o segundo comando se o primeiro retornar positivo (que no caso do apt significa não haver nenhuma falha).
        Agora a linha ficará assim:
        sudo apt upgrade -y && sudo reboot

        Agora está bom!

        … ou quase!

        Acontece que o comando sudo é pode ser ele mesmo um comando interativo (pergunta a senha do usuário atual para conceder poder administrativo). Se estamos jogando o comando para o plano de fundo não poderemos responder isso.
        Eu penso em duas soluções.
        A primeira é executar o comando já como usuário root e aí então a linha seria:
        apt upgrade -y && reboot

        A segunda seria conceder ao usuário permissão de root via sudo sem necessidade de autenticação. Como não é uma boa prática não vou explicar como fazer mas quem quiser estudar/aprender pode ler a documentação para sudoers. (man sudoers).

        Por fim, vale dizer que quando usamos apenas & ou && toda a saída de texto para o terminal continuará saíndo, só não haverá interação.

        Existem mais experiências pra compartilhar ainda nesse tópico como por exemplo como reparar a integridade do sistema após uma falha na atualização ou softwares alternativos ao tmux, quando usá-los e quando não.

        1. O pior é que, não sei por quê, a configuração padrão no Raspbian (e RaspberryPi OS) é a de permitir o uso do sudo sem autenticação.

    3. Não sei se roda em ARM, mas no meu PC eu uso o Timeshift para fazer backup diariamente. Já restaurei algumas vezes e foi tudo bem tranquilo, imagino que se botar o caminho do backup ser algum cartão SD ou coisa do tipo, vc vai estar seguro.

      https://github.com/teejee2008/timeshift

    4. Isso que chamo de zica! Aconteceu comigo algo semelhante. Atribuo isso a uma série de piques de energia que enfrentamos na época, o que acredito ter ferrado o filesystem. Quase perdi junto meu NAS. Nada que um bom no-break não possa resolver.

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