Uma vantagem de ler publicações de negócios é que elas ajudam a limpar o “marketês” de anúncios de empresas e mostrar o que está por trás de certos movimentos.

O Nubank, por exemplo, anunciou um novo modelo de poupança, baseado em “caixinhas”, e mudou as regras da remuneração do dinheiro parado na conta. “Tudo para você ser protagonista da sua vida financeira”, diz o anúncio no blog oficial.

O Brazil Journal explica, porém, que as novas regras de rendimento — agora o dinheiro só começa a render diariamente após o 30º dia do depósito — é uma operação para diminuir os custos de “funding” da fintech. De lá:

O BTG estima que uma redução de 10 pontos percentuais no valor que o Nu gasta com a remuneração diária dos depósitos poderia gerar um ganho antes de impostos de US$ 250 milhões, ou 15% do lucro bruto estimado para o Nu este ano.

Já as “caixinhas” é uma forma do Nubank conhecer melhor o cliente e, de quebra, expô-lo a outros produtos de investimento disponíveis. O tipo de aplicação é oferecido de acordo com o prazo para resgate manifestado pelo cliente.

Um dado que chama a atenção: “O analista [Pedro Leduc, do Itaú BBA] estima que entre 40% e 50% dos depósitos a prazo do Nubank sejam resgatados em menos de 30 dias.” O resgate antes de 30 dias já era uma má ideia antes da mudança das regras devido à incidência de IOF. Via Nubank, Brazil Journal.

A 99, braço brasileiro da chinesa DiDi Chuxing, fechou uma parceria para colocar 300 carros elétricos da também chinesa BYD nas ruas de São Paulo. O modelo escolhido, D1, tem preço sugerido de R$ 270 mil, mas será oferecido aos motoristas na modalidade aluguel, via Aliança pela Mobilidade Sustentável, um grupo de empresas que se juntou em abril para promover a eletrificação da frota brasileira.

O chamariz, ao motorista, é um custo de manutenção até 80% menor que o de carros convencionais, com motores a combustão.

A 99 tem 750 mil motoristas ativos mensais no Brasil que atendem mais de 20 milhões de usuários. Via Folha de S.Paulo.

Depois de 11 anos à frente do Medium como CEO, o fundador Evan “Ev” Williams deixará o cargo. Em um comunicado publicado no Medium, ele disse que pretende passar os próximos meses ou anos criando uma holding/laboratório de pesquisas para “aprender tanto quanto possível coisas de que não sei muito a respeito”.

Uma dica, talvez, é aprender a não ferrar com editores e blogueiros que confiam o destino das suas publicações a uma startup de conteúdo, como o Medium fez com o The Awl e The Hairpin em 2018.

Tony Stubblebine, CEO do Coach.me e colaborador de longa data de Ev, assume o cargo de CEO do Medium. Via Ev Williams/Medium, New York Times (ambos em inglês).

Quando aquilo [a Uber] se revelou não ser o caso — que, na real, nós vendemos às pessoas uma mentira —, como você pode ter a consciência limpa se você não se levantar e se responsabilizar pela sua contribuição a como as pessoas estão sendo tratadas hoje?

— Mark MacGann, ex-lobista da Uber e delator dos “Uber files”.

Um dia depois de revelar os “Uber files”, o The Guardian trouxe uma entrevista com o responsável por vazar os 124 mil documentos que embasaram a reportagem original — e que, certamente, fará emergir outras revelações em breve. Via The Guardian (em inglês).

O PicPay está entrando de cabeça no universo das criptomoedas. A fintech capixaba lançará uma exchange em agosto e quer trabalhar com cerca de 100 criptomoedas até o fim do ano.

O segundo passo, mais ambicioso, será lançar uma “stablecoin” atrelada ao real brasileiro, a Brazilian Real Coin (BRC). (Uma “stablecoin” é uma criptomoeda que mantém paridade de valor com uma moeda fiduciária, ou assim promete.)

Embora possa ser negociada em outras exchanges, o PicPay quer alavancar sua base de 30 milhões de usuários e pontos de venda integrados para popularizar a BRC para pagamentos. Via Neofeed.

Cluster de galáxias SMACS 0723, em imagem capturada pelo telescópio James Webb.
Foto: NASA/Reprodução.

A NASA revelou a primeira imagem enviada pelo telescópio James Webb, esta acima, do cluster de galáxias SMACS 0723. Segundo a agência espacial norte-americana, a imagem cobre um pedaço do céu que teria, na Terra, o tamanho de um grão de areia segurado à frente dela com o braço esticado. Nesse grãozinho de areia há milhares de galáxias.

Baixe a imagem em altíssima resolução (28,5 MB).

Nesta terça (12), a NASA revelará mais imagens do James Webb em uma conferência em vídeo. Via NASA (em inglês).

Will Cathcart, diretor responsável pelo WhatsApp, foi ao Twitter alertar os usuários de um aplicativo, o Hey WhatsApp, da HeyMods, que era na realidade uma emboscada para instalar malwares (vírus) em celulares e roubar dados pessoais das vítimas.

O Hey WhatsApp não era distribuído pela Play Store. Mesmo assim, o Google, a pedido da Meta, conseguiu remover o Hey WhatsApp dos celulares onde fora instalado, via Google Play Protect.

Cathcart disse que a Meta tomará outras medidas para impedir que a HeyMods continue operando e prejudicando usuários do WhatsApp. E pede para que todos fiquem atentos com os aplicativos que amigos e familiares usam para conversar pelo WhatsApp, evitando as versões alternativas e falsas — um alerta já dado pelo Manual do Usuário. Via @wcathcart/Twitter (em inglês).

O jornal britânico The Guardian obteve acesso a 124 mil documentos internos da Uber, produzidos entre 2013 e 2017, que revelam a estratégia agressiva de expansão da empresa, as táticas questionáveis do então CEO Travis Kalanick e as relações questionáveis com líderes mundiais.

Os chamados “Uber files” expõem com riqueza de detalhes alguns fatos que já eram conhecidos, como a estratégia da Uber de entrar primeiro em cidades e fazer lobby depois. Já valeriam só por isso, mas tem mais: contatos secretos entre Kalanick e alguns líderes mundiais, como o atual presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, e da França, Emmanuel Macron — este teria ajudado ativamente a Uber a entrar e se firmar na França.

Os documentos foram compartilhados com o Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos (ICIJ) e repassados a outras redações do mundo inteiro. Em outras palavras, teremos mais revelações nos próximos dias.

Resumos no Núcleo (meu) e na Folha de S.Paulo. Matéria completa ao lado. Via The Guardian, ICIJ (ambos em inglês).

Na última quarta (6), a Apple anunciou uma novidade para os vindouros iOS/iPadOS 16 e macOS Ventura: o “Lockdown Mode”, ou Modo de Bloqueio, uma configuração opcional que incrementa a segurança do dispositivo a fim de protegê-lo de ataques sofisticados, como o Pegasus, do NSO Group.

O Modo de Bloqueio limita os tipos de arquivos aceitos no iMessage, desabilita algumas tecnologias web no Safari, bloqueia por padrão o contato por tecnologias da Apple, como o FaceTime, bloqueia acessórios cabeados com o dispositivo bloqueado e impede a instalação de novos perfis de uso.

São mudanças pontuais que prejudicam um pouco a usabilidade e, ao mesmo tempo, a área de ataque possível. (O Pegasus, por exemplo, se disseminava via imagens compartilhadas por mensagens de texto.)

Por isso, a Apple foi bem cuidadosa na divulgação do recurso: ele é direcionado a pessoas que correm algum risco real de serem alvos de ataques sofisticados, como ativistas, políticos e jornalistas investigativos.

Será interessante ver até que ponto o Modo de Bloqueio prejudica o uso comum do aparelho. Segurança, como se sabe, é o resultado do equilíbrio entre proteção e comodidade. Arrisco dizer que a maior parte dos recursos do Modo de Bloqueio não é tão incômoda, mas só testando na prática para ter certeza. Via Apple (em inglês).

Calibre é um aplicativo para gerenciar e ler e-books (livros eletrônicos). O Calibre 6.0, nova grande versão, trouxe novidades significativas:

  • Suporte à indexação e pesquisa de livros inteiros. É opcional.
  • Suporte à leitura dos livros, usando o sistema “text-to-speech” nativo do sistema operacional.
  • Suporte a URLs iniciadas com calibre://.
  • Suporte à arquitetura ARM no macOS (chips M1, M2 e variantes) e no Linux. Por outro lado, o aplicativo deixa de suportar sistemas 32 bits.

O Calibre 6.0 está disponível para Linux, macOS e Windows. Via Calibre (em inglês).

Como ser lembrado(a) dos aniversários de amigos e familiares sem depender do Facebook

Até algum tempo atrás, era comum ouvir de gente com perfis no Facebook que o único motivo de continuar usando essa rede social eram os lembretes de aniversários. Se este for o seu caso, boa notícia: a dica de hoje é como ser lembrado(a) de aniversários sem depender do Facebook.

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Dilemas (absurdos) do trem, um Walkman novo e outros links legais

Todo sábado, um amontoado de links curiosos e/ou interessantes. Leia as edições anteriores.

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Sem muita surpresa — dados os últimos acontecimentos —, o advogado de Elon Musk, Mike Ringler, enviou uma carta à SEC (a CVM dos Estados Unidos) nesta sexta (8) demandando o rompimento do acordo de compra do Twitter, um negócio de US$ 44 bilhões.

Musk alega que o Twitter não lhe entregou dados relacionados ao volume de contas falsas/de spam na plataforma, que o Twitter afirma não ser superior a 5% do total, o que Musk contesta.

A desculpa, fajuta, desde o início foi encarada pelo mercado como uma desculpa para o arrependido Musk pular fora do negócio.

No Twitter, Bret Taylor, presidente do conselho do Twitter, disse que a empresa quer levar o negócio a cabo e que recorrerá à Justiça para que Musk cumpra sua palavra. Via SEC, CNBC, @btaylor/Twitter (todos em inglês).

O que está acontecendo com as empresas de tecnologia dos Estados Unidos?

Dois mil e vinte dois tem sido um ano estranho. Depois juntar os cacos da catástrofe da bolha pontocom, na virada do milênio, o setor de tecnologia teve uma ascensão espetacular e tornou-se o mais valioso do planeta. Agora, porém, a maré virou e o que era bonança virou um tsunami de notícias ruins: demissões, desvalorizações, quebras. O que está acontecendo?

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O Reddit chegou meio atrasado à festa e anunciou, na quinta-feira (7), uma coleção de NFTs baseados em seu simpático mascote, usando a blockchain Polygon.

O comunicado à imprensa e os tópicos oficiais publicados pelo Reddit chamam a atenção por uma ausência: não há qualquer menção ao termo “NFT” ou “token”, embora os avatares colecionáveis sejam NFTs. Talvez seja uma estratégia para dissociar a investida de um termo que tornou-se meio radioativo e já está perdendo fôlego?

Nos tópicos, parte da galera apreciou o fato de o Reddit estar ajudando artistas a fazerem uma grana com sua arte, mas tem muito mais gente irada com o apoio ao NFT, principalmente no subreddit principal. Via Reddit (em inglês).