Oferecimento: Insider

por Manual do Usuário

Nesta semana, o Manual do Usuário tem o patrocínio da Insider, a marca de roupas básicas — e essenciais — com tecnologia têxtil.

Iniciaram com undershirts e o portfólio não para de aumentar, agora é possível ter um guarda roupa completo Insider com as linhas masculinas e femininas de camisetas e shorts para o casual e esportivo, assim como underwears.

As peças da Insider são repletas de tecnologias, como a anti-odor e anti-bacteriana, contam com um acabamento legal, cores bonitas e são fabricadas de um jeito que consome menos água que camisetas de algodão, por exemplo.

Aos leitores do Manual, a Insider oferece o cupom de desconto MANUALDOUSUARIO12, que dá 12% de desconto em todo o site. Aproveite!

Se você estiver lendo isto, significa que a migração de servidor deu certo.

Peço desculpas pelos últimos dois dias de sumiço. Estávamos trabalhando nos bastidores para migrar o site de servidor. Agora, está tudo certo. Voltamos à programação normal.

Passou a valer na última sexta-feira (1º) a resolução 88 da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que altera as regras do equity crowdfunding, modalidade de investimento que permite a pessoas físicas investirem em startups.

As duas principais mudanças são o teto das captações, que triplicou (de R$ 5 milhões para R$ 15 milhões) e a criação de um mercado secundário para as cotas, que dará liquidez aos investimentos feitos nessa fase.

A mudança foi elogiada pelas empresas que atuam no setor, como Kria, CapTable e EqSeed. Via Startups.com.br.

Por que esta quebra das criptomoedas é diferente

Por que esta quebra das criptomoedas é diferente (em inglês), por Frances Coppola na CoinDesk:

O ecossistema de cripto ligou-se fortemente ao sistema financeiro tradicional e o dólar domina os mercados de cripto tal como o faz nos mercados financeiros tradicionais. E na medida em que os mercados de cripto cresceram, cresceu também o valor em dólar da indústria de criptomoedas.

Mas esses dólares não são reais. Eles existem apenas no ambiente virtual. Não são, e nunca foram, garantidos pela única instituição no mundo que pode criar dólares reais, o Fed [Banco Central dos Estados Unidos]. O Fed não tem qualquer obrigação de assegurar que aqueles que fizeram quantias gigantescas de “dólares virtuais” possam trocá-los por dólares reais. Assim, quando a bolha de cripto estoura, os “dólares virtuais” simplesmente desaparecem. Se você não conseguir trocar seus dólares virtuais por dólares reais, a sua riqueza é uma ilusão.

Os únicos dólares reais na indústria de criptomoedas são os pagos pelos novos participantes quando fazem as suas primeiras compras de criptomoedas. O resto da liquidez do dólar nos mercados de cripto é fornecida por moedas estáveis atreladas ao dólar [“stablecoins”]. Estas dividem-se em dois grupos: as que têm dólares reais e/ou ativos líquidos seguros denominados em dólares que as suportam, e as que não os têm. Não há o bastante do primeiro tipo para viabilizar que todos possam converter [suas criptomoedas] em dólares reais, e não há qualquer garantia de que o segundo possa ser convertido em dólares reais. Assim, com efeito, toda a indústria de cripto está ligeiramente reservada.

Há agora uma corrida para trocar as exchanges de criptomoedas pelos poucos dólares reais ainda disponíveis. Como sempre acontece em mercados não regulados, aplica-se a lei da selva. Aqueles que têm os maiores dentes recebem os dólares. Talvez “baleias” seja o nome errado para elas. Crocodilos são mais similares.

No site oficial da Novi, carteira digital da Meta, há um anúncio dizendo que o programa piloto, lançado nos Estados Unidos e na Guatemala, será encerrado em 1º de setembro.

O nome Novi foi anunciado em maio de 2020, substituindo o anterior (Calibra). Originalmente, a Novi trabalhava com a Libra/Diem, criptomoeda da Meta/Facebook que foi descontinuada em janeiro. Com o fim da criptomoeda própria, a Meta passou a atrelá-la a uma “stablecoin” (USDP). No meio do caminho, David Marcus, que liderava os esforços da Meta em criptomoedas, saiu da empresa.

O encerramento da Novi significa o fim, também e por ora, dos planos da Meta para criptomoedas, mas não para criptoativos. A empresa tem apostado forte em dar suporte a NFTs no Instagram e no Facebook. Via Bloomberg (em inglês).

Pane em carros autônomos, teclado de 8 bits e outros links legais

Todo sábado, um amontoado de links curiosos e/ou interessantes. Leia as edições anteriores.

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O YouTube anunciou medidas para tentar conter canais de spam que tentam se passar por entidades legítimas e outras pessoas. São duas mudanças principais:

  • Não será mais permitido ocultar o contador de inscritos em um canal.
  • Alguns caracteres especiais não poderão mais ser usados nos nomes dos canais.

O Google também liberou uma opção mais agressiva do filtro de comentários, que, entre outras coisas, promete ser mais rígido com contas/usuários que tentam se passar por outras pessoas. Via YouTube (em inglês).

O porto-riquenho Javier Soltero, tido como responsável pela última grande reformulação dos aplicativos de produtividade do Google, está de saída da empresa.

Soltero chegou ao Google em 2019, vindo da Microsoft, com a missão de arrumar a casa dos aplicativos e serviços de produtividade do Google — à época, chamados G Suite.

Credenciais, ele tinha: foi seu trabalho na divisão de Office da Microsoft, onde chegou em 2014, após a Microsoft comprar sua startup, a Acompli, que chamou a atenção do Google.

E o trabalho deu resultado. Nesses três anos, a base de usuários do agora Google Workspace cresceu mais de 50%. Soltero personificava os esforços do Google nessa área e agora fica a dúvida se seu trabalho terá continuidade ou se teremos mais turbulências nessa área. Via Protocol, @jsoltero/Twitter (ambos em inglês).

Uma atualização do aplicativo do Instagram para iOS/iPhone lançada pela Meta acrescentou uma discreta opção para excluir a conta ali, sem que o(a) usuário(a) precise abrir o navegador, como era até esta quinta (30).

A novidade não foi desmotivada, mas sim para adequar o aplicativo às regras da App Store, a loja de aplicativos da Apple. Em maio, a dona do iPhone alertou os desenvolvedores de aplicativos do prazo, até 30 de junho, para eles incluírem a opção de excluir contas dentro dos próprios apps. Via TechCrunch, Apple (ambos em inglês).

O direito ao aborto, o perigo do TikTok e o terror norte-americano

Ao editar o Manual do Usuário, um ponto de atenção a que me atenho é com quem estou falando. Não é raro encontrar publicações de tecnologia brasileiras que parecem publicações norte-americanas traduzidas para o português, com a cobertura de produtos que sequer são vendidos aqui e de polêmicas que, no máximo, soam como curiosidade a nós.

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A PINE64 entra de cabeça no RISC-V

por Cesar Cardoso

Um SBC (computador em uma placa) da PINE64, da arquitetura RISC-V.
Imagem: PINE64/Divulgação.

RISC-V é “A Arquitetura do Futuro”, isso é ponto pacífico. Também é ponto pacífico que, para ser “A Arquitetura do Futuro”, precisa de um SBC [computador de placa única, sigla em inglês] de baixo custo, porque, afinal, foi assim lá em 2012, quando esta posição era da ARM; a Raspberry Pi transformou a ARM na “Arquitetura do Presente”.

A PINE64 já usa o RISC-V, no Pinecil (o ferro de solda inteligente). No entanto, viu que havia uma bola quicando — o SBC de baixo custo para colocar o RISC-V na mão da massa — e foi chutar essa bola.

Esse novo SBC é o destaque absoluto do update de junho do projeto. Não que não tenha nada — tem muita coisa sobre PinePhone (estão de volta à venda!) e PineNote (quase usável) —, mas o anúncio do computador, que vai ser, grosso modo, um Quartz64 model-A com RISC-V, é a estrela da companhia. E, sendo um SBC baseado no Quartz64, o board RISC-V da PINE64 vai ter 4 ou 8 GB de RAM, USB 3.0, slot PCIe e pelo menos uma Gigabit Ethernet (certamente vai ter slot microSD e a possibilidade de slot eMMC).

Agora, preços: o Quartz64 Model A com 4GB de RAM custa US$ 59,99 e com 8GB custa US$ 79,99. Se a PINE64 colocar os preços do SBC nessa mesma faixa… talvez seja o que o RISC-V esteja precisando para sair do “agora vai” e chegar no “agora foi”.


Pinguins Móveis é uma newsletter semanal documentando e analisando a marcha do Linux por todos os cantos da eletrônica de consumo — e, portanto, das nossas vidas. Inscreva-se aqui.

Em 2021, 847.313 celulares foram subtraídos (roubados ou furtados) no Brasil, uma média de 97 por hora. O dado foi revelado no anuário do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Com cerca de 21,3 mil subtrações a mais que em 2020, o número foi considerado estável.

A distribuição dos delitos no território nacional chama a atenção. O estado de São Paulo lidera absoluto o ranking, com 289.461 subtrações de celulares, ou 34% do total.

Nos últimos anos, os assaltos a celulares se tornaram uma preocupação grande devido às quadrilhas “limpa contas”, que invadem aplicativos bancários e de fintechs para transferirem valores. Via Uol, Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

Depois de Twitter e Telegram, o Snapchat é a última rede social a embarcar no modelo de negócio de versão paga. Anunciado nesta quarta, o Snapchat+ custa US$ 3,99 (~R$ 20) e está disponível em alguns países — o Brasil ficou de fora.

Em troca da mensalidade, a Snap promete “uma coleção de recursos exclusivos, experimentais e em pré-lançamento”. O rol de recursos é meio precário, porém, e quase todos cosméticos: ícones diferentes, ver quem assistiu aos stories mais de uma vez e afixar um “melhor amigo” no topo da lista de contatos.

Ah, e mesmo pagando, o Snapchat ainda exibe anúncios — tal qual o Twitter Blue. Via Snap, The Verge (ambos em inglês).

A Meta é uma das empresas mais barulhentas na hora de reclamar das (de fato altas) taxas cobradas por Apple e Google de desenvolvedores de aplicativos em suas respectivas lojas.

Em uma reportagem do Financial Times, criadores de jogos e experiências em realidade virtual reclamam das taxas cobradas pela Meta deles em sua loja online.

A Quest Store, loja de aplicativos em realidade virtual da Meta, cobra uma taxa de 30% de compras de bens digitais e de 15–30% de assinaturas. Por acaso, os percentuais são similares, se não idênticos, aos cobrados por Apple e Google nas lojas App Store e Play Store.

Em abril, a Meta anunciou uma “taxa de plataforma” extra, de 17,5%, que se somaria às taxas já cobradas. A Apple não perdeu a oportunidade de apontar a hipocrisia entre discurso e prática da holding de Mark Zuckerberg, que nos últimos anos tem feito uma ofensiva contra as taxas cobradas pela dona do iPhone dos desenvolvedores de aplicativos.

Em nota ao Financial Times, a Meta se defendeu dizendo que, ao contrário do iPhone, seu headset Oculus Quest 2 permite o uso de lojas alternativas.
A empresa até indicou duas: a SideQuest, independente; e a App Lap, também da Meta, onde aplicações mais experimentais podem ser lançadas.

O problema é que a App Lap também cobra uma taxa de 30% e a SideQuest tem uma audiência muito inferior à da Quest Store. Segundo a consultoria Sensor Tower, a SideQuest já foi baixada pouco mais de 400 mil vezes, enquanto a Quest Store acumula 19 milhões de downloads.

Desenvolvedores de aplicações em realidade virtual também reclamam do processo de aprovação da Quest Store, que seria mais demorado e complexo que o da Apple em sua App Store.

O CIO da Rooom disse que levou nove meses e muito debate para colocarem uma plataforma de eventos 3D na Quest Store. Na App Store, o processo levou duas semanas. Via Financial Times (sem paywall) (em inglês).

Os preços que estão sendo praticados na banda larga… é um mar de sangue. Ofertas inacreditáveis que a gente sabe que não tem retorno financeiro. Amanhã ou depois, com certeza, isso vai ter reflexo no mercado, vamos começar a ter surpresas novamente no mercado com falta de sustentabilidade de algumas operações.

— José Félix, presidente da Claro Brasil.

A declaração de José foi feita em um evento setorial na terça (28). Ela contrasta com alguns levantamentos, como um recente da CupomVálido, que colocou a internet brasileira como a mais cara da América Latina. (Ainda que a metodologia de levantamentos do tipo seja questionável.)

Outra análise mais confiável, feita pela União Internacional de Telecomunicações (UIT) e Alliance for Affordable Internet (A4AI), revelou que o custo de conexão via banda larga fixa no Brasil representou 3,49% da renda nacional bruta per capita (GNI) em 2021, um aumento de 39% em relação a 2020 (2,51% do GNI).

Também relevante: o lucro operacional da Claro Brasil saltou 71% e chegou a R$ 1,6 bilhão no quatro trimestre de 2021.

Apesar do tom da crítica, José não especificou empresas, valores ou planos que estariam manchando o mar da banda larga de vermelho. Via Folha de S.Paulo/Reuters, Mundo Conectado, TeleTime, Valor Investe.