Fedora 37 é lançado

Uma falha crítica no OpenSSL descoberta no final de outubro atrasou o lançamento do Fedora 37 em algumas semanas. A versão final da nova versão do sistema chegou nesta terça (15).

Os principais destaques do Fedora 37 são o ambiente Gnome 43, kernel Linux 6.0 e suporte oficial ao Raspberry Pi 4. Há novas edições também (CoreOS e Cloud). Mais detalhes nos links ao lado. Via Fedora Magazine (2) (em inglês).

Centralização no Substack

Vez ou outra temos a sensação de que a história humana está condenada ao mesmo roteiro repetido eternamente, apenas com personagens e contextos um pouco diferentes.

Há alguns anos, o Substack despontou como destino principal para escritores de fim de semana e gente que quer levar a sério o radical ato de escrever textões na internet. Não por acaso: é uma ferramenta fácil de usar, bem apresentável e em constante evolução. Mais importante, é totalmente gratuito a menos que você cobre pelas sua newsletter, e não há qualquer pressão para que ela seja cobrada.

Não surpreende, pois, que uma centralização no Substack esteja em curso. Além de ver cada vez mais newsletters com endereços terminados em substack.com, fui chamado à atenção para o fenômeno por este texto do Erik Hoel (no Substack!). Nele, Hoel exalta algumas características descentralizadas do Substack, seus efeitos de rede e o potencial de crescimento (“growth”) que desencadeia em newsletters de todos os tamanhos.

Não é algo muito diferente do que aconteceu no Facebook, Twitter, Instagram, do que acontece em paralelo no TikTok. Produza seu conteúdo ali, em uma plataforma de terceiros cheia de facilidades e gratuita, em troca da atenção das pessoas.

Isso funciona bem até o dia em que a plataforma passa a querer capitalizar, a realizar sua promessa (de lucro). Aí o alcance do Facebook/Instagram desaba e, caso você queira se comunicar com as pessoas que seguiram/curtiram sua página em algum momento do passado, precisa tirar o escorpião do bolso.

O Substack ainda está na fase de crescimento e tem uma aura descolada, anti-redes sociais. No fundo, é uma startup clássica, com +US$ 80 milhões levantados em quatro rodadas de investimento feita por firmas como a16z, Y Combinator e Quiet Capital — as de sempre.

Por tudo que o Substack faz de bom (e é bastante coisa), o saldo de concentrarmos a escrita ativa na web e no e-mail em uma startup só tende ao negativo. Porque é questão de tempo (ainda que seja bastante tempo) para que o arrocho dos escritores comece. Quando isso acontecer, é bom que o próximo Substack esteja pronto. Essas viradas costumam ser abruptas e destrutivas.

Musk diz que Twitter pode ir à falência em 2023

Tem sido difícil cobrir o Twitter sob o comando de Elon Musk. Num mesmo dia o serviço lança um recurso, a coisa sai do controle e, horas depois, o recurso é desativado.

Algumas coisas valem o registro, porém. Das últimas notícias, destaco a primeira reunião geral da empresa convocada por Musk, nesta quinta (10). Ele avisou que o Twitter pode sangrar bilhões de dólares em 2023 e que corre até o risco de ir à falência. A solução, diz, são as assinaturas pagas, que ele espera respondam por metade do faturamento do Twitter.

Momentos depois de terminada a reunião, mandou um e-mail aos funcionários dizendo que a “prioridade máxima” no momento é livrar a plataforma de robôs, spammers e trolls. Boa sorte com isso: executivos que lideravam áreas relacionadas a esse tema pediram demissão esta semana.

Há quem diga, a sério, que Musk está ativamente tentando destruir o Twitter por dentro. É uma hipótese meio descabida porque implica em torrar US$ 44 bilhões e comprometer as ações das duas outras empresas do magnata, Tesla e SpaceX. Apesar disso, é difícil imaginar uma gestão pior — e considere que o Twitter não tinha, nunca teve, na real, gestores exemplares. Via Platformer (em inglês).

Brasil entra no piloto de sistemas de pagamento alternativos do Google; no Spotify, já dá para escolher qual usar

O Google incluiu o Brasil nos testes de sistemas de pagamento alternativos na Play Store. Em paralelo, o Spotify lançou uma atualização do aplicativo para Android que permite ao usuário escolher pagar a assinatura pelo sistema próprio da Play Store ou direto ao Spotify — na segunda opção, o Google cobra uma taxa 4% menor. Via Android Developers, Google, Spotify (todos em inglês).

RoG Phone 6: celular gamer invocado, porém frágil

A Asus lançou no Brasil a linha de celulares RoG Phone 6, com preços a partir de R$ 7 mil. São celulares “gamers”, com visual invocado e cheio de números enormes.

O que mais chama a atenção, porém, é que pelo segundo ano consecutivo o RoG Phone falha no “teste de durabilidade” do youtuber Zack Nelson: ele consegue dobrar o celular ao meio usando as próprias mãos. Bem gamer mesmo: chamativo e com cara de durão, mas super frágil por dentro. Via JerryRigEverything/YouTube (em inglês).

Criei minha própria VPN

Print parcial de um iPhone SE mostrando a parte de cima do site do Manual do Usuário. Detalhe para o indicado “VPN” ao lado do status da rede 4G.

O pessoal do marketing é muito bom em inventar novos nomes para coisas triviais. Lembro de “nuvem”, termo quase esotérico que, na prática e de modo bem simplificado, é só o computador de uma empresa que você consegue acessar via internet.

“VPN” é outro desses termos — embora, imagino, não tenha sido cunhado por um publicitário. Daria para explicar o que é uma VPN de inúmeras maneiras (uma tentativa com milhares de palavras). No modo bem resumido, VPN é um acesso direto e protegido do seu celular/computador a outro computador. “Virtual Private Network”, rede privada virtual, sacou?

(mais…)

Verificação paga no Twitter gera onda de paródias

Surpreendendo absolutamente ninguém, os selos azuis de verificação do Twitter postos à venda por Elon Musk desencadearam um festival de paródias e situações esdrúxulas, do Mario da Nintendo fazendo um gesto obsceno a ex-presidentes norte-americanos postando barbaridades.

Nesta quarta (9), Musk disse que “o Twitter fará um monte de coisas estúpidas nos próximos meses”. Percebe-se. Fica a dúvida, porém: é necessário? Desejável, até? Via @elonmusk/Twitter (em inglês).

A queda espetacular da FTX

A FTX era a terceira maior exchange de criptomoedas, avaliada em US$ 32 bilhões, antes de implodir no início desta semana. Uma mutreta do seu fundador, Sam Bankman-Fried, envolvendo uma empresa-irmã, a Alameda Research, e o FTT, token emitido pela FTX, expôs a incapacidade da exchange em garantir o dinheiro investido, o que levou a uma corrida de investidores para sacarem o que tinham lá.

Piora. A Binance, maior exchange do mundo, se ofereceu para comprar a FTX e cobrir o prejuízo, mas voltou atrás após dar uma olhada na contabilidade.

A Sequoia, que injetou mais de US$ 200 milhões na FTX em 2021, entubou o prejuízo integral — a famosa firma de capital de risco do Vale do Silício reavaliou sua parte na FTX em US$ 0 (zero). O futuro da FTX é incerto. Via Bloomberg, Wall Street Journal, @sequoia/Twitter (todos em inglês).

Novas versões dos aplicativos gráficos Affinity mantém modelo de negócio de compra única

A suíte de aplicativos gráficos Affinity, da Serif, chegou à segunda grande versão com muitas novidades, mantendo o modelo de compra única, marcando oposição à Adobe e seu modelo por assinatura. As licenças da suíte Affinity valem para as três plataformas em que os aplicativos estão disponíveis (iPadOS, macOS e Windows).

Para celebrar o lançamento, o pacote completo (Designer, Photo e Publisher) está com 40% de desconto, saindo a US$ 99,99. Via Serif.

Twitter terá segundo selo de verificação

Print do perfil @Twitter com o novo selo de verificação cinza/Oficial.
Imagem: @esthercrawford/Twitter.

O Twitter terá um segundo selo de verificação, disse Esther Crawford, diretora de produtos da empresa. Esse novo selo, cinza e com a palavra “Oficial” ao lado, não será vendido e herdará a função do selo original, azul: atestar a veracidade de um perfil na rede. Veja a imagem acima.

Nem todos os detentores do atual selo de verificação, que ainda não está à venda, serão elegíveis ao novo selo “Oficial”. Segundo fontes da newsletter Platformer, existem hoje cerca de 100 mil usuários do Twitter verificados/com o selo azul.

Comercializar o selo azul, a grande obsessão do novo dono do Twitter, cada vez mais parece uma estratégia para criar classes dentro da rede social. A promessa é de que os usuários pagantes tenham preferência no algoritmo, ou seja, tem maior exposição quem pode pagar. Via @esthercrawford/Twitter (em inglês).

Atualização (15h10): O Twitter chegou a distribuir o novo selo cinza “Oficial” a alguns perfis, mas Elon Musk já voltou atrás. Em resposta a uma crítica do youtuber Marques Brownlee, Musk disse que “acabou com aquilo [segundo selo]” e que “o selo azul será o grande diferenciador”.

Decidi reduzir o tamanho da nossa equipe em 13% e dispensar mais de 11 mil dos nossos talentosos funcionários. […] Quero assumir a responsabilidade por essas decisões e por como chegamos até aqui.

— Mark Zuckerberg, CEO da Meta, anunciando uma demissão em massa.

Via Meta (em inglês).

Zoom anuncia serviços de e-mail e agenda

O Zoom anunciou novos serviços voltados a empresas: e-mail e calendário. Com isso, aproxima a sua oferta à de rivais como Google e Microsoft. Como diferenciais, promete criptografia de ponta a ponta onde der e integração com o serviço de videochamadas que explodiu em popularidade na pandemia.

Outras novidades foram anunciadas no Zoomtopia, um evento próprio do Zoom, como o “Zoom Spots”, uma videochamada permanente para equipes, e o Zoom Team Chat, que reunirá numa interface familiar as conversas um a um e em grupo na plataforma. Via Zoom (2) (em inglês).