Passaporte digital e biometria em aeroportos; A linha de ajuda em segurança digital da MariaLab

Neste episódio do Guia Prático, Jacqueline Lafloufa e Rodrigo Ghedin conversam sobre a ideia de um passaporte digital e a identificação por biometria em aeroportos do mundo inteiro — parece ficção científica, mas o debate já começou.

No segundo bloco, Ghedin recebe a Paty Mori, da MariaLab, para uma conversa a respeito da Maria D’Ajuda, a primeira linha de ajuda em segurança digital feita por feministas do Brasil voltada a mulheres, pessoas não binárias, LGBTQIAP+ e organizações da América Latina.

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Indicações culturais

  • Ghedin: O filme Assédio sexual [HBO Max], de Barry Levinson.
  • Jacque: O livro The truth will set you free, but first it will piss you off! [sem edição no Brasil], de Gloria Steinem.

Créditos

Com plugins, ChatGPT tem seu “momento App Store”

A OpenAI abriu o ChatGPT para plugins. Os vários exemplos são bem impressionantes. É como se o chatbot tivesse ganho a sua “loja de aplicativos”.

Destaque para o plugin Browsing, da própria OpenAI. Com ele, o ChatGPT aprende a pesquisar a web e resolve uma das suas principais limitações: o corte seco em sua base de conhecimento em 2021. Até então, ele não conseguia “conversar” a respeito de nada que tivesse acontecido nos últimos anos. Agora, o chatbot “dá um Google” (não no Google; você entendeu) e extrai informações de sites.

A princípio, os plugins serão limitados a desenvolvedores e alguns usuários pagantes do ChatGPT. Acesse a página ao lado para ver as (impressionantes) demonstrações. Via OpenAI (em inglês).

Descanso não é luxo, é necessidade

Recorte de uma pintura. Mulher jovem, de vestido azul, dormindo em uma cadeira com um livro aberto em seu colo.

por Guilherme Felitti

E aí, descansou? Certeza? Todo fim de temporada do Tecnocracia eu sugiro em tom assertivo usar o recesso de fim de ano para parar e descansar a cabeça. Em 2022 o conselho foi ainda mais assertivo, dado o quão exaustivo foi o ano, tanto do excesso de trabalho como da pedreira emocional com as eleições de maior impacto desde a redemocratização.

A democracia sobreviveu (todos suspiram de alívio) e o segundo semestre produziu material para décadas de dissertações e teses de política, ciência sociais e psiquiatria, mas terminamos o ano em frangalhos. Usamos, logo, o pouco tempo de recesso e as férias que foram se encavalando frente a tanta coisa urgente para parar tudo, sair da rotina, nadar no meio da tarde, passear quilômetros com o cachorro e usar outras partes da cabeça que não as que a rotina se acomoda.

Depois de tanto tempo fazendo sempre tanto e adaptados a rotinas em que o excesso de atividade eliminou a contemplação, como reaprender a não fazer nada? Mergulhados numa cultura que incentiva de forma quase doentia a produtividade até mesmo nos nossos hobbies, como parar e usar o tempo de que dispomos com a cabeça vazia? Perceba que essa noção de produtividade é tão profunda que meu instinto foi usar o verbo “desperdiçar” tempo, trocado por “usar” ao notar a ironia. Essas não são perguntas retóricas e para explicar eu vou lançar mão de uma história pessoal.

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Uma demonstração de como empresas conseguem te rastrear entre sites distintos na web

O fim iminente dos cookies de terceiros, ferramenta amplamente usada pela indústria para rastrear usuários entre sites, chega num momento conveniente, quando eles já não são mais necessários.

Existem soluções melhores de “fingerprinting”, jargão do meio que significa, literalmente, “impressão digital”: empresas digitais conseguem detectar que você é você entre vários sites analisando uma série de características da sua conexão, computador e navegador.

O Fingerprint Pro oferece esse serviço. Ele tem uma demonstração gratuita bem interessante: clique no botão View Live Demo, e o site gerará um identificador único.

Tente, agora, limpar os dados do seu navegador e abrir o site novamente ou fazê-lo pelo modo “anônimo”. É bem provável que o Fingerprint Pro mostre o mesmo identificador, ou seja, saiba que você é você.

Mesmo em navegadores focados em privacidade, como Safari e Firefox, o Fingerprint Pro consegue fazer o rastreamento. Ele só falha no Tor e no Firefox com uma configuração obscura ativada (privacy.resistFingerprinting). Via Bitestring’s Blog (em inglês).

Pela quarta vez, China bloqueia Wikimedia Foundation em comitê de direitos autorais da ONU

por Shūmiàn 书面

Pela quarta vez, o governo chinês vetou a participação de representantes da Wikimedia Foundation como observadores das reuniões do Comitê Permanente de Direitos Autorais e Direitos Conexos da Organização Mundial de Propriedade Intelectual, integrante do sistema das Nações Unidas.

Segundo os representantes chineses, a Wikimedia usa a Wikipedia e seus outros projetos para disseminar desinformação. A fundação anunciou que deve se candidatar à participação novamente na assembleia geral de julho deste ano, uma vez que, pelas regras do comitê, desde 2022 não é necessário que haja unanimidade para esse tipo de decisão.

A Shūmiàn 书面 é uma plataforma independente, que publica notícias e análises de política, economia, relações exteriores e sociedade da China. Receba a newsletter semanal, sem custo.

Gnome 44 chega à versão final

O Gnome 44 “Kuala Lampur” foi lançado nesta quarta (22).

A nova versão de um dos principais ambientes gráficos para Linux traz diversas melhorias — nada muito drástico, todas bem-vindas.

Alguns destaques são recursos que, estranhamente, o Gnome não oferecia até então ou já teve e removeu, como a visualização por miniaturas no “file picker” e expansão do conteúdo de diretórios na visualização em lista, no Arquivos/Nautilus.

Para ver as mudanças, dê uma olhada no vídeo de divulgação e na página da versão no site do Gnome.

Fedora 38 e Ubuntu 23.04, ambos previstos para abril, deverão já trazer o Gnome 44. Via Fundação Gnome (em inglês).

No Dia da Água, foquemos em ações que fazem a diferença

* Texto de responsabilidade do anunciante.

* Este é um post patrocinado.

Desde 1993, 22 de março é dedicado à água. O Dia da Água foi criada pelas Nações Unidas para valorizar esse recurso natural tão precioso e essencial à vida.

Um alienígena talvez estranhasse tamanha preocupação com a água, recurso tão abundante em nosso planeta. Aqui, 70% da superfície é coberta por água.

O problema é que a maior parte dela é imprópria para o consumo humano. Do total de água disponível no mundo, apenas 2,5% pode ser consumida por nós — é a água doce, de rios, lagos e reservatórios.

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Eu sabia que tinha acabado de testemunhar o avanço mais importante na tecnologia [IA gerativa] desde a interface gráfica.

Bill Gates, cofundador da Microsoft e filantropo, falando da “era da inteligência artificial”.

Um eterno otimista, Gates vê usos benevolentes e revolucionários para a inteligência artificial — do tipo desenvolvido pela OpenAI e Google — em setores deficitários no mundo, em especial saúde e educação.

Na parte em que aborda os usos na educação, ele admite que “computadores não tiveram o efeito na educação que muitos de nós na indústria esperavam”.

Posso estar sendo negativo aqui, mas algo me diz que a história se repetirá com a inteligência artificial…

Via Gates Notes (em inglês).

Google abre Bard, rival do ChatGPT, ao público, mas só para quem mora nos EUA e Reino Unido

O Google abriu o Bard, seu rival do ChatGPT, em caráter experimental. Por ora, apenas em inglês, com fila de espera e limitado a residentes dos Estados Unidos e Reino Unido.

Devem existir motivos para essa restrição geográfica, provavelmente de cunho jurídico, mas é frustrante para o resto do mundo. Mais ainda porque, hoje, ChatGPT e Bing Chat estão disponíveis para qualquer um, em qualquer lugar do mundo, falando português do Brasil, até mesmo “mineirês” (eu vi, haha).

No comunicado oficial, executivos do Google dizem que o Bard “será expandido a mais países e idiomas” sem especificar prazos. Esperarmos sentados.

Em nota mais ou menos relacionada, a Microsoft embutiu o DALL-E, gerador de imagens da OpenAI, no Bing Chat. Via Google, Microsoft (ambos em inglês).

Lembre-se: serviço de armazenamento de dados na nuvem não é backup

Josh Hill, CEO da Koingo Software, um pequeno estúdio de aplicativos, perdeu todas as fotos e vídeos que tinha em sua conta no Apple Fotos/iCloud.

O estrago aconteceu quando ele subiu mais de 6 mil fotos e vídeos de uma vez só à nuvem da Apple. “Ao editar e excluir algumas fotos, topei com um problema com o Fotos.app, que no fim levaram ao sumiço completo de toda a minha biblioteca na nuvem.”

O estrago foi tão grande que Josh suspendeu as operações da sua empresa.

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Falha em celular do Google permite “desfazer” edições em prints

Quando falamos de atualizações de segurança para sistemas operacionais modernos, em geral falamos de correções preventivas ou para falhas ainda não exploradas.

O pacote de março do Android do Google, porém, foge à regra.

A mais grave (CVE-2023-21036) é uma que atinge os celulares Pixel e permite recuperar as imagens originais de prints (“screenshots”, imagens da tela) alterados pela ferramenta nativa de edição do Android (“Markup”).

Ela afeta todos os Pixel 3 em diante, o que significa que todos os prints com informações sensíveis ocultadas pela ferramenta nativa do sistema nos últimos cinco anos estão vulneráveis.

Na prática, o Android dos celulares Pixel estava compartilhando a imagem original, editada, mas contendo o histórico de edição. Esse histórico pode ser recuperado, e é aí que mora o perigo.

Por mais que a falha tenha sido corrigida, as imagens que estão por aí não se beneficiam dessa correção.

O site acropalypse é uma prova de conceito que demonstra como a falha age. (Esta imagem do criador da ferramenta, Simon Aarons, é uma boa explicação.)

No mesmo pacote, o Google revelou uma falha (CVE-2023-24033) em modems Exynos, da Samsung, que (teoricamente) permite que atacantes tomem o controle do celular fazendo uma ligação telefônica especial.

Ainda não se sabe se essa falha pode ser explorada no mundo real. Na dúvida, a recomendação é para desativar os recursos de ligação via Wi-Fi e 4G (VoLTE) até que as correções sejam liberadas.

Problema: aparentemente, alguns celulares em certas operadoras impedem a desativação do recurso, como demonstrou este usuário do Reddit.

Via Pixel Envy, @ItsSimonTime/Twitter, ArsTechnica (todos em inglês).

Inovação para quem?

Amy Webb, mulher branca, de cabelos escuros encaracolados, usando óculos de grau com armação preta e vestindo roupa preta, de braços abertos, em frente a um painel grande em que é possível ver o logo do SXSW 2023.

O South by Southwest (SXSW) voltou a ter uma edição normal em 2023, toda presencial em Austin, no Texas, depois de um cancelamento, uma edição online e outra híbrida, tudo isso em decorrência da pandemia de covid-19.

Com recorde de brasileiros, o evento tem a inglória missão de falar de inovação e antecipar tendências em um mundo que muda rapidamente, o tempo todo. Ainda é possível?

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Com Copilot, Microsoft leva o ChatGPT aos seus aplicativos de produtividade

Esta pedra estava cantada: na quinta (16), a Microsoft anunciou o Copilot, uma integração do GPT-4/ChatGPT aos produtos da antiga família Office, atual Microsoft 365 (Word, Excel, Outlook etc.).

É tudo aquilo que se esperaria num primeiro momento. Com breves comandos, o Copilot escreve textos, resume outros, extrai dados de planilhas, gera apresentações de slides. Há, ainda, um chatbot baseado na tecnologia.

A Microsoft diz que um diferencial do Copilot é que ele combina o poder do GPT-4 com os dados gerados pelo usuário. É um caso de uso mais fechado, e que, por isso, pode acabar se mostrando mais útil.

Um parêntese aqui: o marketing da Microsoft, não é de agora, vem pesando a mão nesses vídeos de divulgação, não? Por um momento acreditei que o Word estivesse bonito como no vídeo acima. Não é o caso. Via Microsoft (em inglês).

Províncias chinesas começam a apagar dados pessoais relacionados à covid-19

por Shūmiàn 书面

Se a proteção de dados ficou em segundo plano — mas não deixou de ser uma preocupação — em muitos lugares durante a pandemia, ela agora é argumento para que dados pessoais sobre covid-19 sejam apagados.

Isso vem sendo feito pela cidade de Wuxi, na província de Jiangsu, como mostra o Sixth Tone. De acordo com o centro de megadados da cidade, um bilhão de dados pessoais foram deletados, além dos 40 aplicativos ligados ao controle de medidas da covid-19.

Wuxi, contudo, não está sozinha. A Caixin disse que essa limpeza de dados também foi feita por Guangdong. Relatos recentes, como contamos aqui, dão conta de o quanto o governo vem fazendo para deixar o passado pandêmico para trás.

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