A Xiaomi anunciou oficialmente o Mi 11, primeiro celular do mundo com o novo chip Snapdragon 888, e detalhou a remoção do carregador de parede da caixa do aparelho. Segundo um porta-voz da empresa, a remoção só vale para a China. Lá, o Mi 11 será vendido em duas versões, uma sem o carregador, e outra em um pacote com o de de 55 W, ambas pelo mesmo preço de cerca de US$ 650. Via Android Authority (em inglês).
Notas
Lei Jun, CEO da Xiaomi, confirmou em uma rede social chinesa que o Mi 11, que será apresentado oficialmente nesta segunda (28), virá sem o carregador de parede na caixa, seguindo o exemplo da Apple. A alegação é a mesma: pelo meio ambiente.
Em outubro, no perfil oficial da Xiaomi: “Não se preocupe, não deixamos nada de fora da caixa do Mi 10T Pro”, com um vídeo da caixa do celular que, ao ser aberta, revelava um carregador de parede.
Sobre o assunto, do arquivo do Manual: Celulares sem carregador na caixa: bom para as fabricantes, bom para nós? (2/7/2020); Pelo meio ambiente (15/10/2020).
Apenas três aplicativos estão na tela inicial de +30% dos celulares brasileiros — os três do Facebook. Este dado vem da edição 2020 da pesquisa Panorama Mobile Time/Opinion Box, realizada com 2.003 participantes no final de novembro. Os resultados refletem 2020: Uber caiu bastante (5 pontos percentuais), TikTok foi o que mais cresceu, Telegram também ganhou posições e Among Us apareceu no radar de popularidade (entre 2 e 4% dos celulares).
Chama a atenção a presença do Snaptube, primeiro app não distribuído pela Play Store que entra no radar da pesquisa. Não à toa: ao longo do ano, a Shenzhen DYWX Tech Co., empresa dona do aplicativo, despejou dinheiro em posts patrocinados de sites de tecnologia. O Snaptube baixa vídeos do YouTube. Via Mobile Time.
O Telegram lançou um recurso interessante para grupos chamado “chats de voz”. É um meio termo entre ligações de áudio e as tradicionais mensagens de áudio, como as do WhatsApp. No grupo que tem o chat de voz ativado, uma sala à parte é criada para as pessoas ouvirem e falarem, uma de cada vez, de modo contínuo. As animações do post-anúncio passam uma ideia melhor do funcionamento.
Regra geral, é difícil tomar partido em briga de gigantes, mas em batalhas como a que ocorre entre Facebook e Apple, nem tanto. O iOS 14 trouxe um recurso de privacidade chamado App Tracking Transparency (ATT), que faz com que apps só possam rastrear a atividade do usuário em outros apps e sites com a anuência expressa dele. Por ora, é opcional (só vi um app se antecipar), mas em 2021 o ATT será obrigatório.
Isso afeta diretamente os negócios do Facebook, calcados na devassa da privacidade. (Outra novidade da Apple, as “tabelas nutricionais” de apps do iOS 14.3, revela o tanto de dados que os do Facebook coletam dos usuários.) Diz muito o fato de que transparência seja uma ameaça existencial ao negócio do Facebook. Oficialmente, o argumento é de que o ATT prejudica as pequenas empresas que usam sua plataforma para anunciar e fazerem negócios.
A Electronic Frontier Foundation publicou um ótimo artigo explicando as falhas do ataque do Facebook à Apple, que incluiu até anúncios de página inteira em jornais de papel.
Pequenos negócios são, se muito, reféns do Facebook, que mantém um oligopólio da publicidade digital com o Google, dita regras e valores, e viabiliza a existência de incontáveis intermediários estranhos que abocanham parte do dinheiro investido pelos pequenos e coleta mais dados dos usuários sem devolver qualquer vantagem aparente. Sem surpresa, o único prejudicado pelo ATT é, na real, o Facebook.
A finlandesa polonesa CD Projekt Red levou sete anos para finalizar Cyberpunk 2077, seu ambicioso jogo futurista, e… parece que faltou tempo. Tanta gente reclamou de falhas no jogo que a Microsoft incluiu um alerta em sua loja dizendo que “os usuários podem ter problemas de desempenho quando jogarem este jogo no Xbox One até ele ser atualizado” e a Sony simplesmente o removeu da do PlayStation até uma correção substancial seja lançada. Ambas estão oferecendo reembolsos completos para quem se arrependeu da compra. Via The Verge (2) (em inglês).
No anúncio da retomada da verificação de perfis, o Twitter disse também que pretende identificar robôs, ou bots, perfis que postam automaticamente. Desde o ano passado, também segundo o anúncio, desenvolvedores têm que identificar contas do tipo; em 2021, o Twitter explorará “um novo tipo de conta opcional que tornará mais fácil para os donos desses perfis divulgarem essas informações.” Aparentemente, a identificação não será compulsória, mas dependerá da boa vontade dos criadores dos robôs, o que deve limitar a identificação àqueles criados de boa-fé. O ideal, como sugerido aqui há dois anos, seria uma identificação automática baseada em padrões de uso e postagem. Via Twitter.
Na ação antitruste dos dez estados contra o Google, um trecho faz referência ao WhatsApp. Lê-se nele: “O Google também violou a privacidade dos usuários de outras maneiras flagrantes quando era conveniente ao Google. Por exemplo, logo após o Facebook adquirir o WhatsApp, em 2015, o Facebook assinou um acordo exclusivo com o Google, garantindo ao Google acesso a milhões de mensagens de WhatsApp criptografadas, fotos, vídeos e áudios de norte-americanos.”
O parágrafo contém várias partes omitidas, o que dificulta entender os detalhes. Uma hipótese é que esse acordo se refira ao backup de mensagens do WhatsApp em celulares Android, feito no Google Drive e que, ao contrário das mensagens que ficam nos aparelhos, não é criptografado de ponta a ponta. (O mesmo problema ocorre no iOS/iCloud.) Se o Google realmente estiver bisbilhotando backups do WhatsApp para extrair informações de consumo dos usuários Android, temos um grande escândalo aqui.
A ação pode ser lida neste link (em inglês).
O Google enfrenta mais uma ação antitruste nos Estados Unidos, desta vez apresentada por procuradores-gerais de dez estados. Além da acusação óbvia, de que a empresa controla todas as etapas do mercado e abusa desse poder para conseguir condições vantajosas, chama a atenção o conluio com o Facebook, apresentado via documentos internos das duas empresas. Juntas, Alphabet/Google e Facebook dominam o mercado de publicidade online nos EUA (54%). Via New York Times (em inglês).
O Substack Reader, aplicativo para ler newsletters do Substack, está disponível em beta. Em essência, é um leitor de feeds RSS — vários serviços de newsletters também publicam as mensagens nesse formato. A aparência simples é temporária, porém. Chris Best, CEO da startup, disse que espera usar o app para recomendar newsletters que o usuário não acompanha. Via The Verge (em inglês).
Se todas as Big Tech tivessem o histórico desastroso de aquisições do Twitter, não estariam hoje tão enroladas com os órgãos antitruste. Nesta terça (15), o Twitter anunciou que encerrará o Periscope em março de 2021, app para transmissões em vídeo ao vivo que comprou em 2015 e deixou à míngua desde então, no mesmo período em que outros contemporâneos, como o Twitch, deslancharam. O Twitter já havia falhado com outra aquisição promissora, o Vine, que era basicamente o que o TikTok é hoje. Via Periscope (em inglês).
O Facebook avisará os usuários, via notificações, de posts equivocados a respeito da COVID-19 que eles tenham curtido, comentado ou compartilhado. No texto da notificação, lê-se: “Removemos um post que você curtiu com informações falsas e potencialmente danosas a respeito da COVID-19.” Ao tocar nela, o usuário é levado a uma tela que aponta onde o post foi publicado (um grupo ou página, por exemplo) e dá a opção de deixar de seguir a fonte da desinformação. Para não constranger os usuários, o Facebook não recupera detalhes do post falso, nem explica o que havia de errado com ele. Medida tardia e incompleta, para variar. Via FastCompany (em inglês).
Aos poucos, o Signal vai diminuindo a distância em recursos para outros apps do gênero. Nesta semana, o aplicativo ganhou suporte a videochamadas em grupo para até cinco pessoas — gratuitas, privadas e criptografadas de ponta a ponta. A novidade só funciona no novo formato de grupos do Signal, lançado em outubro, com permissões granulares, menções e outros recursos; grupos antigos serão convertidos para o novo estilo nas próximas semanas. Via Signal (em inglês).
TIM, Telefônica (Vivo) e Claro levaram a operação de telefonia móvel da Oi por R$ 16,5 bilhões. Os clientes da Oi serão divididos proporcionalmente entre as três vencedoras do leilão, de acordo com seus DDDs, e terão seus contratos respeitados. Via Folha.