O Gnome 44 “Kuala Lampur” foi lançado nesta quarta (22).

A nova versão de um dos principais ambientes gráficos para Linux traz diversas melhorias — nada muito drástico, todas bem-vindas.

Alguns destaques são recursos que, estranhamente, o Gnome não oferecia até então ou já teve e removeu, como a visualização por miniaturas no “file picker” e expansão do conteúdo de diretórios na visualização em lista, no Arquivos/Nautilus.

Para ver as mudanças, dê uma olhada no vídeo de divulgação e na página da versão no site do Gnome.

Fedora 38 e Ubuntu 23.04, ambos previstos para abril, deverão já trazer o Gnome 44. Via Fundação Gnome (em inglês).

No Dia da Água, foquemos em ações que fazem a diferença

por Manual do Usuário

Desde 1993, 22 de março é dedicado à água. O Dia da Água foi criada pelas Nações Unidas para valorizar esse recurso natural tão precioso e essencial à vida.

Um alienígena talvez estranhasse tamanha preocupação com a água, recurso tão abundante em nosso planeta. Aqui, 70% da superfície é coberta por água.

O problema é que a maior parte dela é imprópria para o consumo humano. Do total de água disponível no mundo, apenas 2,5% pode ser consumida por nós — é a água doce, de rios, lagos e reservatórios.

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Eu sabia que tinha acabado de testemunhar o avanço mais importante na tecnologia [IA gerativa] desde a interface gráfica.

Bill Gates, cofundador da Microsoft e filantropo, falando da “era da inteligência artificial”.

Um eterno otimista, Gates vê usos benevolentes e revolucionários para a inteligência artificial — do tipo desenvolvido pela OpenAI e Google — em setores deficitários no mundo, em especial saúde e educação.

Na parte em que aborda os usos na educação, ele admite que “computadores não tiveram o efeito na educação que muitos de nós na indústria esperavam”.

Posso estar sendo negativo aqui, mas algo me diz que a história se repetirá com a inteligência artificial…

Via Gates Notes (em inglês).

O Google abriu o Bard, seu rival do ChatGPT, em caráter experimental. Por ora, apenas em inglês, com fila de espera e limitado a residentes dos Estados Unidos e Reino Unido.

Devem existir motivos para essa restrição geográfica, provavelmente de cunho jurídico, mas é frustrante para o resto do mundo. Mais ainda porque, hoje, ChatGPT e Bing Chat estão disponíveis para qualquer um, em qualquer lugar do mundo, falando português do Brasil, até mesmo “mineirês” (eu vi, haha).

No comunicado oficial, executivos do Google dizem que o Bard “será expandido a mais países e idiomas” sem especificar prazos. Esperarmos sentados.

Em nota mais ou menos relacionada, a Microsoft embutiu o DALL-E, gerador de imagens da OpenAI, no Bing Chat. Via Google, Microsoft (ambos em inglês).

Lembre-se: serviço de armazenamento de dados na nuvem não é backup

Josh Hill, CEO da Koingo Software, um pequeno estúdio de aplicativos, perdeu todas as fotos e vídeos que tinha em sua conta no Apple Fotos/iCloud.

O estrago aconteceu quando ele subiu mais de 6 mil fotos e vídeos de uma vez só à nuvem da Apple. “Ao editar e excluir algumas fotos, topei com um problema com o Fotos.app, que no fim levaram ao sumiço completo de toda a minha biblioteca na nuvem.”

O estrago foi tão grande que Josh suspendeu as operações da sua empresa.

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Quando falamos de atualizações de segurança para sistemas operacionais modernos, em geral falamos de correções preventivas ou para falhas ainda não exploradas.

O pacote de março do Android do Google, porém, foge à regra.

A mais grave (CVE-2023-21036) é uma que atinge os celulares Pixel e permite recuperar as imagens originais de prints (“screenshots”, imagens da tela) alterados pela ferramenta nativa de edição do Android (“Markup”).

Ela afeta todos os Pixel 3 em diante, o que significa que todos os prints com informações sensíveis ocultadas pela ferramenta nativa do sistema nos últimos cinco anos estão vulneráveis.

Na prática, o Android dos celulares Pixel estava compartilhando a imagem original, editada, mas contendo o histórico de edição. Esse histórico pode ser recuperado, e é aí que mora o perigo.

Por mais que a falha tenha sido corrigida, as imagens que estão por aí não se beneficiam dessa correção.

O site acropalypse é uma prova de conceito que demonstra como a falha age. (Esta imagem do criador da ferramenta, Simon Aarons, é uma boa explicação.)

No mesmo pacote, o Google revelou uma falha (CVE-2023-24033) em modems Exynos, da Samsung, que (teoricamente) permite que atacantes tomem o controle do celular fazendo uma ligação telefônica especial.

Ainda não se sabe se essa falha pode ser explorada no mundo real. Na dúvida, a recomendação é para desativar os recursos de ligação via Wi-Fi e 4G (VoLTE) até que as correções sejam liberadas.

Problema: aparentemente, alguns celulares em certas operadoras impedem a desativação do recurso, como demonstrou este usuário do Reddit.

Via Pixel Envy, @ItsSimonTime/Twitter, ArsTechnica (todos em inglês).

Filme ganhador do Oscar no editor de vídeos e outros links legais

Inovação para quem?

O South by Southwest (SXSW) voltou a ter uma edição normal em 2023, toda presencial em Austin, no Texas, depois de um cancelamento, uma edição online e outra híbrida, tudo isso em decorrência da pandemia de covid-19.

Com recorde de brasileiros, o evento tem a inglória missão de falar de inovação e antecipar tendências em um mundo que muda rapidamente, o tempo todo. Ainda é possível?

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por Shūmiàn 书面

Se a proteção de dados ficou em segundo plano — mas não deixou de ser uma preocupação — em muitos lugares durante a pandemia, ela agora é argumento para que dados pessoais sobre covid-19 sejam apagados.

Isso vem sendo feito pela cidade de Wuxi, na província de Jiangsu, como mostra o Sixth Tone. De acordo com o centro de megadados da cidade, um bilhão de dados pessoais foram deletados, além dos 40 aplicativos ligados ao controle de medidas da covid-19.

Wuxi, contudo, não está sozinha. A Caixin disse que essa limpeza de dados também foi feita por Guangdong. Relatos recentes, como contamos aqui, dão conta de o quanto o governo vem fazendo para deixar o passado pandêmico para trás.

A Federal Trade Commission (FTC), espécie de Cade dos Estados Unidos, multou a Epic Games em US$ 245 milhões por enganar consumidores a fim de fazê-los gastar mais.

O comunicado da FTC diz que a Epic Games, dona do video game Fortnite, “usou ‘dark patterns’ para enganar jogadores a realizarem compras indesejadas e permitir que crianças gastassem sem autorização ou qualquer envolvimento dos pais”.

“Dark patterns” são decisões de projeto que estimulam e enganam, de modo subliminar, a comportamentos desejados pela empresa que as desenvolve.

A Epic Games, vale dizer, é a principal antagonista da Apple na longa disputa para derrubar o monopólio da App Store na distribuição de aplicativos para o iOS.

Uma demanda justa, mas que leva a pensar se, caso a Epic Games ganhe, seria bom negócio instalar uma loja de aplicativos da dona do Fortnite no celular… Via FTC (em inglês).

A Anatel colocou no ar uma página que ajuda os consumidores a saberem se estão comprando aparelhos de IPTV não homologados (“gatonet”).

Segundo a agência, o consumidor deve verificar se o equipamento possui a marca da Anatel e se o número do Certificado de Homologação (listado na nova página) corresponde ao modelo do produto. Via Anatel.

O grande executivo Mark Zuckerberg anunciou mais uma rodada de demissões em massa na Meta depois demitir, em dezembro, 11 mil pessoas. A carta de Zuck divulgada aos funcionários e publicada no site da empresa é… uma coisa.

Logo no início, Zuckerberg diz que espera “fazer essas mudanças organizacionais o quanto antes para que passemos por esse período de incerteza e foquemos no trabalho crítico à frente”, apenas para, no parágrafo seguinte, traçar uma linha do tempo que se estende até o final de 2023, com 10 mil demissões previstas concentradas entre abril e maio, mas que “em um pequeno número de casos” pode se estender pelo ano inteiro.

E essas mudanças não se aplicam aos escritórios internacionais da Meta, que… bem, só sabem que vem mais destruição por aí. Zuck não detalha como ela se dará.

Atenção a este outro trecho:

Todos os dias, a Meta cria novas maneiras para as pessoas se sentirem mais próximas. Essa é uma necessidade humana fundamental que talvez seja mais importante que nunca no complexo mundo atual. Um dia, esperamos possibilitar que cada pessoa sinta uma conexão forte da mesma maneira que você sente quando está fisicamente próxima a alguém que ama.

Muito bonito, ainda que impraticável. Aí descemos algumas linhas e o mesmo Zuckerberg, na mesma carta, manda esta:

Nossas análises preliminares de dados de desempenho sugerem que engenheiros que ingressaram na Meta no [trabalho] presencial e depois se transferiram para o remoto ou que permaneceram no presencial desempenham melhor, na média, do que pessoas que ingressaram remotamente. […]

Como parte do nosso Ano da Eficiência, vamos focar em entender mais e encontrar maneiras de garantir que as pessoas construam as conexões necessárias para trabalharem efetivamente. Enquanto isso, encorajo todos vocês a buscarem mais oportunidades de trabalharem com seus colegas presencialmente.

Pelo visto, as reuniões no metaverso usando headsets desengonçados de US$ 1,5 mil só servem para outras empresas.

Via Meta (em inglês).

Coincidência ou não, 14 de março de 2023 foi um dia marcante para o agitado setor de inteligência artificial.

A OpenAI lançou o GPT-4, nova versão da sua IA gerativa, base do ChatGPT. Alguns produtos comerciais, como Duolingo e o Bing, da Microsoft, já fazem uso da nova versão da IA. (Para usá-la no ChatGPT, por ora, só pagando.)

Em testes divulgados pela OpenAI, o GPT-4 mostrou-se ainda mais articulado e parecido com seres humanos, passando com sucesso por testes de cognição. O grande diferencial da nova versão, ainda indisponível ao público, é a capacidade de interpretar imagens. Vários exemplos no site oficial.

Do outro lado do front, o Google anunciou uma API e ferramentas para desenvolvedores “plugarem” seus sistemas aos grandes modelos de linguagem da empresa, e uma espécie de ChatGPT integrado ao Google Docs e ao Gmail.

Sobrou até espaço para a Anthropic, empresa especializada em IAs gerativas que recebeu um investimento pesado do Google em janeiro (~US$ 300 milhões), lançar o Claude, um chatbot que, promete a startup, “alucina“ menos que os rivais. Via OpenAI, Google, Anthropic (todos em inglês).

Por ora, vamos encerrar os coleccionáveis digitais (NFTs) para nos concentrarmos em outras formas de apoiar criadores, pessoas e empresas.

— Stephane Kasriel, Líder de comércio e tecnologias financeiras da Meta.

A investida da Meta no delírio coletivo chamado NFTs não durou um ano.