O Google voltou atrás e removeu o teto de 5 milhões de arquivos do Google Drive. Mais importante, disse que mudanças futuras do tipo serão comunicadas com antecedência. Bom ver o Google fazendo o mínimo. Via @googledrive/Twitter (em inglês).

A incompetência do Twitter da era Musk se manifesta de diferentes maneiras. O encerramento da API gratuita, anunciado (e adiado) há quase dois meses, é um deles.

Nesta segunda (3), alguns serviços que confiavam na API gratuita deixaram de funcionar. Às 13h33, recebi uma notificação do Mailbrew (conheça) avisando que a conexão com meu perfil no Twitter havia quebrado. Loguei a fim de tentar restabelecê-la, sem sucesso.

Mais tarde, notei que a “receita” do IFTTT usada para automatizar postagens no Twitter não estava funcionando. Ao acessar o painel, a receita envolvendo o Twitter informa que o serviço Twitter está “suspenso no momento”. No link de ajuda, o IFTTT explica que:

Quando um serviço no IFTTT enfrenta um problema que causa uma alta taxa de erros, em vez de continuar rodando o gatilho de verificações/ações que lota nossa fila [de execuções], o serviço é suspenso.

Isso significa que o perfil do Manual no Twitter não está mais ativo. Sugiro acompanhar as novidades do site por um dos outros oito canais disponíveis.

Pouco depois das 23h (horário de Brasília), Mike McCue, cofundador e CEO do Flipboard, anunciou que a conexão do serviço com o Twitter foi interrompida:

Mike descartou a hipótese de pagar pelo acesso à API:

Embora o Twitter permita pagar por algum acesso à API, a abordagem que eles adotaram é muito cara, instável e, honestamente, não confiável. Não imagino nós ou qualquer outra empresa confiando de novo na API do Twitter para qualquer coisa.

Além de impedir a visualização de posts do Twitter dentro do Flipboard, a quebra da API também impede a autenticação no Flipboard via Twitter (SSO).

Sobre isso, Mike foi duro: “É uma quebra de confiança inaceitável entre o Twitter e seus desenvolvedores e usuários. O Twitter deve ser responsabilizado.

O Manual tem uma revista no Flipboard que é atualizada diariamente.

Todo acesso à API do Twitter agora é pago. O plano básico, severamente limitado (publicação de 50 mil posts por mês em aplicativos, 3 mil em um perfil), custa US$ 100/mês. Via @mike@flipboard.social [2], @TwitterDev/Twitter (todos em inglês).

Atualização (17h35): O WordPress.com, da Automattic, também perdeu acesso à API do Twitter.

Desde fevereiro deste ano, o Google impõe um limite ao Drive de 5 milhões de arquivos. Ele vale para contas gratuitas e pagas, pessoais e corporativas. O novo teto foi implementado na surdina, sem qualquer aviso, e pegou alguns usuários de surpresa, que se viram impedidos de subirem novos arquivos à nuvem do Google por já estarem além do novo teto.

Ao Ars Technica, um porta-voz do Google disse que o número de usuários afetados é mínimo, como se isso não fosse um problema. Via Google, Ars Technica (ambos em inglês).

(Comentei essa notícia, de passagem, na newsletter de sábado, mas achei que valia um alerta mais amplo. )

O pessoal da VPN Mullvad juntou forças com o do Projeto Tor para lançar um novo navegador web com foco em privacidade, o Mullvad Browser (baixe-o aqui). Ele foi “projetado para ser usado com uma VPN confiável em vez da Rede Tor” e, apesar dessa recomendação, pode ser usado sem VPN também.

O Mullvad Browser é gratuito e está disponível para Linux, macOS e Windows. Via Mullvad Blog (em inglês).

O governo federal entregou, na quinta (30/3), suas sugestões para o projeto de lei 2.630/2020, o PL das fake news, relatado na Câmara pelo deputado Orlando Silva (PCdoB-SP). Leia a íntegra (PDF).

O texto propõe a criação de uma entidade autônoma de fiscalização, prevê a responsabilização das plataformas por infrações (o chamado “dever de cuidado”) e mexe (mas não exclui) na imunidade parlamentar nas plataformas digitais.

Inspirado na regulação europeia da matéria, o texto acabou em cima do muro no que diz respeito à constitucionalidade do artigo 19 do Marco Civil da Internet (MCI), que isenta as plataformas digitais de serem responsabilizadas por não removerem conteúdo salvo por decisão judicial.

Também nessa semana, o Supremo Tribunal Federal (STF) fez uma audiência pública para ouvir especialistas antes de julgar a constitucionalidade do artigo 19 do MCI. A maioria dos quase 50 expositores manifestaram apoio à legalidade do dispositivo. O ITS-Rio acompanhou os debates e montou um “placar”.

Os links ao lado trazem análises e detalhamentos desses eventos: Aos Fatos, Poder360, Núcleo (2)

Bilionário Inescrupuloso adquire Manual do Usuário

Após meses de negociações intensas, Bilionário Inescrupuloso adquiriu a totalidade das ações do site Manual do Usuário.

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Teste de personalidade com leiaute de monitores e outros links legais

Cultura maker: 5 dicas para quem quer colocar a mão na massa

por Manual do Usuário

Faça você mesmo usando programação, eletrônica, impressão 3D e criatividade para combinar essas ou outras tecnologias com diversos materiais na criação de projetos e produtos. Essa pegada mão na massa é o que move a cultura maker e uma comunidade de pessoas curiosas com diferentes formações e bagagens.

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Alarmismo e inteligência artificial

Mais de 1 mil personalidades, de Elon Musk a Steve Wozniack, passando por Yuval Harari e Tristan Harris, publicaram uma carta aberta pedindo a suspensão de “grandes experimentos com inteligência artificial (IA)”.

A presença proeminente na lista de figuras como Harari, que tem difundido um alarmismo incompreensível em jornais de grande circulação, e de Musk, que dispensa comentários, já seria sinal de alerta.

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por Shūmiàn 书面

Jack Ma reapareceu na China após quase um ano viajando pelo mundo.

Nesta segunda-feira (27), ele visitou uma escola em Hangzhou, sua cidade natal e sede do Alibaba, e falou sobre o impacto da inteligência artificial na educação — inclusive sobre o ChatGPT, que também opinou sobre o retorno de Ma ao país.

Desde que deixou o papel de CEO em 2019, ele foca na sua fundação, que tem educação como um dos pilares. A imagem de Ma entrou em crise em 2021, após a investida do governo em regular o Ant Group, braço financeiro do Alibaba, e de discussões sobre monopólio. Na época, o bilionário havia feito um discurso interpretado como crítico ao sistema bancário.

Ao mesmo tempo, o Alibaba anunciou na terça (28) uma enorme reestruturação. A empresa vai se dividir em seis, incluindo uma unidade focada em serviços de nuvem, uma no e-commerce em território chinês e uma para os serviços globais, conforme relata a Reuters. Cada unidade terá seu próprio CEO e deve buscar financiamento de forma independente.

Em 2021, o Alibaba foi multado em ¥‎ 18,2 bilhões por práticas monopolistas. O alinhamento entre a volta de Ma e o anúncio da reestruturação não deve ser coincidência, já que o anúncio sobre ele estar no país foi positivo para as ações da Alibaba.

O Google anunciou que, nos próximos meses, passará a dar alertas de ondas de calor extremo em seu buscador.

Pesquisas pelo termo também retornarão dicas para se refrescarem e informações gerais a respeito do impacto na saúde das ondas de calor extremo.

A empresa cita uma pesquisa que constatou que 500 mil pessoas morrem por ano em decorrência dessas ondas de calor e o fato de que julho de 2022 registrou o recorde de interesse pelo assunto na internet. (Julho é verão no hemisfério Norte.)

Sinal (do fim?) dos tempos. Via Google (em inglês).

Primeiro foi a Microsoft, agora é a vez da Disney dar para trás em seus planos para o metaverso.

Na demissão em massa anunciada nesta segunda (27), toda a equipe de 50 funcionários que explorava oportunidades no metaverso para a Disney foi mandada embora. O executivo que a liderava, Mike White, ficou, ainda sem outro cargo para ocupar.

É bem verdade que o assunto nunca teve muita atenção na Disney e a criação da equipe especializada em metaverso foi obra do ex-CEO. Não deixa de ser sintomático que a Disney, uma das empresas que melhor sabem contar histórias, esteja pulando do barco do metaverso. Via Wall Street Journal (em inglês).

A “classe média” dos desenvolvedores de aplicativos

Em 2022, baixamos pouco mais de 140 bilhões de aplicativos em nossos celulares1. Em termos financeiros, gastamos US$ 129 bilhões tocando em botões virtuais na tela de aparelhos que cabem no bolso.

Nem o mais otimista executivo da Apple poderia imaginar em 2008, no lançamento da App Store do iOS, que esse negócio de aplicativo em celular poderia ser tão rentável. E tão útil. De atividades triviais dos primórdios daquela época, como ler o e-mail e abrir sites, passamos a fazer meio que tudo no celular, de pagar por coisas e investir até “invocar” carros e comida.

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Como iniciar na Impressão 3D: 3 dicas para quem quer começar

por Manual do Usuário

Não é mais coisa de filmes sci-fi ou de grandes empresas. A Impressão 3D está ao nosso alcance. Por ter se tornado muito acessível, essa tecnologia passou a ser uma aliada poderosa da comunidade maker. Afinal, para quem quer inovar e fabricar objetos com múltiplas tecnologias, a capacidade de imprimir partes e peças é um upgrade e tanto.

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