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O escritório em casa do growth hacker Victor Serrão

Mesa com dois notebooks, um mouse e um par de fones de ouvido. À esquerda, prateleira com objetos, lâmpada forte e, no canto inferior, um multifuncional branco e amarelo.

Durante a pandemia do SARS-CoV-2, o novo coronavírus, a seção de mochilas será convertida em escritórios domésticos. Faz mais sentido, certo? Vale para os recém-chegados ao home office e para quem já está nessa há tempos. Mande o seu seguindo estas instruções. Todo o texto abaixo é de autoria do Victor.


Então, vamos lá… Vou começar do início, porque explicar esse home office passa por falar da minha mudança de vida.

Eu sempre trabalhei bastante em casa, mas nunca em tempo integral. Tenho formação em Direito e Ciências contábeis, cheguei a abrir uma empresa própria de consultoria, mas a crise aqui no Rio e depois a pandemia se encarregaram de inviabilizar totalmente o negócio. Mas cheguei a me aprofundar no marketing dessa minha empresa a ponto de me interessar muito por essa área. Entre março e abril, comecei a procurar capacitação em marketing digital. Fiz alguns cursos curtos e fui tomando gosto pela coisa, até que me deparei com a Gama Academy e topei o desafio do Gama Experience.

É um curso muito intenso e, sem querer me alongar muito, saí de lá como growth hacker. Trabalho hoje na Atracto, uma agência incrível de São Paulo, fundada e tocada por gente absolutamente incrível, que topou o desafio de contratar um júnior/sênior e que me proporcionou uma mudança de carreira que era tratada como sonho impossível já há alguns anos. Hoje trabalho com inbound marketing, com produção de conteúdo e sigo buscando evolução nessa minha nova carreira.

Ilustração com uma mãozinha depositando uma moeda em uma caixa com o logo do Manual do Usuário em uma das faces, segurada por dois pares de mãos. Ao redor, moedas com um cifrão no meio flutuando. Fundo alaranjado.

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Como a agência fica em São Paulo e eu estou baseado em Niterói, atualmente estou em trabalho remoto full time. Então, vamos ao meu setup.

O que você vê na foto aí é uma mesa de 1,20 m x 0,40 m, simples, em MDF, comprada pela internet nesses magazines da vida já tem alguns anos. Ela na verdade era meio que um aparador, mas está servindo muito bem como mesa. Esse é um canto da sala aqui de casa que era pouco ou nada utilizado antes. Pintamos a parede de cinza, depois botamos ali no canto umas prateleiras, e escritório pronto. Tem me servido desde o início da pandemia e desde julho em tempo integral como estação de trabalho.

Ali no meio fica o meu MacBook Air, um modelo 2017 que comprei novo no final de 2018. É o básico, Core i5 com SSD de 128 GB, mas me atende muito bem. Já roda o Catalina. Eu venho de quase 30 anos de Windows, desde o 3.1 que rodava num Compaq Presario com a interface TabWorks da Xerox, passei por todos — inclusive 2000, Me, Vista… —, mas a mudança pro macOS mudou de verdade a forma com que trabalho no computador.

Detalhes do MacBook Air do Victor Serrão.
Foto: Arquivo pessoal.

Do lado tem a “segunda tela”. Já tive ali um monitor que na verdade era uma TV LCD da Philco, mas precisamos dela no quarto do meu filho e, francamente, sentia um certo downgrade de performance do MacBook com o segundo monitor. Então quando realmente preciso de duas telas eu abro o segundo conteúdo na tela do meu Dell Inspiron 2 em 1. Ele é fraquinho, quase um netbook que vira a tela pra trás, mas quebra o galho, principalmente para as aulas dos cursos que tenho feito. Serve ainda pra aulas remotas do meu filho e pro trabalho remoto da minha esposa. Tenho pensado em colocar um iPad no lugar dele.

Aí ali tem um Microsoft Designer Mouse Bluetooth, que não foi uma boa compra porque ele tem um formato ruim, mas tem a vantagem de não ocupar nenhuma das apenas duas portas USB. Tem também um fone genérico, porém honesto, presente da Gama Academy. De uns três meses pra cá, meu JBL T110BT resolveu morrer, e o Phillips Bass+ se tornou meio temperamental e está dando sinais claros de que não dura mais muito tempo. Então, tenho usado esse mesmo, com fio, na maior parte do dia. Tem também uma coisa meio chata no macOS que é uma interferência entre o fone e o mouse, ambos Bluetooth.

Do lado tem um multifuncional HP básico, sem Wi-Fi nem nada. Ele consome mais tinta do que eu gostaria, muito mais na verdade, e serve basicamente pra imprimir o material do meu filho. Eu mesmo pouco uso, mas está ali, em cima de uma mesinha vermelha que já foi do meu quarto. Fora isso, tem um Kindle Paperwhite, que uso bastante tanto para livros como para PDFs de trabalho, e acho que isso é tudo. Tirei a foto do meu Motorola One Vision, um aparelho excelente pelo custo-benefício — sim, eu uso Mac + Android, sue me. Paguei R$ 1,2 mil nele no lançamento, então foi uma excelente compra. Fez um ano agora.

O que também não dá pra ver na foto é a aquisição mais recente: uma cadeira bem decente que eu comprei no Shopping Matriz. É legalzinha, o encosto é desses com tela de nylon, e o assento é da cor da parede, cinza.

Tenho muitas canetas também, de diversas cores, que uso pra organizar meus cadernos. Esses porta-lápis eu comprei numa papelaria sensacional que tem ali no Rio Sul. Tenho um certo vício por papelarias; talvez dê para observar pela foto. Na prateleira tem os meus cadernos, o Hulk da Gama XP, um organizador para cartas, foto do filhão, e aquele “sol” ali é uma luminária normal que está virada para parede, só pra dar uma iluminada indireta. Pra ler ou escrever eu viro pra baixo.

Visão à distância do escritório do Victor, no canto de um cômodo.
Foto: Arquivo pessoal.

Que que eu acho do home office? Adoro. Estou com meu filho, almoço em casa, gasto pouquíssimo com meu carro e já pude até trabalhar uns dias da casa dos meus pais em Nova Friburgo. Tem sido uma experiência muito interessante. Acho que o que mais me chama a atenção talvez seja a economia de tempo, porque eu sempre trabalhei no Rio e nunca conseguia ir e vir sem gastar pelo menos umas boas três horas por dia, em média uma hora e meia para ir e também para voltar. Cabe muito mais coisa no dia, tanto de trabalho como de momentos em família.

Uma outra coisa que eu estou achando muito legal, é que o meu filho me vê trabalhar, e não só sair e voltar. Isso é interessante, porque ele tem só 4 anos e meio e já se interessa pelo que eu faço, já sabe que requer concentração, dedicação e que requer determinada etiqueta. E ele, mesmo pequeno, já me ajuda, seja respeitando as muitas reuniões que eu faço durante a semana, seja cuidando até do acesso à sala. Ele fica às vezes brincando aqui em volta de mim, no meu canto, mas sempre sabedor do que estou fazendo e entendendo que aquele momento é necessário.

Assim, é tudo muito novo. E, dada a minha mudança de rumos, me parece que é algo relativamente permanente. Estou feliz trabalhando de casa. Entendo quem sente falta do escritório, do ar condicionado, do café, da convivência no ambiente corporativo porque tem o seu lado legal, mas acordar, tomar um bom café da manhã, dar uma caminhada e voltar pra começar o dia tão relaxado, tem sido sinceramente incrível.

Edição 20#27

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15 comentários

  1. E aí Victor, beleza? Tenho uma pergunta um tanto quanto off topic mas notei que você gostou bastante do curso da Gama. É realmente tão bom assim? Tenho vontade de fazer mas como sou estudante ainda (de Design e queria me aprofundar em UX/UI) preciso pensar bastante em como investir na minha carreira hahaha.

    1. Oi Migli, tudo bom? Cara, eu gostei muito e super recomendo. A Gama é uma instituição séria, e eles se esforçam muito para fazer do XP realmente algo transformador. Eu fiz o ciclo de Marketing Digital do Gama XP e, assim, no meu caso realmente valeu muito a pena. Se quiser, eu escrevi um artigo lá no LinkedIn sobre como foi: https://www.linkedin.com/post/edit/6683193763860357120/
      Se tiver alguma dúvida, só chegar :)

  2. Victor, gostei do seu home office por que também vou pintar uma parede de cinza, só que mais claro.
    Também vou reorganizar meu home office que atualmente uso como meu “plano B” rodando em paralelo a minha atividade principal.
    Só que diferente de você, no meu trabalho eu preciso usar o W10, e em casa uso Mac e fazendo alguns testes com o linux openSUSE.
    Confesso que estou gostando tanto do linux que em breve vou vender meu mac mini para ficar apenas com meu notebook rodando o openSUSE.

    1. Rapaz, tenho tido vontade de voltar ao Linux nesse Inspiron 2 em 1 da foto. Na época eu usava Ubuntu, de repente agora vou dar chance a outra distro.

      1. Linux casa muito bem com hardware mais fraco! Tenho um notebook com o infame Celeron que roda bem num Ubuntu Cinnamon (e horrorosamente com Win10).

  3. Eu fiquei mais curioso com a luz para a parede.

    Ela fica assim sempre ou foi só para a foto? Se ficar sempre, pq?

    1. Então, ela fica assim quase sempre. A parede cinza deixou o canto aqui um pouco escuro, e ao mesmo tempo eu não gosto da lâmpada virada pra mim.

  4. “mas a mudança pro macOS mudou de verdade a forma com que trabalho no computador.”
    Gostaria de mais detalhes.

    1. Cara, é um conjunto. A forma com que o macOS pode ser organizado, combinada à navegação por gestos no touchpad, deixaram meu workflow mais ágil. Eu uso muito o Mission Control, divisão em mesas e os principais apps ficam em tela cheia, então tudo está um gesto de distância e muito mais organizado do que o que eu tinha antes no W10. Também acho os atalhos melhores do que os do Windows, e tudo funciona com uma fluidez que eu nunca tive no Windows.

      Mas tem mais coisa. Eu vi que agora o W10 faz prints quase que tão bem quanto o macOS, mas usar o command+shift+4 pra printar recortando exatamente o que eu quero, e depois poder editar o print antes de salvar, foi incrível. Uso muito isso também. Também a indexação de arquivos é mais rápida e fluida, eu consigo achar tudo com mais rapidez.

      1. Talvez você já saiba, mas enquanto usa Command+Shift+4, você consegue capturar uma janela inteira usando a barra de espaço. Não é muita diferença prática, mas tem o detalhe que a sobra vai junto, como se a janela estivesse no desktop…então fica bem mais elegante para por em um documento ou afins.

        Mac é bem legal mesmo, é algo que mais tenho preocupação em “depender” da Apple e sua boa vontade. Uma pena que, mesmo usando há uns 10 anos quase, só consegui trabalhar regularmente em uma empresa :/

          1. Tem mais um: Command + Shift + 5 abre controles na tela que permitem, além de prints, fazer gravações (mais ou menos o que o QuickTime faz, mas direto num atalho do teclado).

            Infelizmente termina por aí — Command + Shift + 6 não faz nada :)

  5. caraca, formação em direito e ciências contábeis!

    ano que vem me formo em ciências contábeis e já passou pela minha cabeça uma graduação em direito, pois iria economizar uns trocados assinando algumas coisas, em vez de pagar um advogado.

    se não se importar, poderia compartilhar a escolha dos cursos?

    1. Cara, com prazer. O Direito escolhi muito cedo porque sempre fui escritor. Foi um curso que acabou me abrindo muitas portas e que foi a base de muito do que conquistei até aqui. Mas foi também aquilo de escolher meio que na idade errada, mesmo. Hoje, se eu fosse só contador, talvez não fizesse a opção pelo Direito.

      A questão maior é que eu não me identifiquei muito com a advocacia propriamente dita, e também porque muito cedo minha carreira tomou o rumo da auditoria e consultoria tributária. E ali o conhecimento contábil é absolutamente necessário para que você fuja da interpretação legal e do contencioso – saara do advogado – para que consiga se aprofundar nos números, na apuração, no controle da coisa fiscal de forma prática.

      Então, mesmo antes de iniciar o curso de Ciências Contábeis, eu já tinha em casa a coleção do Osni Moura e estudava por conta própria o mínimo para entender o balancete e poder discutir em bases mais próximas com os clientes e com os auditores contábeis. Daí a começar o curso foi mais uma questão de oportunidade e de apoio da minha esposa.

      Sempre digo que é mais fácil explicar lei para um contador do que explicar cálculo para um advogado. Vejo complementaridade entre as duas carreiras, e de fato ter esse background duplo me ajuda em várias situações. Mas o curso de Direito é longo, e exige dedicação. Eu avaliaria o real objetivo, porque como contador você tem acesso a opções de pós-graduação que podem atender aos seus objetivos. De prático, o contador se beneficia muito em estudar Direito Constitucional, principalmente, e também Administrativo, Empresarial, Tributário, Civil, Contratos… Mas aí você precisa saber até que ponto te interessa estudar, por exemplo, estudar Direito Penal, Processo Penal, DCA, Sucessões, etc.

      Enfim, olhe o currículo e veja. Se quiser trocar uma ideia mais aprofundada, estamos aí. Abs!

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