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Post livre #232

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59 comentários

  1. Não sei se vcs já ouviram falar do Firefox Relay (https://relay.firefox.com/), mas caso não oq ele faz é basicamente ocultar o nosso endereço de e-mail quando nos cadastramos em algum site e assim evitar q ele vaze. No momento eles estão na versão beta e com acesso somente através de uma lista de espera. Essa semana fui selecionado na lista e comecei a usar ele (na vdd comecei a usar ele exatamente agora 😅).
    Engraçado q não tinha pensado em como seria o funcionamento, mas ele é simples. Basicamente o q ganhei foram 5 alias (apelidos [algo como 1a2b3c4d5e@relay.firefox.com]) de e-mail para usar, e esses e-mail alias redirecionam qualquer coisa q chegar neles para o meu endereço real (inclusive estou usando ele aqui para testar a primeira vez).
    Interessante como não se tinham pensado nessa ideia até tão pouco tempo (sei q já existe na Apple, mas tbm é recente).

    PS. o atalho para inserir emojis no Windows 10 é Win+. (sempre esqueço e tenho q pesquisar na internet, aí estou publicando aqui para ver se lembro 😜)

    1. O Yahoo! Mail sempre disponibilizou Alias de e-mail ilimitados para esse fim, associados à sua conta de e-mail. Você pode criar uma conta para as coisas comerciais e um rótulo para cada cadastro, por exemplo. Algum deles começa a encher o saco com Spam, você o elimina. Outros serviços, como Outlook, ICloud, etc, geralmente oferecem soluções limitadas, com poucos aliases, que muitas vezes você utiliza em mais de um cadastro, e pode ser que não identifique de onde vem o Spam depois. Estou utilizando um agora: mailtolrm-manualdousuario@yahoo.com

      1. O Gmail (e, provavelmente, o Outlook também) permite alias ilimitadas, mas tem uma sintaxe padrão que facilita a remoção automática. Lá, você usa seuemail+qualquertermo@gmail.com. Um script simples que remova tudo o que estiver depois (e incluindo) o + até a @ derruba a proteção. Parece ser o caso do Yahoo também, se entendi direito.

        O Sigin with Apple e o Firefox Relay usam endereços realmente aleatórios e sem ligação com o seu original. São mais confiáveis nesse sentido.

        Uma solução DIY (que eu uso) é ter um domínio próprio com um e-mail catch-all configurado. Isso significa que qualquer e-mail enviado para o domínio @manualdousuario.net que não exista, por exemplo, cairá na minha caixa de entrada. Ao me cadastrar em uma loja online, não preciso nem criar a alias; basta escrever nomedaloja@manualdousuario.net e o receberei na minha caixa de entrada.

        Aliás, post relacionado: Como proteger o seu e-mail.

  2. Meio que tou “de voluntário” ajudando um pessoal na mudança de um local na cidade onde resido.

    O bom disso é descobrir camadas de informação que antes eu tinha algum preconceito. Por exemplo: o fato de eu ter me voluntariado é pq notei que as pessoas deste local tinham problemas de conseguir alguém para o serviço de informática.

    Quando falei com o responsável de informática real deste local, ele me informou que a equipe de atuação hoje está bem reduzida para uma gigantesca área e diversos contratos a serem atendidos no serviço público.

    Hoje vejo que “a culpa é do sistema” tem seus motivos reais, um deles este mesmo.

  3. já se deram conta de que quem tem 18 anos agora (e deve estar entrando na faculdade) era criança nas jornadas de junho, ainda mais criança na época do occupy wall street, sempre conviveu com facebook/twitter/instagram e provavelmente não faz ideia do que seja um blog?

    1. Daqui a um tempo parte dessa galera estará criando blogs artesanais do mesmo jeito que a nossa geração redescobriu o vinil e os zines, haha.

  4. Pessoas que já compraram aquele pacote anual do Office 365 Personal, que direto aparece em lojas online: ele inclui o 1 TB de OneDrive também?

    1. Tenho quase certeza que sim, pois compro o “Home/Family”, tenho esse 1 TB no OneDrive e a descrição dos benefícios é exatamente a mesma do Personal (exceto pelo acesso de até 6 pessoas no Family).

    2. Se for chave do office 365, sim.
      Alias a chave serve para a versão Família com tempo menor, acho que 9 meses ao invés dos 12.

    3. Sim. Inclusive eu renovei a minha assinatura, deve estar para chegar. Assim que ativado o 1 TB de armazenamento aparece.

  5. Alguém que usa o qBittorrent está com problema nesses últimos dias? Eu tô tentando baixar algumas coisas com uma boa quantidade de seeds, mas o download nunca vem e se vem, é extremamente lento.

    1. Eu tive exatamente o mesmo problema com o Transmission dias atrás, mas resolveu-se sozinho…

    2. estava com um problema assim com o ktorrent com links magneticos. Eu clicava e esperaaaaaava….e nada acontecia, mas ontem baixei um filme e pelo jeito parou.

  6. Dentro da perspectiva do minimalismo, me peguei na contramão, comprando o meu primeiro vinil da vida, (Tim Maia, 1973), numa promoção da Amazon.

    Diante disso me deparei com a visão de que hobbies em geral vão contra essa perspectiva, no sentido que a maioria dos hobbies passivos são de colecionar objetos, tenham eles alguma utilidade ou não. (Alguns hobbies ativos, como corrida de rua, podem ser feitos sem nada além de um tênis que você já tem. Fotografia no entanto, vai te fazer gastar com equipamentos, etc).

    Tudo isso pra entender com vocês como encaram a perspectiva do consumo e evitam gastos desnecessários, sem de fato deixarem de fazer uma ou outra coisa que gostam. Ou se não se importam com esse discurso, enquanto tentam consumir com parcimônia.

    1. Eu acho que essa questão de minimalismo, saindo do domínio estético de artes e design, é algo que me parece se revestir de uma profundidade que não se sustenta. A ideia de “consumir o necessário” é um problema tipicamente norte-americano, em que a classe média tem acesso a casas enormes, com garagens atulhadas de coisas que literalmente não utilizam/precisam por viverem em um ambiente consumista.

      Disso, virou fonte de livros e documentários, em que as pessoas parecem viver em torno de reduzir quantidade de coisas. Ter 5 peças no guarda-roupa é melhor que ter 10 por algum motivo, assim como uma mesa só com notebook é melhor do que com uma impressora.

      Se, para você, ouvir o disco é uma experiência melhor do que acessar o álbum no Spotify, não vejo o porquê achar inerentemente ruim. Como diz o @Ghedin, minimalismo poderia ser resumido a “não compre o que não precisa”e acho que só essa reflexão é suficiente.

      Para alguns tipo de fotografia, em teoria não precisa, com smartphone eu conseguiria tirar as minhas fotos por exemplo. Eu uso umas uma câmera, mas com lente fixa e única distância focal. Outros tipos exigem um investimento maior, tipo esportes ou animais, aí precisa de lentes e auto-foco. Mas sei lá, tipo, é o hobby…só porque exige equipamento não é consumismo desnecessário.

      1. “A ideia de “consumir o necessário” é um problema tipicamente norte-americano, em que a classe média tem acesso a casas enormes, com garagens atulhadas de coisas que literalmente não utilizam/precisam por viverem em um ambiente consumista.”
        Cara, concordo com vc! As vezes a gente já não tem quase nada e entra nessa onda pq as pessoas falam bem, e a gente acaba achando legal e se deixar levar… Claro q a gente deve sempre balancear as coisas e tbm fazer oq mais agrada a gente (nem que seja naquele momento especifico).
        Não sei se falei coisa com coisa, mas vim aqui pq gostei do seu comentário 😅

    2. Dos hobbies, o ramo do colecionismo sem dúvida é o que mais vai contra a ideia de minimalismo. Eu já tentei colecionar de tudo, até pilhas AA (que não deu certo porque as pilhas, você sabe, elas eventualmente vazam. Pode rir!) Estou tentando colecionar os CDs das bandas que gosto. Já estou meio que arrependido e pensando em me livrar de tudo, como sempre acontece quando acumulo muita coisa. Todo dia de faxina é um lembrete de que é melhor ter mais coisas na cabeça que na mão. Vamos colecionar frases de efeito? Boa ideia!

      1. por isso não gosto de colecionar coisas, só de pensar na limpeza eu já desisto

        fora que durante um período da vida eu mudei muito de casa, então ter menos coisas era melhor na hora da mudança, isso ficou na minha cabeça.

      2. A única coleção que estou fazendo e que eu gosto é de dinheiro rsrsrs
        Mas está difícil nessa pandemia, economia fraca, empresas quebrando. Quando isso passar sabe-se lá quando, pretendo usar parte dessa coleção para uma boa viagem de férias no exterior.

      3. Mas colecionar cds é legal. E outra: dependendo, coleção vira uma mina de ouro.

        PS: cheque seu e-mail.

    3. não sei, mas tenho a impressão de q colecionismo e hobbie são coisas distintas. tem gente, não duvido, q compra vinis e não necessariamente os ouve, mas, sei lá, tem a obra completa de artista ou banda x. é o prazer de ter a coleção completa. eu, por exemplo, acabo fazendo um pouco disso com livros ou hqs. fico ansioso por ter uma coleção x mesmo sem ter tempo efetivo para lê-la… acho q o walter benjamin falava sobre colecionismo e vale ler sobre… como é algo q vi há uns 20 anos, me escapa da memória. mas já trabalhei em acervos de música e os seus ex-proprietários manjavam muito do assunto, mas eram colecionadores vorazes!

      coleciona é algo bacana de se fazer, apesar da forte relação com consumismo. há pessoas q têm em suas casas grandes coleções de plantas. é algo q eu nem imaginava q existia e é bem legal tb. te leva um pouco ao mundo da botânica. acho q ter um hobbie é algo bem saudável. por mais bobo q seja esse hobbie, não importa. ele é refúgio seguro pra qdo as coisas ficam malucas, mas sem te alienar.

      1. Eu não li metade dos livros que eu tenho =P
        Mas eu adoro comprar livros, usados ou novos, e muitas vezes compro apenas pela arte (boa capa, boa diagramação, etc). Estava aqui pensando se deveria comprar a revista que o Ghedin indicou semana passada exatamente porque o projeto gráfico dela parece ser muito bom.
        Deus me livre fazer uma live como a do Guedes: com estante vazia.

        1. guedes, o bilionário q tem estante sem livros. perfeito este retrato!

          ah, e obrigado por indicar o canal da abralin. quanta coisa bacana ali!

      2. Acho que tem um ponto extra no que você falou sobre colecionismo x hobby, que é no caso o valor da coleção.

        Hoje colecionar também gera um mercado. Tem gente que só tá nisso porque faz dinheiro, e porque o que colecionam, ele pode no final controlar a demanda daquilo e com isso ter uma “poupança”. Brinquedos antigos, “arte”, eletrônicos e automóveis tem um quê disto.

        Noto que hoje se você vê alguém que bota rótulo de Vintage ou Relíquia no anúncio, com certeza é que estão inflacionando aquilo.

        1. com certeza! muitos já compram pensando no valor que aquilo terá valor para colecionadores e eles vão pagar o que cobrarem. foi-se o tempo, no meu caso, de ir num sebo e achar algo raro e levar porque ninguém sabe o valor daquilo. hj a internet transformou tudo numa grande tabela e dá pra verificar rapidamente se algo é raro ou não. eu, da minha parte, confesso q já achei um livro raro numa livraria, q estava jogado lá num canto… o comprei tão somente para revendê-lo. e apareceu uma pessoa com grana pra comprá-lo sem negociar. pagou o valor absurdo q coloquei nele!

          eu tentei comprar, há uns meses, um simples boneco do jaspion, q via na infância, e agora voltou com tudo (tinha na amazon e agora na tv aberta outra vez). virou uma relíquia para muitos nostálgicos como eu. qdo veio pro brasil na época era 200 mangos (já acho caro), agora tá perto de mil. tinha um cara q até venderia por 600 e achei caro demais. passou pouco tempo e já compraram.

          coleções tb ganham um valor pela habilidade do colecionador em juntar coisas q às vezes só fazem sentido pra ele, mas se revelam de grande valor social. eu trabalhei em acervos de música e visitei alguns q ofereciam para venda. eram incríveis e as pessoas q vendiam esses acervos/coleções o faziam com muita dor no coração. e só o faziam, pq, provavelmente, não tinham nenhum familiar q entendia o valor daquilo…

  7. gostaria de deixar uma dica:

    uso o dropbox para armazenamento, mas acho muito caro o plano mais barato e não quero ficar dependente de google e MS (e como não uso iphone, é impossível usar icloud), mas felizmente tenho poucos arquivos para sincronizar na nuvem e até “ontem” era suficiente, mas tenho feito uns backups de aplicativos graças ao root e gostaria de deixar o backup na nuvem, aí estava procurando umas soluções confiáveis e baratas, até que lembrei do fastmail, sou assinante graças ao Ghedin e lembrei que eles tem armazenamento, no plano mais básico é de 1gb e vc consegue aumentar com poucos centavos + 1gb, então estou prestes a ter mais 5gb por 36 centavos de dólar ao mês, o que é suficiente pro meu uso, não precisando pagar rios de dinheiro.

    1. Boa. Quando eu assinei o mega.nz davam 50GB, sem custos. Acho que hoje começa com 15GB e você tem que fazer umas coisas para liberarem o restante. O Google oferece 20GB e o OneDrive 15GB. Prefiro manter os dados em empresas mais conhecidas, haja vista algumas simplesmente desaparecerem. Nesse aspecto o Mega pode até ser duvidoso.

      1. entendo. mas o fastmail está há 21 anos no mercado e cuida de e-mails, conteúdo bem sensível, então acho bem improvável sumirem do nada, fora que meus arquivos não são tão sensíveis (fora que tenho cópia local deles), então fico um pouco mais tranquilo.

      2. Quando era SkyDrive e Hotmail era 25GB., depois abaixaram pra 15GB.
        Mas agora o OneDrive é 5GB.

        Felizmente tenho 30GB por causa dos tempos do Windows Phone.

    2. Quanto tá saindo 36 centavos de dólar hoje?
      20 reais?
      kkkkkkkkkkkk

    3. Fiquei curioso com esse uso do Fastmail. Esses arquivos salvos lá são modificados com frequência? Se sim, como é feita a sincronia? Eu até consigo montar o servidor de arquivos no Finder, mas é tão lento que não consideraria para uso no dia a dia (faço isso para atualizar meu site pessoal, que hospedo lá, e só).

      1. eu uso no Android um gerenciador de arquivos chamado solid explorer, que além de gerenciador os arquivos do próprio telefone, me permite configurar outras nuvens (mexo no Dropbox assim, não uso o app deles pra isso), e ele me permite usar WebDav, que é o protocolo que o fastmail usa, então consigo gerenciar as coisas por lá, e no aplicativo que faço o backup ele aceita WebDav, então eu consigo acessar a pasta do fastmail por ele.

    4. eu assino o dropbox e toda vez q chega a conta, lágrimas escorrem do meu rosto. e o pior é q a estrutura q montei pra ter acesso ao arquivo em máquinas difernte é bem dependente dele. o q alivia é q divido a conta com a minha esposa, então, sempre imagino aquele valor q vem todo mês divido por dois. mas isso não impede as lágrimas de correrem…

      1. eu imagino…eu acho um absurdo não colocarem um plano mais barato, aposto que muita gente se afasta por causa disso, e é melhor ter pouco do que nada, mas parece que o dropbox não pensa assim.

  8. Ao longo do tempo, tenho usado vários apps de anotações e listas. Os chamados apps de produtividade.
    Porém, reparei que esses apps tem seus momentos: eles fazem sucesso e depois chega outro que toma o seu lugar. E nisso, grande parte dos “produtivos” migram de um app para o outro.
    Já tivemos o tempo do evernote que parou no tempo.
    Depois o Onenote.
    Agora estamos vivendo a transição do onenote para o Notion.
    O problema é que migrar de um para o outro é em muitos casos inevitável e em todos os casos, bem ruim por conta do imenso trabalho.
    Então fiquei pensando… será que o velho explorer/finder/nautilus não dariam conta do recado?
    Todo mundo pode ter um app gratuito de suíte office no desktop e smartphone. Esses apps não serviriam de anotações?
    Poderia usar um formato aberto como o .odt para os documentos, por exemplo.
    Organizaria tudo em pastas.
    Hoje vários apps de nuvem já conta com criação de arquivo de texto e digitalização de imagem para pdf.
    Será que esse workflow de explorer/suite office resistiria às mudanças do tempo?

    1. há um tempo queria deixar minha produtividade a mil, fiquei procurando vários aplicativos de tarefas, de anotações, até assinei o evernote, mas quando ele estava pra vencer, percebi que não valia tanto, pois preciso de poucas tarefas, então baixei um aplicativo que sincroniza com o meu e-mail, arquivos sincronizo no dropbox, e anotações em geral fica no standard notes, ou até msm num grupo só comigo no whatsapp, é legal ter tudo num aplicativo? sim, mas do jeito que citei fica num fluxo muito melhor e mais leve do que o pesado evernote.

    2. Eu sempre torci o nariz para os apps de anotações, especialmente por ser um adepto do bloco de notas com formatação em markdown.

      Encontrei recentemente o Obsidian https://obsidian.md/
      , gratuito, formato aberto, e com features que facilitam a indexação de uma pasta cheia de arquivos de texto .md, que resolvem todos esses problemas, e abrem espaço para uma implementação agnóstica dos chamados métodos de produtividade (o meu é anotar tudo e tentar reler e correlacionar as notas depois).

      Vale a pena o teste.

    3. Capitão, acho que não é a maioria dos “produtivos” que migram de aplicativo quando um novo sai. Talvez tenhamos essa percepção distorcida devido à forma como as notícias chegam até nós.

      Apps antigos, como o Evernote, não ganham mais tantas manchetes, enquanto que novidades como o Notion estão no noticiário com frequência. A diferença entre as bases de usuário deles, porém, é abismal. Em 2018, quando o Evernote completou 10 anos, ele tinha 225 milhões de usuários e 20 mil clientes corporativos. O Notion, que não é tão novo, na real (foi fundado em 2012), tem 4 milhões de usuários, ou 1,8% da base do Evernote.

      Acho legal dar uma olhada em novidades. Às vezes, elas resolvem algum problema que softwares estabelecidos não conseguem ou não querem. Por outro lado, o mais comum é que eles façam coisas de maneiras diferentes, o que não é necessariamente pior ou melhor. É uma situação similar à de celulares: com tantos lançamentos e youtubers e blogueiros testando um celular novo por mês, alguém pode achar que é normal trocar de celular a toda hora, quando na real as pessoas passam em média dois anos com o mesmo aparelho.

        1. Infundado esse medo não é. Apesar de ter tantos usuários, o Evernote meio que parou no tempo e perdeu várias oportunidades de se capitalizar para fazer frente a concorrentes maiores, como Google e Microsoft. Esta boa matéria do New York Times conta essa história.

    4. tem um brasileiro q sempre fala desses apps de produtividade e ele dá grande destaque ao evernote. me escapa o nome do canal dele, mas acho q vc encontra fácil até. eu sempre usei o evernote e, ao mesmo tempo, nunca dei muita bola pra ele me ajudar na produtividade… fiquei de olho no notion e achei bem bacana o esquema dele e tal, mas dá um trabalho manter aquilo… o trello, por outro lado, se mostrou tão bom por ser bem objetivo, q acabei usando ele muito mais do q qualquer outro. sei lá, eu acho q tem esse apelo todo às novidades por conta dos influencers q falam ‘nossa, esse app me ajudou a arrumar a minha vida’. não sei… às vezes só funciona mesmo pra aquele cara e dá essa impressão de haver algo sempre melhor. bate com o q o ghedin diz. o evernote já salvou a pátria muitas vezes pra mim qdo precisei recuperar algo antigo… mas não ajuda tanto no esquema de trabalho q tenho hj.

      1. Se não me engano esse rapaz é o Vladimir Campos e ele tem um canal no Telegram, o Simplesmente Evernote.
        Realmente ele é um grande entusiasta do elefantinho.
        Eu uso ele bastante também, mas de forma bem simples.
        Me adaptei ao sistema de cadernos e tal e já não vale mais eu mudar. Mas é complicado compartilhar anotações por que pouca gente “comum” usa ele. A maioria fica no keep do Android (não tenho muita gente que tenha iPhone no círculo social que eu tenha que compartilhar notas).

    5. Eu achei que houvesse feito um comentário, mas não deve ter ido.
      Sugiro você dar uma olhada no Zim (https://zim-wiki.org/), tenho usado há alguns anos em substituição ao Evernote/Onenote.

  9. Uma dúvida pandêmica. Estamos no auge da crise, com mais de mil pessoas morrendo todo dia no Brasil, e mesmo assim nossos representantes mantêm os planos de afrouxamento das restrições de circulação de pessoas nas cidades.

    Mesmo entre as pessoas comuns, parece que a saturação do isolamento bateu forte nas últimas semanas, o que tem levado a um relaxamento. E nem me refiro aos irresponsáveis que fazem “festas da COVID”, mas sim a gente que está seguindo a quarentena certinho, mas ficando maluca com o isolamento e se permitindo algumas exceções. Racionalmente, é um paradoxo afrouxar o confinamento no pico da pandemia. Com o emocional em frangalhos, é até compreensível, porém.

    Como vocês, ou aqueles que podem e estão isolados, têm lidado com esse desdobramento?

    1. Eu sigo desde de sempre o básico: mãos, distanciamento, máscaras e dieta de informação. As primeiras semanas mais rígidas — apenas essenciais abertos e limite de itens no mercado — foram tensas e intensas, até porque tinha o contexto dos panelaços também e as poucas pessoas que eu via na rua tinham um semblante desanimado contagiante. Agora acho que estou um tanto anestesiado, como alguém que treina e não se deixa mais incomodar por certas dores, ainda que estejam lá. Como a rotina não mudou muito e só foi preciso adaptar algumas coisas, não foi tão radical para mim.

      Algumas coisas me fazem muita falta, principalmente a academia/natação e um botequinho ao menos uma vez por mês. No primeiro tá dando pra segurar com corrida na rua, mas nem de longe é a mesma coisa. No segundo, vez ou outra encontro uma mesma pessoa para ir num café, retirar um cappuccino e ficar conversando num lugar menos movimentado dos arredores.

      Agora algo que eu não faço é conjecturar o que deveríamos fazer ou deixar de ter feito etc. Quase qualquer conversa vai entrar nesse rumo, mas acho mais que uma perda de tempo, acho algo que adoece o emocional. Como não sou do ferro, me permito vez ou outra ver o jornal local ou nacional e reclamar com o apresentador da cobertura “uai, tanto alarde semana passada por conta daquilo e essa semana nenhum pio? Francamente…”. Mas aí é só old man yelling at clouds.

    2. Eu continuo saindo de casa somente para o necessário.
      E ficarei assim até ter vacina.
      Infelizmente, boa parte dos meus amigos e familiares em geral já estão como se não existisse pandemia.

    3. Estamos trabalhando. A esposa e filhos de um colega pegaram covid, o exame dele deu negativo, mas é meio impossível não ter pego. Não deixamos de trabalhar, mas me cuidei muito durante duas semanas.
      No mais o meu humor varia entre normal e deprimente. Já chorei muito por causa dessa merda toda, ainda mais pelo meu pai que tem 70 anos. Tenho muito medo que ocorra algo com ele.
      Essa semana morreu uma vizinha. Parece que pegou o covid no hospital ao fazer um procedimento mais simples.
      O jeito é aguentar.

    4. Essa pandemia trouxe ou aumentou sentimentos como incerteza, ansiedade e tantos outros que como você citou que estão deixando nosso emocional em frangalhos.

      Comigo só de pensar nessas precauções, mascara e roupa, já fico um pouco irritado, mas entendo e sigo cumprindo. Isso me impede atualmente de fazer o que sempre fiz de andar para espairecer, mas não tem jeito tenho que voltar para não enlouquecer rsrs.

    5. Em casa, mas sem radicalismo, fazendo algumas caminhadas pelo bairro evitando pontos de movimento. E um aumento de carga de trabalho nas últimas semanas me transformou quase em um ermitão.
      A grande dificuldade tem sido o encontro com parentes. Combinar com irmãos a forma de visitar os pais sem expor todos aos riscos (vale para as duas faílias, minha e da minha esposa). Ali pelo fim de junho estávamos relaxando um pouco mais, nos permitimos entrar na casa de meus pais, o que não havíamos feito ainda, mas houve um aumento de casos aqui em BH e novo fechamento do comércio, voltamos às visitas na calçada.
      Rola um desgaste, claro, especialmente por termos uma bebê de seis meses que os avós e tios não podem pegar no colo. Mas já houve casos de Covid próximos o suficiente para deixar todo mundo alerta – uns mais radicais, outros criando justificativas para paequenos furos no isolamento, e isso é que causa alguns conflitos.

    6. Por aqui, pego emprestado um pouco do que cada um já disse. Creio que os que estão respeitando as orientações da ciência seguem numa mesma barca, salvo as peculiaridades particulares. Pra mim, no final disso tudo vão ser necessários uns dias pra colocar as ideias no lugar, e fazer uma fina e apurada lista de pessoas que vão “morrer” junto com o vírus.
      Se tem uma coisa que a pandemia fez foi colocar algumas máscaras e tirar tantas outras. Imagino que não tenha sido só comigo o espanto de ver algumas pessoas do meio, seja próximo ou mais distante, sendo egoístas no melhor sentido da palavra em relação à coletividade, a civilidade, ao bom senso. Não consigo enxergar uma convivência amigável com gente assim no futuro.

      1. recomendo a leitura da reportagem de capa desta edição do manual e a reflexão

        1. Justamente após a leitura foi quando escrevi que vou precisar de uns dias pra descansar e refinar a lista. Cancelamento coletivo é feito no embalo, no impulso e almeja boicote do outro, talvez o prejuízo. Já o individual é mais criterioso, com mais situações a serem levadas em consideração. Nesse o intuito é mais no sentido melhorar as relações pessoais, atinge mais eu do que o outro.

    7. Infelizmente não pude continuar meu isolamento…
      No começo de junho, a empresa mandou todos os funcionários que estavam de home office de volta pro escritório físico, com redução de horário (de 8 para 5 horas) e em turnos de revezamento, com exceção daqueles que se encontravam em risco (idosos/grávidas/com doenças crônicas). A partir dessa semana, voltamos para o horário integral. Venho trabalhando na paranóia, pois há muito público externo na empresa e eles são bastante indisciplinados quanto a usar a máscara.
      Fora isso, minha atividade/hobby que era correr, segue em suspenso, a rota que costumo ir tá lotada de gente e a grande maioria não usa máscara. Por hora, estou sando o Fitify para não virar um sedentário em tempo integral. Só nessa semana que não consegui fazer nada, pois o stress mental tá muito forte.

    8. Um tio meu morreu de COVID em Brasília. Uma amiga da minha mãe está na UTI em Porto Alegre com COVID também. Não relaxei nada e sigo a mesma batida de antes no isolamento. O máximo que tive foi uma visita do meu pai aqui no apartamento no dia do aniversário dele e deu. Até mesmo porque minha mãe é cardíaca, meu pai tem stents no coração (teve infarto em 2015) e eu tenho asma forte. Um relaxamento pode significar 3 pessoas potencialmente graves pela doença de uma vez só.

      Talvez me ajude muito o fato de eu fazer tratamento pra ansiedade e depressão desde agosto do ano passado, medicamentos e terapia, ao passo que a maioria das pessoas lida com seus problemas mentais “esquecendo” deles com trabalho, sexo e álcool. Tiramos 2 das 3 “terapias” do povo, é óbvio que as pessoas vão passar por momentos de estresse em casa, apenas trabalhando e bebendo. Nisso a gente vê os mais diversos problemas mentais e educacionais da nossa sociedade – como não acreditar em ciência, negar as recomendações acreditando se tratar um grande complô ou apelar pros grandes números e ter certeza que “nunca vai rolar comigo” – e isso talvez seja um norte pra pós-pandemia.

      E o capitalismo, pqp né, é um velho diabético com asma: uma gripe e ele está em coma.

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