Um guia para prevenir um naufrágio algorítmico
Nota do editor: Tive a felicidade de ter o prefácio do livrinho Outros jeitos de pensar a tecnologia, Volume II escrito pela Yasmin Curzi. Suas palavras gentis captam bem o espírito dos textos — ou a minha intenção ao escrevê-los. Ainda há cópias da primeira tiragem disponíveis, para envio imediato. Para comprar o seu, envie um e-mail ou uma DM no Instagram ao Felipe Moreno, da editora Casatrês. O preço é R$ 40 e o frete é grátis para todo o Brasil.
A sobrecarga de informação, a economia da atenção e a ascensão do marketing predatório são sintomas de uma era definida pela lógica algorítmica embutida na plataformização da web. Este é um tempo onde a informação não apenas flui, mas nos inunda, desafiando a nossa capacidade de discernir o essencial do supérfluo. Ninguém quer ficar de fora das redes do momento. Há pressão social para que se saiba tudo o que acontece, o tempo todo. Ainda, se a promessa do início de vida das plataformas de redes sociais era que todos seriam “broadcasters”, isto é, todos produziriam conteúdo e teriam capacidade de serem ouvidos por outras pessoas, a promessa do período mais recente era de que todas as pessoas poderiam ser influenciadores — de moda ou da opinião pública. Muitos conteúdos, muitas vezes superficiais, mas cujo ruído agregado causa um barulho imenso.
