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Bloco de notas 20#37: Milhões de Pix

🗞 Notícias

As cinco notícias de tecnologia mais importantes dos últimos sete dias. Quer mais? Siga o site no Telegram e no Twitter para receber notas de tecnologia todos os dias.

10,1 milhões de Pix. Na segunda (5), o Banco Central começou a cadastrar as chaves Pix, atalhos para facilitar os pagamentos do novo Pix, que começa a funcionar em 16/11. No primeiro dia, foram 3,5 milhões de chaves Pix registradas; no segundo, o total saltou para 10,1 milhões. Apps de bancos e fintechs ficaram instáveis no período. [Valor Invest]

→ Na dúvida do que são as chaves Pix? Esta matéria traz uma boa explicação.

Cambridge Analytica. A autoridade de proteção de dados do Reino Unido (ICO, na sigla em inglês) divulgou a carta que enviou ao Parlamento com as conclusões da sua mega-investigação da Cambridge Analytica (CA). Não foram encontradas evidências de que a CA tenha interferido no Brexit. Por outro lado, há evidências de que a canadense AIQ, que tinha relações com a CA, tenha atuado na votação que resultou na saída do Reino Unido da União Europeia. Outras revelações importantes são a de que a CA usava ferramentas comuns para fazer suas análises e que ela tinha um marketing bastante agressivo, a ponto de exagerava as suas capacidades. A análise não fala muito sobre a suposta influência na eleição de Trump em 2016; ela confirma, porém, que os dados coletados de 30 milhões de eleitores norte-americanos foram usados para esse fim. [ICO, em inglês]

Q-Quem? O Facebook vai remover páginas, grupos e contas no Instagram que se identificam com a teoria da conspiração QAnon. A partir de agora, a empresa classifica o grupo como “movimento social militarizado”. Antes tarde que mais tarde. [Facebook, em inglês]

Ilustração com uma mãozinha depositando uma moeda em uma caixa com o logo do Manual do Usuário em uma das faces, segurada por dois pares de mãos. Ao redor, moedas com um cifrão no meio flutuando. Fundo alaranjado.

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449 páginas. A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos divulgou um relatório de 449 páginas detalhando os abusos monopolistas de Apple, Amazon, Google e Facebook, e sugerindo medidas para contê-las — entre elas, dividir as empresas e proibi-las de adquirir startups rivais. Folha]

Pagando para trabalhar. O iFood, em parceria com a Tembici, vai oferecer o aluguel de bicicletas elétricas a seus entregadores na cidade de São Paulo. Custará R$ 9,90 por semana, mais R$ 2 por dia de uso — as bicicletas convencionais não têm a taxa extra. A empresa espera que elas ajudem os entregadores a fazerem mais entregas e, com isso, aumentar os ganhos (não disse de quem). [Folha]


🤔 Curiosidades

No dia do lançamento do Pix, Jair Bolsonaro foi parabenizado pelo feito (?) por um apoiador na saída do Palácio da Alvorada. Na resposta, o presidente envolveu o ministro da Infraestrutura (??) e disse que iria “desburocratizar tudo sobre aviação civil aí” (??¿!?). Não que fosse necessário, mas em seguida o próprio admitiu que não sabia o que é o Pix. [Valor]

Animação mostrando o gel do UE Fits se solidificando dentro do ouvido humano.
Imagem: Ultimate Ears/Reprodução.

Os fones de ouvido UE Fits têm pontas de gel (acima) que, ao serem inseridas no ouvido pela primeira vez, passam por um processo fotoquímico de 60s ativado pelo celular que as solidificam, adaptando o formato dos fones à anatomia do usuário. Nos EUA, por US$ 250. [The Verge, em inglês]

Comparativo de emojis sorridentes e de máscaras no iOS.
Imagem: Emojipedia/Reprodução.

No iOS 14.2, que deve ser lançado entre outubro e novembro, o emoji de máscara sorrirá — é literalmente o emoji sorridente com a máscara por cima. Antes, ele tinha os olhos tristes, indicando estar doente. O motivo é óbvio: na pandemia, todo mundo passou a (ou deveria!) usar máscara. [Emojipedia, em inglês]

Uma falha no cinto de castidade “smart” da Qiui Cellmate podia prender o pênis do usuário para sempre — mesmo; não há desbloqueio manual/mecânico. A API era usada para o desbloqueio remoto e estava aberta, sem senha, podendo ser explorada por terceiros. Dizer que Internet das Coisas é perigosa ganhou uma nova dimensão depois deste episódio. [Techcrunch, em inglês]


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5 comentários

  1. será que os bancos tão nessa corrida patética (e gastando MUITA GRANA) com o cadastro das chaves Pix pq eles tão desesperados?
    vi um tweet na pegada “banco feliz não é coisa boa” mas não lembro de ver tanto investimento (e tanta propaganda escrota) pra incentivar as pessoas a cadastrarem (não só uma, mas todas as chaves possíveis) no seu app.
    acho que tá rolando um medinho dos bancos perderem espaço pras carteiras digitais, ein?

    1. Também vi muitos tuítes desse tipo, com centenas de milhares de RTs e curtidas. Longe de mim defender banco, mas acho que não há pegadinha. O Pix é obrigatório para instituições financeiras/de pagamento com +500 mil contas ativas, ou seja, é uma imposição. E já que estão na chuva, óbvio que querem se molhar. Esse receio de perder espaço para fintechs é real.

      Outro aspecto importante é que, embora TED/DOC seja caro, não é um negócio muito grande para os bancos. Em uma entrevista à Folha, o presidente do Itaú disse que TED/DOC respondem por menos de 1% da receita deles.

  2. eu tava estudando sobre a arquitetura dos apps de delivery, e é foda como o produto é totalmente focado menor preço pro cliente final.

    – no rappi, no resumo do pedido, uma gorgeta mínima é incluída automaticamente.
    – no uber eats, existe uma etapa no processo de conclusão do pedido perguntando quantos % vc quer dar para o entregador.
    – e no ifood… adivinha? eles nem mencionam a gorgeta durante o pedido, e só quando vc volta a abrir o app (dps de ja ter comido, esquecido da entrega e querendo fazer um novo pedido – provavelmente com fome) eles te perguntam como foi a entrega e se vc quer dar uma gorjetinha.

    sabendo que nós humaninhos queremos estar próximos do padrão do que é considerado “correto”, aposto que o rappi e o uber eats revertem maiores quantias de gorjeta que o ifood.

    eu ja pensei que isso era uma decisão de poucos poderosos, mas acho que essas decisões são resposabilidade da galera que tá construindo o produto. oq vcs acham?

    1. Quem seriam esses poucos poderosos? Quem constrói o produto, o programador ali na ponta, regra geral é só um peão seguindo ordens. Detalhes da implementação são decididos pela camada intermediária da gerência, mas a visão e as macro-decisões vêm sempre de cima. Há pouca discricionariedade no trabalho de quem efetivamente constrói as coisas nessas startups grandes.

      1. acho que todos os arquitetos digitais (todos os tipos de designers) têm mto mais autonomia do que se imagina. vejo que desenvolvedores são muito mais engenheiros, que constroem o projeto que chega. mas quem desenha (de protótipos a estratégias) pode ter a oportunidade de questionar o que está sendo feito.

        é claro que o produto não tá na mão dos analistas, mas, se quem contrói não critica, se isenta da responsabilidade do que tá sendo feito. os arquitetos têm que reconhecer a responsabilidade e o impacto que seus desenhos podem gerar.

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