Ajude-me a vencer o processo contra a Folha de S.Paulo!

Google volta a atualizar apps para iOS, começando pelo YouTube

Mais de dois meses depois das últimas atualizações para seus principais apps no iOS, o Google voltou à ativa na plataforma da Apple. O primeiro foi o YouTube. No histórico de atualizações, a mais recente, 15.49.6 de 13 de fevereiro, se limita a dizer que “Corrigimos bugs, melhoramos o desempenho e tomamos muito café”. Pouco antes, o Google havia incluído o “rótulo nutricional” de privacidade do YouTube na App Store. Como era de se esperar, a lista é looonga…

Outros apps populares do Google, como o homônimo (de pesquisa), Gmail, Google Maps e Chrome, seguem sem atualização e sem os rótulos de privacidade. A última atualização do Chrome foi em 23 de novembro de 2020 e o app, na versão 87 no iOS, já está atrasado em relação às demais plataformas. Via 9to5Mac (em inglês).

Extensão LocalCDN melhora a privacidade da navegação web

Muitos sites recorrem a CDNs, grandes redes globais de distribuição de arquivos via internet, para carregar bibliotecas e códigos necessários para que sejam exibidos corretamente. Nessa, “avisa” essas redes e grandes empresas, como Google e Microsoft, dos locais onde você está navegando na web. A extensão LocalCDN detecta, intercepta e substitui essas requisições por cópias locais das bibliotecas (mais de 100) e CDNs (27) mais comuns. Na prática, ou seja, na janela do seu navegador, não muda nada, e a extensão dispensa qualquer configuração para surtir efeito. Para Firefox (recomendado) e Chrome (extraoficial e com menos recursos).

Serviço do Banco Central mostra relacionamentos e pendências com instituições bancárias

Com tantos dados pessoais correndo por aí, o Registrato do Banco Central fica ainda mais importante. Trata-se de um serviço que exibe, num único extrato, todas as suas contas, empréstimos, financiamentos, chaves Pix e transferências internacionais que você já fez. Este vídeo explica bem.

O cadastro no Registrato exige um PIN, que é gerado pelo app do seu banco (deve ter uma opção “Registrato” no menu dele). O único contra, até onde sei, é que o serviço não comunica alterações, ou seja, é preciso acessá-lo vez ou outra para ver se houve alterações.

Ah, e a página de cadastro do Registrato está com algumas instabilidades no momento, não carregando. Paciência. Dica do r/investimentos.

Novo vazamento expõe mais de 100 milhões de contas de celular

A PSafe encontrou outro banco de dados enorme de brasileiros sendo comercializado na “dark web”. Desta vez, são pouco mais de 100 milhões de cadastros de celulares, das operadoras Claro e Vivo, com dados detalhados incluindo nome, telefone, endereço e o histórico de relacionamento com a operadora. Para comprovar a veracidade, o cibercriminoso enviou dados do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e da apresentadora Fátima Bernardes. A PSafe enviará um relatório detalhado da descoberta à Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD). Via Neofeed.

Policial toca “Santeria” enquanto é filmado para que Instagram derrube o vídeo

Em Beverly Hills, um policial ligou em volume alto a música Santeria, hit do Sublime dos anos 1990, enquanto era filmado por um ativista. Suspeita-se que o policial estava tentando alavancar o sistema de detecção de direitos autorais de plataformas como YouTube e Instagram para que o vídeo fosse derrubado. Nem William Gibson conseguiria prever esse tipo de distopia. Via Vice (em inglês).

A falta de atualizações dos apps do Google, em gráfico

 

Gráfico mostrando que o Google atualizava seus apps para iOS com frequência, mas cessou todas as atualizações desde 8 de dezembro de 2020.
Gráfico: @Thomasbcn/Twitter.

Quando gráficos contam melhor uma história que palavras: o ciclo de atualizações dos apps do Google antes e depois de 8 de dezembro de 2020, quando a Apple passou a exigir que aplicativos publicados na App Store (iOS) revelem quais dados pessoais coletam dos usuários. E vamos para dois meses sem atualizações do Google para iOS… Via @Thomasbcn/Twitter.

O&O ShutUp10: Configurações detalhadas para o Windows 10

O O&O ShutUp10 é um pequeno utilitário com mais de uma centena de opções para tornar o Windows 10 menos bisbilhoteiro. Ele permite desativar recursos de telemetria e “inteligentes”, que embora possam ser convenientes, por vezes só o são à custa da privacidade do usuário. O app é gratuito para usuários domésticos e não precisa ser instalado, e oferece botões simples para fazer configurações em lote (“ativar configurações recomendadas” ou “ativar tudo”, por exemplo). Download aqui.

Facebook pedirá aos usuários de iOS que se deixem ser rastreados

Dois prints do Facebook em um iPhone, mostrando o pedido e o popup do App Tracking Transparency da Apple.
Imagem: Facebook/Divulgação.

O Facebook vai se antecipar e pedir aos usuários de iPhone que permitam que sejam rastreados em outros apps. O novo recurso, chamado App Tracking Transparency (ATT), estreou no iOS 14 e será obrigatório no iOS 14.5, que teve o primeiro beta foi liberado nesta segunda (1). Via CNBC (em inglês).

Na mensagem que o Facebook disparará aos usuários (acima), a empresa diz que o rastreamento a ajuda a fornecer anúncios mais personalizados e a apoiar pequenos negócios que dependem de anúncios para alcançarem seus clientes.

Apple e Facebook vêm se bicando não é de agora, mas o clima esquentou desde a introdução do ATT no iOS 14, em novembro de 2020, que obriga apps que queiram rastrear o comportamento do usuário em outros apps e em sites a obterem o consentimento expresso dele. A medida deve impactar diretamente o faturamento do Facebook, cujo principal negócio, o da publicidade, está calcado na coleta e processamento de grandes quantidades de dados dos usuários.

Semana passada, em um evento virtual organizado pela União Europeia, Tim Cook, CEO da Apple, teceu duras críticas direcionadas ao Facebook — sem mencionar o nome da empresa —, como a de que priorizar engajamento em detrimento da privacidade leva à violência e polarização. Via 9to5Mac (em inglês).

Site permite consultar se seus dados estão no mega vazamento de janeiro

O desenvolvedor Allan Fernando Armelin da Silva Moraes criou o FuiVazado!, um site para que brasileiros consultem se seus dados (e quais deles) estão no mega vazamento de janeiro. Após alguns dias praticamente inacessível devido ao volume de acesso (quase meio milhão só no dia 29), na manhã desta segunda (1) ele não estava congestionado.

Especialistas divergem sobre a legalidade do site, porém. Para fazer a consulta, ele pede CPF e data de nascimento. Na tela seguinte, exige uma lista apontando quais dos 37 tipos de dados presentes no vazamento há os do usuário que fez a consulta. Via Uol Tilt.

Atualização (13h30): O Allan divulgou o código-fonte do site no GitHub.

Atualização (11h25): Muita gente levantou suspeitas da idoneidade do site FuiVazado!. Risco sempre existe, e se por um lado o fato do autor ter se identificado ajuda a mitigá-lo, por outro o código do site não ser aberto joga contra. Não me parece, porém, pelas declarações do Allan e seu histórico, que ele esteja por trás de algum plano mirabolante para coletar dados e/ou validar os do banco vazado. Em todo caso, o receio é compreensível e caso se sinta desconfortável com as circunstâncias do FuiVazado!, é aconselhável não fazer a consulta.

Seus dados pessoais vazaram; o que fazer agora?

Incontáveis cabeças amarelas de Lego amontoadas.

A gravidade com que são tratados os vazamentos de dados pessoais tem uma justificativa muito simples: boa parte deles não é substituível. Um número de telefone ou endereço são do tipo de dado mais simples de trocar, e mesmo esses já dão dor de cabeça e, para muitos, são trocas inviáveis. Documentos ou o nome de alguém são ainda mais complexo, e só possível em situações excepcionais. Trocar os biométricos, como impressões digitais ou o rosto? Boa sorte com isso.

Nesta semana, soubemos que um oceano de dados pessoais de praticamente todos os brasileiros vivos (e alguns mortos) está à venda na internet, fruto do que alguns já consideram o maior e mais lesivo vazamento da história no Brasil, um dos maiores do mundo.

(mais…)

Eliminando popups de cookies e outros aborrecimentos no Firefox, Chrome, Edge…

Sábado dei a dica do Hush aqui, um bloqueador de conteúdo que tenta eliminar aqueles popups de cookies que empesteiam a web em 2021. É bem legal, mas só funciona no Safari. Ou assim pensava. O Hush é baseado em uma lista de filtros — e essa lista pode ser instalado, por outros meios, no Firefox, Chrome, Edge… qualquer navegador moderno, basicamente.

A lista do Hush é a Fanboy’s Annoyance. Existem outras. A maneira mais fácil de ativá-las é via uBlock Origin, a melhor extensão para bloquear anúncios (e outras chateações) que há.

Após instalar a uBlock Origin, clique no ícone dela na barra de ferramentas e, em seguida, entre nas configurações. Na próxima tela, clique na aba Listas de filtros e role a página até o tópico Aborrecimentos. A extensão já traz sete listas do tipo, incluindo a Fanboy’s Annoyance, só que elas vêm desmarcadas por padrão. Selecione as que quiser (todas) e clique no botão Aplicar alterações. Elas serão ativadas e atualizadas automaticamente. Fácil, né?

“Está circulando muita informação errada sobre o WhatsApp”, diz presidente da empresa

Will Cathcart, presidente do WhatsApp, concedeu uma entrevista à Folha como parte do controle de danos que a empresa vem fazendo após o desastre da nova política de privacidade do aplicativo. A mensagem é confusa, por mais habilidoso que ele ou qualquer outro seja com as palavras: o WhatsApp continua criptografado de ponta a ponta nas conversas e grupos com indivíduos, mas deixa de sê-lo nos contatos com grandes empresas que usem a Business API do serviço. O que diferencia um do outro é um selo, daqueles que aparecem quando se inicia uma conversa e que, suspeito, pouca gente lê.

É curioso o esforço que Cathcart faz para distanciar o WhatsApp do modelo de redes sociais (“acreditamos que o WhatsApp deve se manter um aplicativo para conversas entre duas pessoas, um espaço privado, para pequenos grupos”), o que significa distanciá-lo de problemas, ao mesmo tempo em que tenta passar aos usuários um ruptura tão dramática quanto, a que transforma o WhatsApp em um SAC genérico para empresas e, com isso, abre uma brecha na criptografia de ponta a ponta. Via Folha.

Hush, novo bloqueador de chateações para o Safari

Descobri há pouco o Hush, um novo bloqueador de conteúdo para Safari (iOS e macOS, na App Store) criado pelo programador sueco Joel Arvidsson. Foi uma instalação instantânea aqui. O Hush promete eliminar chateações comuns na web dos anos 2020, como aqueles pedidos para aceitar cookies e popups de notificações. “Navegue pela web como deveria ser”, diz a chamada do app.

O Hush usa o sistema de bloqueio de conteúdo da Apple, logo, é exclusivo para Safari. E por usar esse sistema, é bastante correto em termos de privacidade — ele não precisa analisar os sites acessados para entrar em ação e não emprega nenhum código que coleta dados. Aos desconfiados, o código é aberto. E, por incrível que pareça, o Hush é gratuito. (Se gostar, doe uns trocados ao Joel pelo ótimo trabalho.) Via Daring Fireball (em inglês).

Google resiste a informar “rótulos nutricionais” de seus apps para iOS

Os principais aplicativos do Google para iOS não são atualizados desde 7 de dezembro de 2020. Coincidência ou não, desde 8 de dezembro todos os novos apps e atualizações dos existentes submetidos à App Store precisam trazer o “rótulo nutricional” de dados que coletam. No início de janeiro, um porta-voz do Google garantiu ao TechCrunch que os apps da empresa seriam atualizados “nos próximos dias.” Duas semanas se passaram e… nada. Todos esperam que a lista de dados coletados dos apps do Google rivalize com a dos apps do Facebook, que escandalizou muita gente. Via MacMagazine.