Perguntas sobre usar apenas Linux

Neste episódio do podcast, respondo perguntas que os assinantes do Manual me fizeram a respeito do experimento de usar apenas Linux durante uma semana. No site, publiquei um relato detalhado.

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Mande o seu recado ou pergunta, em texto ou áudio, no Telegram, pelo e-mail podcast@manualdousuario.net ou comentando na página deste episódio.

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Meu muito obrigado ao Alysson, Renato Navarro, Nicholas Prade, Arthur e Oscar Duarte. Vocês são lindos!

Assine o Manual e ajude a manter o site (e o podcast) funcionando. Custa a partir de R$ 9/mês ou R$ 99/ano.

Heynote, um bloquinho de anotações para desenvolvedores

Ícone do Heynote, o nome do aplicativo em duas linhas, com fundos em tons diferentes de verde.

Sou um grande entusiasta dos bloquinhos de texto — não posso ver um que já fico alvoroçado. O Heynote traz como diferencial o foco em desenvolvedores.

Além do óbvio suporte às sintaxes de diversas linguagens de programação, o Heynote trabalha com blocos para dividir as anotações.

Aperte Ctrl + Enter para criar um novo bloco. A separação funciona também para a seleção do conteúdo, ou seja, um Ctrl + A seleciona apenas o conteúdo do bloco em foco.

Ah, também serve de calculadora “esperta”, do tipo que cria variáveis e faz pequenas conversões — parecida com aplicativos como Numi e Soulver.

Desenvolvido por Jonatan Heyman, o Heynote tem o código aberto.

Heynote / Linux, macOS e Windows / Gratuito

Links organizados e leituras em dia com o Linkding

Organizar as coisas que encontramos na internet nunca foi tarefa fácil. São infindáveis posts, artigos, vídeos legais, vídeos úteis, tutoriais, pendências… ufa. Com o Linkding consegui, enfim, centralizar, organizar e criar um fluxo estável para salvar links — e recuperá-los depois.

(mais…)

Cedo ou tarde, qualquer pessoa que se interesse por tecnologia para seres humanos se dá conta de que o software proprietário é um beco sem saída. É por esse motivo que, apesar de ser um plano totalmente contraproducente, tenho flertado cada vez mais com a ideia de abandonar o ecossistema da Apple. Será que rola ainda em 2024?

Um bom lembrete do Brent Simmons, que tirou a poeira do seu blog após a Apple anunciar que vai cobrar 27% (!) de compras feitas na web a partir de links em apps do iOS que a Justiça estadunidense a obrigou a liberar.

LibreWolf, um fork mais privado do Firefox configurado de fábrica

Silhueta branca de um lobo dentro de um círculo azul.

O LibreWolf é, nas palavras dos desenvolvedores, “uma versão customizada do Firefox, focada em privacidade, segurança e liberdade”.

Isso talvez confunda algumas pessoas. O Firefox já não é “focado em privacidade, segurança e liberdade”? Sim, mas sendo um produto de alcance maior, é preciso encontrar o equilíbrio entre proteções e facilidade de uso.

Sem essa amarra, o LibreWolf se posiciona como um fork do Firefox configurado de fábrica com as melhores opções de privacidade e segurança. O que é um adianto para quem compartilha das preocupações do projeto.

Parte do seu apelo é esse mesmo: um punhado de configurações alteradas do padrão do Firefox. Não só, porém. Outras vantagens do LibreWolf são a remoção de alguns incômodos (Pocket, estou olhando para você), uBlock Origin instalado por padrão e recursos de conveniência que ferem a natureza livre do software, como DRM para vídeos, desativados.

Algo não mencionado, mas que me agrada bastante no LibreWolf, é o visual e recursos espartanos dele. É algo mais direto ao ponto. E se algum recurso fizer falta (para mim, por exemplo, é o Firefox Sync), é bem provável que dê para reativá-lo com alguns cliques.

LibreWolf / Linux, macOS e Windows / Gratuito

Download (site oficial) »

Onde estão os bons apps de e-mail?

Será que estou mal acostumado ao Apple Mail? Ou apenas acostumado a ele? Afinal, é quase uma década usando-o diariamente. Após passar por vários outros aplicativos de e-mail no último fim de semana, fiquei com a impressão de que não fazem mais bons apps de e-mail, ou comparáveis ao Apple Mail.

Tive essa revelação enquanto configurava o Fedora 39 em um desses “mini PCs”, para ficar mais próximo do sistema e usá-lo vez ou outra. E não é como se eu quisesse algo elaborado, certamente nada que envolva “IA” nem que processe meus e-mails em servidores alheios. (E que não custe US$ 30/mês, rs.) Tudo que peço é um app com interface e atalhos que fazem sentido e que converse com os protocolos IMAP e SMTP. É pedir muito?

Antes de enveredar pelo Linux, aproveitei que o Windows 11 veio pré-instalado no computador para dar uma olhada no “novo” Outlook, a rendição da Microsoft ao elefante na sala, o webmail.

Se você usa Windows e ainda não teve a infelicidade de topar com o novo Outlook, é apenas uma casca em torno do Outlook da web, aquele acessível pelo navegador. Bom para a Microsoft, para os 766 parceiros dela que recebem dados dos usuários, e só. Não, não é bom para você.

Windows superado, instalei o Fedora padrão, com o ambiente gráfico Gnome, e iniciei a minha via crucis pelos clientes de e-mail no Linux. Primeira parada: Thunderbird.

Mesmo com a repaginada visual em curso, o Thunderbird continua… esquisito. São muitos botões, atalhos estranhos ao sistema, visual fora do lugar. Vários desses problemas são comuns ao Firefox, mas, por motivos que não consigo articular, o Firefox não me passa essa sensação. Poderia usá-lo? Sim, meio a contragosto. Funciona. Vamos testar outros apps antes de bater o martelo.

O próximo da lista foi o Evolution, uma espécie de equivalente ao Thunderbird para o ambiente Gnome: lida com e-mail, calendário, listas de tarefas, notas. (Só faltou mensagens via Matrix, coisa que o Thunderbird incorporou não faz muito tempo.) Com um pouco de paciência dá para tirar os excessos de botões e barras e deixar o Evolution mais agradável, ou menos feio. Não num nível ideal, porque tem muita coisa acontecendo ao mesmo tempo, mas ok, não é de todo ruim.

Continuei os testes. O aplicativo seguinte, Geary, é o que mais se parece com o Apple Mail. Simples, focado em e-mail, atalhos no teclado ok, funciona mais ou menos dentro do que se espera de um app moderno.

O problema é que o Geary padece de alguns defeitos injustificáveis a essa altura. O pior deles é o das colunas fixas.

Por motivos que talvez nem Deus explique, não é possível redimensionar as colunas de pastas/filtros, lista de mensagens e mensagem aberta. Para piorar, a coluna da lista de mensagens tem quase a mesma largura da da mensagem, mesmo em telas enormes.

A situação é essa desde abril de 2021. O histórico do Geary é acidentado, com longas lacunas de baixa ou nenhuma manutenção. Esse defeito, porém, é uma regressão. Não era assim e não poderia ter ficado assim, jamais.

Cheguei ao extremo de testar o Claws antes de dar por encerrado meu giro por apps de e-mail. Gosto e só escrevo e-mails em texto puro (text/plain), logo, por que não? Talvez eu me adaptasse com dedicação e paciência para arrumar a configuração padrão, um tempo que não quero gastar com isso.

Será que a maioria já migrou para o webmail em computadores, aplicativo só no celular? Para quem usa app de e-mail no computador: qual? Esqueci de testar algum? Sou todo ouvidos.

Little File Explorer, para Android, é um app funcional de apenas 40 KB

Ícone do Little File Explorer: pasta amarela/baunilha pixelada.

Quão compacto um aplicativo moderno pode ser? O Little File Explorer (LFE) leva esse questionamento a sério: o pequeno explorador de arquivos para Android tem menos de 40 KB.

A descrição oficial, ou o slogan do LFE, é “um pequeno e simples explorador de arquivos, projetado com a compatibilidade em mente”. Faz sentido.

Instalei o LFE para ver qual é a dele. Sem surpresa, o visual é bem espartano, mas as funcionalidades são as esperadas em um aplicativo básico do tipo.

É possível copiar, colar, mover, renomear e excluir arquivos; filtrar arquivos por nome; ordená-los por nome ou última modificação; acessar cartões SD; compartilhar arquivos.

Uma função meio avançada é o gerador e verificador de checksum md5, que garante a fidelidade de um arquivo compartilhado.

Ademais, o Little File Explorer tem o código aberto, exige o mínimo de permissões (só uma, a óbvia, de acesso aos arquivos) e, talvez o feito mais curioso, é compatível com o Android 1.0 (!) e superiores. Ah, e é um projeto ativo — a atualização mais recente saiu no final de novembro de 2023.

Little File Explorer / Android / Gratuito

Download (F-Droid) » / Download (GitHub) »

Switcheroo, um simpático conversor de imagens para Linux

Ícone do aplicativo Switcheroo. Uma imagem colorida, com borda branca e duas setas arredondadas no meio.

Não faltam sites e aplicativos para converter imagens entre os vários formatos disponíveis. O Switcheroo é mais um, mas um honesto (que apenas faz o seu trabalho) e bem feito.

Na real, o Switcheroo é uma interface gráfica para o ImageMagick, talvez o mais completo conjunto de ferramentas para trabalhar com imagens. O aplicativo facilita as coisas, porque para usar diretamente o ImageMagick, só decorando um monte de comandos em texto no terminal.

Na prática, o Switcheroo trabalha com estes formatos de arquivo: jpeg, png, webp, svg+xml, heif, image/heic, bmp, avif, jxl, pdf, tiff, gif e x-icon. Ufa!

E, além de converter imagens entre esses formatos, ainda traz alguns truques legais, como definir a qualidade da imagem, alterar a densidade de pixels em imagens svg e alterar a resolução e proporção. Ah, e trabalha em lotes.

O Switcheroo é um aplicativo para Linux, parte do Gnome Circle, uma iniciativa do projeto Gnome para destacar e oferecer suporte a bons apps independentes. O código é aberto e o download, feito via Flathub.

Switcheroo / Linux (Gnome) / Gratuito

Download (Flathub) »

A Intel lançou alguns plugins gratuitos e de código aberto, baseados em inteligência artificial, para o editor de áudio Audacity. Batizados de OpenVINO, eles são indicados para podcasts (remoção de ruído e transcrição de áudio em texto escrito) e música (geração de músicas e separação de vocais e instrumentos). Parecem bem úteis.

Infelizmente, por ora os plugins só funcionam em uma versão específica do editor e apenas no Windows — e, mesmo ali, a instalação é complicada. Via Audacity (em inglês).

Mammoth 2

Ícone do Mammoth 2. O Mammoth é um aplicativos de Mastodon dos mais interessantes. Antes do oficial simplificar o cadastro (pré-selecionando um servidor/instância) e sugerir pessoas para seguir, o Mammoth já fazia isso. E é, até onde sei, o único que oferece um feed algorítmico, nos moldes do (e também chamado de) “For You” — com a vantagem de oferecer opções para personalizar o algoritmo.

Nesta quinta (7), foi lançado o Mammoth 2, “a maneira mais fácil de largar o Twitter e ingressar no Mastodon”, segundo co-fundador Bart Decrem.

Lançada um ano após a estreia do aplicativo, a segunda versão traz uma bela repaginada visual (incluindo um novo ícone/logo) e mais recursos para facilitar a adaptação de quem está chegando do Twitter, como “listas inteligentes” temáticas, com curadoria de usuários, integração com o braço editorial do Flipboard e com o Newsmast e Press.coop, que trabalham para levar conteúdo noticioso de fontes confiáveis ao fediverso.

Uma grande novidade “extra-app” é que ele agora tem o código aberto. O código está previsto para ser liberado nesta sexta (8).

O Mammoth 2 continua gratuito, só que agora oferece um plano pago (R$ 14,90/mês ou R$ 99,90/ano) que confere alguns benefícios aos assinantes, como ícones diferentes, acesso antecipado a novos recursos e participação nas decisões do projeto.

Vale lembrar que o Mammoth recebeu um investimento semente em seu início, em uma rodada liderada pela Mozilla. O valor levantado não foi divulgado.

Mammoth 2 / iOS, iPadOS / Gratuito

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Cerca de 50 empresas, universidades, órgãos de pesquisa e governamentais e fundações sem fins lucrativos se juntaram na AI Alliance, uma espécie de associação para a promoção de modelos de inteligência artificial de código aberto.

O grupo, que conta com alguns pesos-pesados, como Meta e IBM (que encabeçam a aliança), AMD, Oracle, NASA e CERN, parece uma tentativa de fazer frente às três notáveis ausências da lista que trabalham com IAs proprietárias: Google, Microsoft (que financia a OpenAI) e a própria OpenAI, que, apesar do nome, não tem nada de “open”.

Outra ausência notável para nós é a de uma representante brasileira entre os membros fundadores. Não tem.

Evernote, Castro e Simple Mobile Tools: o que está acontecendo com os aplicativos legais?

Talvez seja coincidência, talvez os primeiros sinais de uma tendência negativa. Nos últimos dias, negócios baseados em aplicativos passaram por mudanças profundas que afetaram seus usuários de maneiras nocivas.

O primeiro caso foi o do Evernote, vendido à italiana Bending Spoons em novembro de 2022. Em julho deste ano, houve uma demissão em massa e o fechamento dos escritórios nos EUA e Chile.

Dias atrás, a Bending Spoons oficializou a limitação a 50 notas e 1 caderno no plano gratuito do Evernote. Na prática, é como se o plano gratuito não existisse mais.

A Bending Spoons também arruinou outro aplicativo, o Filmic. Após mudar o modelo de negócio para assinatura, demitiu toda a equipe, incluindo o ex-CEO e fundador.

As mudanças acontecem em um momento delicado. Quase concomitante à adoção do modelo por assinatura, a rival Blackmagic Design lançou o Camera, um aplicativo similar ao Filmic, porém gratuito. A Apple usou o Blackmagic Camera para gravar seu último evento.

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Outro caso delicado é o do Castro, aplicativo de podcasts freemium para iOS, publicado pela Tiny.

A empresa publicou um comunicado em meio a rumores de que o Castro estaria com os dias contados, depois de um apagão que durou quatro dias e gente pedindo demissão.

No comunicado, a Tiny afirmou que tem uma “equipe enxuta” dedicada a manter o Castro funcionando e que está procurando “um novo lar” para o aplicativo.

Deve ser difícil competir com o Apple Podcasts, que vem pré-instalado em todo iPhone (e é bem bom, na real), com todos os streamings de música que pegaram o bonde dos podcasts, e apps independentes, como o Overcast. A quem ainda usa o Castro, porém, a notícia é bastante ruim.

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Por fim, o caso mais dramático: o do Simple Mobile Tools (SMT), uma suíte de pequenos aplicativos para Android focados, pró-privacidade e de código aberto. (Em 2020, escrevi uma matéria e entrevistei Tibor Kaputa, criador do SMT.)

Sem aviso prévio, o SMT foi vendido à ZipoApps. Em seu site, a empresa diz que “adquire os melhores aplicativos e os leva ao próximo nível”, o que só é verdade se “próximo nível” for um eufemismo para “cobrar assinaturas caras sem qualquer motivo”.

Os colaboradores estão irados com Tibor e questionam se a licença do SMT, a GPLv3, permite uma venda sem a anuência de todos que contribuíram com o código. Falou-se até em judicializar a demanda a fim de melar o negócio.

No GitHub, uma longa conversa está se desenrolando. Tibor meio que justificou a venda assim:

Certo, eu sei que é um passo muito controverso que chateia muitos usuários, [mas] infelizmente a qualidade de todo o ecossistema Android está caindo muito rapidamente e eu queria evitar a morte lenta [dos apps]. Muito obrigado pelo apoio que eu e os aplicativos recebemos ao longo dos anos, significa muito para mim :)

O mais maluco dessa história é que no final de agosto o blog do SMT estava publicando posts críticos a aplicativos que vendem os dados dos usuários. Há um ano, lançou um celular próprio (!) com os aplicativos pré-instalados.

A ZipoApps explica, em seu site, que vender um app “é fácil” e que “a maioria dos nossos negócios é fechada em 14 dias”.

Um dos colaboradores do projeto, Naveen Singh, criou um fork chamado Fossify e prometeu dar continuidade ao Simple Mobile Tools seguindo os princípios originais do projeto. Ótimo para quem está envolvido, mas isso não resolve a vida de quem, em breve, se deparará com popups pedindo assinaturas semanais de dois dígitos e passará a ser rastreado por empresas de publicidade em apps que, até então, eram exemplos de postura pró-privacidade.

Vez ou outra, tenho a sensação de que esses bastidores de aplicativos não centrais nas nossas vidas são quase uma curiosidade, quase um hobby meu e de umas poucas pessoas que se reúnem aqui e em outros espaços. Os últimos dias mostraram que não é bem assim… né?

O momento, com o YouTube declarando guerra aos bloqueadores de anúncios (e usuários), não poderia ser mais oportuno para uma nova versão do PeerTube, um sistema de código aberto para publicação de vídeos e streaming ao vivo na web. A versão 6 traz um punhado de pequenas novidades úteis no dia a dia, como capítulos, proteção por senha e reenvio de vídeos, trabalhadas seguindo sugestões e pedidos dos próprios usuários. Via Framasoft (em inglês).

Os vídeos do Manual são publicados, além do YouTube, em uma instância do PeerTube.

Notepad++ 8.6

Ícone do Notepad++: uma iguana estilizada, segurando um lápis, em frente a uma folha de papel com o nome do app embaixo.

Quando o Notepad++ foi lançado, Don Ho se cadastrava em vários fóruns para postar que “o Notepad++ é massa!”. Hoje, o pequeno editor para Windows não precisa mais dessa ~estratégia.

Na última quinta (23), o Notepad++ completou 20 anos. É daqueles raros aplicativos que mudam pouco e sempre para melhor, mantendo a agilidade enquanto cresce em funcionalidades, fruto de carinho de Ho e dos voluntários que se juntaram ao projeto — que tem o código aberto.

Se você não o conhece, o Notepad++ é uma espécie de substituto do Bloco de notas (daí seu nome) capaz de lidar com várias linguagens de programação.

Para celebrar o aniversário, o Notepad++ 8.6 trouxe multi-edição, um recurso comum em outros editores e que fazia falta aqui.

Notepad++ / Windows / Gratuito.

Download »

O LineageOS, uma “ROM” alternativa do Android, está instalado em apenas 1,5 milhão de dispositivos. É uma gota no oceano de (no mínimo) 2,5 bilhões de dispositivos com esse sistema no mundo.

O projeto dá uma sobrevida a celulares antigos, mantendo-os atualizados e seguros mesmo após perderem o suporte da fabricante. É o tipo de solução que talvez não seja simples dentro de uma empresa, mas muito mais eficaz no combate à catástrofe climática do que… sei lá, tirar cabos e carregadores da caixa de celulares novos.

O velho Moto G7 Play que uso para testes parou de receber atualizações da Motorola em fevereiro de 2021, com o Android 10. Graças ao LineageOS, rodo nele o Android 13 com atualizações regulares de segurança — a mais recente foi liberada nesta quarta (22). Via 9to5Google (em inglês).