O ótimo Element X ganhou uma atualização substancial no iOS (versão 1.4.0) nesta terça (7). Ela trouxe videochamadas via Element Call (VoIP) incorporadas, mensagens de áudio, proteção do aplicativo por senha ou biometria e suporte parcial a @menções. Via Element (em inglês).

O Manual tem um espaço bacana no Matrix. Apareça lá!

Files

Ícone do aplicativo Files, para Windows.

Files é um gerenciador de arquivos alternativo para os Windows 10 e 11. Foca em beleza e recursos poderosos que não são encontrados no Explorador de Arquivos, o aplicativo nativo do sistema da Microsoft.

Nesta quarta (8), os desenvolvedores liberaram a versão 3.0 do Files com algumas novidades interessantes, como cantos arredondados, renomear drives em rede, uma paleta de comandos e um visual alternativo/moderno para a janelinha de transferência de arquivos.

Há, ainda, a promessa de melhorias no desempenho, um dos principais problemas apontados por alguns usuários. O Files tem o código-fonte aberto.

Files / Windows 10/11 / R$ 34 (Microsoft Store) ou gratuito (instalador clássico).

Importador do Obsidian liberta notas de aplicativos fechados

Um dos critérios que avalio antes de adotar um aplicativo é se consigo sair fácil dele. No caso de apps de anotações, se os textos são exportáveis ou — melhor ainda — ficam expostos no sistema de arquivos.

O Obsidian é um que trabalha com arquivos soltos, guardados em um diretório. Isso já seria bem legal por si só, pois apps assim são raros, mas existe um plugin que importa anotações de vários outros aplicativos.

O último que pintou no importador do Obsidian foi o Apple Notas. Além desse, ele também lida com Notion, Evernote, Google Keep, Microsoft OneNote e vários outros.

O plugin é de código aberto, o que explica a variedade de aplicativos compatíveis e a rapidez com que eles foram integrados — o plugin foi lançado há dois meses.

Mesmo quem não tem intenção de usar o Obsidian pode se beneficiar desse plugin. O resultado, como dito, são arquivos soltos no diretório apontado pelo usuário.

(Para quem estiver querendo sair do Apple Notes, o aplicativo Exporter também faz o serviço.)

Notícias para começar o dia

A velocidade mínima para o 4G, proposta pelo Ministério das Comunicações à Anatel via programa ConectaBR, é de 10 Mbps. Segundo a OpenSignal, 20% das conexões móveis no país não chegam a esse piso. Via G1Convergência Digital.

Gentes das exatas e quem mexe com Excel, regozijai-vos: chegou a opção para desativar a conversão automática de números em datas. Via Microsoft (em inglês) / No Órbita.

O Tinder lançou um recurso para que amigos ajudem alguém a encontrar um bom “match”. Via Tinder (em inglês).

Sempre é um bom dia para experimentar o Mastodon, mas hoje é um especial: foi lançada nesta quinta (21) a versão 4.2, com busca textual completa, melhorias no fluxo de cadastro e em outros detalhes que costumam afugentar curiosos. Via Mastodon (em inglês).

Quem tem uma conta gratuita no Manual do Usuário (crie a sua) ganhou duas novas áreas no site: uma que lista todos os comentários feitos e outra com todas as conversas publicadas no Órbita. Elas estão no novíssimo menu principal, que foi consolidado e simplificado.

Print do menu do site do Manual do Usuário mostrando as novas áreas (“Meus posts” e “Meus comentários”).

Agradecimentos à Clarissa Mendes, que desenhou e programou o novo menu, e ao Renan Altendorf, que desenvolveu as páginas de comentários e posts. Todo o código das novidades é aberto e já está nos nossos repositórios (Órbita, tema Dez)

Como baixar vídeos do YouTube pelo Terminal (linha de comando)

Seja por hábito ou por uma necessidade pontual, todo mundo já quis baixar um vídeo do YouTube.

Existem inúmeros sites estranhos infestados de anúncios que prometem executar o trabalho, e aplicativos limitados que só liberam todo o potencial mediante pagamento.

E existe a linha de comando, que nos dá aplicativos super capazes que não custam um centavo sequer. Nesta dica rápida, mostrarei como baixar vídeos usando apenas um comando.

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30 anos de Debian

São raros os softwares com o “ethos”, o histórico e a influência do Debian, a segunda distribuição (distro) Linux mais antiga ainda ativa.

Nesta quarta (16), completou-se 30 anos do seminal e-mail que o saudoso Ian Murdock enviou a uma lista de discussões anunciando a criação do “Debian Linux Release”.

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Novidades no Órbita e alterações nos perfis de usuários

Nas últimas duas semanas, o Órbita, nosso plugin de código aberto que cria um espaço para conversas no site, ganhou algumas atualizações importantes, fruto do trabalho do Renan Altendorf:

  • Redirecionamento automático ao publicar uma conversa ou link. Antes, por uma limitação técnica, havia uma tela entre a do formulário de publicação e a do post em si. Essa tela foi removida.
  • Links para vídeos do Dailymotion, Vimeo e YouTube agora puxam o player do respectivo site direto para o post no Órbita.
  • Ícones/emojis informativos (💬 para conversas, 🔒 para comentários fechados) foram trazidos para o início do post. O do cadeado, antes inserido manualmente, agora é automático.
  • Correção de URLs com parâmetros em links externos. Antes, o ? do primeiro parâmetro se repetia nos acrescidos pelo Órbita. Agora o plugin identifica se já existe um ? na URL e, em caso positivo, acrescenta os do Órbita iniciando com um &. (Isso é meio técnico; na prática, URLs com parâmetros não quebram mais quando publicadas no Órbita.)
  • Havia uma pequena falha na validação da existência do(a) usuário(a) que estava gerando erros nos logs do WordPress devido a contas excluídas. Foi adicionada uma verificação que eliminou esses erros.
  • Ainda em testes, foram adicionados “capabilities” específicas para o Órbita no WordPress. Na prática, isso permitirá a criação de “cargos” de moderador e, talvez, até a edição de comentários e posts pelos próprios usuários.

Aproveitei o embalo para fazer algumas mudanças e melhorias para pessoas cadastradas no site/Órbita:

  • Removi o campo de envio do avatar. Havia dois possíveis, o interno (que foi removido) e o ligado ao Gravatar. Ficou só o último. Para adotar ou alterar seu avatar, crie uma conta no Gravatar e cadastre o e-mail que você usa para comentar aqui (ou que está em seu cadastro no site).
  • Agora, ao logar, aparece um link no menu principal que leva à edição do perfil. É possível alterar nome de exibição, e-mail e outros detalhes.
  • Para evitar ruído e preservar a privacidade dos demais leitores/usuários, editei o painel administrativo do WordPress (com o plugin Adminimize) para remover áreas em que informações pessoais ficavam expostas. Agora, quando alguém edita o perfil no painel do WordPress, só consegue ver isso, o próprio perfil.

30 anos de Debian, com Paulo “phls” Santana

Neste episódio do podcast, conversei com o Paulo “phls” Santana no aniversário de 30 anos do Debian. Paulo é desenvolvedor oficial do projeto Debian e participante ativo do Debian Brasil. Falamos das peculiaridades dessa distribuição Linux, seu papel no ecossistema e por onde alguém que queira se voluntariar pode começar.

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Entrando no Matrix

Enquanto a Europa tenta obrigar algumas das maiores empresas do mundo a tornarem seus aplicativos de mensagens interoperáveis para bilhões de pessoas, uma turma reduzida já vive no futuro.

Eles usam o Matrix, um protocolo de troca de mensagens em tempo real, descentralizado, de código aberto e com criptografia de ponta a ponta.

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O Asahi Linux, que tenta adaptar o Linux aos chips M1/M2 da Apple, tem uma nova “casa”: o Fedora passa a ser a nova distribuição oficial do projeto.

O trabalho, desenvolvido desde o início de 2022, tem sido feito em estreita colaboração com os desenvolvedores do Fedora, com as adições e mexidas do Asahi “subindo” para os repositórios oficiais da distro (“upstream”).

A princípio, o Asahi Linux será distribuído em um “sabor” à parte da distro oficial/padrão do Fedora — o Fedora Asahi Remix. No longo prazo, o objetivo é que esse “Remix” seja incorporado ao Fedora oficial/padrão. A primeira versão pública do Fedora Asahi Remix será lançada no final de agosto. Via Asahi Linux, Fedora Magazine (ambos em inglês).

Dangerzone mitiga o risco de ataques via documentos ou imagens adulterados

Documentos e imagens podem ser vetores para a disseminação de vírus e outras pragas digitais. O aplicativo Dangerzone ajuda a mitigar esse risco.

Como? Com “sandboxes” isoladas do sistema operacional e uma ideia engenhosa de desconstrução e reconstrução dos arquivos suspeitos.

Transcrevo (e traduzo) a descrição do site oficial:

Você dá a ele um documento no qual não sabe se pode confiar (por exemplo, um anexo de e-mail). Dentro de uma “sandbox”, o Dangerzone converte o documento em um PDF (se ainda não for um) e, em seguida, converte o PDF em dados brutos de pixels: uma enorme lista de valores de cores RGB para cada página. Então, em uma “sandbox” separada, o Dangerzone pega esses dados de pixels e os converte de volta em um PDF.

O aplicativo lida com arquivos *.pdf, documentos do Microsoft Office e LibreOffice e alguns formatos de imagens.

Um projeto da Freedom of the Press Foundation, o Dangerzone é gratuito, tem o código aberto e versões para Linux, macOS e Windows. Baixe-o aqui.

O Linux Mint 21.2 “Victoria” foi lançado no domingo (16). É uma versão de suporte estendido, até 2027. As principais novidades são suporte a gestos, aos formatos de imagens HEIF e AVIF e pequenas mudanças estéticas. Baixe aqui. Via OMG! Ubuntu (em inglês).

Print do Thunderbird 115, com três colunas e uma barra de ícones à esquerda, rodando no Gnome.
Imagem: Thunderbird/Divulgação.

O Thunderbird 115 “Supernova” deve ser lançado nesta terça (11). A apresentação da aguardada atualização já está no ar, destacando o trabalho feito na interface. Ficou mais moderna, sim, mas não sei se mais bonita. Os desenvolvedores dizem que o “Supernova está em constante evolução”. O que você achou? Via Thunderbird.

O mundo Linux está em polvorosa com o anúncio da Red Hat de que passará a distribuir o código-fonte do Red Hat Enterprise Linux (RHEL) apenas para clientes, pondo em risco a continuidade de projetos que prometem compatibilidade com o RHEL, como Rocky Linux, AlmaLinux e a distro da Oracle.

Essa é uma história mais corporativa e jurídica que técnica, com implicações profundas para o ecossistema — profundas demais para o escopo deste Manual. A nós, o que importa é: e o Fedora, a distro para usuários finais patrocinada pela Red Hat? Aparentemente, ele está a salvo, pois deriva do CentOS Stream (a mesma “fonte” do RHEL), que continuará sendo distribuído abertamente. Turbulências na Red Hat, porém, podem ter algum impacto a longo prazo, visto que a empresa é a principal financiadora do Fedora e de vários projetos importantes para o Linux. Via The Register (em inglês).