Com tantos dados pessoais correndo por aí, o Registrato do Banco Central fica ainda mais importante. Trata-se de um serviço que exibe, num único extrato, todas as suas contas, empréstimos, financiamentos, chaves Pix e transferências internacionais que você já fez. Este vídeo explica bem.

O cadastro no Registrato exige um PIN, que é gerado pelo app do seu banco (deve ter uma opção “Registrato” no menu dele). O único contra, até onde sei, é que o serviço não comunica alterações, ou seja, é preciso acessá-lo vez ou outra para ver se houve alterações.

Ah, e a página de cadastro do Registrato está com algumas instabilidades no momento, não carregando. Paciência. Dica do r/investimentos.

Começou nesta segunda (1) a primeira fase do Open Banking, iniciativa do Banco Central para aumentar a competitividade no setor bancário — e, com isso, baratear custos. Nessa fase, as instituições bancárias compartilharão entre elas dados gerais de operação, como canais de atendimento, produtos, condições e taxas cobradas. Via Metrópoles.

O cronograma do Open Banking prevê quatro fases, todas programadas para 2021. Leia esta matéria para saber o que esperar do Open Banking.

O Banco Central pretende turbinar o Pix em 2021. As novas funcionalidades do sistema de pagamentos instantâneos são muitas e variadas — de movimentação em contas salário a saques, passando por parcelamento e débito automático (para viabilizar pagamentos recorrentes). Via LABS.

O mega vazamento de dados pessoais no Brasil já está sendo explorado por estelionatários, segundo o G1. Eles estariam usando o CPF e outros dados para se cadastrarem no INSS e, informando um e-mail falso, sacarem o FGTS. A dica para evitar transtornos é antecipar-se a eles e fazer o cadastro no Caixa Tem. Via G1.

Enche o coração ver rico se dar mal, mas a história do r/WallStreetBets manipulando o valor de mercado da GameStop para lucrar em cima das vendas a descoberto (um “short squeeze”) de fundos hedge é mais complexa que isso. A história em si já é complexa; refiro-me ao contexto do evento.

As pessoas do r/WallStreetBets que organizaram o “hack” são niilistas com tendências antissistêmicas. Lembram sabe quem? Trumpistas/golpistas do Capitólio. Proto-terroristas do #Gamersgate. Jornadas de Junho/bolsonaristas ferrenhos. Tudo parece muito bonito, inspirador, até que a essência da coisa é subvertida (ou revelada) e nos deparamos com algo grotesco.

Não me entenda mal: o mercado de capitais é grotesco. Da ideia original de popularizar riscos e lucros, hoje ele é um fim em si mesmo. E é disso que decorre muitas das suas irracionalidades e injustiças, que o transforma em um cassino. (Não há maneira melhor de explicar a venda a descoberto do que sendo uma grande aposta.) O que o r/WallStreetBets fez foi instrumentalizar, na força bruta, algumas dessas irracionalidades para prejudicar os donos da banca e (importante dizer) enriquecer no processo. Há muito mais ressentimento e oportunismo do que senso de justiça norteando as ações deles.

Estamos (ou deveríamos estar) vacinados com o papo de “pior que tá, não fica”, e… bem, não precisa ir muito longe para sacar o ethos dos caras: a descrição do r/WallStreetBets é “Like 4chan found a bloomberg terminal illness.”

O novo Tweetbot 6 para iOS, lançado nesta terça (26), atualiza o melhor aplicativo para acessar o Twitter à nova API do Twitter e implementa com um novo modelo de negócio, agora baseado em assinatura. É o destino de todos os aplicativos, embora aqui me pareça um bom negócio: no plano anual, o Tweetbot 6 sai por ~R$ 2/mês, uma pechincha em troca do Twitter com a timeline cronológica e livre de “tuítes que fulano curtiu” e anúncios.

Duas coisas: 1) o contraste do tema padrão do Tweetbot 6 é baixíssimo (felizmente, existem outros melhores nas configurações; e 2) não há previsão para a Tapbots atualizar o Tweetbot para macOS.

Seus dados bancários são seus

Imagine pegar todo o seu histórico de relacionamento com seu banco e usá-lo para comparar e acessar ofertas de bancos e fintechs rivais. Este cenário, que até pouco tempo era improvável, está começando a ganhar corpo no Brasil graças a duas palavras em inglês: “open banking”. A iniciativa, capitaneada aqui pelo Banco Central, promete dar ao brasileiro o controle total dos seus dados bancários e, com isso, abrir uma nova era de inovação no setor, com a promessa de aumentar a competitividade e, assim, baratear serviços e democratizar o acesso ao sistema financeiro. (mais…)

Depois do PayPal, agora foi a vez do PagSeguro banir Olavo de Carvalho da sua plataforma de pagamentos. A ação é creditada ao Sleeping Giants, que organizou um abaixo assinado que disparava um e-mail à CPP Investments, acionista do PagSeguro, a cada assinatura feita. Foram mais de meio milhão de assinaturas. Via Época.

Atualização (17h40): A assessoria do PagSeguro entrou em contato para dizer que não baniu Olavo de Carvalho, ou seja, Carvalho deixou de usar o PagSeguro por iniciativa própria. A nota do Guilherme Amado, na Época, também foi atualizada. Abaixo, a íntegra da que o PagSeguro enviou ao Manual do Usuário:

O PagSeguro reitera que é instituição de pagamento sujeita à Lei 12.865 de 2013, garantindo o atendimento não discriminatório aos usuários finais, bem como liberdade de escolha, segurança e proteção a seus interesses econômicos. O PagSeguro não faz juízo com relação às transações realizadas entre os milhões de compradores e vendedores por seu intermédio todos os dias. Conteúdos comunicacionais vendidos / adquiridos utilizando o PagSeguro como meio de pagamento são sujeitos ao Marco Civil da Internet, e somente conteúdos apontados como infringentes mediante o recebimento de ordem judicial específica são tornados indisponíveis. Isso não ocorreu até o momento, e notícias veiculadas sobre o tema são falsas.

Levantamento da Cantarino Brasileiro a pedido da Akamai Technologies constatou que 43% dos brasileiros afirmam ter conta em um banco digital. O número vem de respostas dadas pelos entrevistados, de uma amostragem pequena (1.083), mas é significativo se posto ao lado do de 2019, quando apenas 18% disseram ter conta digital. A Akamai reconhece que a pandemia pode ter ajudado no aumento expressivo, mas lembra que a digitalização do setor é inevitável e já vinha ocorrendo. Via Folha.

Em notícia relacionada, “Bancos encolhem estrutura na década e extinguem quase 80 mil vagas.”

A infraestrutura criada pela Caixa para dar conta do auxílio emergencial virará um banco digital com potencial de rendimento de R$ 50 bilhões. O foco do novo banco, ainda sem nome, seria no público de baixa renda, com limite de movimentação mensal de R$ 5 mil, e que concentrará os pagamentos de benefícios governamentais. Também serão oferecidos serviços, como os de seguro de vida — esse já está disponível no Caixa Tem, e sai mais por ali do que pelos canais convencionais da Caixa. (Alguns leitores do Manual apontaram, surpresos, que o Caixa Tem também oferece a contratação de seguro funerário.) A autorização do Banco Central para o novo banco digital da Caixa deve sair até o final do primeiro trimestre de 2021. Via Folha.

O governo federal vai cobrar a devolução de pagamentos do auxílio emergencial de 2,6 milhões de pessoas que os receberam indevidamente. Até aí, tudo bem. Para isso, enviará 4,8 milhões de mensagens de texto (SMS). Estranho. Abre-se, com isso, provavelmente a maior janela de oportunidade para estelionatários brasileiros dos últimos anos. Via Poder360.

A moeda do Facebook ainda não foi lançada, embora haja rumores de que isso possa acontecer em janeiro de 2021. Hoje, ela ganhou um novo nome: diem, em substituição ao libra. A troca é uma tentativa de desvincular a moeda do Facebook e, com isso, apaziguar reguladores, preocupados com os impactos negativos que uma moeda controlada pelo Facebook poderia causar. Via Reuters.

A primeira fase do open banking, sistema que promete dar ao usuário poder sobre seus dados em bancos e instituições financeiras para levá-los a concorrentes a fim de obter condições mais vantajosas, deveria começar nesta segunda (30). A pedido do setor, porém, a estreia foi adiada para 1º de fevereiro de 2021. A principal justificativa é que faltou tempo, devido à pandemia e outras regulações, como a do Pix, para adaptar a infraestrutura ao open banking. Via Folha.

Elon Musk tornou-se a segunda pessoa mais rica do mundo, com uma fortuna estimada em US$ 128 bilhões. Nos últimos três meses, ele ficou 50,9% mais rico. Ainda fica atrás de Jeff Bezos, da Amazon, que lidera o ranking com US$ 182 bilhões.

Somados, os dez mais ricos da lista da Forbes têm uma fortuna de US$ 1,041 trilhão. Há diversos cálculos que tentam chegar ao custo de acabar com a fome e a desnutrição no mundo, um problema que afeta pouco mais de 2 bilhões de pessoas. No cálculo mais caro (US$ 265 bilhões por ano), a fortuna desses dez caras poderia resolvê-lo por quase quatro anos. Via G1.

Somente canais de parceiros do YouTube, canais com uma quantidade mínima de inscritos e horas visualizadas e que sinalizam interesse no programa, veiculavam anúncios na plataforma de vídeos do YouTube. Isso mudou. Uma atualização dos termos de serviço publicada nesta quarta (18) informa que, aos poucos, o YouTube passará a inserir anúncios mesmo em canais que não são monetizados — e sem dividir a receita gerada por eles com seus proprietários.

O YouTube diz que esta medida “é parte dos nossos investimentos contínuos em novas soluções que ajudem os anunciantes a alcançar, com responsabilidade, a escala total do YouTube para se conectarem com suas audiências e aumentarem seus negócios”.

Uma semana depois de anunciar o fim da gratuidade do Google Fotos, o Google faz outro movimento similar no YouTube. Via Social Media Today, YouTube (em inglês).