O app Watomatic (Android, gratuito e de código aberto) ajuda a tornar a saída do WhatsApp menos dolorosa. Com ele, é possível configurar uma mensagem automática que é enviada toda vez que alguém manda uma mensagem para você pelo WhatsApp — vale para grupos também. O Watomatic age a partir das notificações; para ele funcionar, o WhatsApp precisa estar instalado e com permissão de exibir notificações no Android. Segundo o criador do app, ele está quase todo traduzido para o português. Dica de um leitor anônimo.
Dicas
Em março de 2020, publiquei neste Manual uma reportagem sobre a falta de privacidade das ferramentas de newsletter. O assunto voltou à tona agora, com mais força, graças a três fatores: o serviço de e-mail pago Hey (que bloqueia pixels espiões por padrão), esta reportagem da BBC e a campanha No To Spy Pixels lançada por Dave Smyth — todos, coincidentemente, britânicos.
Pixels espiões também são usados em e-mails um-para-um, para avisar o remetente quando o destinatário abre sua mensagem.
A renovada atenção a esse assunto ainda não tem força para fazer um Mailchimp ou Substack da vida rever suas políticas e configurações padrões, mas colocou em destaque alguns remédios.
O principal e mais simples deles é bloquear o carregamento de imagens remotas nas mensagens. O Fastmail, por exemplo, publicou um post informando que há anos protege seus usuários dessa maneira. Apps de e-mail não executam JavaScript, o que inviabiliza métodos tradicionais na web de monitoramento do usuário. O método padrão para aferir estatísticas nos e-mails, então, consiste em inserir na mensagem uma imagem minúscula e invisível, o tal “pixel espião”, que ao ser requisitada pelo aplicativo de e-mail ao servidor, “avisa” que a mensagem foi aberta e transmite outros dados, como o endereço IP (que expõe a localização aproximada do usuário).
Bloquear o carregamento de imagens remotas é uma solução básica e funcional, mas pode ser imperfeita por ser do tipo “8 ou 80”, ou seja, ou carrega todas as imagens (incluindo o pixel espião) ou nenhuma. O já citado Hey tem uma lista de bloqueio inteligente que bloqueia apenas os pixels espiões, mantendo o carregamento de outras imagens. Essas passam por um proxy, para que ao serem carregadas não revelem o IP do usuário. Fastmail e Gmail (!) também funcionam assim.
Para quem usa webmail, existem extensões de navegador que bloqueiam pixels espiões, como a Trocker (Chrome, Firefox), PixelBlock 2 (Chrome, apenas para Gmail) e Ugly Email (Chrome e Firefox, apenas para Gmail). O Mail, aplicativo padrão do macOS, tem um plugin gratuito que bloqueia pixels espiões, o MailTrackerBlocker.
O Telegram, por padrão, notifica o usuário quando algum contato dele ingressa no aplicativo. Não é todo mundo que gosta disso. Para desativar essa notificação, entre nas configurações do app, depois na área Notificações e Sons, e desmarque o seletor Novos Contatos.
Muitos sites recorrem a CDNs, grandes redes globais de distribuição de arquivos via internet, para carregar bibliotecas e códigos necessários para que sejam exibidos corretamente. Nessa, “avisa” essas redes e grandes empresas, como Google e Microsoft, dos locais onde você está navegando na web. A extensão LocalCDN detecta, intercepta e substitui essas requisições por cópias locais das bibliotecas (mais de 100) e CDNs (27) mais comuns. Na prática, ou seja, na janela do seu navegador, não muda nada, e a extensão dispensa qualquer configuração para surtir efeito. Para Firefox (recomendado) e Chrome (extraoficial e com menos recursos).
Com tantos dados pessoais correndo por aí, o Registrato do Banco Central fica ainda mais importante. Trata-se de um serviço que exibe, num único extrato, todas as suas contas, empréstimos, financiamentos, chaves Pix e transferências internacionais que você já fez. Este vídeo explica bem.
O cadastro no Registrato exige um PIN, que é gerado pelo app do seu banco (deve ter uma opção “Registrato” no menu dele). O único contra, até onde sei, é que o serviço não comunica alterações, ou seja, é preciso acessá-lo vez ou outra para ver se houve alterações.
Ah, e a página de cadastro do Registrato está com algumas instabilidades no momento, não carregando. Paciência. Dica do r/investimentos.
Em outubro de 2020, o governo federal, entidades independentes e as operadoras lançaram a campanha #FiqueEsperto para “para alertar usuários sobre segurança e tentativas de golpes na internet.” A cada mês, a campanha aborda um tema específico para trabalhar junto à população.
O tema de fevereiro são as tentativas de fraudes com a utilização de links em mensagens. Recebi o comunicado esta manhã, contendo uma lista de dicas, entre elas verificar se o remetente é confiável e tomar cuidado com links.
A ironia? Uma das frentes da #FiqueEsperto consiste no disparo de mensagens de SMS, sem identificar o remetente, com links para seu site. O Henrique recebeu a deste mês e, embora certamente não seja, parece de propósito. Não cabe em palavras a ironia de alguém receber, de um remetente desconhecido e duvidoso, uma mensagem com link dizendo para tomar cuidado com links em mensagens enviadas por remetentes desconhecidos e duvidosos.
O O&O ShutUp10 é um pequeno utilitário com mais de uma centena de opções para tornar o Windows 10 menos bisbilhoteiro. Ele permite desativar recursos de telemetria e “inteligentes”, que embora possam ser convenientes, por vezes só o são à custa da privacidade do usuário. O app é gratuito para usuários domésticos e não precisa ser instalado, e oferece botões simples para fazer configurações em lote (“ativar configurações recomendadas” ou “ativar tudo”, por exemplo). Download aqui.
O desenvolvedor Allan Fernando Armelin da Silva Moraes criou o FuiVazado!, um site para que brasileiros consultem se seus dados (e quais deles) estão no mega vazamento de janeiro. Após alguns dias praticamente inacessível devido ao volume de acesso (quase meio milhão só no dia 29), na manhã desta segunda (1) ele não estava congestionado.
Especialistas divergem sobre a legalidade do site, porém. Para fazer a consulta, ele pede CPF e data de nascimento. Na tela seguinte, exige uma lista apontando quais dos 37 tipos de dados presentes no vazamento há os do usuário que fez a consulta. Via Uol Tilt.
Atualização (13h30): O Allan divulgou o código-fonte do site no GitHub.
Atualização (11h25): Muita gente levantou suspeitas da idoneidade do site FuiVazado!. Risco sempre existe, e se por um lado o fato do autor ter se identificado ajuda a mitigá-lo, por outro o código do site não ser aberto joga contra. Não me parece, porém, pelas declarações do Allan e seu histórico, que ele esteja por trás de algum plano mirabolante para coletar dados e/ou validar os do banco vazado. Em todo caso, o receio é compreensível e caso se sinta desconfortável com as circunstâncias do FuiVazado!, é aconselhável não fazer a consulta.
Sábado dei a dica do Hush aqui, um bloqueador de conteúdo que tenta eliminar aqueles popups de cookies que empesteiam a web em 2021. É bem legal, mas só funciona no Safari. Ou assim pensava. O Hush é baseado em uma lista de filtros — e essa lista pode ser instalado, por outros meios, no Firefox, Chrome, Edge… qualquer navegador moderno, basicamente.
A lista do Hush é a Fanboy’s Annoyance. Existem outras. A maneira mais fácil de ativá-las é via uBlock Origin, a melhor extensão para bloquear anúncios (e outras chateações) que há.
Após instalar a uBlock Origin, clique no ícone dela na barra de ferramentas e, em seguida, entre nas configurações. Na próxima tela, clique na aba Listas de filtros e role a página até o tópico Aborrecimentos. A extensão já traz sete listas do tipo, incluindo a Fanboy’s Annoyance, só que elas vêm desmarcadas por padrão. Selecione as que quiser (todas) e clique no botão Aplicar alterações. Elas serão ativadas e atualizadas automaticamente. Fácil, né?
O Canva é um queridinho de quem precisa fazer artes gráficas rapidamente e não quer ou não consegue lidar com ferramentas mais complexas, como o Photoshop. Recentemente, descobri o Polotno Studio, que pode ser descrito como um Canva mais descomplicado, já que dispensa logins, contas e outras burocracias.
O Polotno é gratuito e não exibe anúncios. Parece uma oferta boa demais, certo? Sim, mas há uma explicação, dada pelo seu criador, Anton Lavrenov, no Product Hunt. Ele desenvolve e comercializa um SDK do Polotno, um código que permite a outros desenvolvedores e empresas criarem soluções parecidas com o Canva. Assim, o Polotno Studio “é uma demonstração sofisticada do que se pode fazer com o Polotno SDK,” diz Anton.
Descobri há pouco o Hush, um novo bloqueador de conteúdo para Safari (iOS e macOS, na App Store) criado pelo programador sueco Joel Arvidsson. Foi uma instalação instantânea aqui. O Hush promete eliminar chateações comuns na web dos anos 2020, como aqueles pedidos para aceitar cookies e popups de notificações. “Navegue pela web como deveria ser”, diz a chamada do app.
O Hush usa o sistema de bloqueio de conteúdo da Apple, logo, é exclusivo para Safari. E por usar esse sistema, é bastante correto em termos de privacidade — ele não precisa analisar os sites acessados para entrar em ação e não emprega nenhum código que coleta dados. Aos desconfiados, o código é aberto. E, por incrível que pareça, o Hush é gratuito. (Se gostar, doe uns trocados ao Joel pelo ótimo trabalho.) Via Daring Fireball (em inglês).
A enxurrada de novas TVs na CES que usam a tecnologia Mini LED, com algumas microLED, tem causado confusão até em sites especializados. A Cnet trocou a tecnologia ao falar da TV microLED de 110″ da Samsung neste resumão e replicado na newsletter Meio, por exemplo. Apesar dos nomes parecidos, são tecnologias diferentes.
Mini LED é uma evolução das telas LCD, também chamadas comercialmente de telas LED e variações, como QLED (Samsung). As telas Mini LED mantêm uma iluminação de fundo, só que aumentam consideravelmente, na casa dos milhares, a quantidade de mini-lâmpadas LED presentes, todas controladas individualmente, o que ajuda a aumentar o contraste, a diminuir os “vazamentos” de luz, comuns em telas LCD mais antigas, e a reduzir a espessura das TVs. As fabricantes na CES apresentaram vários modelos Mini LED, cada uma com um nome comercial próprio: Neo QLED (Samsung), QNED (LG, única que divulga o número de LEDs das suas Mini LED: 30 mil) e OD Zero (TCL).
Já a tecnologia microLED é mais parecida com a OLED: cada pixel é uma fonte microscópica de luz própria, com a diferença de não utilizar materiais orgânicos (o “O” de OLED significa “organic”) e, por isso, estar menos suscetível à degradação natural com o passar do tempo. Como cada pixel pode ser desligado individualmente para mostrar o preto, o contraste é altíssimo. A tecnologia microLED ainda é cara e só está disponível em painéis enormes e TVs gigantescas, todos caríssimos, como a referida de 110″ que a Samsung mostrou na CES. Preço dela? US$ 150 mil (cerca de ~R$ 760 mil). Via Display Ninja (em inglês).
O aplicativo Unclack (macOS, grátis) é ótimo para quem faz muitas videochamadas. Ele fica em segundo plano e automaticamente emudece o microfone do computador quando o usuário começa a digitar no teclado, evitando chamar a atenção ou passar por distraído/mal educado(a).
A versão paga do Nova Launcher, um dos melhores launchers para Android, está em promoção, de R$ 15 por R$ 0,99 (o menor valor que o Google permite para um app pago).
O DigiLabour (de cara nova e agora certificado pelo CNPq), laboratório de pesquisa da Unisinos coordenado pelo Rafael Grohmann, publicou uma lista de 20 livros sobre trabalho e tecnologia publicados em 2020.