O pessoal da VPN Mullvad juntou forças com o do Projeto Tor para lançar um novo navegador web com foco em privacidade, o Mullvad Browser (baixe-o aqui). Ele foi “projetado para ser usado com uma VPN confiável em vez da Rede Tor” e, apesar dessa recomendação, pode ser usado sem VPN também.

O Mullvad Browser é gratuito e está disponível para Linux, macOS e Windows. Via Mullvad Blog (em inglês).

O governo federal entregou, na quinta (30/3), suas sugestões para o projeto de lei 2.630/2020, o PL das fake news, relatado na Câmara pelo deputado Orlando Silva (PCdoB-SP). Leia a íntegra (PDF).

O texto propõe a criação de uma entidade autônoma de fiscalização, prevê a responsabilização das plataformas por infrações (o chamado “dever de cuidado”) e mexe (mas não exclui) na imunidade parlamentar nas plataformas digitais.

Inspirado na regulação europeia da matéria, o texto acabou em cima do muro no que diz respeito à constitucionalidade do artigo 19 do Marco Civil da Internet (MCI), que isenta as plataformas digitais de serem responsabilizadas por não removerem conteúdo salvo por decisão judicial.

Também nessa semana, o Supremo Tribunal Federal (STF) fez uma audiência pública para ouvir especialistas antes de julgar a constitucionalidade do artigo 19 do MCI. A maioria dos quase 50 expositores manifestaram apoio à legalidade do dispositivo. O ITS-Rio acompanhou os debates e montou um “placar”.

Os links ao lado trazem análises e detalhamentos desses eventos: Aos Fatos, Poder360, Núcleo (2)

Bilionário Inescrupuloso adquire Manual do Usuário

Após meses de negociações intensas, Bilionário Inescrupuloso adquiriu a totalidade das ações do site Manual do Usuário.

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Teste de personalidade com leiaute de monitores e outros links legais

Cultura maker: 5 dicas para quem quer colocar a mão na massa

por Manual do Usuário

Faça você mesmo usando programação, eletrônica, impressão 3D e criatividade para combinar essas ou outras tecnologias com diversos materiais na criação de projetos e produtos. Essa pegada mão na massa é o que move a cultura maker e uma comunidade de pessoas curiosas com diferentes formações e bagagens.

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Alarmismo e inteligência artificial

Mais de 1 mil personalidades, de Elon Musk a Steve Wozniack, passando por Yuval Harari e Tristan Harris, publicaram uma carta aberta pedindo a suspensão de “grandes experimentos com inteligência artificial (IA)”.

A presença proeminente na lista de figuras como Harari, que tem difundido um alarmismo incompreensível em jornais de grande circulação, e de Musk, que dispensa comentários, já seria sinal de alerta.

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por Shūmiàn 书面

Jack Ma reapareceu na China após quase um ano viajando pelo mundo.

Nesta segunda-feira (27), ele visitou uma escola em Hangzhou, sua cidade natal e sede do Alibaba, e falou sobre o impacto da inteligência artificial na educação — inclusive sobre o ChatGPT, que também opinou sobre o retorno de Ma ao país.

Desde que deixou o papel de CEO em 2019, ele foca na sua fundação, que tem educação como um dos pilares. A imagem de Ma entrou em crise em 2021, após a investida do governo em regular o Ant Group, braço financeiro do Alibaba, e de discussões sobre monopólio. Na época, o bilionário havia feito um discurso interpretado como crítico ao sistema bancário.

Ao mesmo tempo, o Alibaba anunciou na terça (28) uma enorme reestruturação. A empresa vai se dividir em seis, incluindo uma unidade focada em serviços de nuvem, uma no e-commerce em território chinês e uma para os serviços globais, conforme relata a Reuters. Cada unidade terá seu próprio CEO e deve buscar financiamento de forma independente.

Em 2021, o Alibaba foi multado em ¥‎ 18,2 bilhões por práticas monopolistas. O alinhamento entre a volta de Ma e o anúncio da reestruturação não deve ser coincidência, já que o anúncio sobre ele estar no país foi positivo para as ações da Alibaba.

O Google anunciou que, nos próximos meses, passará a dar alertas de ondas de calor extremo em seu buscador.

Pesquisas pelo termo também retornarão dicas para se refrescarem e informações gerais a respeito do impacto na saúde das ondas de calor extremo.

A empresa cita uma pesquisa que constatou que 500 mil pessoas morrem por ano em decorrência dessas ondas de calor e o fato de que julho de 2022 registrou o recorde de interesse pelo assunto na internet. (Julho é verão no hemisfério Norte.)

Sinal (do fim?) dos tempos. Via Google (em inglês).

Primeiro foi a Microsoft, agora é a vez da Disney dar para trás em seus planos para o metaverso.

Na demissão em massa anunciada nesta segunda (27), toda a equipe de 50 funcionários que explorava oportunidades no metaverso para a Disney foi mandada embora. O executivo que a liderava, Mike White, ficou, ainda sem outro cargo para ocupar.

É bem verdade que o assunto nunca teve muita atenção na Disney e a criação da equipe especializada em metaverso foi obra do ex-CEO. Não deixa de ser sintomático que a Disney, uma das empresas que melhor sabem contar histórias, esteja pulando do barco do metaverso. Via Wall Street Journal (em inglês).

A “classe média” dos desenvolvedores de aplicativos

Em 2022, baixamos pouco mais de 140 bilhões de aplicativos em nossos celulares1. Em termos financeiros, gastamos US$ 129 bilhões tocando em botões virtuais na tela de aparelhos que cabem no bolso.

Nem o mais otimista executivo da Apple poderia imaginar em 2008, no lançamento da App Store do iOS, que esse negócio de aplicativo em celular poderia ser tão rentável. E tão útil. De atividades triviais dos primórdios daquela época, como ler o e-mail e abrir sites, passamos a fazer meio que tudo no celular, de pagar por coisas e investir até “invocar” carros e comida.

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Como iniciar na Impressão 3D: 3 dicas para quem quer começar

por Manual do Usuário

Não é mais coisa de filmes sci-fi ou de grandes empresas. A Impressão 3D está ao nosso alcance. Por ter se tornado muito acessível, essa tecnologia passou a ser uma aliada poderosa da comunidade maker. Afinal, para quem quer inovar e fabricar objetos com múltiplas tecnologias, a capacidade de imprimir partes e peças é um upgrade e tanto.

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Incentivos são vitais em um contexto onde todos têm o poder de se manifestar livremente, como em uma rede social. Por isso é tão óbvio o erro da última peripécia de Elon Musk no Twitter: restringir a recomendação algorítmica na aba “For You” a quem paga o Twitter Blue (R$ 42/mês).

Aqueles posts engraçados, espontâneos, de gente comum que vez ou outra explode e gera engajamento? Esqueça. A barreira (assinatura) só será ultrapassada por quem tem algo a ganhar ali (ou seja, a quem o investimento se justifica).

No mínimo, a aba “For You” virará um shopping. É provável que também atraia golpistas, oportunistas e exibicionistas. É quase unânime a opinião de que, ao contrário do que prevê Musk, o Twitter não virará “a única plataforma confiável”, mas sim um lixão radioativo ainda pior do que já é.

A quem Musk quer enganar quando afirma que essa é “a única maneira realista de combater a tomada por exércitos de robôs de IA” quando, na real, trata-se de um ato extremo para estimular vendas do Twitter Blue?

Esse rei, que sempre esteve nu, está agora esfregando sua genitália na cara de todo mundo. É preciso um grande esforço para não ver (ou fingir que não vê). Via @elonmusk/Twitter (em inglês).

O Apple Music Classical é um deleite. O novo aplicativo, disponibilizado na noite desta terça (27), é autoexplicativo em sua razão de existir: ele pega o(a) ouvinte pela mão e mostra as especificidades da música clássica, em especial a taxonomia própria do gênero, com divisões por compositor, gravações e até instrumentos.

Bônus: uma série em dez partes de uma espécie de podcast introdutório, “A história da música clássica” (infelizmente apenas em inglês).

É um aplicativo que eu não pagaria à parte, mas imperdível como extra sem custo na assinatura do Apple Music. E, acho eu, o Classical funciona quase como uma declaração do posicionamento do serviço da Apple como um de música, e somente de música — sem podcasts, sem audiolivros, uma antítese do que o Spotify está tentando se transformar custe o que custar. Via App Store.

A Apple liberou a versão final do iOS 16.4 nesta segunda (27).

Uma das novidades trazidas ao público brasileiro é o suporte ao 5G “puro” (ou 5G Standalone/5G SA, no termo técnico), em tese mais rápidas que o 5G mistureba disponível até então.

Atualizei um iPhone SE (2022) e… nada. A opção, segundo relatos diversos, deveria aparecer em Ajustes, Celular, Opções de Dados Celulares, Voz e Dados, mas — aqui pelo menos — continua tudo como era no iOS 16.3. Nem mesmo a mensagem de incompatibilidade do SIM card apareceu.

Talvez seja meu plano? Operadora? Ou a região onde estou? Ou esse modelo de iPhone não é compatível…? Via MacMagazine.

Atualização (28/3, às 9h30): Por qualquer motivo não informado, o 5G SA só está funcionando em celulares da linha iPhone 14. A apuração é do MacMagazine, feita junto a leitores. Nem queria mesmo…