O TikTok lançou, no Brasil e na Indonésia, um streaming de música. O TikTok Music é mais barato que os concorrentes (R$ 16,90/mês) e conta com integração com o TikTok. É o segundo app do tipo da ByteDance. O anterior, Resso, será aposentado nesses dois mercados no dia 5 de setembro. Via TikTok.

Um advogado do Twitter enviou uma carta à Meta ameaçando processar a empresa pelo lançamento do Threads. Diz o texto que ex-funcionários do Twitter, contratados pela Meta, teriam desviado propriedade intelectual para criar a nova rede social.

Só que, segundo Andy Stone, diretor de comunicação da Meta, ninguém da equipe de engenharia do Threads já trabalhou no Twitter. Via Semafor (em inglês).

Atualização (7/7, às 8h30): A fonte anônima do Semafor agora tem nome e cargo. A nota foi atualizada.

Primeiras impressões do Threads

A Meta antecipou o lançamento do Threads, seu clone do Twitter, para a noite de quarta (5).

Após dar uma boa olhada no aplicativo, essas são as minhas primeiras impressões.

Onboarding

Cadastrar-se no Threads é bem fácil se você já tiver uma conta no Instagram. Literalmente um toque.

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O Firefox 115, lançado nesta terça (4), é a última versão compatível com os Windows 7 e 8 e com o macOS 10.14 (Mojave) e anteriores. A Mozilla orienta quem ainda estiver nessas versões que use o Firefox ESR a fim de continuar recebendo atualizações críticas de segurança — até setembro de 2024. Via Mozilla (em inglês).

Threads aparece antes da hora com famosos, marcas e Marcos Mion pedindo POSITIVIDADE

A nova rede social da Meta, Threads, fez uma breve aparição antes da hora nesta quarta (5), na web. Ela deve ser liberada amanhã (quinta, 6), exceto na Europa, onde a mistura de dados entre Threads e Instagram é muito provavelmente ilegal.

A Meta concedeu acesso antecipado a famosos e marcas para criar burburinho e atrair geral. E parece ter funcionado: os posts que consegui ver antes dos perfis sumirem no site eram todos entusiasmados.

Marcos Mion estava radiante: pediu POSITIVIDADE!!! para que o Threads não vire um Twitter e alega ter emplacado a primeira “trend” do novo local — uma corrente mostrando os primeiros seguidores.

A julgar por esse vislumbre, é o Twitter mesmo que deve dançar com a nova concorrência. O visual do Threads é bem simples, agradável, leve, e, apesar de ser um produto da Meta, empresa que coaduna com extremistas e já ajudou a promover um genocídio, os primeiros habitantes compraram o discurso de que ali é um lugar melhor. O que, em relação ao Twitter de Musk, ele próprio um extremista, é verdade.

No que interessa, a conexão com o ActivityPub/fediverso, Adam Mosseri, head do Instagram na Meta, disse no Threads que isso está nos planos, mas que não houve tempo hábil para implementar a integração nesse primeiro momento.

Ao lado dos nomes de usuários, aparece um pequeno selo fazendo referência ao servidor/comunidade (threads.net). Quando se clica nele, uma mensagem informa que em breve será possível interagir com pessoas em instâncias do Mastodon — o nome é citado expressamente.

Depois de toda a celeuma no fediverso, é uma grande decepção.

O Tribunal de Justiça da União Europeia decidiu nesta terça (4) que a Meta precisa da autorização explícita dos usuários europeus para rastrear e processar dados pessoais para personalização de anúncios, rejeitando todos os artifícios e contorcionismos jurídicos que a empresa usava desde a entrada em vigor do GDPR — a lei de proteção a dados pessoais da UE —, em 2018, para sustentar suas práticas comerciais abusivas.

No TechCrunch, Natasha Lomas aproveitou o feriado nos Estados Unidos para pegar no pé de Zuckerberg e companhia: para os europeus, 4 de julho passa a ser o dia da independência — do capitalismo de vigilância norte-americano. Via TechCrunch, Fortune, noyb (todos em inglês).

Como desgraça pouca é bobagem, o Twitter avisou que em 30 dias vai fechar o TweetDeck para assinantes do Twitter Blue (R$ 42/mês) e começou a forçar a “nova” versão (em testes há dois anos), que é basicamente um Twitter web com colunas — bem pior que a antiga. Via @TwitterSupport/Twitter (em inglês).

O cara marca uma audiência com o presidente e daqui a pouco o presidente está sentado e o cara no celular, conversando com o cara que ele não marcou a audiência. Então, no meu gabinete não entra com celular, celular fica na portaria e nenhuma reunião eu permito celular.

— Luis Inácio Lula da Silva, presidente do Brasil.

Será Lula leitor deste Manual do Usuário? Via @LulaOficial/YouTube.

A Volkswagen lançou um comercial estrelado por Maria Rita e Elis Regina, essa uma “deepfake” ressuscitada com inteligência artificial. É a IA ressuscitando pessoas para vender carro. O futuro é agora e ele é uma distopia. Que sacanagem com a Elis… Via G1.

Em 2013, cometeram o mesmo sacrilégio com Audrey Hepburn. No caso, para vender chocolate.

Não me surpreenderia saber que os eventos desastrosos do Twitter no fim de semana precipitaram o lançamento do Threads. Se sim ou não, não importa: ele vem aí. O novo app da Meta já aparece agendado para a próxima quinta (6) na App Store e na Play Store de alguns países, como a da Itália. Traz “Instagram” no nome e zero menção a ActivityPub ou Mastodon, como era de se esperar.

Ao rolar um pouco a página do Threads para iOS, chama a atenção o tanto de “dados vinculados a você” listados, bem como o tamanho do app (254 MB). É um contraste chocante com outros apps “first party” do mesmo tipo, como Bluesky (3 tipos de dados, 24,8 MB) e Mastodon (nenhum dado coletado, 57,9 MB).

Desde outubro de 2022, os fiascos do Twitter beneficiaram sobremaneira o Mastodon/fediverso. O último — limitação de posts nos feeds dos usuários — está ajudando o Bluesky a bombar. A rede teve que fechar para novos cadastros no domingo (2) e, ao reabrir, nesta segunda (3), a demanda por convites parece ter aumentado um bocado. Via @bsky.app/Bluesky (2) (em inglês).

Temos uma conversa no Órbita para distribuir convites. (Não é para pedir; é para distribuir.) Se você tem um sobrando aí, considere compartilhá-lo lá.

Manual em um universo alternativo

Em meados de 2019, publiquei algumas matérias em uma série que batizei de “Universo alternativo”. Eram histórias de aplicativos e ambientes digitais populares no Brasil, até então ignorados pela imprensa.

Em julho, farei um experimento no Manual do Usuário que me remete a algo de um universo alternativo: ao longo do mês, usarei todas as redes sociais, até as mais tóxicas, como Twitter, Facebook e Instagram, para espalhar os textos, vídeos e tudo mais que produzir aqui.

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Elon Musk limitou a quantidade de posts que alguém pode ver no Twitter para combater a raspagem de dados da plataforma. Usuários não verificados (leia-se: não pagam a assinatura) podem ver 800 posts por dia. (Antes, o limite era 600.) Do ponto de vista do Twitter, é uma das decisões mais estúpidas que a direção poderia tomar — ver posts é a base de todo o negócio. Para os usuários, é uma boa notícia, meio que um tratamento de choque para reduzir o vício em um ambiente tóxico. Via @elonmusk/Twitter (2) (ambos em inglês).