Logo da Insider à esquerda e a frase à direita: “Use o cupom MANUALDOUSUARIO12 e garanta peças básicas de qualidade com desconto”.

Achados e perdidos #25

Todo sábado, pego uns links que acumulei ao longo da semana e que, embora curiosos e/ou interessantes, não renderam nem notinhas, e os publico num compilado que chamo de “achados e perdidos”. É um conteúdo mais leve, curto, quase lúdico — a cara do fim de semana.

Após anos de estudo, acredito que criptomoedas são uma tecnologia inerentemente de direita, hiper-capitalista, construída principalmente para ampliar a riqueza de seus proponentes através de uma combinação de evasão fiscal, relaxamento da supervisão regulatória e escassez imposta artificialmente.

— Jackson Palmer, cofundador da Dogecoin. No Twitter, Jackson escreveu uma respostas aos constantes questionamentos a respeito do seu retorno ao mundo das criptomoedas. “Um ‘não’ do fundo do coração”, escreveu antes de detalhar os motivos.

Os super apps da América Latina

No processo de educar o consumidor à lógica dos aplicativos de celular, a Apple, nos primórdios do iPhone, lançou um slogan que colou nas nossas cabeças: “existe um app para isso”. Quase 15 anos depois, para algumas empresas um simples app não consegue mais dar conta do que ela deseja oferecer aos usuários. No lugar […]

Uma alternativa ao YouTube

Em dezembro de 2020, quando pensava o próximo ano do Manual do Usuário, decidi que faria vídeos. É um formato popular, acessível e, imaginava, com potencial para alcançar um público maior, que talvez não conheceria o meu trabalho de outra forma. No meio do caminho, porém, havia um obstáculo: o YouTube.

Post livre #277

Toda semana, o Manual do Usuário publica o post livre, um post sem conteúdo, apenas para abrir os comentários e conversarmos sobre quaisquer assuntos. Ele fecha no domingo à noite.

Os novos emojis de 2021/2022

Tela com fundo verde e os novos emojis esparramados sobre ela.
Imagem: Emojipedia/Reprodução.

Os emojis da temporada 2021/2022 foram revelados e o site Emojipedia criou artes para antecipar o visual deles. Novas expressões, com destaque a um emoji derretendo enquanto sorri (bem a tempo da catástrofe climática!) e um batendo continência (imagine os lixões radioativos onde este fará sucesso); gestos com as mãos, como o do coração; emoji da grávida para outros gêneros; boca mordendo o lábio inferior; bateria quase acabando; corais, entre outros.

Empresas que trabalham com emojis, como Apple, Facebook e Google, devem começar a atualizar seus sistemas com os novos a partir do fim deste ano. Via Emojipedia (em inglês).

WhatsApp explica e começa testes com dispositivos independentes do celular

O Facebook compartilhou detalhes de como funcionará o uso do WhatsApp com múltiplos dispositivos (até quatro) independentes do celular. Segundo a empresa, a funcionalidade, muito requisitada pelos usuários, já está em teste público com um grupo restrito deles.

O post é técnico, mas legível para não-programadores. E, evidentemente, simplifica explicações de processos que, na prática, devem ser super complexos. Em linhas gerais, se antes o celular atuava como único ponto de contato capaz da criptografia de ponta a ponta (o que explicava a dependência dele no uso do WhatsApp Desktop/Web e as constantes falhas de comunicação), no novo modelo cada dispositivo confiável tem sua própria chave e está vinculado aos demais. Para o usuário, porém, a única diferença no uso é que, ao cadastrar um dispositivo confiável/independente do celular apontando a câmera para um código QR, o aplicativo do celular exigirá uma autenticação biométrica. Via Facebook (em inglês).

O Facebook também liberou um “whitepaper” (PDF, em inglês) com explicações mais detalhadas do novo modelo de criptografia para múltiplos dispositivos.

Magazine Luiza adquire Kabum por R$ 3,5 bilhões

O Magazine Luiza anunciou, na manhã desta quinta (15), a aquisição do e-commerce de informática/games Kabum. O valor do negócio é de R$ 3,5 bilhões, incluindo o pagamento à vista de R$ 1 bilhão em dinheiro e transferências pontuais de ações ordinárias até 2024. Via Magazine Luiza (PDF).

Do fato relevante:

Depois da conclusão da aquisição, o Magalu e KaBuM! poderão aproveitar uma série de oportunidades: (i) os produtos do KaBuM! serão oferecidos no SuperApp do Magalu; (ii) os clientes do KaBuM! poderão contar com todos os benefícios da multicanalidade, incluindo a entrega mais rápida do Brasil; (iii) diversos produtos do Magalu, como smartphones e TVs, complementarão o sortimento do KaBuM!; e (iv) produtos financeiros do Magalu, como cartão de crédito e seguros, também serão oferecidos aos clientes do KaBuM!.

Em 2020, impulsionadas pela pandemia, as vendas do KaBuM! mais que dobraram, crescendo 128% em relação a 2019. Nos primeiros 5 meses de 2021, o KaBuM! continuou evoluindo de forma acelerada, com 62% de crescimento comparado ao mesmo período de 2020. Nos últimos 12 meses, o KaBuM! superou a marca de 3,4 bilhões de reais em receita bruta. No mesmo período, com um modelo de negócio altamente eficiente, a KaBuM! obteve lucro líquido de 312 milhões de reais.

Na data desta publicação, eu tinha ações do Magazine Luiza (MGLU3).

Recurso de stories do Twitter será encerrado em agosto

Estamos acostumados a ler notícias de app X que adicionou stories à sua interface. Desta vez, a notícia é no sentido contrário: em 3 de agosto, os “fleets”, nome dado pelo Twitter aos stories da plataforma, serão descontinuados. “Desde que anunciamos o recurso globalmente [em novembro de 2020], não tivemos um aumento no número de novas pessoas participando de conversas com Fleets da forma que esperávamos”, justificou Ilya Brown, vice-presidente de produto do Twitter. Via Twitter.

Controle financeiro: Como fazer e a importância de ter um

Se preferir, veja no YouTube.

Neste vídeo, falo de controle financeiro — em apps, planilhas e até numa folha de papel. Embora não seja algo imprescindível, o hábito de manter um pode se revelar útil em vários momentos, dos de perrengue aos de calmaria. Falo disso, de como começar e de algumas situações em que o meu controle me ajudou. Você usa algum? Qual? Se não, por quê? Comente ali embaixo 👇

Agora os vídeos do Manual do Usuário são publicados também no site. Para leitores(as) preocupados(as) com privacidade e que têm reservas com o Google, é uma alternativa viável à plataforma de vídeo deles. Este é o primeiro; todos os já publicados serão trazidos para cá e, daqui em diante, novos vídeos serão sempre publicados simultaneamente nos dois locais.

O que é verdade e o que é mentira no post “Por que tá tão ruim de usar Uber?” do Twitter

No Twitter, o usuário @bubblegui viralizou com uma postagem denunciando supostas alterações no funcionamento da Uber que, segundo ele, explicariam por que “está tão ruim de usar Uber”. Algumas passagens causaram estranhamento, então fui conversar com a Uber para tentar descobrir o que ali é verdade e o que não é.

@bubblegui, ou gui, com sua foto na praia de óculos escuros e o GIF de um meme na descrição do seu perfil, afirma que “a Uber alterou a forma como cobra e distribui as viagens de algumas semanas pra cá”. Agora, além da região do destino da corrida, os motoristas estariam vendo também “uma estimativa do tempo e distância da viagem”, o que os desestimularia de aceitarem corridas demoradas, mas de curta distância.

A Uber nega ter alterado a distribuição de corridas, mas confirma que os motoristas agora dispõem de mais informações. O texto abaixo é da empresa:

A Uber não alterou o sistema de distribuição de viagens. O que ocorreu é que, recentemente, algumas cidades como o Rio de Janeiro passaram a ter um novo cartão de oferta desenhado para atender pedidos de que o motorista parceiro tivesse mais informações sobre a viagem antes de aceitar. O que ele vê no cartão, agora, é: o valor que ele irá receber pela viagem, a distância e tempo de onde ele está até o passageiro, a duração e a quilometragem estimada da viagem (igual ao usuário) e o destino do passageiro. Com isso, cada motorista parceiro fica mais à vontade para escolher as viagens que fazem mais sentido para a rotina dele.

“Outro ponto é que o dinâmico agora é um valor fixo, então para o motorista é muito melhor quando pega uma viagem curta com dinâmico”, diz nosso amigo do Twitter. Segundo a Uber, meia verdade (ênfase deles):

Não, o preço dinâmico continua sendo ativado, temporariamente, em situações de alto desequilíbrio entre oferta e demanda. O que ocorreu é que em algumas cidades, entre elas o Rio de Janeiro, a multiplicação do preço dinâmico foi recentemente substituída pela adição. Pesquisas com os parceiros que usam esse sistema mostraram que eles não viram mudança em seus ganhos ou viram seus ganhos aumentarem, em comparação com quem usa a multiplicação. Na prática, no sistema de adição o montante extra é somado ao preço final da viagem independentemente do tamanho dela. No entanto, mesmo no sistema de adição, o tamanho desse montante continua, sim, variando conforme a demanda por viagens.

No trecho mais estranho, que colocou em xeque a postagem, @bubblegui afirma que “as viagens passaram a ter preço 100% fechado”, ou seja, que “se o passageiro mudar o trajeto, o motorista não ganha um centavo a mais; se pegar transito, idem”. Segundo a Uber, nada mudou nessa área e a informação, portanto, está incorreta:

Não, o sistema de preços da Uber continua realizando ajustes para mais ou para menos nos casos em que o tempo e a distância finais da viagem variam de maneira significativa em relação ao pedido original.

O usuário do Twitter diz, por fim, que o Uber Promo prejudica o motorista, pois a diferença de preço para o UberX normal seria custeada por quem dirige. Perguntei à Uber se é verdade. Resposta:

Não. O Uber Promo oferece viagens a preços menores, portanto os usuários pagam menos, a Uber ganha menos e os motoristas parceiros também. Os motoristas parceiros são livres para escolher se querem ou não atender essa modalidade, que só fica disponível em algumas horas do dia (fora dos horários de pico, quando a quantidade de chamados de UberX cai e o parceiro fica mais tempo esperando entre uma viagem e outra).

@bubblegui não está de todo errado, mas… né, também não está 100% correto. Talvez ele seja motorista da Uber? Não sei. Eu não morro de amores pela Uber, tenho severas ressalvas à empresa, mas é preciso ser justo, especialmente na crítica.

Este post não alcançará uma fração mínima da repercussão do fio original do Twitter — no momento desta publicação, com 3,9 mil retuítes e 27,5 mil curtidas só no primeiro post. Vida que segue.

O que você leu de bom?

Toda quinta, na newsletter do Manual (cadastre-se gratuitamente), indico leituras longas/de fôlego (artigos, reportagens, ensaios) publicadas em outros sites.

Seria o máximo se esse trabalho fosse colaborativo, feito com a sua ajuda.

Indique nos comentários uma leitura longa da última semana, relacionada aos temas que costumam aparecer aqui no site, que você acha que deveria ser lida por mais gente. Vale em português ou inglês.

Jornalista tem sua conta de +10 anos no Dropbox encerrada sem motivo

Pedro Burgos, jornalista, professor e chapa deste Manual do Usuário, teve uma surpresa desagradável ao tentar acessar sua conta no Dropbox: ela foi excluída pela empresa. Para piorar, o Dropbox tem ignorado ativamente suas tentativas de reaver a conta e até mesmo de entender o que aconteceu.

Ao expor a situação em uma rede social, Pedro afirmou ser cliente do Dropbox há mais de 10 anos. Em privado, disse que desde 2014 paga pelo serviço. Não bastasse o horror de ter seus arquivos apagados, o tratamento “pós-catástrofe” do Dropbox tem piorado a situação: “Fiquei bastante impressionado com o desdém da empresa”, disse ele. “Criei uns quatro tickets lá e nada. Escrevi dois posts na comunidade, o outro canal que eles recomendam, e os posts foram apagados e meus usuários banidos de postar. O outro canal era o Twitter. O @DropboxSupport pede DM com o número do ticket. Mandei e nunca mais eles responderam.”

Os termos de uso do Dropbox preveem cenários que podem ensejar o encerramento de uma conta, como a hospedagem de arquivos piratas, mas Pedro garante que não era seu caso. E, mesmo nesses, o protocolo prevê um aviso prévio.

“Tinha muita coisa de pesquisa”, conta. “Tipo, 87 GB de fake news da eleição de 2018 que outros pesquisadores usavam — a pasta era compartilhada para leitura com outras pessoas. Essa aí eu tenho num HD, mas outras coisas de pesquisas mais recentes eu perdi porque troquei de computador recentemente e não havia baixado tudo.”

Embora não sejam frequentes, casos do tipo sempre aparecem aqui e ali. Hoje foi com o Dropbox, mas há relatos de situações igualmente desesperadoras envolvendo empresas como Apple e Google. Isso não os justifica, muito menos o tratamento péssimo do Dropbox para com Pedro. Eles servem, porém, como lembretes de que esses serviços de sincronia na nuvem não são backups, e que backups precisam ser redundantes.

No Twitter, Pedro disse que pretende processar o Dropbox.

Sistema de reconhecimento facial da Polícia Federal traz riscos e fere a Constituição

A Polícia Federal (PF) anunciou, na segunda (6), a aquisição do ABIS, um novo sistema de identificação de pessoas por biometria. O ABIS é uma evolução do AFIS, em uso há 16 anos pela PF e centrado na impressão digital. O ABIS, além de expandir a capacidade de registros (para 50,2 milhões em 48 meses, podendo chegar a 200 milhões de indivíduos no futuro), incorpora reconhecimento facial e de íris ao banco de dados da PF. Segundo o site TeleSíntese, o consórcio Iafis Brasil e Idemia é o fornecedor da solução. Via Ministério da Justiça e Segurança Pública e TeleSíntese.

TeleSíntese pediu a opinião de especialistas em privacidade. Eles manifestaram desconforto com a iniciativa, “uma vez que não há menção a salvaguardas dos dados, não houve debate prévio sobre o tema com a sociedade civil organizada, e a tecnologia de reconhecimento facial é considerada ainda imatura e enfrenta a repulsa de organizações e reguladores de todo o mundo”. Via TeleSíntese.

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