Droga Raia e Drogasil desistem de pedir biometria para liberar descontos

A Raia Drogasil, dona das farmácias Drogasil, Droga Raia e Onofre, interrompeu a coleta da impressão digital após ser questionada pelo Idec e pelo Procon-SP. O dado, considerado sensível pela legislação brasileira, era pedido com base nela própria: atendentes das lojas eram orientados a justificar o pedido impressão digital por tratar-se de uma suposta exigência da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). O condicionamento de generosos descontos à cessão da impressão digital deixava muita gente sem alternativa, mesmo sendo “opcional”.

A LGPD prevê situações excepcionais e específicas para a coleta de dados sensíveis em seu artigo 11. Em nota, ao tentar explicar a necessidade de uma farmácia coletar a impressão digital dos clientes, a Raia Drogasil foi evasiva: “O uso da identificação biométrica ocorreu com o único objetivo de garantir a praticidade e a segurança desse processo.” Via Uol Tilt.

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1 comentário

  1. Algum dia ainda haverá uma investigação sobre as práticas de descontos e coleta de dados dessas redes farmacêuticas. Ocorre praticamente um assédio na hora do pagamento, no caixa, e ter de informar tantos dados pessoais para garantir descontos. Os preços são abusivos. Você precisa entregar CPF, dados de plano de saúde, biometria… para conseguir pagar qualquer coisa (até uma mísera garrafa de água!) com um preço “normal”, minimamente aceitável.

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