Além da ideologia: Operadoras defendem participação da Huawei no 5G brasileiro

As operadoras de telefonia brasileiras estavam tranquilas com a guerra ideológica quixotesca do governo federal contra a participação da Huawei no 5G do Brasil. Cometeram o mesmo erro de muitos: o de acreditar que a loucura cessaria quando a conta ficasse cara. Mas aí não seria loucura, certo?

Acendeu-se o alerta nas operadoras após a famigerada reunião entre diretores da Anatel e membros do Ministério da Comunicação com o presidente Jair Bolsonaro, na última terça (24), aquela que antecedeu o disparate de Eduardo Bolsonaro no Twitter que gerou uma crise diplomática com a China. Agora, o governo prepara um decreto com base em normas recentes do Gabinete de Segurança Institucional que exclua a Huawei sem citá-la, um esquema manjado em fraudes de licitações.

Com a realidade batendo à porta, as operadoras se manifestaram publicamente em defesa da Huawei. E não sem justificativa: algumas estimativas calculam em US$ 200 bilhões o custo de trocar toda a infraestrutura da Huawei em uso no Brasil por equipamentos de outras empresas, sem falar que exclui-la do 5G encareceria e atrasaria ainda mais a chegada da tecnologia. E ninguém, com exceção da ala ideológica do governo federal, quer isso.

Dia desses, por coincidência, li uma bela definição de ideologia escrita por Judith Williamson no livro Decoding Advertisements, de 1978 (tradução livre):

Só é ideologia enquanto não a percebemos como tal. E como ela se torna “invisível”, o que a mantém oculta de nós? O fato de que estamos ativos nela, de que não a recebemos de cima: nós constantemente a recriamos. Ela opera através de nós, não em nós. Não somos enganados por alguém “enfiando” falsas ideias: a ideologia funciona de maneira mais sutil. Ela é baseada em falsas suposições.

Isso ajuda a entender o raciocínio do atual governo, aquele que se elegeu prometendo governar “sem ideologia”.

Os Estados Unidos, a quem o governo federal do Brasil tenta agradar com a oposição à China e outros movimentos de vassalagem, não mede esforços para prejudicar a Huawei sob a alegação — ainda não provada — de espionagem. Que os mesmos Estados Unidos espionavam a presidente do Brasil há menos de uma década, ninguém diz nada. Via Telesíntese (2).

Remova partes fixas no layout de sites com o Kill Sticky

Alguns sites usam cabeçalhos e/ou rodapés fixos, ou seja, que permanecem visíveis quando o usuário rola a página. Ainda não encontrei uma aplicação boa desse recurso — sempre me incomoda, em parte porque raramente funciona bem.

Para páginas longas, que demandam muitos minutos a serem lidas, tenho à mão o bookmarklet Kill Sticky. Com um clique, ele remove todas as partes fixas de uma página naquela sessão. A instalação é simples — basta arrastar o botão/atalho para a barra de favoritos do navegador — e ele funciona em qualquer navegador. Quando precisar, basta um clique e problema resolvido. Veja o vídeo acima para entender melhor.

Primeira fase do open banking é adiada para fevereiro de 2021 após pedido do setor

A primeira fase do open banking, sistema que promete dar ao usuário poder sobre seus dados em bancos e instituições financeiras para levá-los a concorrentes a fim de obter condições mais vantajosas, deveria começar nesta segunda (30). A pedido do setor, porém, a estreia foi adiada para 1º de fevereiro de 2021. A principal justificativa é que faltou tempo, devido à pandemia e outras regulações, como a do Pix, para adaptar a infraestrutura ao open banking. Via Folha.

Índice de isolamento social da Inloco, novembro de 2020

Mapa do Brasil à direita, com gráfico do índice de isolamento social à esquerda.
Imagem: Inloco/Reprodução.

No começo da pandemia, o índice de isolamento social da Inloco, startup recifense especializada em geolocalização, era muito citado no acompanhamento dos primeiros passos do SARS-CoV-2 no Brasil. (Até rendeu uma matéria legal aqui no site.) Com o recrudescimento da pandemia, lembrei-me dele. Embora estejamos longe da aderência das primeiras semanas, houve um sutil aumento no índice a partir da metade de novembro. Via Inloco.

“realidade aumentada” meu amigo eu gostaria que a realidade DIMINUÍSSE

— @alonatalia/Twitter

Anatel quer garantir o “downgrade de plano” por app ou site da operadora

A Anatel abriu uma consulta pública para a revisão do Regulamento Geral de Direitos do Consumidor de Serviços de Telecomunicações (RGC). O objetivo é atualizá-lo às práticas de consumo modernas, como o foco no digital. O conselheiro Emmanoel Campelo destacou a garantia do “downgrade do plano” na revisão, ou seja, facilitar a migração para ofertas com valores mais baixos, algo que algumas operadoras dificultam. Via Anatel.

É uma boa. Em março, a Justiça obrigou a Telefônica (Vivo) a oferecer o downgrade de plano por atendimento eletrônico (app ou site). Já está funcionando. Há pouco mais de um mês, consegui migrar meu plano para um mais simples. A ironia: liguei à central de atendimento e, lá, fui orientado pela atendente a fazer o downgrade pelo app Meu Vivo.

Ajude uma pesquisadora a decifrar o lobby das Big Tech no Congresso brasileiro

Dia desses, a Beth Veloso entrou em contato pedindo a nossa ajuda em sua pesquisa de doutorado pela Universidade do Minho, em Portugal. Ela está pesquisando a influência do lobby das grandes empresas de tecnologia nos processos de regulação da internet no Brasil.

Se o poder econômico se sobrepor ao interesse público”, diz ela, referindo-se à hipótese da pesquisa, “o Brasil e o mundo terão perdido uma chance de transformar muitas sociedades em espaços com maior igualdade social, justiça, trabalho e educação para todos”.

As perguntas não têm questões certas ou erradas, são de múltipla escolha e é rapidinho responder o questionário. Para isso, clique aqui. A Beth receberá respostas até 20 de dezembro, mas, quanto antes ajudá-la, melhor. Se ficar alguma dúvida, mande um e-mail para ela.

Clientes do Microsoft 365 monitoram atividades individuais dos funcionários

Print do painel da pontuação de produtividade do Microsoft 365, com vários gráficos e a nota, 58% nesse caso.
Clique para ampliar. Imagem: @WolfieChristl/Twitter.

O Microsoft 365 tem uma “pontuação de produtividade” que monitora de perto os hábitos de uso dos funcionários, oferecendo-os ao empregador em um painel cheio de gráficos e que os comparam aos de outros funcionários. Não é muito difícil imaginar os impactos que saber quantos e-mails, edições em documentos colaborativos e outras métricas vazias do tipo, e compará-las às de outros funcionários, pode causar no dia a dia de uma empresa.

O recurso pode ser desativado, mas vem ativado por padrão, e a Microsoft incentiva que as empresas compartilhem esses dados com ela, para que possam compará-los aos de outras empresas, centralizando dados sensíveis de trabalho numa Big Tech.

O pesquisador Wolfie Christl, que soou o alarme no Twitter, resumiu bem o grande problema desse tipo de coisa: “A Microsoft ganha o poder de definir métricas altamente arbitrárias que podem afetar as vidas de milhões de trabalhadores e até remodelar como as empresas funcionam”. Por exemplo, um funcionário que manda muito e-mail aparece muito melhor no painel do chefe que aquele menos sociável, mesmo que esse último entregue mais ou melhores resultados, gerando impactos em salários, demissões e em toda a cultura de trabalho do local. Via @WolfieChristl/Twitter e The New Republic, em inglês.

Vazamento de senha do Ministério da Saúde expõe dados de 16 milhões de pacientes de COVID-19

Inacreditável o vazamento de dados de 16 milhões de pacientes de COVID-19, revelado pelo Estadão. O funcionário do Hospital Albert Einstein confirmou à reportagem que enviou a planilha com senhas ao seu perfil no GitHub como parte de um teste e que esqueceu de removê-la. Hospital e Ministério da Saúde vão apurar o caso, e talvez a primeira pergunta a ser feita é por que uma senha importante dessas estava salva em texto puro numa planilha. Via Estadão.

Elo perdido entre ícones e apps, widgets no celular pode ser interessantes e até úteis Post colaborativo das ofertas da Black Friday Patrocinado Máscara antiviral da Insider com desconto progressivo e cupom exclusivo Tecnologias que marcaram 2020 / Dilemas de produtividade pessoal Então, você cometeu um erro em público… Escritório em casa do Gustavo Soares […]

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