Bloco de notas #19

Olá,

Esta é a última newsletter e o último conteúdo do Manual do Usuárioem 2019. Como acontece todo ano, tirarei algumas semanas para descansar e planejar o ano que vem. Em 2020, teremos algumas novidades no modo de fazer o site, incluindo testes com um espaço de debates mais organizado que o post livre e mudanças na distribuição do conteúdo. Semana que vem, a capa do site será levemente repaginada para destacar tudo de bom que foi produzido ao longo do ano. No comecinho de janeiro, os assinantes receberão o relatório de dezembro. Ufa!

Continuarei por aqui, caso queira ou precise falar comigo — basta responder este e-mail. E o grupo dos assinantes seguirá ativo também — se ainda não é assinante, considere tornar-se.

Este ano, de retorno à independência e o primeiro em que me dediquei integralmente ao Manual, foi sensacional. Obrigado por me acompanhar e que 2020 seja ainda melhor. Até lá!

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Post livre #204

Toda semana, o Manual do Usuário publica o post livre, um post sem conteúdo, apenas para abrir os comentários e conversarmos sobre quaisquer assuntos. Ele fecha no domingo por volta das 16h.

Lugar de realidade virtual é fora de casa

O futuro da realidade virtual (VR, na sigla em inglês) parecia promissor em 2015. O Facebook havia acabado de comprar a Oculus e trazido para dentro de casa seu visionário fundador, Palmer Luckey; os primeiros headsets comerciais avançados de HTC, Facebook/Oculus e Sony estavam prestes a serem lançados; e Google e Samsung atacavam na faixa de entrada, com produtos que, usando celulares como visores, eram vendidos a preços bastante acessíveis.

Em paralelo, as chamadas experiências imersivas em realidade virtual despontavam — afinal, previa-se que em breve haveria uma grande demanda por conteúdo. Alguns chegaram a dizer que em poucos anos os headsets de realidade virtual seriam tão bons e acessíveis que muita gente os teriam em casa e modelos super baratos seriam distribuídos em voos internacionais, junto àqueles fones de ouvido semi-descartáveis. Uns poucos, mais empolgados, chegaram a comparar a vindoura revolução da realidade virtual às ondas avassaladoras de adoção dos computadores e celulares.

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Bloco de notas #18

Quando relancei a newsletter do site com o nome Bloco de notas, o objetivo era fugir do noticiário e fazer dela uma espécie de bloco de notas mesmo, ou seja, um caderninho com anotações de curiosidades e coisas que chamaram a minha atenção. Em algum momento dos últimos dois meses, perdi isso de perspectiva e, quando me dei conta, estava fazendo aquilo que jamais foi o objetivo: uma curadoria de notícias. Esta edição marca um retorno à essência do Bloco de notas, com menos notícias, mais curiosidades, com a republicação aqui no blog após o envio da newsletter. Espero que você goste.

Campeões da Black Friday

Burger King e McDonald’s conseguiram uma façanha nesta Black Friday: superar lojas virtuais no ranking de reclamações do ReclameAqui. Foram 1.036 reclamações, ou 11,7% do total, motivadas por uma instabilidade no Mercado Pago (5º no ranking) na hora de processar o pagamento das promoções de dois lanches por ~R$ 5. Parabéns? [ReclameAqui, em português]

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Post livre #203

Toda semana, o Manual do Usuário publica o post livre, um post sem conteúdo, apenas para abrir os comentários e conversarmos sobre quaisquer assuntos. Ele fecha no domingo por volta das 16h.

Sobrecarga de experiência

Um repórter entra numa loja da Baixa Manhattan para explorar um “experimento curioso em entretenimento público”. Ele é levado a um espaço parecido com um estúdio banhado por luzes coloridas. Música estranha emana de alto-falantes invisíveis enquanto membros da equipe com vestimentas que lembram togas distribuem brinquedos, caleidoscópios e balões, cujo propósito permanece desconhecido. “Estamos tentando derrubar todas as convenções de entretenimento”, proclama o carismático jovem fundador do lugar a título de explicação — com exceção do ingresso superfaturado, o repórter descobrirá mais tarde.

Esta cena não ocorreu no Museu do Sorvete, no Snark Park, no 29 Rooms ou em nenhum dos atuais espaços fotogênicos e multissensoriais de lazer urbano. Na verdade, nem sequer aconteceu neste século. Aconteceu em 1968, quando um repórter da revista Time foi a um evento psicodélico de curta duração no SoHo chamado Cerebrum. Tal qual seus descendentes contemporâneos, o Cerebrum era difícil de categorizar, mas acabou por ser descrito com um termo abrangente hoje familiar. “Qualquer definição que tenha — e talvez não possa ter uma”, escreveu o repórter da Time, “o Cerebrum é uma experiência”.

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