5 coisas sobre o Orkut, a rede social mais brasileira que já existiu

O fim chega para todos, amigo. Hoje é a vez do Orkut, a primeira rede social do Google e de muitos de nós, brasileiros, dar adeus ao ciberespaço.

Criado em janeiro de 2004 pelo engenheiro turco Orkut Büyükkökten, não demorou muito para a rede ser invadida por brasileiros. Qual o motivo? Até hoje não se sabe muito bem o porquê. Certo mesmo é que apesar da ostracismo em que afundou nos últimos anos, primeiro eclipsado pelo Facebook, depois rejeitado pelo próprio pai, o Google, o Orkut ficará para sempre marcado na história digital do Brasil.

Hoje, muita gente compra smartphone para usar WhatsApp; em 2004, o Orkut teve o mesmo efeito no comércio de computadores. Ele foi a iniciação de muita gente à Internet e daquele jeito meio desengonçado, politicamente incorreto e cheio de tretas e piadas internas, ganhou os nossos corações e navegadores.

Para celebrar esta data, separei cinco coisas muito “Orkut”. Engula o choro, prepare o coração e venha comigo. (mais…)

O comercial da GoPro HERO4 Black Edition filmado inteiramente com ela própria

A linha 2014 de câmeras de ação da GoPro foi finalmente anunciada e a nova topo de linha, a HERO4 Black Edition, parece espetacular com seus vídeos em 4K a 30 fps (quadros por segundo) ou, em Full HD, a 120 fps.

O vídeo de divulgação é composto por quatro minutos de paisagens espetaculares, totalmente filmado com a nova câmera. Um deleite:

O único problema dela, aparentemente, é o preço. A GoPro HERO4 Black Edition custa, nos EUA, US$ 500. No Brasil, o modelo anterior, a HERO3+ Black Edition, que lá fora custa US$ 400, começa em ~R$ 1.700 nas lojas do varejo mais tradicionais. Faça a conta.

Além da HERO4 Black Edition, a GoPro lançou outras duas novas câmeras de ação. A HERO4 Silver é basicamente a HERO3+ Black Edition com algumas melhorias — tela sensível a toques, modo noturno, Bluetooth e sistema de áudio aprimorado. Até o preço é idêntico à da sua antecessora, US$ 400.

O modelo mais simples entre os novos é chamado simplesmente HERO. Custa US$ 130, tem qualidade de vídeo menor, nada de touchscreen, Wi-Fi e uma série de outros recursos legais, e alcança a resolução máxima de 1080p (Full HD) a 30 fps. O lado bom? Além de ser barata, a própria câmera é à prova d’água, dispensando o case que acompanha os modelos superiores.

O Gizmodo publicou um hands-on bem completo das novas câmeras. Nos EUA, elas serão lançadas dia 5 de outubro.

Com Photoshop por streaming, Chromebooks podem ficar mais atraentes

Photoshop a caminho do Chrome OS.
Foto: Google.

O Google anunciou uma parceria com a Adobe para levar o Photoshop aonde ele nunca havia ido antes: aos Chromebooks.

Esses notebook que rodam Chrome OS, como já vimos duas vezes, são bem limitadas. De que maneira, então, o pesadão Photoshop rodará neles? Com o poder da nuvem. O Projeto Photoshop Streaming oferecerá aos donos de Chromebooks e usuários de Windows que usam o Chrome a possibilidade de rodar o editor de imagens via streaming.

Na prática, é como se o Chromebook/Chrome fosse um terminal burro. Todo o processamento, armazenamento e até a própria instalação do Photoshop ocorrerá em servidores remotos. Localmente, apenas a interface e os comandos serão executados. Por limitações atuais, o Photoshop Streaming não terá funções que rodam em cima da GPU, não salvará arquivos localmente (tudo ficará no Google Drive), nem conversará com periféricos, incluindo impressoras.

As vantagens, por outro lado, são ter um Photoshop, ou melhor, o Photoshop de verdade sempre atualizado, sem ocupar espaço na memória do equipamento e que roda mesmo no fraquíssimo hardware tipicamente encontrado em Chromebooks. De outra forma, ou seja, instalado e consumindo recursos locais, esse aplicativo seria inviável. Para o Google, a oferta do Photoshop eleva o moral do seu Chrome OS, ainda encarado com desconfiança por usuários e imprensa pela sua restrição a apps que rodam na web.

Na primeira fase o Photoshop Streaming será restrito a usuários selecionados que pagam a Creative Cloud, são estudantes e residem nos EUA. Para o futuro, a Adobe promete expandir o programa, além de trazer outros apps da Creative Cloud à modalidade por streaming.

Quem tem um Chromebook encontra editores de imagens relativamente simples na Chrome Web Store, como o Pixlr e o Sumo Paint. Nada que se compare ao poder do Photoshop, porém.

Entenda o Shellshock, a falha no Bash tão grave quanto o Heartbleed

Stephane Chazelas, um entusiasta de software livre, descobriu uma falha de 22 anos (!) no Bash, interpretador de comandos bastante popular em sistemas *nix, como Linux e o OS X, da Apple.

A falha permite que alguém tome o execute comandos remotamente em máquinas afetadas. Dada a amplitude com que o Bash é usado, de servidores a sistemas embarcados (câmeras fotográficas, roteadores, terminais comerciais), o potencial de danos é tão grande, ou até maior, que o do Heartbleed, outra falha encontrada no OpenSSL no começo do ano.

O Instituto Nacional de Padrões e Tecnologia dos EUA atribuiu ao Shellshock nota 10, a máxima na escala, em termos de gravidade, impacto e exploração, e para piorar o mesmo órgão disse que a falha é de baixa complexidade, o que significa que pode ser facilmente usada. (mais…)

Yahoo anuncia encerramento do Yahoo

Primeiro layout do Yahoo.
Yahoo em 1994. Imagem via NBC.

Quando a web comercial surgiu as pessoas tinham dificuldade em encontrar sites. Até existia buscador, mas seus algoritmos eram simples e altamente sujeitos a fraudes, logo não entregavam resultados nem mesmo próximos dos de buscadores modernos. As melhores formas de descobrir sites eram ou por indicação de alguém, via e-mail ou boca a boca, ou através de links em outras páginas.

O Yahoo surgiu com outro nome, “Jerry and David’s guide to the World Wide Web”, em janeiro de 1994. Criador por Jerry Yang e David Filo, no princípio ele era um diretório, um site recheado de links que encontrados, revisados e categorizados por humanos. O buscador Yahoo só surgiu no início da década de 2000, e nem era próprio — ele usava os resultados do Google. Apenas em 2004 o Yahoo colocou no ar uma versão com índice e tecnologia próprios.

É por isso que o anúncio do fim do Diretório do Yahoo, marcado para 31 de dezembro de 2014, abre margem para a piadinha do título. É como se o Google acabasse com seu buscador, a Microsoft, com o Windows ou a Nokia com as fábricas de celulose. Hey, a Nokia não produz mais celulose! Ou seja, é um passo natural, mas não deixa de ser histórico.

A única parte chata disso (alguém ainda usa diretórios?) é que parte da memória da web se vai junto com esses serviços pioneiros. O comunicado do Yahoo não diz se o Diretório permanecerá online, como o Orkut, ou se terá o mesmo fim do Geocities, o primeiro lar online de muita gente e que o mesmo Yahoo descontinuou e apagou da web em 2009.

Correção do bug no botão Home do iPhone que abre a multitarefa

Atualização (20/10/2014): Esqueça o procedimento abaixo — ele é paliativo e embora amenize, não resolve o problema por completo. A solução definitiva, pelo menos para mim, foi atualizar o iPhone para o iOS 8.1.


Multitarefa do iOS 8 no iPhone.
Não aguentava mais essa tela.

Desde que atualizei meu iPhone 5 para o iOS 8 o botão Home passou a se comportar de forma estranha. Ao pressioná-lo uma vez ele frequentemente abria a tela da multitarefa em vez voltar à inicial. É um negócio bem chato, se quer saber.

Inicialmente pensei tratar-se de algum bug da nova versão do sistema. Problema de hardware eu descartei de cara — seria uma coincidência muito infeliz ele se manifestar exatamente após concluída a atualização. Minha esperança era alguma subsequente solucionasse essa chateação. Veio a 8.0.2, atualizei e… nada.

Ocorre que, pesquisando os sintomas no Google, descobri que o botão estava apenas descalibrado. A correção, encontrada num desses sites feitos especialmente para eventos pontuais, o “iOS 8 Release Date”, é a seguinte:

  • Abra algum app padrão da Apple, como o Tempo ou Relógio.
  • Aperte e segure o botão Power até o slider para desligar aparecer na tela.
  • Aperte e segure o botão Home até a tela anterior sumir.

Pronto, problema resolvido.

Apple sobre o iPhone 6 Plus que entorta: nove clientes afetados

Da Apple ao Pocket-lint:

Em uso normal um entortamento no iPhone é extremamente raro e em seis dias à venda, nove clientes entraram em contato com a Apple com um iPhone 6 Plus torto.

A empresa aproveitou o contato para dizer que o iPhone 6 Plus é feito de alumínio anodizado temperado para maior resistência e que internamente ainda conta com aço inoxidável e titânio para reforçar áreas mais sujeitas à pressão. Disse, também, que usa “o vidro mais forte” da indústria dos smartphones e que submete os dois novos iPhones a rigorosos testes de qualidade.

Produtos defeituosos são uma normais

Todo produto fabricado em larga escala está sujeito a defeitos de fábrica. Todo produto. É chato? Para os nove compradores do iPhone 6 Plus que tiveram seus smartphones entortados, certamente. Mas não é motivo para pânico, nem para o alarde que vêm fazendo.

O iPhone 6 Plus poderia ser mais grosso? Sim, e com benefícios. Seria menos propenso a esse tipo de problema, teria uma bateria maior e ainda evitaria o calombo da câmera. Só que sendo ele assim, com 7,1 mm de espessura, é de se dar pelo menos algum crédito aos engenheiros da Apple. Eles meio que sabem o que fazem. A Apple não poria um iPhone (e sua reputação) em risco de forma tão ingênua, nem arriscaria perder o bom histórico de baixos índices de problemas de fábrica do seu principal produto.

Em 2010, uma pesquisa da SquareTrade Research constatou que a taxa de mal funcionamento no então novo iPhone 4S era a menor do mercado, de apenas 2,1% no primeiro ano. Se considerarmos os 10 milhões de iPhone 6 e iPhone 6 Plus vendidos no primeiro fim de semana desde o lançamento, a porcentagem de aparelhos entortados é de… 0,00009%. Acho que esse valor está dentro da normalidade.

Contestação da Consumer Reports

A mesma matéria do Pocket-link cita algumas incongruências no vídeo que, se não deu início, amplificou o #bendgate — este, do Unbox Therapy. A hora na tela de bloqueio do iPhone 6 Plus entortado muda constantemente, o que pode sugerir manipulação.

A Consumer Reports, publicação norte americana com boa reputação, submeteu os novos iPhones e outros smartphones populares lá (HTC One M8, iPhone 5s, Galaxy Note 3 e LG G3) a uma máquina de pressão industrial chamada Instron, método mais científico do que tentar dobrar um gadget com as próprias mãos. Resultado? É preciso aplicar muita força para dobrar um iPhone 6 Plus, mais do que para dobrar um iPhone 6 ou um One M8, da HTC. Veja:

Sketchbook Pro, Threes e outros 22 apps grátis para Android

A Amazon disponibilizou, de graça, 24 apps que somados e em condições normais custam R$ 330. Não é notícia repetida; dessa vez, aliás, as ofertas são melhores.

Você pode ver todos os apps e jogos aqui. As minhas indicações são essas:

  • Threes: sabe o 2048? Então, este é o original. Arte, áudio e desafio muito superiores, um trabalho fino e de extremo bom gosto.
  • Sketchbook Pro: meu app preferido para desenhar em smartphones e tablets. Tem uma infinidade de pincéis, suporta camadas e o traço fica bem suave.
  • Swype: normalmente ele custa baratinho, mas já que está de graça…
  • Another World: não joguei a versão para Android, mas o original para PC, da década de 1990, é clássico. Você talvez se lembre dele como Out of This World; é o mesmo jogo.
  • Genius Scan+: transforma a câmera do smartphone em um scanner, com redimensionamento e adaptação do material salvo, e integração com serviços de armazenamento na nuvem. Normalmente custa ~R$ 15.
  • OfficeSuite Professional 7: editor de textos, planilhas eletrônicas e apresentações de slides. Algumas fabricantes trazem pré-instalada uma variante apenas para visualização dele em seus dispositivos.
  • Riptide GP2: esse eu nunca joguei, mas sempre tive curiosidade. Se for parecido com o saudoso Wave Race 64, vale o esforço.

A promoção é válida até sábado. Para instalar apps da Amazon Appstore, é preciso liberar a instalação de apps fora da Play Store no seu dispositivo Android. Aprenda como nesta página.

Ello: ausência de anúncios e foco nas pessoas para ser alternativa ao Facebook

Mascote do Ello.“Simples, bonita e livre de anúncios”. É assim que o Ello se apresenta. Trata-se de uma rede social para pessoas. Não há anunciantes, métricas sendo repassadas a eles e a promessa, incorporada a um manifesto sucinto, quase agressivo, é de permanecer assim. “Acreditamos que uma rede social possa ser uma ferramenta para empoderar. Não uma para enganar, coagir e manipular — um lugar para conectar, criar e celebrar a vida.” E termina com “você não é um produto”.

Lançado em julho, o Ello teve uma explosão de cadastros de pessoas da comunidade LGBT iradas com a política de nomes reais do Facebook. Embora não se declare como tal, o estigma de “anti-Facebook” se intensificou com esse episódio e parece estar ajudando o site a ganhar tração. Em paralelo, a simplicidade, que é gritante na identidade visual do serviço, também se destaca. (mais…)

Este é o Wireless Display Adapter da Microsoft, o novo concorrente do Chromecast

O concorrente do Chromecast da Microsoft.
Foto: Microsoft.

Todo mundo achando que o (respire fundo) Microsoft Screen-Sharing for Lumia Phones HD-10 era o concorrente do Chromecast, e ontem a Microsoft aparece com outra coisa, o Microsoft Wireless Display Adapter. Quem escolhe esses nomes?

O novo produto é, à primeira vista, parecido com o Chromecast, mas alcança o mesmo fim por um caminho diferente. O Wireless Display Adapter usa o protocolo Miracast em vez de um fechado, como o Cast do Google. E, por isso, ele independe de conexão à Internet para funcionar. O que o dongle da Microsoft faz é compartilhar a tela, qualquer tela, de dispositivos rodando Windows, Windows Phone ou Android 4.2.1+ — nada de iOS, já que a Apple não suporta o Miracast. (mais…)

Timelapse e outras novidades da câmera no iOS 8

O iOS 8 traz uma série de melhorias ao app da câmera. São recursos que vão do básico ao avançado e que diminuem a necessidade de buscar apps alternativos para tirar fotos e gravar vídeos com um iPhone.

Diferentemente do slow motion, o timelapse funciona com versões antigas do smartphone. Veja cerca de uma hora do meu trabalho condensada em 30 segundos:

Outras duas novidades merecem menção, essas coisas que já deveriam existir há séculos. Primeiro, o temporizador. Agora dá para programar a câmera para fazer uma foto passados três ou dez segundos. A outra não é tão básica, mas igualmente bem-vinda: controle independente de exposição. Ao focar um ponto no viewfinder para travar o foco, basta arrastar o dedo para cima ou para baixo para aumentar ou diminuir a exposição da imagem, ou seja, ela não fica mais atrelada ao ponto focalizado.

Controle de exposição independente.

No The Next Web, Jackie Dove compilou todas as novidades dos apps Câmera e Fotos do iOS 8.

O processo de migração para um novo smartphone

O Mobilon do Tecnoblog está com um novo Moto X e ontem, pelo Twitter, narrou sua epopeia para configurar e transferir dados do antigo smartphone para o novo:


Fiquei interessado no processo porque ele difere muito do meu. Quando uso um Android, meu ou para testes, faço o seguinte: (mais…)

Cuddlr, o Tinder para trocar um chamego com estranhos — sem sacanagem

https://vimeo.com/104043430

Não é do meu feitio fazer julgamentos ao comportamento alheio, mas o Cuddlr, que até onde pesquisei não é uma brincadeira, merece uma análise sócio-antropológica mais aprofundada.

Trata-se de um app para receber um… “chamego” de estranhos. Ao abri-lo, surge um menu à la carte de outros usuários nas redondezas. O escolhido recebe uma notificação e, se for com a sua cara, aceita o pedido de carinho. Então vocês se encontram em algum lugar, como num parque tal qual o vídeo sugere (afinal, por que não conhecer um estranho creepy num parque?), e vocês fazem o que tem que ser feito, ali ou num local mais íntimo, podendo rolar até uma soneca de conchinha. Depois, cada um diz se a interação foi legal ou não, e isso fica registrado no perfil para que outros usuários vejam como você é um bom ombro amigo, tem um abraço gostoso.

É como um Tinder segmentado. Segundo o fundador do Cuddlr, Charlie Williams, não é sobre sexo e o Cuddlr é legal mesmo para quem já está num relacionamento estável. À Salon, ele disse:

Um carinho de mora mais que um abraço, mas é mais curto que um encontro, então você não precisa ficar sentado tomando alguma coisa se você decide que alguém não é para você: é possível terminar um carinho educadamente a qualquer momento. Pessoas desinsteressadas em encontros, seja por já estarem em uma relação ou por não quererem uma, gostarão da experimentar uma conexão com alguém sem a pressão de se arrumarem, encontrar alguma coisa para fazer, trocarem números ou mesmo se verem outra vez.

A entrevista toda vale a pena. Quando perguntado sobre como surgiu essa ideia, e essa certamente seria a primeira pergunta que eu faria, ele disse:

A ideia do app veio do nosso designer, Jeff Kulak. No começo falamos dela como uma piada…

Charlie, não leve a mal, mas vocês deveriam ter parado aí.

…, o nome sendo uma brincadeira com a tropa de apps com “-r” no final.

Boa, Charlie, estou rindo muito.

Mas então nós dois rapidamente concluímos que há uma necessidade disso, que usaríamos de verdade esse app se ele existisse, e que  era tecnicamente viável para nós torná-lo realidade.

Eu concordo que falta um pouco de calor humano nas relações mediadas por telas, mas o Cuddlr me parece o remédio errado para essa mazela. A dinâmica é muito similar à das relações online, e como diferencial apenas coloca um pedacinho de contato corporal na fórmula. É um paliativo que talvez reconforte, mas soa como apenas isso, um paliativo. E um bem estranho.

O Cuddlr é gratuito e está disponível apenas para iPhone.

Com a compra da Aviary, Adobe expande sua presença online

A Adobe acabou de comprar mais uma empresa, a Aviary. Essa produz um kit de desenvolvimento que fornece capacidades de edição de imagens para outros apps. O Twitter, por exemplo, recorre à tecnologia para dar a seus usuários filtros e ferramentas básicas.

A quantia paga pela Adobe não foi revelada, mas uma coisa a empresa, conhecida pelo PDF e pelo Photoshop, não pode esconder: a transição para um mercado centrado na nuvem tem sido bem sucedida.

Em 2011 os principais aplicativos de produção da Adobe tiveram sua distribuição repensada. Em paralelo às versões anuais vendidas a peso de ouro, Photoshop, Illustrator, Premier e outros passaram a ser comercializados também em um sistema de assinatura, com preços mais acessíveis. Desde maio de 2013, esse passou a ser o modelo exclusivo para as novas versões desses apps. No Brasil, o pacote para fotógrafos, que inclui Photoshop e Lightroom para desktop, dispositivos móveis e na nuvem, custa R$ 22 por mês. A Creative Cloud completa, com apps e extensões a perder de vista? R$ 65 R$ 1091 por mês.

Ao mesmo tempo em que mudava seu ganha-pão, a Adobe reforçou a presença online comprando startups. A lista de aquisições nos últimos anos é vasta e inclui o Typekit, um serviço de distribuição de fontes para a web; Behance, portfólio para artistas digitais; soluções para gerenciamento de campanhas, como Demdex e Neolane; e, por último, o Aviary. Ela também lançou soluções próprias, como o Revel, para armazenar fotos na nuvem e permitir o acesso a elas via dispositivos móveis.

Apesar de ter desapontado levemente os acionistas no último trimestre, a base de usuários da Creative Cloud continua subindo. Já são 2,81 milhões de clientes pagando mensalmente para ter acesso à tecnologia mais recente da empresa. Para uma empresa tão antiga, dona de um dos softwares que ainda hoje uma multidão usa diariamente, é um feito e tanto.

  1. O valor de R$ 65/mês é válido apenas para clientes que tenham a Creative Suite 3 ou posterior.

Ganhe 15 GB de espaço para fotos e vídeos no OneDrive

Por ocasião do lançamentos dos novos iPhones, a Microsoft lançou uma promoção maluca que oferece 15 GB extras no OneDrive para salvar fotos e vídeos no serviço.

Para dobrar o espaço da sua conta no OneDrive, basta instalar o app e ativar o upload automático da câmera. E vale para todos, não só proprietários do iPhone 6 ou iPhone 6 Plus. Quem tem um mais velhinho ou usa Windows, Windows Phone ou Android também se beneficia, da mesma forma e nos mesmos termos, ou seja, baixando o app e ativando o upload automático da câmera.

A única pegadinha é que esses 15 GB têm destinação específica, só servem para salvar fotos e vídeos. Não é muito difícil encher smartphones de 8 ou até 16 GB de espaço com esse tipo de conteúdo, então a ajuda é bem-vinda. Não deixa de ser uma pena, se você não é do tipo que tira 50 selfies por dia, que os 15 GB extras não possam ser usados para salvar outras coisas.

Atualização (23/9, 8h55): Desfazendo a confusão: os 15 GB podem ser usados para qualquer tipo de arquivo, não apenas fotos. E a Microsoft precisa seriamente de alguém que redija anúncios menos ambíguos.

Ah sim: a promoção vale até o fim do mês.