Segurança de dispositivos móveis: além das senhas, códigos e padrões

Quando o Windows era mais suscetível a vírus e outros tipos de malware, ter um antivírus instalado era imprescindível. A primeira característica analisada era a eficiência dos algoritmos de detecção e heurística, mas outro fator também “pesava”: o impacto do monitoramento em tempo real no desempenho do computador.

O equilíbrio entre proteção e transparência é uma das metas mais difíceis de se alcançar quando se fala em segurança digital, especialmente para consumidores domésticos. O desafio não é tornar um sistema seguro, mas alcançar isso sem comprometer muito a experiência de uso.

Em dispositivos móveis isso também é válido, embora o dilema tenha outro foco. Pela sua característica nata, a mobilidade, perdas e roubos são merecedores de maior atenção. O mecanismo mais básico e um dos mais eficientes para minimizar danos em casos imprevistos é o código de bloqueio da tela — numérico, alfanumérico ou por padrão. (mais…)

Washboard, a startup mais inútil do mundo, fecha as portas

Site da Washboard, provavelmente a startup mais inútil do mundo.
Imagem: Washboard.

Uma startup fechou as portas nos EUA. Ok, nada novo, acontece todo dia. Desta vez foi a Washboard, e depois de entender o que ela fazia o que mais intriga não é ela ter acabado, mas como chegou a funcionar e, pior, conseguiu cerca de dez clientes. (mais…)

Qual o número ideal de seguidores no Twitter?

Taylor Lorenz, no The Daily Dot:

82% dos usuários do Twitter tem menos de 300 seguidores e 391 milhões de contas no Twitter têm zero. (…) De acordo com a empresa de estatísticas Beevolve, o usuário médio do Twitter tem cerca de 208 seguidores. Entretanto, quase metade (44%) de todos os usuários nunca enviaram um tuíte sequer.

Números interessantes que introduzem um assunto ainda mais: até que ponto a audiência no Twitter influencia o comportamento de quem é seguido? Na matéria, há dois “checkpoints”:

  • 500: segundo Samir Mezrahi, responsável pelas redes sociais do Buzzfeed, esse é o ponto de equilíbrio no Twitter, uma quantidade de seguidores que não lhe deixa falando sozinho e que por outro lado não intimida a publicação de coisas menos planejadas, pensamentos soltos e meio malucos que teríamos receio de escrever a públicos maiores.
  • 3000: também segundo Mezrahi, a partir daqui toda ação gera uma reação. Com três mil seguidores, é bem provável que todo tuíte, por mais bobo que seja, gere alguma resposta.

O limite? Não existe, claro. E infelizmente não adianta escrever alucinadamente no Twitter para conseguir seguidores; não há uma relação causal entre as duas coisas e outros fatores, como notoriedade (gente famosa), influenciam mais do que conteúdo.

Google Play Services 5.0

O Google anunciou que a liberação do Google Play Services 5.0 foi finalizada. Para quem não conhece, é uma espécie de app com super poderes que permite à empresa atualizar componentes críticos do Android independentemente de versão — e, portanto, passando os processos burocráticos, lentos e muitas vezes inexistentes de atualização das fabricantes e operadoras.

A versão 5.0 substitui a 4.4 (indício da versão do Android L?) e traz algumas APIs inéditas e novos recursos a outras já existentes. No vídeo acima o rapaz do Google explica cada uma delas de modo meio constrangedor, mas eficiente.

As que me chamaram mais a atenção:

  • Android Wear: permite a comunicação entre smartphones/tablets e dispositivos que rodam o Android Wear, como relógios inteligentes. A nova seção da Play Store, com apps compatíveis com Android Wear, deverá crescer.
  • API para jogos salvos (criação de “snapshots”). Na prática, significa que o usuário pode pausar um jogo no smartphone e continuar do mesmo ponto em outro dispositivo, como um tablet.
  • Indexação de apps. Com essa API, o histórico de qualquer app pode ser incorporado à pesquisa do Google.
  • Google Cast. Agora o Chromecast é capaz de lidar com legendas.
  • O Google Wallet consegue ler e armazenar cupons de desconto na nuvem. O sistema é esperto e usa a localização do usuário para lembrá-lo de usar seus cupons quando estiver no local correto.

Adaptador de trava de segurança do Mac Pro

Nos EUA, custa US$ 49. Aqui sai por R$ 229. Para quem paga R$ 14 mil em um computador, não é um valor que faça tanta diferença — e uma segurança extra para um equipamento tão caro.

Além de compatibilizar o Mac Pro com travas de segurança no padrão Kensington, o adaptador também protege a parte interna de bisbilhoteiros. Diz a Apple que a instalação é simples, não depende de ferramentas e não danifica o produto.

Xiaomi diz já ter vendido 26 milhões de smartphones no primeiro semestre de 2014

Números impressionantes da fabricante chinesa que, no final do ano passado, após uma pequena crise interna no Google, contratou o brasileiro Hugo Barra para liderar a expansão internacional. Na China, a Xiaomi vende mais que Apple e Samsung — e isso não é pouca coisa.

Sobreviventes do Orkut migram para a rede russa VK

“O número de inscrições do Brasil nos últimos dois dias aumentou em 2.000% e continua a crescer rapidamente” escreveu George Lobushkin, relações públicas da VK, em postagem no serviço russo.

A VK já tem quase 200 mil brasileiros e cerca de 20 comunidades em português –a maioria sobre futebol ou que fazem menção à condenada rede do Google, como a “Sobreviventes do Orkut”.

Correndo o risco de ser espionado pelos asseclas de Putin, fiz um perfil na VK. Visualmente, lembra mais o Orkut que o Facebook mesmo, ou esse último nos tempos pré-Linha do Tempo.

A VK é a maior rede social da Europa, com mais de 100 milhões de usuários. Um detalhe interessante é o player de música: dá para ouvir qualquer (ok, muita) coisa gratuitamente; basta usar a pesquisa e dar play.

Não seria a hora de olharmos a Mirtesnet com mais atenção? Não? Ok.

Fim da linha para TVs de plasma da Samsung

A Samsung anunciou que encerrará a produção de painéis de plasma em 30 de novembro desse ano.

A maioria dos comparativos de qualidade entre TVs, como do Wirecutter e Cnet, colocava modelos de plasma no topo da lista. O Wirecutter vai além: não recomenda um modelo específico de LCD por não ver nenhum que se destaque a ponto de merecer a honraria. Na página, os problemas dessa outra tecnologia em relação ao plasma são destacados: contraste menor, “borrões” em cenas de movimento e manutenção da qualidade quando não se está exatamente de frente à TV.

O fim da linha para as TVs de plasma da Samsung é o último prego no caixão da tecnologia. Ano passado ela já havia sofrido uma grande baixa com a saída desse mercado da Panasonic, até então referência. Entre as grandes, sobrou a LG, mas suas telas do tipo nunca foram tão bem cotadas.

Tanto Samsung, quanto Panasonic, alegam que a decisão foi tomada devido a “mudanças nas demandas do mercado” e, no caso da primeira, que passará a focar esforços em telas UltraHD e com tela curvada. Na prática, analistas dizem que é por outro motivo: painéis LCD são mais baratos e entregam margens de lucro maior. Há notícias, essas meio desencontradas, de que existem dificuldades técnicas de adaptação do plasma à resolução UltraHD (4K).

O mais curioso é que entre o público em geral é difícil encontrar fãs ardorosos do plasma. Uma boa parte dele, inclusive, evita telas do tipo devido ao estigma do “burn-in”, um problema das primeiras TVs do gênero que deixava marcados na tela elementos que ficassem estáticos por muito tempo — pense no logo das emissoras que fica no canto inferior direito, ou no placar dos jogos de futebol.

A série F8500, da Samsung, última de plasma da empresa, passou a valer bem mais do dia para a noite. Pena que por um motivo bem ruim.

RSA alerta sobre o Bolware — e o mundo descobre o boleto bancário

Mapa de incidência do Bolware.
Imagem: RSA Data Security.

A RSA Data Security emitiu alerta sobre um malware chamado Bolware.

Segundo a investigação, que é conduzida pela Polícia Federal do Brasil e o FBI, o Bolware pode ter comprometido quase meio milhão de boletos e gerado prejuízo na casa dos R$ 8,57 bilhões. Além de fraudar esses documentos, o malware ainda captura credenciais usadas para acessar sites. A RSA diz ter detectado quase 200 mil instâncias do Bolware em diferentes IPs, todos rodando Windows.

Tanto lá, quanto no post de Brian Krebs, por onde fiquei sabendo dessa notícia, chega a ser engraçado a tentativa deles de explicar o boleto. Do blog do Krebs:

Em pauta está o “boleto” (oficialmente “Boleto Bancario”), um método de pagamento popular no Brasil que é usado por consumidores e a maioria dos pagamentos B2B. Os brasileiros podem usar boletos para completar compras online através do site do seu banco, mas diferentemente de pagamentos com cartão de crédito — que podem ser contestados e revertidos –, os feitos via boletos não estão sujeitos a cobranças e só podem ser reembolsados via transferência bancária.

Enquanto os culpados não são identificados e o esquema, derrubado, a RSA recomenda a utilização de apps móveis para realizar o pagamento através da leitura do código de barras. O método usado pelo Bolware para comprometer boletos consiste em trocar o código numérico na hora do pagamento, mas ele é incapaz de modificar o código de barras.

Outra saída, essa indicada pela FEBABRAN, é recorrer ao DDA, ou débito direto autorizado. Nunca tinha ouvido falar disso. Parece uma boa, mas este site horrendo que explica o sistema com uma animação tosca feita em Flash não é o tipo de coisa que transmite segurança.

5 culpados pela primeira geração do Android Wear não empolgar

A primeira safra de relógios inteligentes rodando Android Wear está em pré-venda nos EUA e vários sites já publicaram análises e comentários sobre G Watch, Gear Live e Moto 360, as apostas de LG, Samsung e Motorola. Pelo que se viu até agora, não será dessa vez que relógios que fazem mais do que mostrar as horas se tornarão populares. (mais…)

Status do Android 4.4 para a linha Razr, da Motorola

Paulo Higa:

Ao Tecnoblog, a Motorola afirma que RAZR D1, RAZR D3, RAZR i e RAZR HD eram smartphones “baseados na arquitetura anterior, que não seguiam o conceito do Android puro”, diferente dos atuais Moto E, Moto G e Moto X. Portanto, o processo levou mais tempo porque a Motorola ainda está trabalhando em “adaptações necessárias na interface do usuário” desses modelos.

As referidas modificações são um widget, uma tela de configurações rápidas e alguns ícones diferentes. É uma justificativa, mas… né? Talvez outros entraves internos da “arquitetura anterior” menos óbvios tenham contribuído para o atraso. O que importa é que, afinal, os donos dessa ótima geração de Android da Motorola (testei o RAZR D1 e gostei bastante) ganharão mais uma atualização.

“Ok Google” passa a funcionar em português do Brasil

https://www.youtube.com/watch?v=n083tYzG5zc

A ativação do Google Now por um comando de voz (“Ok Google”), antes exclusividade do Moto X, agora está disponível para qualquer Android capaz de rodar o assistente do Google. Segundo o Felipe, no Giz, os comandos por voz a partir de qualquer parte do sistema vêm com a versão 3.5.15 do app Pesquisa Google.

Fiz alguns testes em um Nexus 4 atualizado e, pelo menos aqui esse “qualquer parte do sistema” ainda não está disponível — no do Felipe também não. A ajuda diz que essa capacidade é restrita aos “falantes de inglês nos EUA”. Existe a possibilidade da documentação estar desatualizada — e fica a esperança de que seja o caso e, com o tempo, a ativação do comando em qualquer tela/app funcione com o português também.

Com o Google Now Launcher ativado, consegui usar o comando “Ok Google” a partir da tela inicial também, somando-se ao próprio Google Now. É pouco? É, mas já é alguma coisa. Saudades de programar o despertador falando com o Moto X

Dica do @gilbras. Valeu!

Para crescer, Twitter produto e Twitter negócio precisam de harmonia

Dan Frommer, na Quartz:

O Twitter é uma ideia muito boa (e uma já bem sucedida) para não ter, algum dia, bilhões de usuários e bilhões de dólares em faturamento. O Facebook já tem mais de 1 bilhão de usuários móveis por mês; não há razão para que o Twitter, indiscutivelmente uma maneira melhor de receber notícias em seu smartphone, não alcance esse nivel com um produto melhor e bom marketing. O desafio será fazer o produto e o negócio trabalharem em harmonia, em uma escala muito maior do que acontece hoje. Dificultará isso o fato de que novos líderes, vários deles usuários recentes e casuais do Twitter, estão agora no comando.

Além das mudanças no comando do Twitter, o serviço continua experimentando: um botão “comprar” está em testes e deve aparecer logo em anúncios patrocinados, mais ou menos como o botão de instalação de apps que já existe.

Essa harmonia a que Frommer se refere, pelo menos para usuários de longa data, está bem distante de se concretizar. Uso bastante o Twitter, mas bem longe das ferramentas oficiais — no smartphone, Tweetbot; na web, Tweetdeck1. Quando volto ao Twitter web ou ao app oficial, é quase como se fossem serviços diferentes. A ânsia de gerar engajamento, de estimular ações artificialmente e conseguir novos usuários arruína consideravelmente a experiência.

  1. Tecnicamente o Tweetdeck também é uma “ferramenta oficial”, mas graças aos deuses das redes sociais ele se mantém bem distante da experiência de usuário do cliente web oficial, do twitter.com.

Um Slingshot nunca será Snapchat

Mills Baker, comparando o Slingshot ao Snapchat:

Um grupo de amigos e eu temos tentado criar o hábito de usar o Slingshot, que tem algumas interações magníficas, um design visual bacana e vários pequenos detalhes esplêndidos (acho os sons agradáveis), sem muito sucesso. Minha namorada apagou ele depois de alguns dias, não por que ela está cheia de apps em seu smarthone, mas porque ele [o Slingshot] a irritava ativamente com suas demandas.

“Por que eu usaria isso?”, ela me perguntou. Não tive resposta. Dizer a alguém que algo é divertido é, normalmente, evidência de que esse algo não é.

Uso bastante o Snapchat e dei uma chance ao Slingshot, que está aqui, instalado, desde que foi lançado. Até agora recebi cinco mensagens, e dessas, três continuam bloqueadas esperando que eu mande alguma para vê-las. A mecânica básica do app, que inverte a ordem do diálogo (reação antes da ação), é desestimulante. Ter a assinatura do Facebook não ajuda também.

No texto, Mills Baker ainda diz que o que guia o Snapchat é o desejo genuíno de naturalizar a comunicação multimidiática via smartphones, e que a apresentação do app e seus recursos foram todos criados com esse intuito em mente. Não colocaria a minha mão no fogo por isso (vá saber o que se passa no escritório do Snapchat); seja genuíno ou não, pelo menos ao usuário essa impressão se sustenta. O Snapchat é todo sobre descompromisso e desinibição.

[Review] Lumia 1520, um grande Windows Phone

O Lumia 1520 encerra, por ora, uma sequência de smartphones enormes que passaram pela minha análise. Por coincidência, é o mais caro e poderoso de todos esses. Com tela de 6 polegadas, especificações de ponta e rodando Windows Phone, existem queixas nesse dispositivo para além do tamanho incômodo? É o que tentarei responder neste review. (mais…)