Mineração de bitcoins está sendo banida em países do mundo todo — e ameaçando o futuro das criptomoedas

Mineração de bitcoins está sendo banida em países do mundo todo — e ameaçando o futuro das criptomoedas (em inglês), por Shawn Tully na Fortune:

A repressão da China à mineração de bitcoin no ano passado, que culminou com uma proibição total em setembro, desencadeou uma diáspora de produtores em busca de novos lares. Muitos correram para as fontes renováveis dos países nórdicos, enquanto outros foram atrás do carvão e gás natural do Cazaquistão, Irã, Kosovo e da pequena Abcásia. No outono passado, mais de um quarto de todas as assinaturas de criptomoedas estavam sendo cunhadas no Cazaquistão e no Irã.

Mas, nos últimos meses, aqueles locais antes acolhedores começaram a expulsar mineradores em massa. Os recém-chegados estão consumindo quantidades gigantescas de eletricidade, criando déficits que estão espalhando apagões de Teerã a Almati. A tendência é especialmente ruim para os entusiastas que preveem que a indústria de bitcoin resolverá em breve seu problema de poluição pela operação majoritária com energias renováveis. Em uma nova reviravolta, os países escandinavos afirmam que não poderão atingir as metas de energia limpa se as criptomoedas estiverem ocupando uma parte enorme e crescente de seus recursos eólicos, energéticos e geotérmicos.

Os smartphones dos entregadores

Os smartphones dos entregadores, por Bruno Romani e Tiago Queiroz no Estadão:

Esqueça o iPhone ou o Galaxy S: sob essa perspectiva, o negócio bilionário das plataformas de delivery está escorado num mar de modelos básicos, e quase nunca novos, de Motorola e Samsung — é um retrato mais fiel também do mercado brasileiro de smartphones. Isso significa que a bateria seca mais rápido, o GPS não entende direito a localização e os aplicativos engasgam. Tudo isso, claro, interfere diretamente no trabalho.

[…]

Ainda que fosse mais barato, o smartphone da Apple [iPhone] não seria muito útil no trabalho. Os trabalhadores lembram que os apps para entregadores do iFood e da Rappi só funcionam com Android, sistema operacional do Google. O iFood largou o iPhone em dezembro de 2020. Assim, apenas o Uber Eats é compatível com o celular da Apple.

Dispositivos “livres de distrações” podem alterar a maneira como escrevemos?

Dispositivos “livres de distrações” podem alterar a maneira como escrevemos? (em inglês), por Julian Lucas na The New Yorker:

Mas o modo focado em um dispositivo generalista é uma sala de meditação dentro de um cassino. De que adianta separar a escrita da edição, formatação e interfaces atulhadas se você não consegue separá-la da internet? Mesmo um computador desconectado oferece muitas oportunidades de distração […]. E assim como os empresários experientes ressuscitaram o “dumb phone” [celular simples] como um dispositivo de comunicação monotarefa premium, talvez fosse inevitável que alguém revivesse o processador de texto dedicado.

PF ainda investiga ataques hacker e “megavazamento” de dados um ano depois

PF ainda investiga ataques hacker e “megavazamento” de dados um ano depois, por Paula Soprana na Folha de S.Paulo:

O balanço das investigações de ciberataques decepciona. Os principais ataques hacker a órgãos do governo durante a pandemia e a investigação sobre o caso do “megavazamento” — a venda de dados pessoais de 223 milhões de brasileiros na internet—, ocorrido há cerca de um ano, ainda estão sem resposta.

Danilo Doneda, membro do conselho nacional de proteção de dados da Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD), à reportagem:

“São tragédias anunciadas. Ao rapidamente culpar hackers, lavamos as mãos sobre a própria responsabilidade do setor público. Os sistemas são invadidos, mas não deveriam ser.”

Sua atenção não colapsou. Ela foi roubada

Sua atenção não colapsou. Ela foi roubada (em inglês), por Johann Hari no The Guardian:

Em Moscou, o ex-engenheiro do Google James Williams — que se tornou o mais importante filósofo da atenção do Ocidente — me disse que eu havia cometido um erro crucial. A abstinência individual “não é a solução, pela mesma razão que usar uma máscara de gás durante dois dias por semana fora de casa não é a resposta para a poluição. Ela pode, por um curto período de tempo, evitar certos efeitos, mas não é sustentável e não aborda os problemas sistêmicos”. Ele disse que nossa atenção está sendo profundamente alterada por enormes forças invasivas na sociedade como um todo. Dizer que a solução é apenas corrigir seus próprios hábitos — prometer não usar tanto o celular, por exemplo — é apenas “empurrá-la de volta ao indivíduo”, disse, quando “são mudanças ambientais que realmente farão a diferença”.

Vai acabar a “febre” dos unicórnios brasileiros em 2022?

Vai acabar a “febre” dos unicórnios brasileiros em 2022?, por Ralphe Manzoni Jr. no Neofeed:

O resultado é um recorde. Desde que o aplicativo de transporte 99 se tornou o primeiro unicórnio brasileiro, em 2018, nunca surgiram tantos em apenas um ano no Brasil. Até então, o melhor ano havia sido em 2019, quando Gympass, Loggi, QuintoAndar, Wildlife Studios e Ebanx atingiram avaliações bilionárias.

Não se trata de um fenômeno brasileiro. No mundo, 338 startups se tornaram unicórnios no ano passado, segundo dados da consultoria Pitchbook. Em 2020, foram 100. Em 2016, o fenômeno era raro: apenas 21 startups atingiram tal feito. Mas será que essa febre de unicórnios, que nasceram da enorme liquidez do mercado de venture capital no Brasil e no mundo, vai durar em 2022?

Do arquivo do Manual: A matemática dos unicórnios (fev/2020).

Este post é exemplo de um novo formato/categoria que estreia em 2022, a de indicações. Em vez de concentrar links de boas reportagens, artigos e colunas de opinião de outros sites na newsletter da quinta-feira, eles agora aparecem no site.

Mozilla prepara ferramenta que avisa sobre vazamento de contas

A Mozilla está testando o Firefox Monitor, uma nova ferramenta de segurança. Ela verifica e alerta o usuário de vazamentos de credenciais de sites e apps, com base no banco de dados do Have I Been Pwned?, do pesquisador Troy Hunt, com mais de três bilhões de dados vazados publicamente.

No comunicado, a Mozilla detalha alguns cuidados com privacidade e diz que iniciará os testes semana que vem, com 25 mil usuários. Ainda não há data para a liberação pública. Nesse meio tempo, você pode usar o próprio HIBP para verificar se seu e-mail está em algum vazamento.

Maior fabricante de PCs do mundo, Lenovo agora vende mais smartphones do que PCs

Tom Warren, no The Verge:

A maior fabricante de PCs do mundo, a Lenovo, agora vende mais smartphones do que PCs. Em um relatório de ganhos publicado hoje, a Lenovo revelou que inversão [de posição] dos smartphones ocorreu porque as vendas dobraram entre abril e junho. A Lenovo vendeu 15,8 milhões de smartphones no último trimestre, comparada a 14,5 milhões de PCs. A Lenovo disse que o aumento nas vendas de smartphones pode ser atribuída à mudança de foco, de aparelhos premium para modelos mainstream, e ao aumento da demanda em mercados  emergentes.

O salto dos smartphones no gráfico de vendas é expressivo e ainda não contabiliza as vendas de dispositivos da Motorola Mobility — a compra dessa ainda não foi finalizada.

Apesar do bom desempenho, na última quinta-feira Yang Yuanqing, CEO da Lenovo, disse que não quer depender apenas do mercado chinês e que não entrará no jogo “tóxico” de outras fabricantes chinesas, que custeiam um crescimento super rápido vendendo smartphone a preço de custo para atrair investidores. Como exemplos, citou os 300% e 500% de aumento em vendas no sudeste da Ásia e Europa oriental, respectivamente.

Em fevereiro, a Lenovo disse num evento realizado em sua fábrica em Itu que lançaria smartphones premium da marca no Brasil até o fim de 2014. A empresa já tem um portifólio local de aparelhos de entrada, mas usando a marca da CCE, adquirida há quase dois anos por R$ 300 milhões.

Difamados, brasileiros tentarão tirar app Secret do ar no país

Yuri Gonzaga, na Folha:

Um grupo de dez pessoas entrará nos próximos dias com pedidos extrajudiciais para que Apple e Google removam de suas lojas virtuais no Brasil o aplicativo Secret, uma rede social que mantém todo usuário anônimo e que vem ganhando popularidade no país nesta semana.

Segundo o responsável pela iniciativa, o consultor de marketing Bruno de Freitas Machado, 25, cada membro do grupo foi objeto de calúnia ou teve informações privadas divulgadas sem autorização.

Alguém tinha dúvida de que isso aconteceria?

Note-se que é um pedido extrajudicial, ou seja, esse pessoal apenas pedirá diretamente a Google e Apple para que remova o Secret das suas respectivas lojas de apps, sem o envolvimento do judiciário. Pelo histórico de ambas, porém, é bem provável que simplesmente ignorem o pedido.

O próximo passo é a via judicial e lá o caso deve se arrastar. Como o Secret não tem representação no Brasil, regras de Direito internacional deverão ser aplicadas e para que a startup se manifeste em juízo será preciso expedir cartas rogatórias, como explica o advogado Leandro Bissoli à reportagem da Folha.

Atualização (19h): Outro encontrado pela Folha. Este fez um boletim de ocorrência e quer que o Secret revele a identidade dos difamadores.

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Sobre a desvinculação dos posts que citei hoje mais cedo, ainda paira a dúvida se ela alcança as situações previstas na política de privacidade em que o Secret pode revelar a identidade de um usuário. Para dirimi-la, entrei em contato com a assessoria do serviço e o setor legal. O e-mail foi enviado hoje de manhã e até a data da publicação deste post não tive resposta.

Galaxy S5 Duos: finalmente um topo de linha dual SIM no Brasil

Paulo Higa, no Tecnoblog:

Há alguns anos, celulares com suporte a dois chips eram vendidos no Brasil somente por fabricantes chinesas desconhecidas. Depois, essa característica chegou aos aparelhos mais simples das principais fabricantes. Agora, nós também temos um smartphone topo de linha com entrada para dois SIM cards: é o Galaxy S5 Duos, que começou a ser vendido recentemente no varejo brasileiro por 2.599 reais.

Com exceção do slot extra para mais um SIM card e da inscrição “Duos” na tampa traseira, de resto é exatamente o mesmo Galaxy S5 lançado em abril. Até o preço sugerido é idêntico, e ele já pode ser comprado com desconto em algumas lojas — está R$ 2.339 no Shoptime, por exemplo.

Na China, a Samsung lança variantes dual SIM dos seus grandes smartphones faz algum tempo — os primeiros, até onde sei, foram o S3 e o Note II. A impressão que tenho é de que há público para essa combinação no Brasil; mais de uma vez ouvi lamentações de gente ansiosa por um dual SIM com configurações de ponta.

Agora só falta um topo de linha com dois chips e TV digital. O Xperia Z2 tem essa última característica, mas só está disponível em versão com um SIM card. Quem dará o próximo passo?

Sony desiste dos e-readers

Na BBC:

A Sony desistiu de vender sua linha de leitores para e-books após falhar na busca por um mercado grande o bastante.

“No momento não temos planos para desenvolver um sucessor do Reader”, disse a empresa japonesa à BBC.

O PRS-T3 foi a última versão fabricada e será vendido até o estoque esgotar na Europa.

O timing dessa notícia é de preocupar a Saraiva, que acabou de entrar na briga dos e-readers. Os da Sony chegaram ao mercado três anos antes do Kindle, mas nem essa vantagem, nem a abertura a publicações de outras lojas que não a da própria Sony foram suficientes para barrar a expansão massiva da Amazon.

Em alguns lugares a família Kindle detém mais de 90% do mercado, e isso em um nicho que atingiu seu pico em 2011 e desde então segue em queda pinta um futuro difícil para todos os concorrentes.

Como diz Matthew Sparkes, no Telegraph, talvez no futuro próximo Kindle seja um nome tão forte que será sinônimo da categoria — da mesma forma que aqui no Brasil chamamos esponja de aço de Bombril e água sanitária de Qboa.

Robôs (tuitando) entre nós

Zachary M. Seward, na Quartz:

Quando o Twitter se preparava para seu IPO ano passado, 7% dos seus usuários ativos usavam a API [leia-se não acessavam o serviço pelos clientes oficiais]. A empresa também disse (p. 49) que esperava que essa porcentagem “diminuísse com o tempo, especialmente na medida em que o uso dos nossos aplicativos móveis crescesse.”

Na verdade, a porção dos usuários ativos por mês do Twitter que usa a API dobrou, para 14%. Aquele segmento de usuários cresce muito mais rapidamente do que os usuários ativos por mês que não usam a API do Twiter. Eles representam hoje 37,9 milhões de contas ativas, 148% a mais do que no ano passado.

Quarta o Twitter revelou o balanço financeiro do trimestre e, ante o aumento de 6,3% na base de usuários (271 milhões), suas ações dispararam. O humor dos investidores parece estar atrelado a esse critério, embora seja um bem ruim dadas as peculiaridades do serviço — problema bem explicado no texto acima.

Mais curioso, porém, é como a presença de bots em ambientes considerados humanos na Internet vem aumentando. Se no Twitter os bots formam uma parcela considerável, na web eles já são maioria. Em dezembro do ano passado, pela primeira vez na história a quantidade de bots/scripts navegando em sites superou a de seres humanos. A Incapsula, uma empresa especializada em rastrear bots, aferiu que 61,5% do tráfego na web era realizado por máquinas.

O próximo Internet Explorer do Windows Phone terá gostinho de maçã

Paul Thurrott, sobre as novidades do IE no Windows Phone 8.1 Update:

O que eles mudaram? Primeiro e mais importante, aceitaram a realidade: páginas web modernas são projetadas e construídas para o iOS (Safari) e Android (Chrome), e não para os padrões abertos aos quais o IE recorre.

O mesmo Internet Explorer que ditava o rumo da web há dez anos, hoje faz gambiarras para exibir corretamente páginas que usam soluções proprietários de Apple e Google. E não só: o IE do Windows Phone 8.1 passará a se identificar aos sites como se fosse o Safari.

O blog oficial do IE traz informações mais técnicas e vários exemplos de “antes e depois”.

O mundo dá voltas.

Como o Facebook, OkCupid também fez experimentos nos usuários — mas quase ninguém se importa

Christian Rudder no OkTrends, o blog de dados e estatísticas do OkCupid, após um hiato de mais de três anos:

Notamos recentemente que as pessoas não gostaram quando o Facebook “experimentou” com seu feed de notícias. Até o FTC [o CADE dos EUA] se envolveu. Mas adivinhe só, pessoal: se você usa a Internet, você está sujeito a centenas de experimentos a qualquer hora, em todos os sites. É assim que os sites funcionam.

Aqui estão alguns dos experimentos mais interessantes que o OkCupid já conduziu.

Neste post, Rudder revela três mudanças na interface que o OkCupid fez para entender como as conversas e relacionamentos se formam. Em um, removeu as fotos dos usuários; sem esse feedback visual o site notou que as conversas entre estranhos aumentaram. Em outro, diminuiu de dois (um para beleza outro para personalidade) o sistema de notas para os usuários; somos, afinal, seres bem visuais e quase ninguém lê aquele perfil enorme (e se lê, dá pouca importância comparado à foto de perfil).

O último foi uma tentativa de ver até que ponto o sistema de compatibilidade, que atribui uma porcentagem de simpatia aos outros usuários, funciona. O OkCupid mentiu aos usuários dizendo que usuários com 30% de compatibilidade tinham 90%. A pesquisa notou, porém, que o maior índice de engajamento se deu entre pares que tinham de fato e foram informados terem 90% de compatibilidade — ou seja, de alguma forma o algoritmo funciona.

A reação da Internet à revelação do OkCupid foi mais amena do que a daquele experimento do Facebook. Não que tenha sido unânime; alguns sites, como o Gigaom, criticaram duramente a postura de Rudder. Só que no geral pouca gente se manifestou indignada, e na tentativa de entender o porquê algumas teorias surgiram.

O tom da revelação foi mais ameno. Em vez de um paper acadêmico, um post bem humorado em um blog. (Referir-se aos resultados como “contágio de humor” também não ajudou o Facebook.) O OkTrends historicamente usa (ou usava) dados gerados pelos usuários do OkCupid para tirar conclusões. Foi para isso que ele nasceu e o motivo pelo qual é adorado.

A motivação para os testes também pesa. O OkCupid fez vários testes A/B, ou seja, mudanças sutis na interface para ver como os usuários reagiriam. Rudder diz, no post, que queria averiguar algumas suspeitas que seu pessoal tinha do serviço, em especial (no terceiro e mais polêmico teste) se o algoritmo de compatibilidade faz diferença por si só ou se as pessoas conversam com outras compatíveis apenas porque o site diz isso.

O experimento do Facebook foi mais agressivo. O site deliberadamente alterou o feed de notícias para deixar o usuário triste. Uns até classificam isso como teste A/B, mas ele extrapolou a funcionalidade do site e correu o risco de gerar consequências perigosas na vida dos usuários. A intenção era danosa não como possibilidade ou desvio, mas como etapa para observar os resultados.

Outro aspecto relevante é o papel que OkCupid e Facebook têm na sociedade. Enquanto a rede social é praticamente obrigatória em vários círculos, o OkCupid é marginal.

A repercussão desse e de outros testes tornados públicos recentemente tem servido também para observar a recepção deles pelo público em geral. Ontem, depois que publiquei o post sobre o Fingerprint Canvas, algumas reações no Twitter me surpreenderam.

Parece que estamos ficando mais condescendentes com esse tipo de experimentação, em sermos objetos de pesquisas sem anuência prévia, independentemente do quão nefastas essas sejam.

Privacidade é a nova norma no Facebook

Na Slate, Will Oremus repara na guinada pela qual o Facebook passa. De defensor da abertura e do fim dos segredos, agora o site abraça e estimula a privacidade.

Em resposta a um investidor, quarta-feira passada, que questionou se o Facebook estaria passando por tal mudança, Mark Zuckerberg disse:

Uma das coisas em que mais focamos é criar espaços privados para as pessoas compartilharem coisas e terem interações que não poderiam ter em outros lugares.

Embora seja creditado como um dos fatores do seu sucesso, o histórico da rede social nunca foi abalizado pela privacidade — lembra do papo de que o público é a nova regra, de 2010? Só que estamos em 2014 e a julgar pelas últimas investidas do Facebook, parece que a abordagem lá dentro mudou. Recapitulando:

A declaração e essas ações demonstram, de fato, uma mudança de posicionamento. Além de estar na moda graças a apps como WhatsApp, Whisper e Snapchat (que, mais de uma vez, o Facebook tentou copiar), essa visão renovada sobre o que até pouco tempo era visto como vilão pode ser explicada por uma epifania que deve ter ocorrido lá: de repente Mark descobriu que não precisa de informações públicas para minerar dados, basta apenas que elas sejam geradas em suas plataformas. (Coisa que, aliás, o Google sabe desde 2004 com o Gmail.)