Como ativar a verificação em duas etapas no Telegram

Procuradores, políticos e jornalistas relataram, nas últimas semanas, que tiveram suas contas no Telegram invadidas. A verificação em duas etapas (2FA, na sigla em inglês) do Telegram é uma senha adicional — e opcional — que o aplicativo pede ao ser instalado em um novo aparelho. Ela se soma ao código de login, enviado por SMS ou notificação em outros aparelhos que já tenham o app. Ao combinar algo que você tem (código de login) com algo que só você sabe (senha da 2FA), sua conta no Telegram fica mais protegida contra tentativas de invasão.


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No aplicativo, entre em Configurações, depois em Privacidade e Segurança e, nesta tela, em Verificação em duas etapas. Clique em Configurar Senha Adicional e, na telas seguintes, insira uma senha e confirme ela. Na sequência, o app pedirá um lembrete de senha e um e-mail de recuperação, para caso você se esqueça da senha da 2FA. Ao informar o e-mail, será preciso confirmá-lo com uma senha temporária que será enviada ao endereço.

Para aprender como ativar a autenticação em duas etapas no WhatsApp, leia isto.

Uma breve atualização sobre o podcast

Após o mês de testes do boletim diário, a ideia mostrou-se inviável com a estrutura atual do Manual do Usuário. Por isso, o podcast hibernará por tempo indefinido, até surgir um modelo viável para retomá-lo. Darei mais detalhes do experimento com os boletins e o futuro do Guia Prático/podcast do Manual do Usuário na newsletter exclusiva dos assinantes pagantes desta semana. Ainda não é? Assine aqui.

Ah, o Tecnocracia segue firme. Nesta quarta (5) tem episódio novo.

Como seria a sua timeline no Twitter há dez anos com quem você segue hoje

Se você já estava no Twitter há dez anos (estamos ficando velhos), entre na rede social e clique neste link. Ele busca tweets de dez anos atrás dos perfis que você segue hoje, criando uma timeline direto do túnel do tempo.

Outra brincadeira legal é ver o que você publicava há uma década. Para isso, copie a URL abaixo, troque “nome” pelo seu perfil e dê Enter:

https://twitter.com/search?f=tweets&q=filter%3Afollows%20until%3A2008-05-25%20-filter%3Areplies%20from%3Anome&src=typd

Repare que no meio aparece uma data. Você pode editá-la para ver outras eras do Twitter.

Dica do Andy Baio.

Instagram libera ferramenta de backup de contas

Como prometido, o Instagram disponibilizou nesta terça (24) uma ferramenta de backup para os usuários. Ela funciona mais ou menos como a do Facebook: gera um arquivo enorme com todas as fotos, comentários, curtidas e outros dados da sua história lá dentro.

Estranhei encontrar, no meu backup, algumas fotos que apaguei do meu perfil e vários Stories. No caso dos Stories, a permanência deles é reflexo do “Destaque”, que permite eternizar fotos e vídeos — a data dos primeiros salvos no meu backup coincide com a da liberação do recurso, em dezembro de 2017.

Além de fotos e vídeos em formatos comuns, há vários arquivos no formato json, que, em tese, deve facilitar a importação dos dados para outros apps. Em um computador, o Firefox é capaz de abri-los e formatá-los. Por eles, é possível ver todas as suas conversas, comentários, total de curtidas e até termos usados na pesquisa do Instagram, o que é meio assustador.

Árvore de arquivos de um backup de conta no Instagram.
Conteúdo de um backup do Instagram.

Para ter o seu backup, clique aqui e, na tela que surge, em Solicitar download, abaixo do subtítulo Download de dados. Quando o arquivo estiver pronto, o que pode levar até 48 horas, você receberá um e-mail com o link para baixá-lo. A opção para os apps do Android e iOS deve aparecer em breve.

Banimento da Cambridge Analytica do Facebook evidencia falha na proteção de dados pessoais

Na noite desta sexta-feira (16), o Facebook anunciou o banimento de sua plataforma da Strategic Communication Laboratories, empresa-mãe da Cambridge Analytica (CA). A CA ganhou notoriedade por ter sido contratada para trabalhar na campanha à presidência de Donald Trump, em junho de 2016, e é acusada de ter manipulado parte do eleitorado norte-americano com anúncios direcionados a partir de análises de perfis. Aqui um bom material a esse respeito.

O horário escolhido para dar essa notícia é típico de empresas que querem diminuir o impacto de notícias que pegam mal. E, de fato, pegou mal — a decisão veio tarde e já tem gente falando se tratar de um vazamento.

Por outro lado, chama a atenção o conceito de “proteção de dados” que o anúncio do Facebook apresenta. Ele pode ser interpretado como um festival de contradições chocantes. Logo no início, por exemplo, Paul Grewal, vice-presidente do Facebook escreve:

Proteger as informações das pessoas está no centro de tudo o que fazemos e exigimos o mesmo das pessoas que operam apps no Facebook.

No parágrafo seguinte, o texto explica qual foi o que ocorreu:

Como todos os desenvolvedores de apps, [o professor de psicologia vinculado à Cambridge Analytica, Dr. Aleksandr] Kogan requisitou e ganhou acesso às informações de pessoas após elas escolherem baixar seu app. Seu app, “thisisyourdigitallige”, oferecia uma predição de personalidade e se vendia no Facebook como “um app de pesquisa usado por psicólogos”. Cerca de 270 mil pessoas baixaram o app. Ao fazerem isso, eles consentiram que Kogan acessasse informações como a cidade onde configuraram seus perfis ou o conteúdo que elas curtiram, bem como a mais informações limitadas sobre seus amigos que tinham configurações de privacidade que permitiam isso.

O problema foi o uso feito dos dados dessas 270 mil pessoas (a cessão/venda a um terceiro), não a obtenção deles. O Facebook diz expressamente que “Kogan teve acesso a essas informações de maneira legítima e através dos canais adequados que governavam todos os desenvolvedores na época”. O problema foi ter repassado esses dados a terceiros.

E nem entramos na questão dos anúncios direcionados e no retargeting a partir da plataforma de de publicidade do Facebook. À luz desse ocorrido, fica a impressão de que ela detém ou quer deter uma espécie de monopólio da exploração e da comercialização dos dados pessoais de seus usuários. O que, convenhamos, está longe do ideal e abre margem para todo tipo de manipulação (in)imaginável, de testes de personalidade/”como você seria se fosse de outro sexo” a campanhas com dark posts e outras coisas menos explícitas, mas bastante destrutivas.

O app de previsão do tempo mais vago do mundo foi feito para quem odeia apps de previsão do tempo

Este app de previsão do tempo se orgulha de ser vago. Em vez de dizer que “há 10% de chances de chover”, ele diz coisas como “Nem uma maldita gota vai cair”, porém com termos… digamos, reprováveis. É, nas palavras do desenvolvedor, o app de previsão do tempo para quem odeia apps de previsão do tempo.

O linguajar usado pelo The F*cking Weather é chulo e ele está disponível apenas em inglês, mas a ideia é, no mínimo, curiosa. (Aliás, há muito tempo havia um site parecido no Brasil, o “Será que vai chover?”. Você entrava e ele só respondia a pergunta-título com “sim” ou “não”.)

Até porque, convenhamos: a maioria de nós só quer saber se vai chover ou não na hora de voltar para casa ou se a temperatura mudará ao longo do dia. Que “choverá 3 milímetros acima da média histórica do mês” é curioso, mas não responde as questões mais importantes do dia a dia da humanidade.

Tem para Android e, se você souber carregar apps por fora da App Store, para iOS. O desenvolvedor acha que o app seria rejeitado pela Apple devido ao linguajar usado.

Traga de volta o botão “Ver imagem” no Google Imagens

Como parte de um acordo com o Getty Images, o Google removeu o botão “Ver imagem” dos resultados da pesquisa por imagens. Agora, é preciso visitar o site que hospeda a imagem antes de ter acesso a ela.

O argumento do Getty Images era de que o recurso facilitava a pirataria de imagens protegidas por direitos autorais. Há sentido nele, mas o remédio acabou sendo mais forte que o necessário, já que ele afeta partes que não são suscetíveis à pirataria, como quem distribui imagens de domínio público.

Uma maneira de reverter essa mudança, pelo menos em computadores, é instalando a extensão View Image (Chrome, Firefox). Ela restaura o botão “Ver imagem”. Outra é usar um buscador alternativo, como o DuckDuckGo ou o Bing.

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