Na abertura da Build 2026, a Microsoft fez jus à natureza do evento — focado em desenvolvedores — e anunciou, entre outras coisas, um punhado de novidades para tornar o Windows 11 mais palatável a esse público. A linuxificação do Windows segue a pleno vapor, agora com coreutils nativo e suporte a contêineres no Windows Subsystem for Linux (WSL). De resto, muita coisa envolvendo “agentes” de IA — o grande tema deste ano —, incluindo suporte nativo ao OpenClaw.

Ainda pensando no Google I/O

O Google apresentou “agentes de IA” capazes de fazer o trabalho da pessoa em inúmeros cenários, nenhum deles muito crível para gente de verdade. (Quem precisa de IA para organizar uma festinha na rua?) No TechCrunch, Sarah Perez assina uma boa crítica dessa utopia questionável que o Google tenta nos vender.

Do meu lado, penso que estamos vivemos um “Dia da Marmota” daquele recurso do Google Now, de ~2012, que avisava via notificação que o portão de embarque de um voo havia mudado. Como se essa informação não estivesse na sua cara o tempo todo dentro de um aeroporto. Há 15 anos o Google usa diferentes tecnologias, cada vez mais complexas e caras, para tentar sanar problemas com que nenhum ser humano jamais se deparou.

O iOS 26.5, liberado nesta segunda (11), trouxe a nova versão do RCS que tem, como carro-chefe, o suporte a criptografia de ponta a ponta (e2ee). Não comemoremos ainda: a ativação do recurso depende das operadoras. Por ora, funciona apenas nas canadenses e estadunidenses.

Atualização: A página da Apple que lista os recursos do RCS por operadora demorou um pouco para atualizar, mas agora Vivo e TIM constam lá como tendo suporte à e2ee. (Ainda não chegou ao meu celular, da Vivo.) Enquanto isso, na Claro… nem sinal de RCS.

Chegou ontem (6) a Huawei Band 11 que encomendei para substituir o incômodo Apple Watch. Ontem fiz musculação e elíptico com os dois relógios, um em cada braço. Os relatórios de frequência cardíaca durante os exercícios bateram quase que perfeitamente.

A grande surpresa veio hoje cedo. O Apple Watch acusou 44 minutos de sono profundo. A Huawei Band, 2h10min, diferença de quase 200%. Em qual acreditar? Nenhum deles? Tive uma noite tranquila e acordei bem disposto. (Curiosamente, a Huawei deu nota 87 para o meu sono e a Apple, 97. Realmente não dá para resumir o sono a um número.)

O próximo textão deste Manual será o relato da minha experiência com o Apple Watch. Neste feriado (21), tirei-o do pulso para usá-lo apenas em momentos pontuais, a saber: exercícios aeróbicos e ao dormir. Talvez nem isso, mais.

Antes de fechar o textão, queria “medir a temperatura” com quem lê o blog. Vocês usam relógio/pulseira inteligente? Já usaram e deixaram de usar? Se sim, por quê? Nos vemos nos comentários!

O Sintoniza, nosso serviço para sincronizar inscrições de podcasts em aplicativos que não oferecem esse recurso, ganhou uma belíssima repaginada. Todos os créditos ao nosso desenvolvedor (e também designer?) Renan. Além da estética, o novo site ficou mais informativo e até lista os aplicativos compatíveis e em quais sistemas ele roda.

O Sintoniza é gratuito para todos.

O macOS 26.4, lançado nesta terça (24), trouxe de volta o leiaute de abas compactas ao Safari (print). Eu e as outras cinco pessoas que usamos esse leiaute — que havia sido removido no macOS 26.0 — agradecemos.

Apesar da tragédia do Liquid Glass no macOS, vez ou outra ainda me deparo com pequenos toques geniais no sistema operacional da Apple. Dia desses descobri que, para converter um arquivo *.mov (comum em várias aplicações da empresa) para *.mp4 (mais popular), basta alterar a extensão do arquivo.

Esse método passa a ocupar o nível mais alto na escala de facilidade, sucedida pelo app MagicBreak, perguntar o comando do ffmpeg a qualquer IA e, por fim, usando o Handbreak.

Tive a oportunidade de ver ao vivo a “tela de privacidade” que a Samsung colocou no Galaxy S26 Ultra, em uma loja da marca em um shopping qualquer de Curitiba. Ela tem dois níveis de escurecimento e, em qualquer deles, a tela perde bastante brilho para a pessoa usando o dispositivo (de frente para ele; veja este vídeo) e, embora eu estivesse sem óculos, fiquei com a impressão (e não só eu) de que a queda na resolução com a tela de privacidade ativada é perceptível (para alguns, até com o recurso desativado).

Para mim, o grande destaque dado pela Samsung a um recurso tangencial sustenta uma tendência salutar que percebi anos atrás: a compra de um celular é similar à de uma geladeira.