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Post livre #257

Toda semana, o Manual do Usuário publica o post livre, um post sem conteúdo, apenas para abrir os comentários e conversarmos sobre quaisquer assuntos. Ele fecha no domingo por volta das 16h.

154 comentários

  1. amigos, uma ajuda. se quiser indicar para colegas algumas boas referências sobre as redes sociais (o lado negativo delas), o q vcs indicariam pra quem sabe zero do assunto? algo mais voltado para a dinânica dos algoritmos, de como as questões tão negativas prevalecem em relação a assuntos mais positivos etc. pode ser livro, podcast, filme, documentário etc…

    1. Uma época eu tava mandando pra tantas pessoas que já deixava separado uns links específicos a mão, sendo que a maioria era do aqui do Manual (podcasts e posts). Não sei se já são “batidos” porque você também é um leitor do blog, mas tá aqui separado de qualquer modo :p

      “Como a tecnologia engana as mentes das pessoas” – texto traduzido do Tristan Harris.

      “Do narrar para viver ao viver para narrar” – texto e áudio do Tecnocracia.

      “A rede social não está apenas fragmentando sua atenção, mas também te anestesiando para a vida” – texto e áudio do Tecnocracia.

      “As patentes do Facebook que mostram como a rede influencia e molda as suas emoções” – produzida pela Agência Pública e postada aqui no blog.

      “Por que as telas ainda prejudicam as relações humanas” – por Tracy Dennis-Tiwary no Nexo Jornal.

      1. obrigado pelas dicas, heitor!
        tendo a ver o conteúdo do manual mais para ‘iniciados’. não q um público mais geral não possa lê-lo, claro, mas tem muita coisa boa por aqui mesmo :) bem lembrado!

    2. O documentário da netflix “O dilema das redes” ou o livro “Dez argumentos para você deletar agora suas redes sociais” (do Jaron Lanier).

      1. Obrigado pelas dicas, Lee. Esse doc na Netflix eu, particularmente, gostei e realmente é bom pra quem sabe zero do assunto. O Ronaldo Lemos fez umas críticas duras a ele a achei, no geral, bem injustas. E esse livro do Jaron Lanier é bem legal tb e tranquilo de ler.

        1. Ótima idéia Fábio. Bom lembrar que o Ronaldo Lemos foi advogado da Google em uma ação movida pelo ECAD. Tem um texto do André Barcinski sobre isso, se não estou enganado, no blog dele no UOL.

  2. Alguém reparou o aumento no numero de “mendigos de atenção” nas redes sociais?

    1. notei um grande número de moradores de rua… tive q passar de madrugada pelo centro de sp, de carro, e a coisa tá complicada. é muita gente sem teto (e sem atenção)!

      1. Isso eu vejo não só na capital paulista, mas em muitas cidades que visito. Eu sinceramente não entendo porque não existe algum movimento um pouco mais enfático para pegar este pessoal de rua e criar formas de abriga-los em comunidades com pessoas que trabalhem com atenção psicossocial, não da forma antiga – jogando em internatos para “tratamentos psiquiátricos”, mas sim com psicólogos e assistentes sociais analisando caso a caso e vendo as possibilidades (a pessoa pode trabalhar em uma “frente de trabalho” para o governo e com isso subsidiar um apartamento ou espaço para ela viver – ou se um dia sairmos do capitalismo conseguir uma casa boa para a pessoa. Isso um exemplo, pois não é só um tipo de situação que leva na rua).

        1. Porque não tem isso Ligeiro? Simples, porque eles são um efeito colateral de um sistema desigual e que, mais do que apenas ser desigual, precisa ser desigual para sua desfuncionalidade se manter.

          Pessoas que não podem “produzir” como máquinas são jogadas à beira da sociedade e marginalizadas. O Estado não tem poder de investimento para amparar essas pessoas porque precisa, primeiro de tudo, dar conta aos países centrais (FMI, Banco Mundial) e depois dar conta aos empresários e especuladores internos. Teto de gastos é basicamente o fim da rede de sustentação, que já era parca, do Brasil e, de certa forma, o grande motivo que estamos hoje morrendo aos milhares de COVID19.

          Resumo: não tem amparo social para pessoas em situação de rua porque isso não dá dinheiro, não aumenta os pontos da BOVESPA, não gera engajamento no r/Investimentos etc.

          1. Agora me pergunto: pq a galera de esquerda não se une e faz o que tanto sonha: matar banqueiro, etc etc?

          2. @ Ligeiro

            Porque a maioria da esquerda é republicana e democrática. O único partido que realmente prega uma revolução popular armada é o PCO, todos os outros (PSB, PT, PSOL, PDT e PCdoB) pregam algo chamado “reformismo”, que é reformar o capitalismo por vias democráticas mantendo as mesmas estruturas de poder. Eles argumentam que esse seria o melhor – e mais indolor – método de mudança duradoura porque mexeria aos poucos nas estruturas sociais – algo que ocorreu com a “nova classe média” do PT – ao mesmo tempo que garantiria direitos e acesso aos mais pobres – algo que aconteceu sob o PT com o BF, CsF, PROUNI, MCMV, PAC (I e II) e tantos outros programas de assistência e distribuição de renda. O nome disso também é chamado de social-democracia – que é desenvolvida por nomes como o Tony Blair, Bill Clinton, Angela Merkel, FDR, Trudeau e muitos outros – e no caso do PT é um tipo mais moderno, chamado de “terceira via”.

            A “galera de esquerda” não tem um pensamento uníssono. Não tem uma pensamento 100% alinhado. O PSOL não quer matar banqueiro, ele quer casa (MTST), comida (MST) e uma vida digna para as através de redes de sustentação social, por exemplo. O PCB quer uma transição tróstkista pro comunismo por via democrática. O PT quer uma social-democracia capitalista. O PDT quer o trabalhismo varguista com foco em educação e retomada do nacional-desenvolvimentismo. E assim por diante.

            Assim como, justiça seja feita, a direita não tem um pensamento uníssono também. Partidos como o NOVO pregam um “mincapismo” (Estado mínimo, zero regulações em todos os setores e nenhuma rede de sustentação social ou programa de distribuição de renda); O PSDB abraçou um liberalismo mais clássico, baseado no que vemos em Adam Smith, por exemplo. O PSL é um conservador-cristão necropolítico que defende, antes da economia, valores familiares tradicionais – baseado no movimento sessentista TFP – o PP defende o desenvolvimento do agronegócio com base exportadora. E assim por diante.

            Eu não concordo com nenhum deles, mas não posso colocar, quando eu falo sério, todos eles no mesmo barco. Vide a absurda diferença de pensamento do partido NOVO, Bolsonaro e PSL em relação aos governadores de SP e RS (ambos tucanos) em relação ao lockdown, pandemia e vacinação.

            Ah, claro, tem o PMDB, agora MDB, que é o que se chama de “real politik”, que quer dizer apenas que eles nadam conforme a maré e apoiam quem está no poder. Fisiologismo puro.

      2. Pedalo o mesmo trajeto para o trabalho faz quase 3 anos e aumentou muito o numero de mendigos por onde eu passo. Em alguns casos vejo até criança vendendo doce pelas ruas, coisa que não existia antes.
        O Brasil está indo pro buraco de vez. Vamos regredir 50 anos e nunca vamos recuperar essas perdas.

    2. para quem não pegou: Quando falo de “mendigos de atenção”, é o pessoal que vai em um post com alta repercussão e posta algo sobre a mesma pedir ajuda para algo – seja desde apenas atenção e likes até uma doação (hoje facilitado pelo Pix) para algo que ela almeja, como a cirurgia de um familiar ou até mesmo fazer as compras do mês.

    3. Nossa, impossível navegar pelo twitter sem me deparar com uma dúzia desses.

      Pra mim é impossível não relacionar com o pessoal nos EUA que fazem vaquinha online pra pagar tratamento médico aqui fora: ambos me parecem casos de desespero diante da ineficiência e má vontade crescentes do governo. Também me pergunto até que ponto tem trambiqueiro no meio.

  3. vcs sabem o que é pixel espião? é algo que colocam nas imagens no e-mail que quando abrem, quem enviou sabem diversas informações sobre você

    eu tenho usado o fastmail desde que o ghedin comentou sobre no ano passado e descobri agora pouco que mesmo você abrindo imagens nos e-mails, o remetente não sabe sobre você, bem legal!

    desde que descobri isso eu deixo desconfigurado as imagens, mas agora estou pensando em abrir uma ou outra, visto que não vão saber sobre mim mesmo, ainda mais que muitos e-mails são em imagens e o conteúdo fica todo quebrado.

    https://fastmail.blog/2021/02/26/fastmail-keeps-you-safe-from-spy-pixels/

  4. quais sites/blogs estilo MdU (ou que publica pouca coisa) vcs conhecem em inglês e que tenha fácil entendimento? estou estudando o idioma, mas como ainda estou bem raso (consegui o certificado A1 agora) ainda não consigo acompanhar séries legendadas em inglês, e texto é bem mais fácil pra mim, aí queria uma ajuda.

    grato.

    1. Eu costumo praticar lendo artigos na Wikipedia. Pego algo interessante ou bizarro e vou lendo.

      Como funciona esse certificado aí?

      1. eu consegui pelo busuu

        esses níveis medem o seu nível em idioma, A1 é o mais básico, C2 é nativo.

        A1 – Consegue se comunicar em situações cotidianas que não demandem muito vocabulário;
        A2 – Tem relativa autonomia para comunicar-se com falantes nativos;
        B1 – Está apto a conversar sobre determinados assuntos de seu conhecimento;
        B2 – Já compreende assuntos mais complexos, mas ainda sente tensão ao falar com nativos;
        C1 – É capaz de entender textos mais longos e conversar sobre os mais variados assuntos;
        C2 – Considerado fluente, compreende a língua em todos os seus contextos, bem próximo do que acontece com relação ao seu idioma materno.

        https://blog.uplanguage.com/niveis-de-proficiencia-em-idiomas/

    2. Apesar de todas as ressalvas quanto ao material posto ali, acho que o Medium pode te ajudar. Você consegue determinar mais ou menos o que te interessa, são textos curtos (inclusive com previsão de tempo de leitura), escritos de forma correta e com a intenção de cativar o maior público possível (ou seja, pouco jargão de área).

    3. Um blog gringo que gosto bastante é o do kottke.org
      Assuntos diversos, muita coisa interessante

  5. Estou no momento de passagem em Juquiá, uma pequena cidade ao sul do estado de São Paulo. Antes, eu estava em Miracatu, um pouco maior e mais movimentada que a primeira.

    Juquiá é uma cidade tranquila. Mesmo que pedirem lockdown, a galera já esta em sua casa ou sitio. Geralmente gente maior de 60.

    Miracatu, na hora que cheguei, estava tendo teste de covid aos cidadãos no centro. Tinha bem mais movimento, mas em relação a cidades bem maiores, até que tranquilo, apesar da pouca aglomeração e eventual falta de máscara.

    Cidades como esta são fáceis de aplicar lockdown.

    O problema são os centros metropolitanos.

  6. Estou num grupo de whatsapp para venda e compra de jogos usados e, sem querer, ao compartilharem um vídeo, acabei vendo uma cena de crime. Trata-se de uma moça q foi assassinada por um rapaz. Ambos muito jovens e jogadores profissionais (mobile). Preferiria não ter visto a cena e outras coisas q estavam no mesmo vídeo, como o jovem se gabando do assassinato q havia cometido.

    Enfim, estão aproveitando a discussão pra novamente elencarem os jogos como o fator decisivo pro crime (sendo q nada foi investigado ainda) etc, pois o jogo q eles jogavam era violento…

    No grupo q estou, com o qual não tenho relação com os compradores, houve a típica manifestação de q ‘os direitos humanos iriam proteger o assassino’. Essa discussão, como todos sabem, é muito recorrente em ambientes reacionários – q é o caso desse grupo no qual estou, infelizmente… Vendo o crime e o assassino, evidentemente, não tive nenhum sentimento positivo e não consigo desejar nada de bom para aquele cara, mas para por aí.

    Mas estou bem cansado dessas discussões sempre caminharem pra esse lado de condenar os direitos humanos na primeira oportunidade. Como se houvesse uma ‘turma dos direitos humanos’ q saísse por aí interferindo em tudo e isso simplesmente não existe (nem a própria Defensoria Pública encarna esse papel). Será q ninguém se liga q nos países com baixo índice de criminalidade (especialmente assassinatos), os direitos humanos não são questionados como aqui? Evidente q há países autoritários com baixa criminalidade em q o Estado suprime direitos, mas não é esse o ponto.

    1. Será q ninguém se liga q nos países com baixo índice de criminalidade (especialmente assassinatos), os direitos humanos não são questionados como aqui? Evidente q há países autoritários com baixa criminalidade em q o Estado suprime direitos, mas não é esse o ponto.

      Teoricamente eu teria que pesquisar se há este tipo de reação no países nórdicos por exemplo, certo? Ou no Japão (que tem uma cultura sobre a criminalidade hoje mais restrita, sei lá).

      Acho que há um sentimento das pessoas que quando ocorre algum tipo de crime com gravidade – como o assassinato dito (eu soube por notícias) – , há uma empatia a favor da vítima que acaba vendo o criminoso como alguém que não merece mais a convivência em sociedade.

      Na verdade as vezes me pego pensando nestas coisas: vemos muito a condição de criminalizar algo para “separar o criminoso do resto da sociedade”. A marginalização, o isolamento. E isso vale dos crimes graves, de violência física; até os crimes simples, como um simples furto ou pixação.

      Não temos uma mentalidade tipo “cara, como impedir que ocorra um crime?” ou “como identificar um criminoso” – até porque isso recairia muitas vezes em procedimentos preconceituosos, pois basearíamos por exemplo em tentar imaginar que o criminoso tem um perfil estereótipo padrão X ou Y.

      E acho que a expectativa com o “direitos humanos”, nisso quando falamos de crimes, é justamente tentar imaginar o que este departamento poderia fazer para impedir o crime, ou quando o criminoso praticar, como praticar uma “justiça” que não seja exagerada? Pois no final, o ímpeto do “povão” é do linchamento, é do exagero.

      1. O papel dos direitos humanos não tem nada a ver com crimes, nem com impedi-los. Eles visam pura e simplesmente garantir que qualquer ser humano, independentemente de quem ou do que tenha feito, seja tratado como tal.

        1. Eu ia falar um complemento, mas o Henrique e o Luis já falaram o que eu tinha em mente.

          Inclusive a necessidade do Estado (quando depois melhorar), tomar estas iniciativas.

      2. Vou citar Freud pela segunda vez aqui.

        Freud fala sobre as pulsões, de morte e de vida, Tânatos e Eros. A pulsão de morte seria esse desejo pela morte, pela destruição da vida. A sociedade caminharia, segundo ele, sempre em equilibrio entre esses dois pulsos essenciais. O Brasil parece perder pra Tanatos desde a década de 60, quando nos permitimos como sociedade viver um regime de exceção extremamente violento e violador e que, no final de 31 anos, saiu sem maiores consequências à sua imagem (pior, diria eu, depois de alguns anos foi usado como exemplo de retidão moral e de competência técnica).

        A pulsão de morte do brasileiro se manifesta diariamente, como corpo social, na agressão e na necessidade da destruição física da vida. A nossa violência cotidiana de 60k mortes por homicidio ao ano seria vista como um absurdo, uma falha social grave, em qualquer país (nem precisa ser desenvolvido) e aqui tratamento isso como um problema de “falta de punição severa”.

        Quais são os motivos que nos levam a isso? Eu não tenho resposta. Alguns vão dizer que é da própria formação da nação, outros vão dizer que é fruto do regime militar, muitos vão apontar que é fruto dos programas policialescos que existem desde os anos 60 e da ascenção da ideologia conservadora-religiosa neopentecostal. Não sei dizer se estão certos ou errados, ou se no final é um junção de tudo isso.

      3. Difícil.

        Como foi dito, Direitos Humanos são sobre garantir tratamento digno e, sobretudo, acesso à Justiça. Negar o estado de direito a um criminoso notório rapidamente descamba em negar o estado direito a um inocente minoritário, como vemos todo santo dia nessa desgraça de país.

        Me parece que quando há um abismo social muito grande, um grande sentimento de injustiça social, o povo se inflama mais na perseguição de certo tipo de criminosos. Porque você se sente pisoteado em todos os aspectos da vida, você se sente tolhido e humilhado em cada centímetro da sua humanidade, então você quer vingança, expiação, catarse. Programa de bala na hora do almoço, meu amigo, é catarse. É alimentar o medo mostrando violência atrás de violência, pra depois te fazer gozar vendo um criminoso ser preso ou morto. É o sentimento de que alguma coisa, uma coisinha que seja, ainda pode ser submetida à justiça.

        A turma que acha que Direitos Humanos é defender bandido não entende nem de direito, nem de humanidade. Vivem pelo mantra “aos amigos, tudo; aos inimigos, a lei”, tanto que querem despedaçar o usuário de maconha com um facão cego enquanto batem palma pra filho de presidente lavando dinheiro na loja de chocolate.

    2. As pessoas não percebem que estes direitos permeiam a vida de todos, muitas não sabem de que maneira não termos o acesso à este direito respeitado nos prejudica, embora existam exemplos disto o dia inteiro com as execuções por policiais, por ex.

      Eu vejo que esta noção de que direitos humanos é só para bandidos por conta do jornalismo de manchete e raso, aos programas tipo Datena (que além de passar uma sensação maior de criminalidade desumaniza as pessoas) e uma grande culpa das igrejas O problema é que isso está até nos círculos de advogados, que por muitos jogariam a constituição fora para acabar com a “impunidade”.

      E o que tudo isso significa? Que essa questão de “bandidos” e direitos humanos apenas para “humanos direitos” é muito profunda e não tem uma solução fácil, o ideal seria que organizações como a OAB, a própria ONU e o Estado realizassem ações concretas para o real conhecimento do que são, o problema é que teríamos que tirar vários esqueletos do armário, levantar o tapete e mostrar toda a história que escondemos, e isso causaria um “mal-estar” em várias instituições e por si só impediria isso de rolar. O melhor é começarmos por nós mesmo.

    3. Como esse assunto me cansa nas diversas rodas que eu frequento. Já discuti por horas com ~amigos que desciam a lenha “nesses tais de direitos humanos”. Meu ponto é que essa galera é adepta do direito penal do inimigo, em suma, em aplicar o pior tratamento possível para aqueles identificados como inimigos do Estado (pobres, negros, miseráveis etc) e tratamento ‘humanizado” para o cidadão de bem. E não posso compactuar com essa visão de mundo.
      Procuro sempre rebater com: e se fosse com você, caso você fosse acusado de um crime, ia querer um processo devido ou uma execução sumária? Ninguém está livre de se envolver, mesmo que culposamente, em alguma infração.
      No entanto, esse discurso pernicioso já entrou na cabeça do cidadão médio, décadas de programas diurnos destilando crime e sangue e esbravejando pela pena capital ajudaram a propagar esse discurso reacionário.

      Enfim, estamos todos lascados.

    4. Freud já disse que o homem é inimigo da sociedade e essa só se mantém através do Estado e das leis que são impostas pensando no funcionamente da mesma sociedade. Ou seja, as pessoas sempre vão, em algum momento, ser contra o Estado porque esse as coloca numa situação onde elas se veem obrigadas a abraçar os próprios erros – como por exemplo, no caso de multa de trânsito onde temos foto da infração e, mesmo assim, os motoristas acham que “não era pra tanto”.

      A população de modo geral gosta da ideia de “vigiar e punir”, da punição espetáculo – quem se lembra a “bruxa do Guarujá” que foi morta no meio da rua em 2014 (?) porque disseram que era fazia “trabalhos satânicos” com um livro preto (que na verdade era a biblia)? – e de regozija com a ideia de que “o crime é punido seja qual for” (a própria ideação da punição como meio único e final para as mazelas sociais é um indicio disso).

      Quantas pessoas falam do óbvio desamparo social e mental que muitos desses jovens vivem (a estrema direita e o movimento “incel” são muito bons em “recrutar” essas pessoas mentalmente doentes e frageis)? Pouco se olha pra questão da saúde mental masculina (de todo mundo, na verdade, mas muito mais a masculina) e quase nada se fala sobre o que leva uma pessoa a cometer crimes como esse que você citou, afinal, sempre é mais fácil culpar externalidade como jogos, drogas, vagabundagem etc.

      Alguém acompanhou o caso do PC Siqueira? A perícia não encontrou nada de pedofilia nos equipamentos dele, mesmo assim, ele já foi julgado pela sociedade (e pelos amigos). Quase se matou. Perdeu boa parte (provavelmente) da renda dele. E ninguém em nenhum momento tocou no assunto da saúde mental dele para além da depressão. Ele pode muito ser um pedófilo (isso não é crime, crime é abusar de menores, pedofilia é uma parafilia) que se debate com isso diariamente (e isso pode gerar a depressão ajuda e crônica que ele tem) mas que *jamais* vai pedir ajuda pelo estigma que isso traria.

      A tecnologia criou um grande megafone para todas as pessoas espalharem o que antes era restrito à pequenas comunidades, mas jamais enfrentamos o problema de fato (nós). Quem defende, como você fala, que os direito numanos defendem bandido são pessoas que, no meu ver, não são totalmente saudáveis mentalmente, seja por exposição diária à barbárie, seja por influência direta de programas policialescos e ideologias conservadoras-religisiosas.

      1. acompanhei um pouco esse caso do pc siqueira. agora li pelas redes q por não terem achado provas isso não quer dizer q ele seja inocente… ora, aí complica, né? pq o áudio q ele soltou (ou vazaram) pode ser um indício de tanta coisa (inclusive de q ele é um pedófilo e não um abusador ou produtor de material q envolva vulneráveis e q poderia buscar tratamento, mas agora não vai ou não pode) q só uma investigação séria pode concluir qualquer coisa, como parece ter sido o caso por ser midiático. e havia mesmo um clamor público para q ele se matasse! mas é isso… os direitos humanos, ou melhor, a tal da turma dos direitos humanos, é ‘o’ responsável pelos crimes, pois, segundo essas pessoas, essa turma assegura a impunidade ao proteger bandidos etc etc etc. é uma visão nitidamente perturbada do assunto. e há, sim, religiosidade envolvida nessa abordagem.

        mas isso tb me fez pensar num documentário, ‘lo and behold’, do werner herzon, q cheguei até conversar sobre com ghedin, q mostrava uma família q tinha q conviver com imagens da filha morta num acidente de carro se não me engano e q não conseguia evitar q essas imagens ficassem pela internet. no caso desse crime, o próprio autor compartilhou o q fez… e agora já era… está por toda parte. tanto q chegou a mim por um caminho q achei até meio improvável de acontecer. não queria ter visto… não para me poupar, mas para poupar os q ficaram…

      2. Uma coisa engraçada sobre questão de “vigiar e punir” ou “espetáculo da punição” é que não vemos sendo punidos uma liderança do trafico, um policial corrupto ou político corrupto. Sempre é um elo fraco da história, muitas vezes que nem tem a haver e é posto como “boneco de judas”. O caso da “bruxa do Guarujá” é emblemático.

        No caso da saúde mental, só agora temos uma ciência melhor definida e um número de profissionais que pode atender em larga escala, ainda que ineficiente. Mas eles tem que concorrer com “coach” e “terapeutas” que não tem um nível de conhecimento similar e muitas vezes tem a técnica correta, mas usa para bem próprio – marketing ou criar seguidores. Isso teria que ter um trabalho político para valorizar profissionais de serviço de saúde mental (psicólogos, terapeutas, assistentes sociais, etc) e protege-los de qualquer intervenção política e social. Resguarda-los, assim como deveria ser resguardado o trabalho dos bons professores e dos bons médicos também.

        Vi por cima também o caso do PC Siqueira. Acho que é um caso de agora pensar em formas de transformar tal em algo que vire um estudo sobre toda a situação imposta – bullying, notícias falsas, imputação criminosa, etc… E claro, também fazer a questão das parafilias serem consideradas algo para tratamento médico e não para jogar na cadeia.

        1. Essas pessoas que você citou não são punidas de forma espetacular porque são elas que fomentam a espetacularização das punições. Elas são o cerne do pensamento punitivista brasileiro, e claro, de defendem dele como se fossem os arautos da moralidade. Você dificilmente vai ver, fora de um contexto de ruptura, uma dessas pessoas com poder se dando mal.

          1. Olha Paulo, nesta tenho que discordar um pouco de ti porque conheço algumas pessoas. E sim, de fato há tanto a situação de que sim, há pessoas que fomentam espetacularização (Ctrl+V) e há casos de pessoas que no final não podem fazer nada porque o arredor já é corrupto demais para conseguir corrigi-lo.

            E na verdade – e posso estar falando besteira, preferiria que houvesse mais participação de policiais comentando, mas eles temem e então evitam – há códigos dentro da própria polícia para evitar o espetáculo. Só que bem, infelizmente vira uma cadeia de elos – o espetáculo também é uma arma, pois expor um “criminoso” ajuda tanto para o bem quanto para o mal do mesmo.

            Tem a história do Padre que foi extorquido por uma cadeia de pessoas – de um haquer até policiais e juízes que mostra o problema que temos. Cometer um ilícito gera uma cadeia de consequências que alguns até sabem usufruir dela, enquanto que outros acabam sofrendo com ela.

          2. @ Ligeiro

            Sim, você está certo, tem pessoas que são submetidas à espetacularização das penas mesmo estando em situação de poder. Como foi o caso da primavera árabe. Mas são pontos fora da curva que não devemos considerar como “geradores” desse tipo de sentimento e ação. Não é uma questão de corrigir o meio corrupto, é uma questão de estar inserido numa lógica de perversão da humanidade em prol de uma polícia espetáculo (como a prisão do artista que ocorreu hoje em SP).

            As pessoas acabam vendo isso e, como citado pelo Ad acima, esperam e anseiam pela catarse em forma de punição. As pessoas que mantém os programas de “bala na cara” são as mesmas que fomentam as “balas na cara” depois. O filme “Tropa de Elite II” mostra isso bem demais.

  7. Só passando pra deixar essa site MARAVILHOSO, onde tu clica no estilo que quer ouvir, e ele gera um álbum aleatório pra você. É fantástico.
    https://theshfl.com/

  8. Uso apoio para os pés, não só pq a cadeira pela qual eu comprei é mais alta que o normal como também, por uma questão de ergonomia (deixar os pés na vertical). A questão é, como deixar a cadeira parada? Digo isso pois, por conta da disposição dos pés, acabo forçando a cadeira para trás o que, consequentemente a empurra, então, existe algum “suporte” pelo qual possa usar para impedir isso?

    1. Hmmm, que estranho. O ideal é que seus pés fiquem “retos” no apoio, num ângulo de 90º, ou seja, de tal modo que pressioná-los não te empurre para trás. Pelo menos é assim que funciona aqui, e nunca tive problema.

      1. Sempre ouvi o contrário, que, deixar os pés na vertical força você a manter a postura e alivia a tensão nos nervos em algum lugar (estou procurando onde vi isso, mas se tiver algum material que diz o contrário eu agradeço).

        1. Eu nunca vi essa recomendação o_0 Sempre li e ouvi que o ideal é manter os pés na horizontal — tanto que se eles tocarem o chão, que é horizontal/está a 90º, não precisa de apoio para os pés.

          Este vídeo do Wall Street Journal é bem didático.

    1. PauloguedesBot: “um trilhão em imposto sobre pack de pézinho”

  9. Viram o “plano de assinatura”do Porto Seguro para as linhas ‘S’ de Samsung Galaxy?

    Acham que isto pode se tornar uma tendência de mercado ou vai ser um nicho? Vi que tem uma startup de BH que funciona da mesma forma.

    1. Tipo o “leasing” de iPhone do Itaú? Falando por mim, acho complicado ficar pagando celular para sempre, ou transformar hardware em serviço, mas porque mantenho o mesmo aparelho em uso por anos (o atual está comigo há três anos e dois meses). Pode compensar para quem faz questão de estar sempre com o modelo mais atual, mas… esse público é nicho, né?

      1. Mais do que isso. Tem problemas de valores.

        Eu li o leasing da Porto Seguro e não tinha nenhuma clausula que assegurasse que você teria um plano de preço similar depois de passado o tempo inicial (12 meses).

        Ou seja, você pode pegar um telefone que encaixa no seu orçamento hoje (R$159, o mais barato deles) e daqui 12 meses não ter garantia de que poderá manter esse plano com outro aparelho. E mais, vai ter que desembolsar mais de R$2000 para ter o aparelho.

        Não achei nenhuma garantia ao consumidor no plano da Porto Seguro, é um tiro no escuro (não sei como é o do Itaú). No final você pode ter que acabar fazendo um novo financiamento/empréstimo para pagar o saldo de um telefone usado por 1 ano.

        É um negócio que parece muito bom pra Porto Seguro.

        1. A ideia do plano não é você pegar o aparelho no final, é continuar pagando as parcelas pra continuar pingando receita pra Porto todo mês.

          É como se fosse um castigo: Você entra no negócio pra ter o celular mais novo todo ano. Se por acaso quer ficar com o antigo, tá infringindo as regras e vai ser punido.

          1. Engraçado pensar que no final o celular usado acaba sendo revendido de qualquer forma…

          2. Mas no contrato não tem nada que garanta o plano mensal. Ou seja, você pode ser duplamente “punido” e ter que ou arcar com o telefone ou aceitar um valor ainda mais alto.

            Como eu disse, é um bom negócio pra Porto Seguro.

      2. Isso. Eu nunca fui do tipo que “precisa” ter o último modelo; mas a bateria do meu S8 tá pedindo arrego depois de 2 anos e estava avaliando as possibilidades de troca. Estava entre um Galaxy S20 FE (pelo preço, ~2k6) ou um iphone 11 (apesar do preço maior, tem maior “durabilidade); resolvi testar esse plano da Porto Seguro, o valor que vou investir em 1 ano é abaixo do preço do S20 FE.

  10. Hoje mais cedo, surgiu um assunto no grupo dos apoiadores do site ~polêmico: pirataria. No caso, a pirataria de jogos do Nintendo Switch, que chegam a custar quase R$ 500. Isso tem levado alguns jogadores a chutarem o balde (eu nem sabia que dava para piratear jogos de Switch). O que você acha? Nesse caso, a pirataria é justificada?

    1. Eu não considero que a pirataria seja justificável.
      Se eu tivesse um Switch e não tivesse como sustenta-lo, simplesmente venderia o console.
      É tipo um automóvel que vc compra sem poder sustentar a manutenção dele. Por acaso vc vai começar a utilizar peças sem pagar? Obviamente não.

      E no caso da Nintendo, a culpa nem é dela.
      O Animal crossing custa 60 dólares. Em uma conversão direta dá 330 (sem os impostos)
      E a nintendo vende o jogo por 299 reais no Brasil.
      Ou seja, apesar dos jogos serem caros, ela ainda abre mão do lucro.
      Então o problema é a nossa moeda desvalorizada.

      1. A venda de um produto digital é “inesgotável”. Não é por vender uma unidade “abaixo do preço em dólar” aqui no Brasil que ela vai deixar de vender a mesma unidade em dólares americanos. O que você chama de “abrir mão do lucro” é somente regionalizar o preço de um produto digital — se você quiser abranger mercados emergentes com moeda desvalorizada, vai ter que vender mais barato do que a conversão ou não vender.

        1. Como fazem…. Apple (assinaturas), Spotify, Microsoft (em aplicativos e games), etc, etc, etc.

          Por que a Nintendo não faz? Porque não quer… não faz aqui e não faz no mundo inteiro e é uma decisão dela… se o Switch não fosse facilmente destravavel (por uma falha de hardware) a gente nem estaria tendo essa discussão , porque a relevância aqui seria ainda mais baixa.

          1. Certo, mas não entendi o ponto. O Switch é destravável e estamos aqui tendo essa discussão. É como falar “Se o Switch não existisse nem estaríamos tendo essa discussão”.

            Se o Spotify fosse impagável dentro da nossa realidade, estaríamos baixando mp3 como foi a vida inteira.

          2. Não consegui responder o Matheus abaixo… respondendo a pergunta do Ghedin… é justificável… não… mas eu faço? faço. Estou errado? Estou. A Nintendo tem uma estratégia para mercados emergentes? Não. Os concorrentes tem? Tem. A Nintendo tem um pouco de culpa? SIM.

        2. Mas o mercado é cheio de peças não genuínas que podem funcionar muito bem ou até melhor. Até o rich rebuilds ficou notório por consertar Teslas que a fabricante não dava suporte.
          O comparativo com carros não funciona bem, pois a Nintendo controla o hardware e o software.

      2. Não estou defendendo a Nintendo (nem atacando), mas essas comparações são um pouco problemáticas.

        Se o preço do combustível fica insustentável, a sociedade reclama. Nem precisa ir ao plano hipotético; está acontecendo neste exato momento no Brasil. Pode-se argumentar que o produto da Nintendo é menos “essencial”, e é válido, mas deve haver um limite no que se cobra de vendas acessórias essenciais ao usufruto do bem adquirido. Lembra quando a HP vendia impressora a preço de banana e cobrava os tubos nos cartuchos de tinta? Justo? Ilegal? Sei lá, mas depois daquilo nunca mais nem cogitei comprar impressora da HP.

        O preço de US$ 60 é completamente deliberado. Ele não é decidido em cima de um cálculo feito para cobrir os custos, é um valor determinado pela indústria/mercado e que “pegou”. E estamos falando de um item digital, que pode ser replicado sem custo infinitas vezes, ou seja, pelo sucesso estrondoso que faz, é bem provável que a essa altura Animal Crossing já tenha se pagado múltiplas vezes. O Steam, por exemplo, cobra valores diferentes em cada país. E é legal que seja assim, porque o poder aquisitivo varia. O que quero dizer é: a Nintendo não está “perdendo” dinheiro se vender um jogo por menos de US$ 60.

      3. Eu tenho um destravado, baixo pirata, assim como vejo séries no Stremio, como baixo artigos para o mestrado em fontes não oficiais, assim como xeroquei livros na faculdade, assim como compro livros para o mestrado, compro outros livros, assim como assino Netflix, Disney+ e AmazonPrime, assim como comprava os jogos de Xbox One (quando tinha esse console) e também pago passes de BrawStars.

        Porque Switch então… propriedades intelectuais MARIO, as crianças adoram. A Nintendo tem um posicionamento de mercado que complica as coisas, um jogo MARIO sempre custa USD 60, mesmo que seja um jogo lançado 4 anos atrás ou um remix de um jogo lançado 10 anos atrás.

        O mercado brasileiro não é uma prioridade para Nintendo, deixa as coisas mais cinzas, não justifica, claro que não, é difícil explicar por que a pirataria de jogos Nintendo pode, mas não pode roubar. Mas a vida é mais complexa do que parece ser…

      4. As peças de carros podem ser copiadas e distribuídas livremente sem que ocorra subtração física do bem? Chuto que não.

        Então não é a mesma coisa. Essa analogia torpe com “roubo” que envolve subreação de um bem físico é algo que as empresas colocaram no subconsciente das pessoas de modo a justificar os preços absurdos cobrados para manter o lucro dos acionistas.

        A ideia de propriedade intelectual é recente na humanidade. Não existia até bem pouco tempo atrás, é uma invenção quase que exclusiva do capitalismo inclusive.

        O professor Tulio Vianna da UFMG tem uma série de artigos e vídeos sobre as questões do direito autoral e da propriedade intelectual – e todos os problemas envolvidos na sua criação e defesa – no Brasil e no mundo.

      5. por mim pirateava tudo e se reclamar pirateia mais ainda

        não espere de mim defender empresa capitalista: o lugar de capitalista é na lata do lixo da história

        sobretudo a nintendo, notória troll de direitos autorais

        o seu discurso simplesmente legitima e naturaliza a desigualdade

      6. Tenha em mente que nesse valor de US$ 60 já está incluído o lucro. Não sei qual a margem de lucro, mas se for uns 30%, o “preço de custo” seria US$ 42, o que daria uns R$ 230. Reduz a margem, mas não abre mão.

    2. Alguma pirataria é justificável? Muito complicado dizer.
      No entanto, no caso do Switch, tem alguns outros agravantes para a história: a Nintendo não biaar quase nunca o preço de jogos antigos (Breath of Wild lançado em 2017 sendo vendido a proço de lançamento), “remasters” vendidos a preço cheio, sistema online totalmente zoado a caro comparado às opções de mercado… Não vou ser hipócrita e não dizer que não desbloqueei o meu, mas praticamente nem ando jogando nada (9h horas jogadas em 2019). Por outro lado, no PS4 consigo várias promoções de jogos a 50 a 100 reais, mais aqueles que vêm de graça na Plus.
      Outro fator é o pífio suporte da Nintendo no BRasil, só temos 1 jogo da casa até agora localizado em português (que eu saiba, só o Mario 3D World).
      Enfim, essa conversa volta no mesmo ponto da pirataria em geral. Vai de sua consciência.

      1. A Blizzard também vende remaster a preço de jogo cheio. Diablo II: Ressurected tá vindo por R$179,90 (podendo chegar a R$279,90).

        Nos fóruns de gamers do Brasil tem muita gente que investiga e advoga que o preço dos jogos no Brasil tem relação com um suposto lobby do Moacyr do “Jogo Justo” junto à Bethesda. Se você analisar, sim, a Bethesda criou outro “tier” de jogos pra PC. Usualmente lançamentos vinham no preço Steam (R$109,90) quando muito no preço Blizzard (R$179,90). Depois da Bethesda angariar representação no Brasil e do Jogo Justo começar a se propagandear em diversos fóruns, os preços passaram dos R$200. Inicialmente me lembro de R$229,90 e depois R$239,90. Por um tempo oscilamos entre R$249,90 e R$279,90. Ano passado a Square Enix e a Bethesda criaram o novo “tier” de R$309,90 e Nintendo criou o absurdo R$339,90. A maioria dessas faixas de preço, quando foi criada, estava bem acima dos USD60 de lançamento nos EUA, é bom frisar isso.

        Tem dedo da Acigames (Moacyr) nisso? Não sei. Provavelmente jamais saberemos, mas que foi um movimento orquestrado para além da alta do dólar, isso eu tenho certeza.

        1. não sabia disso, o que é esse “Jogo justo” e esse “Moacyr”?

          1. Tem várias polêmicas com ele:

            https://www.techtudo.com.br/noticias/noticia/2012/04/entenda-a-polemica-com-o-criador-do-jogo-justo-e-a-distribuicao-digital.html

            Essa é uma delas. O pessoal mais “do mercado de games” diz que ele tinha uma empresa que era RP da Bethesda, por isso ele tava fazendo isso. Também investigam ele até hoje por conta de um possível lobby pro preço aumentar.

            Ele ganhou muita tração entre os gamers quando criou o projeto do Jogo Justo que queria acabar com o imposto de “jogos de azar” em video-games e jogos.

      2. Meu deus, quanto erro nesse texto.
        Mas lembrei de outros agravantes para o caso: a porca distribuição de jogos físicos no Brasil, que entram apenas por importação. Além dos jogos digitais terem o mesmo preço dos físicos (em tese), esses são impossíveis de serem revendidos ao finalizá-los. Na época do WiiU, troquei de muito jogo nesse esquema de compra e revende usado.
        E outra coisinha ordinária: a venda de jogos digitais POR TEMPO LIMITADO. Isso não faz o menor sentido além de deixar o consumidor refém.

    3. A pirataria só é “polêmica” para aqueles que não entenderam a lógica do sistema capitalista e da exploração humana por detrás dele (e não-humana, diga-se), o que leva pessoas comuns a defenderem que seja cobrado um preço arbitrário por um bem inifinito (algo digital).

      Recomendo, pro assunto em específico, ler “Marx no fliperama: videogames e luta de classes” do James Woodcock para entender a relação trabalhador x valor x empresa nos video-games.

      1. Sistema capitalista, bla, bla, bla.. na boa… usa quem quer , não usa quem não quer.. paga quem quer, pirateia quem quer… eu mesmo já disse que pirateio no Switch e no Stremio, todo o resto é legalizado (windows, office, etc..) e as roupas que compro, não compro tenis “Nike” falsificado ou qualquer outra coisa do tipo… ando de Hering e está bom para mim… Mas esse papo de dominação, é assim, é assado… espero que toda sua produção intelectual esteja disponível for free na internet e licenciada num esquema que permita legalmente a cópia, como CC.

        1. O sistema permeia a sua vontade de consumir, inclusive. Até o seu comentário cínico é fruto de um sistema sócio-econômico que delimita as suas ações. Não existe “vontade” dentro do corpo social. Vontade é uma construção econômica e social.

          Não produzo nada relevante. Mas o que eu produzo está em CC mesmo, felizmente. Tá interessado em me pagar alguma quantia pra produzir mais?

          Já tive mais vontade de comentar por aqui no MdU e conseguir ter minimamente uma discussão. Agora é tudo pedido de aplicativo, como configurar Linux, e discussão inerte e inócua sobre o vento.

          1. Poxa Paulo, pedimos desculpas se as discussões do post livre não estão a sua altura.

          2. É só usar o índice MR que isso melhora.

          3. Paulo, você tem um viés! todos temos, reconheça isso, seu viés de entendimento de mundo baseia sua visão e seu argumento, outras pessoas têm outros vieses.

            Não se ache superior, você não é. Quando você diz.. “só aqueles que não entenderam a lógica do sistema capitalista”, você exacerba seu viés e limita o debate. No seu mundo, na sua interpretação do mundo, na sua limitação do mundo – e todos temos limitações – “só aqueles que não entenderam”… no meu mundo, na minha interpretação, eu penso diferente.

            Manual do Usuário não é academia, não é ciência, eu não tenho obrigação de basear minha opinião em artigos double blind peer review.

          4. Ah, tem sim. Quando você assume coisas como as que assumiu. Ok, não precisa ter que citar fonte revisada e publicada, mas minimamente um embasamento teórico para achar que “faz quem quer” você precisa ter. Aliás, achar que “faz quem quer” é verdade coloca à prova todo o pressuposto do debate que permeia e norteia o MdU. Um tecnocracia e você já está confrontado com isso diretamente.

      2. Convenhamos que a lógica do sistema capitalista não é um assunto que está na cabeça de todo mundo, né? Logo, ausente esse pressuposto da discussão mais ampla, a pirataria se torna um assunto polêmico.

        O Manual, e o post livre em particular, é aberto a qualquer discussão, das técnicas às filosóficas. É um espaço de todos e para todos os assuntos, Paulo :)

        1. A lógica capitalista só é assim por propaganda né. As pessoas são bomnardeada diariamente com essa ideia de que o capitalismo é o fim da história, o fim da humanidade, sem maiores explicações. E quando veículos e pessoas do outro lado – mesmo do lado progressista – aceitam debater nos termos de que o capitalismo é inevitável, bem, o capiutalismo se torna de fato inevitável e toda discussão se torna em modelos capitalistas e como contorná-los socialemente criando o mínimo de atrito com atores centrais – empresas, governos, bilionários.

          Desculpa, não consigo ver polêmica em copiar um arquivo digital infinito que já pagou seus custos de produção e foi obtido com base em exploração de pessoas e animais.

          1. @paulo, só pegando um gancho do @ghedin para uma provocação:

            A sua resposta para mim tem algum valor financeiro? :V

            O irônico aqui é que como o MdU tem 4 níveis de resposta, imagino que este que estou é o último, então a resposta ficaria em outro local, e aí vai em partes vai dar um nó nesta brincadeira

          2. Em respeito usarei o mesmo código :) ou melhor: Atribuição-SemDerivações-SemDerivados
            CC BY-NC-ND

        2. @ Paulo

          Olha, debates são tentativas de se chegar a um consenso. Se você entra em um com uma opinião formada e espera que todos estejam sintonizados com ela, não temos debate.

          Se para muitos, a maioria até, o capitalismo é inevitável, cabe a você (a nós, pois nesse aspecto concordo contigo) contrapor esse argumento. Isso se torna premente em um debate sobre pirataria, porque dentro da inevitabilidade do capitalismo, a pirataria é um deturpação. É, pois, polêmico afirmar que a pirataria não é um problema.

          Falar incontáveis vezes do mesmo assunto às vezes se torna maçante. Entendo, mas é do jogo. Tem dias que eu não estou muito na vibe de debater aqui ou no grupo do Telegram, mas isso não invalida os debates que rolam aqui. Quando fico abatido, dou uma desopilada e no dia seguinte retorno mais disposto.

          1. Até concordo, mas mais do que isso, é preciso entender que a maioria das pessoas não quer entender essa lógica e joga afirmações sem sentido num debate para criar uma falsa polêmica ou mesmo obrigar aqueles que estão ezplicando a dar 1001 voltas para explicar cada mínimi detalhe. Tem algumas pessoas que apelam pra moralidade (ou imoralidade) de se piratear algo.

            O que de fato se tira de produtivo ou minimamente interessante de um pensamento que nasce tão engessado e que se baseia na premissa de um ente abstrato (mercado) que tem poderes sob a vida de todos?

          2. Só uma observação sobre a palavra “debate”. Pelo menos no inglês, debates são diferentes de discussões, debate é um “jogo” onde onde A ou B tentam “vencer” no julgamento de C (normalmente o público).

    4. Tenho um switch desde o ano passado, sempre comprei os jogos que queria jogar, mas ultimamente tô pensando seriamente em desbloquear, mesmo. Os preços que a Nintendo pratica são absurdos. Não tô dizendo nem pra título de lançamento – já que querendo ou não, 60 dólares é o novo padrão do mercado – mas o fato deles terem a audácia de vender remaster de jogo de Wii U pelo preço integral de um jogo novo, e além disso manter o preços dos jogos iguais 3, 4 anos após o lançamento. Infelizmente, pra quem compra em real, é muitas vezes inviável acompanhar os jogos novos da Nintendo.

      Também tem pra mim um ponto mais ideológico, que é a maneira desrespeitosa em que a Nintendo destrata e aliena a comunidade que gosta dos jogos dela. Proibindo campeonato de Smash por conta de mod de netcode em plena pandemia, mandando cease & desist pra qualquer projeto de fan game que ouse existir, tudo isso por conta de um protecionismo besta. Isso pra mim só impõe uma barreira em tentar aproveitar e gostar dos jogos.

      Dito isso, o motivo que eu ainda não decide certamente desbloquear é que a maioria dos títulos que eu jogo ali são de desenvolvedores indie, então não tenho a motivação final ainda de querer jogar muuuuito algum jogo que eu não vá conseguir ter acesso no momento.

    5. O Ghedin tocou fogo no post livre kkkkkkkkkkkkk
      Continuem desenvolvendo pessoal. O assunto tá interessante.

        1. Dúvida sincera: tinha muita gente contra a pirataria? Acho bizarro quem defenda empresas capitalistas com tanto afinco.

          1. Eu não duvido. A comunidade do MdU ainda é uma comunidade de TI e de pessoas da área de tecnologia. O brasileiro já tem uma certa inclinação a defender ricos empresários, imagina o mercado de TI que acha que está sempre “a um passo” de ficar rico com uma grande ideia.

          2. Não chegamos a debater lá. Quando o assunto Nintendo surgiu já estava quase na hora de soltar o post livre, aí pedi para segurarem. Mas, olha, acho que poucos ali seriam contrários à pirataria, viu.

            O assunto polêmico anterior, que deu pano pra manga (+600 mensagens), era se computadores da Apple são luxo ou se são compras justificáveis. Nesse aqui não houve consenso, haha..

            @ Paulo

            A comunidade do Manual é um tanto homogênea. Acho que a linha editorial do site acaba afastando (embora não seja o objetivo) quem defende essas pautas — defender ricos, endeusar empresas. Nos comentários, que são abertos, as opiniões são mais variadas; no grupo, mais restrito, chega-se a consensos com bastante frequência.

          3. @ Ghedin

            Eu me lembro do antigo grupo do Telegram, que era aberto, que seguidamente tinha uma série de pessoas que gostavam de defender o “direito da empresa” e os ganhos empresariais.

            Muitas figuras sumiram, bem verdade, inclusive do PL.

          4. @ Paulo

            Hmmmm o Manual nunca teve grupo aberto no Telegram, ou outro grupo que não esse dos apoiadores. Talvez fosse outro grupo que eu participava?

          5. @ Ghedin

            Olha, eu participava de um grupo no Telegram uns anos atrás. Você estava e tudo, e era aberto porque eu controbuí com o MdU antes disso.

            Ou eu estava lá de penetra e você nunca viu.

    6. Não consigo encarar como algo justificável. Por aqui é tão cultural pegar o que não é nosso que não me surpreenderia saber que as empresas no momento de precificarem seus produtos, já coloquem um percentual a mais pra cobrir a pirataria.

      1. A Nintendo não perde um centavo quando um jogo seu é pirateado. É um item digital, inerentemente replicável a custo zero. Se essa política que você citou existir, acho eu que é fruto de desinteresse e/ou falta de visão, porque aliena quem, de outra forma (com preços mais acessíveis), preferiria pagar pelos jogos.

        O mercado fonográfico é um caso muito emblemático, porque conseguiu reverter um cenário desolador (MP3 pirata a rodo nos anos 2000) em um menos pior (streaming por uns caraminguás por mês ou bancado por publicidade).

        O comércio é uma tensão entre oferta e demanda, valor e custo. O da Nintendo no Brasil está evidentemente desequilibrado (quem paga R$ 500 num jogo!?), então as pessoas que se importam estão dando um jeito de reequilibrar a balança. A Nintendo, pelo visto, não tem interesse em chegar a um consenso. Aí fica difícil reclamar de pirataria.

        1. Entendi e não tinha visto por esse lado, quanto à possibilidade de replicar com custo zero. Porém é nesse caso, onde falamos em nível mundial.
          Se trazermos a comparação p/ um criador pequeno, mesmo com replicação a custo zero, o impacto financeiro seria percebido rapidamente. Sim, o custo do criador pequeno normalmente é menor, mas o ponto onde eu quero chegar é que a pessoa que pratica a pirataria (e aqui podemos abranger todas as formas possíveis, desde cópia, até o compartilhamento de senhas ou pontos de SKY), o faz mesmo muitas das vezes podendo pagar pelo produto ou serviço em questão. Vira um hábito.
          E aí entra o que falei na resposta anterior: sabendo que vou ser “pirateado”, vou colocar no meu preço um valor que cubra essa perda.
          Enfim, não defendo nem apoio empresa A ou B quanto aos seus preços e práticas, mas acho que a discussão de preços e pirataria precisa ser também discutida separadamente.
          Esse tentativa de equilibrar a balança com pirataria não me parece estar surtindo efeito, porque os resultados acabam sendo mais individuais que coletivos.

        2. @ Felipe

          Certamente que piratear independente, gente pequena que depende diretamente daquilo para viver, é sacanagem. Jamais faria isso.

          Agora, grandes estúdios, empresa bilionária de video game, gravadora multinacional? Não faço sempre, nem com frequência, porém zero peso na consciência.

          1. Isso que nem foi tocado no assunto mais “espinhoso” que é o mercado de publicações cientificas que, ainda que seja um nicho, é um nicho milionário e que já ceifou a vida de uma pessoa (diretamente) com suas ações em prol da propriedade intelectual.

            Sem o SciHub eu não teria anteprojeto de pesquisa.

      2. quem disse que “não é nosso”?

        todos deveríamos ter direito a acessar o resultado do trabalho humano

        sobretudo quando se tratam de limites fictícios, como os da propriedade intelectual

        viva a pirataria!

        1. Na minha perspectiva, o ato de piratear ou pegar aquilo que não é seu, se torna mais um hábito do que uma demanda real. Como escrevi logo acima, vejo a maior parte da pirataria sendo praticada por pessoas que tranquilamente poderiam pagar pelo produto, mas agem assim porque além da sensação da esperteza, todo mundo faz né?
          Uma vez habituado, sempre que possível o camarada vai pegar o que não é dele, porque ele já se acostumou com isso. Não é mais a necessidade, e sim a quantidade que importa agora, e vale pra um joguinho, um filme recém lançado, dinheiro público. Tudo resultado do trabalho humano.

          1. quando você pirateia você não subtrai nada de ninguém

            isto é pura ideologia

          2. Você realmentre traçou um paralelo entre piratear um filme e corrupção?

    7. Ghedin, não só dá para piratear os jogos de Switch como o hardware também. O emulador Yuzu tem dado passos bem largos para rodar o Switch em sistemas Windows e Linux.
      Eu não tenho Switch, mas me solidarizo com os proprietários que precisam pagar um valor tão alto em relação aos demais consoles. Na época que tive Nintendo 64 eu sofria para comprar os cartuchos, tinha que escolher muito bem pois era caro. Se a Nintendo tivesse interesse, eu acredito que ela poderia melhorar esses preços para nós brasileiros.

    8. aproveitando, vou fazer um mini-off: como muda o nível de assinatura no PicPay? pq quando tentei aparecia pra assinar de novo, então ficaria com duas assinaturas, ou eu tenho que cancelar a atual e fazer uma nova?

      1. O PicPay é bem espartano, o que me leva a crer que seja assim mesmo: cancele a atual assinatura e refaça-a escolhendo o outro plano.

    9. Olha, eu acho delicada a questão da pirataria.

      Já pirateei bem mais, e o que não pirateio hoje é porque acho mais cômodo pagar mesmo. Via de regra sou da seguinte opinião: se você pode pagar, pague; se você não pode, pirateie. Não acho justo uma pessoa deixar de usufruir bens culturais só pra não dar “desfalque” (sic) numa empresa bilionária.

      E quanto à lei de propriedade intelectual, bem, só digo que, se por um lado eu adoraria viver tranquilamente das minhas produções, por outro não iria atrás de alguém que fizesse uma cópia pra si. Como disseram, já tirei muita xerox na faculdade, já baixei muita série via torrent, não pretendo começar com a hipocrisia a essa altura

    10. Eu tentei reponder com um textão, mas não sei o que deu e minha resposta não apareceu.
      Mas já colocaram meus pontos aqui nos outros comentários (fogo na nintendo).

    11. Eu sou a favor de pirataria. Eu mesmo não conheceria muita música e filme se não fosse por ela (e vocês também!).
      Restringir o conteúdo é restringir cultura apenas para aqueles que podem pagar.

    12. Eu acho pirataria algo válido, é um acesso à um bem para fins de lazer, eu acho problemático o dinheiro ser um bloqueio de parte da sociedade para bens destinados à isto, sejam livros, arte, séries, músicas, jogos ou o que mais for e que dê para ser pirateado. Grande parte da pirataria é feita por pessoas que não pagariam porque não podem ou por terem obrigações que não permitem, logo não afeta a industria, mas ajuda a cativar pessoas e fazer com que elas consumam legalmente quando tiverem condições, o que talvez nunca mais aconteça no Brasil (acho que estou muito pessimista).

      Quanto à pirataria dos jogos do switch, é a mesma questão, se não for pirateado as pessoas não comprarão estes jogos, ainda mais no cenário de incerteza do Brasil, ou seja, são usuários que não fariam diferença para a Nintendo. A única questão da pirataria, para mim, são pessoas lucrarem com ela, por isso o ideal é sempre buscar meios onde a comunidade esteja envolvida de forma voluntária (o que é fácil, ainda bem).

    13. A criminalização da pirataria é absurda e não faz nenhum sentido jurídico. Sobre isso, recomendo o anticast com o representante do partido pirata brasileiro: http://anticast.com.br/2016/05/anticast/anticast-233-partido-pirata-cyberativismo-e-direitos-autorais/

      a criação de cercas virtuais gera apenas latifúndios do saber: exclui parcelas significativas da sociedade do acesso ao conhecimento e à apreciação do saber socialmente produzido.

      assim como a propriedade privada só se legitima quando cumpre função social, o mesmo vale para a chamada “propriedade intelectual” (que, afinal, não passa de uma ficção violenta e perversa): devemos todos ocupar esses latifúndios e permitir seu acesso a todos que desejem

      VIVA A PIRATARIA!

      1. Bem por ai mesmo. Eu não gosto nem desse negócio de patentes, pois já não sei a que ponto elas beneficiam e prejudicam a sociedade.

    14. Nossa, com certeza! Tudo bem que é um jogo importado (creio eu, posso estar errado), tem os custos da Nintendo, o lucro, coisa e tal. Mas vamos lá, né? A pirataria nem afeta o lucro deles [tanto assim] (https://www.istoedinheiro.com.br/lucro-trimestral-da-nintendo-dispara-gracas-a-pandemia/). Resumindo, acho que não há mal nenhum nisso. Principalmente vindo de uma empresa que já se mostrou bem hostil até com aqueles que querem [ajudar](https://youtu.be/QnRWSv1po6g).

      1. Eu achando que pra colocar link era que nem no Markdown. Ignorem aí a burrice do indivíduo.

    15. Talvez agora menos, mas fui muito mais adepto da pirataria e não vejo como contorná-la falando só do digital, pq tb tem os produtos piratas q eu não usaria mais por segurança mesmo (um tênis, por exemplo, q poderia provocar uma queda ou algo do tipo). Se não fosse a comodidade de assinar um serviço de streaming (o Mubi, por exe.) ou comprar um jogo digital (na Steam, por exe.) eu muito provavelmente estaria apelando à pirataria. Sem falar na indisponibilidade de determinados conteúdos por região ou valor q me levam inevitavelmente a ter q baixar algum conteúdo do meu interesse do qual não teria acesso de outra forma. Vale o mesmo para formas de burlar geoblock.

      Creio q a pirataria é fundamental na vida da maioria das pessoas q precisa estudar ou aprender algo. Não tem como um estudante que não vem de uma família rica bancar tudo o q precisa pra seguir bem nos estudos. Então não é nem só pelo jogos, q têm preços absurdos pra nossa realidade brasileira, mas algo até mais relevante, a meu ver, q é o conhecimento mesmo, q se não for pirateado, não fica disponível.

      Obviamente tem gente q tira vantagem disso e lucra vendendo piratas, mas isso é outra coisa e nem creio q seja o problema, já q até ajuda a distribuir renda q ficaria concentrada no varejo e na indústria.

      Sem falar q aquele autor de nicho, muito provavelmente, não será pirateado (e nem é interesse dos fans fazer isso) e nunca vi uma editora ou desenvolvedora de softwares ou jogos quebrando por conta da pirataria – pelo menos não lembro.

      A pirataria é necessária, é uma forma de ativismo para muitos e creio q é indissociável da lógica capitalista agindo como sua contraparte e, de algum modo, colocando de volta no jogo muitos despossuídos q ficaram sem determinados recursos e sem participação cultural.

    16. Só compraria um Switch se conseguisse jogar sem ter q comprar os jogos. Os valores são absurdos. Pra mim é mesma lógica do PlayStation 2 (que segue forte por aqui).

    17. Cara, vou na lógica de muitos:
      Tem condições?
      Sim e quero pagar: pague, ué!
      Sim e não quero pagar: não pague e pirateie, vamos ver os resultados no futuro!

      Não tem condições?
      Sim e quero usar: use pirata, mas tenha em mente as limitações.
      Sim e não quero usar: não use.

      A discussão sobre pirataria é bem recheada de nuances e noto que aqui no MdU há um mínimo consenso que já foi assunto até com doutoranda (Oi Andressa! Sucesso para ti menina! Espero que esteja bem! :D ): Pirataria não existe a toa e tem seus motivos sociais, de mercado e político para existir. Por mais que seja criminalizado, hoje há um consenso que não é um crime de morte ou gravissimo – mas AO MEU VER* não deixa de ser uma corrupção¹.

      No entanto, tem gente que gastou em seu aparelho Switch uma nota preta e não imaginava que o custo de jogos ia aumentar rápido. Cara, faz o que quiser, assuma e pronto. Se a Nintendo ver que errou (e ela não verá que errou, pois ela tem seu próprio código de orgulho e ética), quem sabe ela se corrige?

      Uma hora a política (BR e mundial) se acerta e quem sabe não precisaremos mais voltar nesta discussão sobre pirataria, mas até lá, temos que aprender a como humanos, valorizar os humanos.

      *Eu deixei o “ao meu ver” bem destacado e com este itálico para deixar claro que 1-é um ponto de vista pessoal e 2-sei que não é um ponto de vista para ser definido como verdade universal; isso a gente já discutiu N vezes

      ¹ Corrupção é não seguir uma lei. Infelizmente pirataria ainda está como “lei”, ou seja, não pagar o carinha que fez (ou os advogados do carinha), ainda infelizmente é considerado crime, corrupção. Volta ao * do parágrafo anterior e o parágrafo final antes deste adendo chato que escrevi :V

    18. Acho que o maior problema com a Nintendo, é em relação à política dela de não desvalorizar os jogos. Jogos triplo AAA de dois anos atrás, pra outros consoles, acabam ficando com o preço menor, e as vezes você consegue encontrar uma boa promoção de midia física. O problema é que isso não acontece com a Nintendo: jogos de dois, três anos atrás, continuam com o mesmo preço de lançamento, o que torna bem mais difícil de adquirir jogos pro Switch.

      Esse vídeo explica melhor esse problema:
      https://www.youtube.com/watch?v=Emi74MDRMV8&t=2s

    19. Tenho um 2ds destravado que vira e mexe to jogando nele.

      Já sobre a pirataria no Switch, acho que eu estaria num level maior, tô pensando em montar um “Pc Gamer de entrada” pra emular um Switch ahahahah.

      Sobre a discussão de pirataria eu sou a favor se for numa empresa como a Nintendo que vende jogo a preço cheio mesmo depois de 4 anos de lançamento.

    20. Pirataria no dos outros é refresco

      Como quase tudo na vida.

      Meu switch não é pirateado. Tenho três jogos e me viro com eles. Talvez em alguns anos eu o destrave, sei lá

  11. Tentativa nº 29083298372 de usar Linux de modo integral.
    Acho incrível como sempre falta algo no Linux para o meu uso.
    Dessa vez até topei usar meus apps de notas e tarefas pelo navegador (o que é horrível), usar o Libreoffice e o Insync (com aquele ícone horrível) para o Onedrive.
    Mas as ventoinhas da placa de vídeo ficavam acelerando e esquentando quando eu jogava Left 4 dead. Um jogo de 2009.
    Testei todas as configurações do jogo e nada.
    Com o Vsync desligado, as ventoinhas se acalmaram, mas o jogo ficou cheio de stuttering.
    O detalhe é que a minha placa de vídeo é boa e roda esse mesmo jogo muito bem no Windows.
    Dessa vez eu tentei o Pop_OS e ao ver os problemas se repetindo, tentei Manjaro KDE.
    Não deu certo em nenhum dos dois.
    Voltei para o Windows pq não tenho como ficar sem jogar L4D. Matar zumbis antes de dormir é relaxante.

    Gostaria de saber como vcs, usuários de Linux frequentadores do MdU conseguiram contornar as suas dificuldades com a plataforma.

    1. Não jogando. No meu caso, uso macOS, mas o cenário é parecido — e piorou um bocado depois do Catalina, que eliminou suporte a apps (e jogos) de 32 bits. Vez ou outra arrisco um emulador e Stardew Valley, que deve rodar até numa torradeira, mas, fora isso, apenas me conformei que este notebook não serve para jogar.

      1. Eu considerei a possibilidade de não jogar.
        E ainda hoje cedo eu estava pensando nisso.

        1. Roda Windows e seja feliz… o Linux já venceu … Android, Chromebook, servidores, embarcado nas poltronas de aviões)…

      2. Eu comprei um Mac porque queria experimentar o sistema. Me desfiz justamente por esse motivo.

    2. Eu desisti te jogar no Ubuntu. Nem o Steam abre mais, sei lá pq. Fora que a configuração de placa de vídeo é rocket sciente, puta merda.

      Dito isso, L4D é maravilhoso. Acho que vou religar o Xbox 360 para jogar de novo.

      1. Guilherme, tem um mapa novo lançado no final de 2020.
        Muito bom por sinal.
        Depois das 22h00 só ficam os adultos nos servidores. É o horário que acho melhor pra jogar.

        1. Maluco, eu vi e fiquei babando. Tua versão é Steam?

    3. Sobre ícones e interface, pode haver uma certa inconsistência visual no Linux, alguns aplicativos feitos para Qt (biblioteca usada no KDE) como o VLC, junto com outros feitos para Gnome, junto com Electron (o caso do Insync), etc.

      1. Roberto, eu sempre contornava essa inconsistência com pacotes de ícones.
        Usava muito o Papirus.

    4. Sua placa de vídeo é Nvidia? Você instalou os drivers das lojas das distros?
      Se sim, desinstala e pega o driver direto no site da Nvidia.

      Meu note tinha esse mesmo problema, daí vi que a versão do driver na loja era muito mais antiga que a do fabricante. Instalei o driver no site e o bixim voltou a voar.

      Sobre as dificuldades, já tem uns meses que voltei ao vício de Distrohopping. Passei por Debian, Fedora, Ubuntu, Elementary OS, Mint, Pop OS e Manjaro. Fiquei no Manjaro GNOME até brotar um bug de loop eterno na tela de login, então no momento estou usando o Solus Budgie sem muitas dores de cabeça e gostando bastante. De todas as distros que usei, o Solus é a mais leve (deu boot em menos de 5 segundos com SSD), permite uma gama legal de customizações e abre tudo quase que instantaneamente.

      Como a distro usa um sistema de arquivos próprio, a loja de software não é lá muito completa, mas até agora não me faltou nenhum app de consumo de mídia, escritório e jogos dos mais populares. Se não tiver algum app na loja, acho o dito cujo no FlatHub ou usando AppImage, mesmo.

      A Steam tá rodando super bem até o momento. Pesa o fato, também, de eu jogar na maior parte indies, que são bem abraçados pelo pinguim.

      A prova de fogo agora vai ser declarar o imposto de renda desse ano no Linux. Se rolar, adiós Windows.

      1. A minha placa de vídeo é AMD (RX580). Testei driver aberto e proprietário.
        O Solus OS nunca testei.
        Quanto a declaração do IR, na pior das hipóteses vc pode criar uma máquina virtual com o Windows e depois apagar, já que o IR é apenas uma vez por ano.

      2. Por que não faz pelo celular? Comecei a usar o app do iPhone para não ter que instalar o Java no computador, aí meio que acostumei (e no segundo ano em diante fica mais fácil, importando a declaração do anterior).

        1. Comecei a declaração no Windows e tentei terminar no Android ano passado. Em teoria a declaração fica sincronizada entre os dispositivos, e o Android deveria resgatar o que eu já tinha salvo no Windows. Mas, quando botei o app pra puxar os dados, a declaração corrompeu em ambas as pontas e tive que refazer do zero. Duas vezes.

          Pra mim é mais fácil fazer a declaração em algo com teclado físico e tela grande, porque tenho uma penca de contas correntes e de investimentos pra preencher no detalhe.

      3. vc tb pode declarar seu IR pelo e-cac, ou como o ghedin falou, pelo celular

    5. Dando um passo para trás: ajuda aceitar que o Linux quase sempre terá menos suporte e esses tipos de problema fazem parte. A questão é se vale a pena encarar, dada as suas motivações para usar Linux em primeiro lugar.

      Por exemplo, para controlar um cooler usando a temperatura da GPU, eu precisei: editar script de inicialização do OS para carregar o driver da placa-mãe, compilar o projeto da aplicação (thinkfan) que controla cooler e configurar um YAML com as curvas de temperatura. No Windows, foi só instalar uma aplicação chamada Argus Monitor e ajustar a curva graficamente.

      Se eu estivesse com a expectativa de ser igual no Windows, ficaria bem frustrado, mas sei que é isso aí mesmo. Óbvio que é um caso extremo, mas não é o único que passei.

      Sobre o Left 4 Dead em específico, o 2 que não está funcionado? Em teoria, é nativo e ainda da Valve, deveria ser o melhor dos casos haha. Testei aqui rapidinho, funcionou normal e bem rápido mesmo em 4K (GTX 1650).

      1. Gabriel, o L4D2 funciona, mas a duras penas.
        Se eu ligar o vsync, o jogo roda bem fluido, mas as ventoinhas da placa de vídeo só faltam decolar com a CPU.
        Se eu desligar o vsync, as ventoinhas ficam do jeito que é no Windows, mas o jogo fica travando.
        Já tentei driver aberto e proprietário e deu na mesma.

        1. É, provavelmente é uma questão do vysnc ser menos otimizado no Linux que no Windows. Chegou a comparar temperatura/consumo da GPU nos dois sistemas?

          Na melhor das hipóteses, pode ser só uma curva de fan muito agressiva no Linux. Por exemplo, no Linux está configurado para 100% da ventoinha em 60C, enquanto no Windows chega a 100% da ventoinha em 80C.
          Isso deve ser fácil ajustar, mas se está realmente no talo a utilização no Linux, acho que não tem muito o que fazer :/

    6. Olha, eu tava usando o Elementary OS até um tempo atrás, e essa questão tava bem redondinha por lá, viu? Tu instalava a distro, ele já pegava pela loja mesmo do sistema o último driver disponível, e já era. A única coisa que precisava mexer depois era naquele “NVIDIA X Settings”, ou algo do tipo. Tu tinha que ativar duas opções do avançado, não me lembro bem agora. Depois disso, era só alegria.

    7. De um usuário Linux desktop há 20 anos, 15 no Ubuntu (antes Conectiva, Mandrake, Debian).

      Não jogo, então, neste ponto meu sofrimento é de 0%. Mas edito áudio, às vezes algum vídeo, e fotos.

      Minha técnica é: ignoro alternativas proprietárias e ponto. Encaro qualquer máquina e vou à luta. Meu computador atual no Ubuntu 18.04 exigiu um rebolado para configurar a placa de vídeo, no 20.04 foi automático. É normal isso, nem me assusto.

      Meu ambiente profissional – programação – está 100% atendido, aliás, melhor atendido que o Mac (sim, pois a imensa maioria dos servidores são Linux, minha compatibilidade é próxima de 100% – o que não é o caso do Mac) e imensamente melhor atendido que o Windows. Com o Docker isso ficou um pouco mais parecido, mas nem tanto, não sem dores de cabeça (no Mac e no Windows).

      Edição de fotos… me viro super bem com o Gimp e Darktable (um Lightroom open source), mas meu uso é limitado. Daria, ainda assim, para trabalhos profissionais, com algumas limitações de conversa com o mundo exterior.

      Edição de vídeo… aí depende. Há alternativas para coisas pequenas, mas sempre sofro que a porca capacidade de lidar com arquivos um pouco maiores, mesmo tendo uma boa máquina (o único momento em que me faz falta uma boa placa de vídeo). Há opções mais profissionais, inclusive pagas.

      Edição de áudio… me manteve preso ao Windows até recentemente quando a versão pro Linux do Reaper se mostrou imensamente estável. Mas uso um MacBook para isso, excelente, apesar do sofrimento que terei para atualizá-lo (late 2011…).

      O Ubuntu abandonou o Unity e uso o Gnome. Ponto. Modo escuro, alguns poucos ajustes. Se uso o Windows, fico apontando para o topo esquerdo para revelar o menu, haha. E tentando ir para mais uma tela – que não tem. E tentando resolver as coisas via terminal sem lembrar dos comandos do DOS.

      Ao usar o Windows fico completamente perdido e frustrado com tudo que não posso fazer.

      Acho que a mesma sensação que sentes ao usar o Linux…

      1. Eu acho macOS uma das piores plataformas para se programar. Se você não precisa usar o xCode, claro.

        1. Sério? Eu sou dev web, e acho a experiência no mac tão boa ou quase a experiência de programar no Linux – o fato de ambos terem a herança unix e rodarem os mesmos shells facilita bastante. Em que plataformas / linguagens você coda, por curiosidade?

          1. Web (PHP e MySQL em 90% do tempo, com alguma coisa de Python).

            Vindo do Linux eu tive muitos problemas pra instalar qualquer coisa via linha de comando – eu procurei um apt-get até que encontrei o brew – mas o brew na época não tinha um MAMP completamente pronto, como no Linux. A instalação “um por um” era o mesmo saco do Windows e, plus, o Apache nunca iniciava com o macOS (se não me engano por questões e segurança mesmo). Depois de algum tempo eu achei as soluções empacotadas – como no Windows – e passei a usar o MAMP mesmo. O problema é que ele come muita RAM e processador (principalmente), e a maioria das funções, na época, eram pagas =(

            Não era impossível usar o macOS pra programar pra web, mas tinha um atrito enorme pros padrões do macOS. E eu nunca achei um editor decente, não no mesmo nível do gEdit e usei por anos o Wrangler mesmo.

    8. Bem, meu uso é básico. Firefox, Google Docs, Spotify…
      Tenho o Windows só se precisar de algo específico, de resto, tudo no Linux Mint 20.3 com Cinnamon.

      Comecei a usar pq aqui dá menos problema com o W10. De vez em quando (nas horas mais inoportunas) ele dá tela azul no boot. E o Mint usa menos a ventoinha.

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