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Post livre #240

Toda semana, o Manual do Usuário publica o post livre, um post sem conteúdo, apenas para abrir os comentários e conversarmos sobre quaisquer assuntos. Ele fecha no domingo por volta das 16h.

Edição 20#35

95 comentários

  1. Fui ler um texto da BBC sobre “empresas que ajudam as pessoas a ‘sumirem’ da vida” – no sentido de “não serem mais ativas socialmente”, não falarem com vizinhos, familiares, etc. Ela vive, mas não com o mesmo arredor social anterior.

    Tava pensando aqui o quanto de vezes que queria agir igual aos clientes da “empresa” da matéria. Sumir, não falar com ninguém conhecido, familiar, amigo, colega, etc…

    Relações sociais são bem complexos, e muitas vezes frustrantes. Cria-se uma expectativa que “tudo vai ser perfeito”, e no final não o é. Aí a gente fica com raiva (e vai ler o texto do Felitti, apesar de que não vou linkar aqui porque senão não passa de primeira o comentário… :p ), etc… etc…

    No final das contas, relevamos. Vivemos conforme a maré da viva movimenta as águas do tempo…

  2. “Durante a pandemia do SARS-CoV-2, o novo coronavírus, a seção de mochilas será convertida em escritórios domésticos.” Curioso pra saber quando o Ghedin vai considerar a pandemia terminada (ainda bem que não segue o senso comum e acha que acabou). Gosto da seção desse jeito (talvez por trabalhar de casa há 7 anos). Será que no futuro teremos as duas?

    1. Vai voltar e será assim com a maioria de todas as michilas:
      Item 1: Álcool gel Xiaomi 70A
      Item 2: Máscara antivírus Apple iSafe plus (versão com iTestCovid embutida)
      Item 3: Pistola de água playmobil retrô com álcool 70% para afastar bolsominions

      1. Máscara Apple iSafe Plus por R$4000 e a iSafe Plus S por R$6000. Mas precisa ter um iPhone com iOS 14 ou um Mac com macOS Catalina pra sincronizar o filtro antiviral.

    2. Pelo jeito, vai demorar um pouquinho ainda. A OMS declara quando a pandemia está sob controle/encerrada? Se não, talvez a disponibilização de uma vacina em massa seja um bom indicador.

      Alguns anos atrás, tivemos uma seção de mesas de trabalho (não era só de casa; na real, incentivava bastante para que fossem de escritórios comerciais). Talvez seja viável manter as duas paralelamente.

      1. Tou pensando em mandar minha mochila já faz um tempo. O espaço de trabalho eu literalmente passaria vergonha em tirar uma foto dele.

    1. Vacilo não ter nem um mísero backup, né? Qualquer coisa poderia ter acontecido com o aparelho… Poxa, por mais desligada q a pessoa seja em relação a nuvem é tal, q tivesse salvo num HD externo, pen drive etc…

      1. Sendo sincero, duvido dessa história aí.

        Será que ele nunca enviou UM EMAIL sequer pro orientador com a tese? Um artigo mínimo na minha graduação tinha umas 7 versões só nas trocas de email com a minha orientadora.

        1. Há de se pensar que possa ser que a pessoa nem tenha tanta relação com a orientadora, não?

          1. olha, isso é mais comum do que parece

            tenho uma excelente relação com meu orientador, mas já conheci casos bem problemáticos

          2. Mesmo que se odeiem, não ter nenhuma versão no email quer dizer que não trocaram nenhuma revisão. Acho bem dificil.

    2. É o famoso “meu cachorro comeu minha lição de casa” dos tempos modernos.

    3. Mas o usuário comum infelizmente não tem cabeça para isso.

      Não que não seja preguiça do mesmo, mas falta incentivo para tal – tem horas que sinto falta de um telecurso de informática na TV.

      ao menos dois conhecidos meus tiveram problemas com backup – e eu perdi um HD por jogar a fonte errada no case.

    4. Um tanto estranho esse caso ai…. Poxa, não tem nenhuma cópia no email que foi enviada para revisão??
      No mais, backup é sempre essencial, ainda mais com tantos serviços na nuvem e drives portateis hoje.

      1. Como falei, é difícil. Não há uma cultura de preservação da informação no Brasil como deveria. Seria legal se fizesse campanhas para isso

  3. Alguém utiliza o Spark como gerenciador de e-mails no Android?
    Vale a pena?

      1. Concordo com o Ghedin, que o fato do Spark armazenar as credenciais de acesso em servidor próprio não me agrada muito e gostaria que fosse diferente. No entanto, eu confio na reputação da Readdle e tenho usado o Spark como cliente de e-mail no iPhone e no Mac há um bom tempo e não tenho do que reclamar.

  4. E essas homescreens personalizadas do iOS 14 hein? Nunca imaginei a Apple deixando fazer esse tipo de personalização…

    1. eu achei que fosse mudar os ícones igual ao android, mas é uma gambiarra imensa, hahah

    2. Mas a Apple não deixou, é uma gambiarra hahah acredito que vão lançar uma atualização do Atalhos pra acabar com a festa

      1. Os widgets são oficiais, os ícones personalizados são uma gambiarra com o app Atalhos. Tem que gostar muito de ter ícones diferentes para acrescentar um “pedágio” de tempo nos ícones da home (todo toque nesses ícones personalizados abre o app Atalhos primeiro e só depois o app desejado).

        1. É a primeira que usuários do iOS podem mudar ícones dos aplicativos, pensa na alegria que essa novidade trouxe mesmo sendo uma gambiarra hahaua

  5. um comentário breve sobre a assistência técnica da edifier. tive problema com a ear cup do meu fone de ouvido e ela foi prontamente trocada (chegou agora há pouco pelos correios) sem custo algum. adquiri o fone na loja oficial da edifier no aliexpress na china. por conta disso imaginei q a assistência brasileira não iria ajudar, mas eles foram bem prestativos! pediram apenas o envio de um compravante da compra e detalhes sobre o fone (modelo e número de série caso ainda tivesse). fica aí a lição pra microsoft q se recusou em reparar um mouse meu por tê-lo comprado nos eua via ebay.

    1. Minha experiência com algumas empresas chinesas, com compras feitas no AliExpress, muitas vezes são bem mais positivas do que com marcas mais conhecidas pelas bandas de cá.

      1. de tudo q eu comprei até hj, de marca chinesa, nada aparesentou defeito. tudo ainda funciona. não é muita coisa, mas está ok. talvez uma bobagenzinha ou outra tenha funcionado por tempo limitado, mas era algo q eu já imaginava q seria assim. fora isso, tb não tenho do q me queixar. a edifier, no caso, tem representação aqui no brasil e isso facilita a vida. e eles considerarem vendas feitas fora do brasil para dar assistência e suporte é ótimo!

    2. Somando já tive uns três Lifechat LX-3000 da Microsoft (acho que o mesmo do Ghedin) e por ironia no segundo começou a apresentar problemas no lado esquerdo e depois de um tempo parou. Comprei tudo aqui no Brasil.

      Faltando pouco para acabar a garantia, procurei como aciona-la e fiz algo semelhante a você. Mandei e-mail com as fotos, comprovante e dados do headset e depois recebi e-mail dizendo que foi “aprovado”. Comecei a acompanhar, código de rastreio que me enviaram, a chegada dele do EUA.

      “Ganhei” outro Lifechat sem gastar nada. Atualmente não penso em ter ele por nunca passar mais do que 1 ano sem apresentar problemas nos fones. Num geral o som dele é ótimo.

      1. Qdo o produto foi comprado aqui, a MS me atendeu muito bem. Uma vez tive problema com teclado e eles não tinham mais como repor por ter saído de linha. Eles me repararam me dando a grana do custo do teclado. Foram super corretos. Mas qdo e comprado fora do BR ficam com frescura.

        1. Deixo ver se entendi. Se eu comprar na lojaedifier.com.br sai mais caro do que comprar na loja oficial deles na Aliexpress na China? ;(

          Já comprei umas 3,4 coisas na loja br.

  6. Tou com a sensação que infelizmente preços de gadgets e telefones não abaixam mais.

    Se até uns 4 anos atrás até que era fácil achar telefone android abaixo de R$ 500,00, hoje é bem mais difícil. A inflação, o “dóláááá” a mudança da forma que os fabricantes lidam com seus produtos, o “excesso” de coisas nos aparelhos, etc…

    KaiOS acabou “não (Ka)indo” no país como deveria.

    Até “aparelhinhos vagabundos” tipo os “Android Box (TVBox)” encareceram junto.

    O mercado de usado também reflete isso. Se alguém comprou um S7 por exemplo, não perdeu tanto dinheiro. Celulares “Top de Linha” tiveram bem pouca desvalorização.

    (Sobre o “dóláááá”: tenho um colega que tem mania de ser meio metidão. Uma vez fomos nestas “feiras de fotografia”, e nela tinham muitos chineses fazendo representação comercial dos produtos que fabricavam. Só que nos fins de feira, tais chineses revendiam os produtos anunciados como mostruário. Esse meu colega, toda vez que negociava com um chinês, gritava “dóláááá” quando queria desconto.)

    1. Paguei no meu G7 Play, ano passado, R$699 com cashback pelo AME. O mesmo modelo hoje custa R$1099 (com o preço caindo pelo lançamento do G8). Não é possível que seja “dólar”.

      1. Não entendi.

        Tipo, ano passado tu pagou 699 (já contando o cashback) ou pagou exatamente 699?

        E 1099 hoje é diferença de 400 reais.

        Falei do dólar (doláááá) também porque a intenção era comprar algum usado tipo Redmi ou alguma marca chinesa importada mesmo. (Se bem que marca chinesa sem representação aqui = sem peças por aqui também). E claro, muitas peças de celular são importadas, só chega aqui para montar mesmo.

  7. Sinto falta de ouvir o Guia Prático, espero que volte logo.
    Bom, era só isso mesmo o comentário :D

  8. vocês ainda usam o Evernote?

    eu cheguei a comprar a anuidade ano passado e usava para algumas coisas, mas esse ano quando venceu parei de usar e fui pro standard notes (sei que é completamente diferente a proposta, mas pro meu uso atual está/estava suprindo).

    aí repaginaram o aplicativo recentemente e fiquei empolgado, até instalei de novo, espero que lancem logo pra Android e apareça uma promoção boa pra ajudar o projeto, pois tem umas funções muito boas lá e que o One Note não supre (muito menos o standard notes)

    1. Eu uso o Notas da Apple para coisas pessoais e o OneNote para o trabalho, integrado à conta corporativa no Office 365.

      Pras minhas necessidades, tudo certo…

    2. Será que chegou a hora de dar uma nova chance ao Evernote?
      Eu era usuário dele.
      Mas na época ele parou no tempo. Enquanto isso o Onenote seguia evoluindo muito. Mudei pra esse último. Mas o app mobile dele não é lá essas coisas.
      Agora o Notion é o modinha da vez. Mas o app mobile dele é a pior coisa que existe.
      Um app de notas precisa ser onipresente, ou seja, ter uma excelente versão mobile.
      Nisso o Evernote fazia bem o seu trabalho.

    3. Usava vez ou outra o webclipper.
      Eu acho o evernote muito bom, pra mim só precisava um leve tapa no visual. Na verdade, mais que um tapa, precisava de mais liberdade pro usuário configurar a interface e estaria perfeito. Vou ver qual é dessa mudança

        1. vai ter também, mas só foi lançado pra IOS pq foi lá que terminaram primeiro

        2. Atualmente estou testando a versão beta do novo app para Android. Antes dele, testei o beta para desktop (Mac). As mudanças foram/serão bem positivas, mas gostei muito mais da versão desktop. A organização das notas, o editor, tudo bem melhor que nas versões estáveis atuais.

          1. sabe dizer se vai demorar a sair do beta?

            e eu queria uma versão web que não fosse lenta.

  9. Vocês devem ter percebido que o Twitter tem sumido com os Trending Topics aos poucos. Na terça dei de cara com uma lista sem uma hashtagzinha, seja orgânica ou promovida. Nem aqueles assuntos agregados por algoritmo, semelhantes aos do Google Trends, estavam lá.

    Para chegar na aba de TTs, agora é necessário fazer o caminho Explorar > Assuntos do momento. Isso me parece ser uma resposta às constantes cobranças sobre a responsabilidade pelo conteúdo e Fake News.

    Olhei no blog oficial e vi que as mudanças foram anunciandas no início deste mês, dois meses e alguns dias antes das eleições presidenciais nos Estados Unidos e das municipais no Brasil.

    O Twitter veio com o papinho de sempre: o objetivo é melhorar o conteúdo, trazer contexto para as informações e otimizar a experiência do usuário. Mas a real é uma forma mais “descarada” de controle e curadoria de informação com algoritmos e uma equipe ~antenada nas tendências, e logo na página principal.

    Ele já vem fazendo isso há tempos, com Moments e parcerias com sites, mas não ver NADA do orgânico me deu um clique. Pra mim isso muda completamente a dinâmica da rede. Na prática os twittaços e bots perdem muito em relevância. Isso é gigante!

    Desde então tenho refletido sobre várias coisas, tipo, como ficará a relevância da rede na política? E a importância do formato para as “guerras de fandoms”? A rápida disseminação de fatos urgentes, tão característica do Twitter, está sendo afetada? Como será feita a escolha de destacar algo? Com certeza não vai ser transparente, o que me traz todas as perguntas do mundo sobre viés. Será que tou exagerando?

    O que acham desses movimentos?

    1. Eu bloqueei os TT no Twitter com o uBlock, então não é algo que me atinge diretamente (e eu uso o Twidere no Android, só quando ele deixa de funcionar, como essa semana, eu uso o aplicativo oficial) mas eu acredito que os TT perderam boa parte da sua função na medida em que a timeline se tornou algorítmica. Antigamente a gente “acompanhava” os eventos que estavam ocorrendo mais pela interação aqueles que seguimos do que via TT (eles demoravam, ainda mais os regionalizados, a atualizar com os assuntos do momento).

      A timeline cronológica, que o Twitter seguidamente muda sem eu pedir, é o melhor modo de me inteirar ainda (junto com as listas específicas).

      1. O Twitter anda repaginando o seu sistema, de forma que se torna cada vez mais difícil para sistemas externos terem acesso ao conteúdo de lá. Estou envolvido em um projeto que envolve coletar alguns tweets sobre uma dada hastag e, sumariamente, todas as bibliotecas de captura de dados do Python pararam de funcionar no Twitter… Tivemos que voltar para as pranchetas, visto que capturar dados do twitter era a espinha dorsal do projeto de minha equipe =/

        1. Eu sei que eles vivem mudando a API e o modo de acessar qualquer coisa na rede. O Twidere, por exemplo, ficou meses sem conseguir acessar as DM’s do perfil (o resto todo funcionava).

          Eu só usei Twitter pra estudo de Data Minning e foi usando as hashtags do Bolsonaro, mas eu não fiz o scrapping dos dados só usei.

      2. Estou com você no uso pessoal, os trendings não me interessam muito (só pro trabalho) e tenho preferido acompanhar listas mesmo. No fim, uso como uma espécie de RSS. Porém minha questão é mais geral, sobre a dinâmica da rede em si e as possíveis consequências.

        Se isso fizer ter mais e mais usuários que não se importam com os Trendings, qual o sentido de manter isso?

        1. Creio que os trendings possam ser uma “fuga da bolha” em que você se envolve. Sem ver o que anda movimentando a rede com posts fora da sua bolha de amigos e assuntos, você fica bem mais imerso naquilo que te agrada.

    2. Ao menos a minha TL tá razoavelmente ok, e nem tou dando muita bola para as TTs.

      A propósito, tem horas que sinto que acabar com esta coisa de “super atenção” gerada tanto por algo como os algoritmos de “SEO” quanto por sistemas de quantificação de temas (Trend Topics, Hashtag, etc…) talvez faria uma internet um pouquinho melhor. Menos disputa de atenção pode até significar mais divisão por bolhas, mas evita muito conflito por atenção.

      1. Complemento:

        Tem horas que acho que os antigos sistemas de fórum até que funcionam melhor que redes sociais unificadas. Talvez o Facebook ainda vive por causa disto: há comunidades internas em funcionamento, seja para assuntos próprios ou até ações comerciais – propagandas e comércio interno no “marketplace”. Tais comunidades funcionam como os antigos fóruns, mas o risco de uma bolha ser furada é maior.

        (Ghedin, não precisa somar os dois comentários não)

        1. Ahh lembrei que no Tecnocracia da semana passada, sobre o QAnon, foi citada essa valorização que o Facebook deu aos grupos.

          Foi um jeito de tirarem o corpo fora da responsabilidade de mediador.

          O problema é como uma coisa tem levado a outra, como o YouTube empurrando os usuários pro terraplanismo.

      2. Sim, tenho me perguntado se isso faria internet melhor mesmo.

        Como os movimentos por grande volume de tweets podem perder parte da força, desconfio que a atuação política seria menor. Seria o fim das guerras #EuApoioFulano e #MorreFulano. Mas também pode ser maior por fechar ainda mais os usuários nas suas bolhas, por ver só o que escolheu ver.

        Não sei, mas isso parece uma mudança significativa.

        1. Essa questão de segmentação sempre vai existir. Antigamente os fóruns eram extremamente nichados, cada pessoa frequentava e interagia com pessoas com interesses pessoais quase iguais. Hoje em dia isso deu uma misturada com as redes sociais, por isso a guerra (no meu ver) por atenção.

          A gente talvez dê atenção demais a isso. Antes das redes sociais e da sociedade mais conectada você passava anos, décadas, sem ter um grande atrito de ideias maior, no máximo você tinha discussões pontuais com colegas de trabalho, familiares colegas de faculdade/escola. Isso hoje foi amplificado, claro, mas temos muito mais contato com ideias que nos colocam fora da zona de conforto, somos confrontados com um constante atrito de ideias e visões de mundo. O problema que eu vejo é muito mais do algoritmo que privilegia esse tipo de discussão do que exatamente a criação de “bolhas” (exatamente porque antes as bolhas eram mais fortes, inclusive).

    3. Só acesso o Twitter oficial no computador, pela conta do Manual, e bloqueei a coluna da direita com os assuntos do momento. Fiz isso depois que me percebi atraído a acompanhar assuntos “polêmicos” somente por estarem ali, dando a sensação de que está “todo mundo” deles. Não é o caso; como você disse, há um viés na seleção desses assuntos e, mesmo que não houvesse, a base de usuários do Twitter já é um enorme viés em si mesma. (Tipo notícias e eventos de k-pop; nada contra, mas isso, na minha realidade, é irrelevante e desinteressante, porém muito popular dentro do Twitter.)

      É só um palpite, ou uma aposta, mas acho que o Twitter seria muito mais saudável se não tivesse trending topics, momentos ou qualquer editorialização do seu conteúdo. Por outro lado, seria menos atraente, geraria menos história, o uso provavelmente diminuiria. Quando esses dois resultados possíveis se chocam, a gente sabe bem qual deles prevalece.

      1. Como não sou produtor de conteúdo nas redes sociais, exclui minhas contas na redes sociais.

        Salvo os perfis que acompanho, no Twitter, no Spedd Dial do Opera e acesso deslogado.

        Reativei o Instagram recentemente por conta de um projeto pessoal, mas foco apenas em perfis voltados a esse projeto.

  10. Qual navegador vocês andam usando por aí?

    Com as novas atualizações do Firefox 81, decidi sair do Chrome e testar o novo navegador da raposa de fogo (vivo indo e voltando entre os navegadores, hora por comodidade, hora por privacidade).
    Recentemente ingressei num programa de mestrado em um instituto federal, o que me rende frequentes visitas ao site do Programa de Pós Graduação para conferir atualizações. Qual foi a minha surpresa ao perceber que o Firefox lista os certificados do site como não confiáveis.

    Para explicar: os sites possuem certificados para “atestar” a sua veracidade. Cada navegador tem uma lista de certificados confiáveis e, caso o site em que você esteja navegando não tiver um certificado nessa lista, ele vai te impedir de acessar. Faça o teste: https://expired.badssl.com/

    Acontece que no Firefox esse problema foi reportado. 13 anos atrás. https://bugzilla.mozilla.org/show_bug.cgi?id=438825
    Basicamente a Mozilla ignorou por 13 longos anos os apelos das pessoas que cuidam desses certificados no Brasil e simplesmente não inclui os certificados gerados por órgãos federais. Os sites públicos que funcionam simplesmente deram de ombros e adotaram outros certificados.
    De volta ao Chrome!

    1. Eu uso o Firefox, e realmente esse é um problema. Trabalho como revisor de texto e é comum ter que checar links de órgãos federais citados pelos autores.
      Mas pra mim é um problema menor em comparação com a questão da privacidade no Chrome. Continuo com a raposa.

      (Primeira vez que comento aqui no “Post Livre”).

    2. Mudei do Brave pro Firefox faz umas semanas e sei lá… não sei se é o uBlock, mas rola umas travadas… porém o Brave tava pior. Ainda não passou no teste “trazer os favoritos pra cá” haha, mas vou continuar usando por enquanto.

    3. Aqui uso o Edge no Windows e o Safari no iPhone, então os que já vem instalados. Por que não testa o Edge? To gostando bastante. Tenho ele baixado no iPhone também, mas só pra guardar links pra ver depois no notebook.
      Vi um pessoal reclamando do Chrome recentemente, mas nem sei sobre o que eram as reclamações.

  11. Vocês que leem o The Verge, viram que o Casey Newton meio que saiu e vai lançar sua própria newsletter no Substack? É uma tendência (esta matéria do New York Times faz um bom panorama) e positiva, mas tenho ressalvas com o Substack.

    Parece-me muito com o YouTube, o Facebook, enfim, com as plataformas. O Substack está atraindo gente com grandes bases de seguidores com a promessa de benesses diversas, como proteção jurídica e pagamentos antecipados. Pode-se dizer que a plataforma e os desbravadores estão em lua de mel, e todos eles provavelmente se darão bem no longo prazo.

    Mas… não funcionará para todos, e problemas decorrentes dessa centralização/controle certamente surgirão. (O próprio Casey acha isso, embora não entre em detalhes nesta entrevista ao OneZero, uma publicação do… Medium, outra plataforma que já ferrou muita gente que se deixou levar pelo seu canto da sereia.)

    O Substack já levantou alguns milhões de dólares em investimento de risco e, obviamente, terá que mostrar retornos exponenciais em algum momento. Na real, não há nada muito novo aqui: é o bom e velho capital mais uma vez explorando uma ideia legal (newsletter! contato direto com leitor!) para manter a roda girando.

    1. Eu confesso que eu ando saturado de listas de email (assim como de podcasts). Eu mantenho apenas duas: a do MdU e do EduF (que ele passou a enviar via Substack faz uns 4 números).

      De qualquer modo, nenhum modelo vai ser “para todos” porque a ideia por trás deles é sempre lucrar. Claro que pessoas com grandes bases de seguidores podem surgir de repente ou mesmo um “criador de conteúdo” pode se formar sem a necessidade de plataformas, mas, como a ideia de todos é lucrar com o seu trabalho e pagar as contas, essas plataformas vão se eternizar na internet por serem o meio mais fácil de conseguir chegar nas pessoas.

      YouTube é problemático, mas qual seria o outro meio de conseguirmos alcançar tantas pessoas com vídeos sobre quase qualquer coisa? O algoritmo tem problemas, eles fomentam a raiva dos usuários, os vídeos são pensados de maneira a serem viciantes e hoje existem diversas produtoras que canibalizam os artistas; mas sem eles, não teria nada disso.

      Pensando além: quantas bandas hoje lançam músicas via Spotify e que, em outros tempos, seria relegadas a “passar” fitas demos entre amigos. Claro que o Spotify nunca vai remunerar os artistas direito e muito menos vai ser um modo de furar a bolha dos grandes artistas (que concentram ~90% de todo o tráfego deles), mas é um modo de publicar a música e de passar adiante de forma mais orgânica.

      O problema você mesmo pontua ao final. A concentração dos players vai ser sempre a tendência do capitalismo, isso vai se repetir infinitamente até que uma ruptura ocorra (não estamos no fim da história, afinal) e mude esse tipo de mercado e de exploração, até lá as plataformas pagam para pessoas conhecidas serem garotos-propaganda que irão esvaziar os bolsos dos usuários que eles atraem pra plataforma com promessas e mais promessas.

      1. Concordo contigo, o capitalismo sempre vai desembocar no monopólio. Por isso as leis para evitar o monopólio. Nesse sentido, gostaria até de expandir o raciocínio: a questão é que ficou muito cômodo para o dono dos monopólios (EUA) ter uma dúzia de empresas com os dados de basicamente a humanidade inteira com o mínimo de acesso a tecnologia.

        Nesse sentido acho muito válido a movimentação de muitos países (ex: China, Índia, Rússia) em limitar sistematicamente o alcance desses sistemas estrangeiros e fomentar a criação de redes sociais e tecnologias locais:
        – Rússia: Yandex, VK…
        – Índia: baniu tudo que há da China
        – China: tiktok, wechat e o banimento sistemático de várias coisas do ocidente (Google, Facebook…)

        Digo, vocês já imaginaram a vantagem estratégica de possuir o controle de sistemas que podem moldar a opinião e a bolha social de TODOS os cidadãos do seu inimigo? Tá na hora de deixar de encarar as redes sociais como um problema das bolhas sociais de cada pessoa e passar a encarar isso como uma brecha poderosa para um eventual inimigo.

        1. Olha, tenho um pé atrás com esse nacionalismo digital. Acho importantíssimo fomentar tecnologia local, até incentivá-la (benefícios fiscais ou outro mecanismo), mas fechar as portas para soluções de fora é um passo perigoso, capaz de nos escantear do diálogo global e dos avanços que ocorrem em outros países.

          1. Ou da necessidade de ampliar o conceito de “aldeia global”, e quebrar situações que são prejudiciais em outras culturas.

        2. Eu não gosto da ideia de banir um aplicativo/tecnologia de um país; por outro lado a ideia de restringir o acesso dessas empresas aos dados de usuários – e restringir a influência delas internamente – é algo que eu penso seguidamente.

          O banimento do TikTok e do WeChat nos EUA tem um forte componente de “softpower” geopolítico na guerra fria EUA x China que se molda no horizonte, por exemplo. O TikTok entrou como “boi de piranha” na jogada, pelo que eu ando lendo, pois o grande aplicativo que o governo dos EUA queria banir era o WeChat porque ele é usada por muitos chineses residentes nos EUA pra mandar dinheiro pra China sem pagar impostos e com quase nenhum rastreio. A China bane muita coisa ocidental por questões do “grande firewall”, mas é um banimento meio capenga que você consegue burlar com uma VPN simples ou mesmo com um ID de estrangeiro. A maioria dos chineses acaba usando os aplicativos locais porque eles são desenhados pra cultura local mesmo. O caso da Índia eu não sabia, pensei que eles usavam tudo normalmente.

          Uma anedota: eu usava o VK pra ouvir música, era uma zona mas era legal, as pessoas simplesmente subiam as músicas na plataforma e você ouvia no aplicativo. Yandex eu só usei quando quis jogar LostArk (um ARPG que só tem na Rússia e na Coréia do Sul).

        3. Amazon acaba de entrar no negócio de jogos por streaming. Vai dar uma balançada nas coisas.

          Enquanto isso o xbox one precisa ser conectado na Internet pelo menos uma vez por dia para funcionar e a Sony lança um console sem drive de mídia física.

          Me pergunto se o fim do disco de jogo finalmente chegou e como ficará a privacidade dos dados dos gamers nesse mundo novo. Esse negócio de passar o processamento para a nuvem nunca me pareceu uma boa ideia. Já é assim para a maioria dos apps de smartphone né? Basicamente você só instala e roda a interface, o processo mágico acontece sabe-se lá onde.

          Escrevo isso enquanto estou abraçando alguns discos do ps2, ps3 e agora do xbox 360 que comprei de segunda mão.

      2. De qualquer modo, nenhum modelo vai ser “para todos” porque a ideia por trás deles é sempre lucrar.

        Essa afirmação é contestável, especialmente em newsletters. (A do Manual talvez tenha um intuito de “lucro”, mas a minha pessoal, por exemplo, zero.) Por isso acho temerário que uma plataforma com fins (muito) lucrativos esteja tentando dominar o mercado, porque se ela for bem sucedida nesse processo, a tendência é mercantilizar mais essa parte da internet, uma parte que, até agora, tem resistido mais ou menos bem (tal qual podcasts e Spotify).

        1. Acho que o seu caso não vale muito como “régua” por conta da sua presença online, mas, vamos imaginar uma pessoa “normal” que começou hoje a fazer isso e que quer apenas mandar links legais pras pessoas, escrever sobre um assunto que ela goste de maneira semanal ou quinzenal, sem compromisso e sem lucro.

          Essa pessoa cria essa lista usando algum programa como MailChimp e faz propaganda ou repassa o link em caixas de comentários e grupos de mensagens pela internet (ainda que essas também sejam plataformas no final das contas): pra quantas pessoas você enviaria essa suposta lista, livre de plataformas e orgânica? O próprio EduF, um cara que tá faz tempos na lida da internet, tem um servidor no Discord (aberto) que ele pede sugestões pra lista e que, da última vez que eu vi, tinha 9 pessoas. A lista em si deve chegar em ~100 pessoas (ele não tem nenhum analytics na lista) pelo que eu me lembre.

          A ideia pode não ser o lucro sempre, mas ser lido é uma ideia, senão você faz um blog e repassa às pessoas próximas.

          É o mesmo problema dos podcasts, ainda que, esses tenham os agregadores para serem distribuídos. Talvez precisamos de um agregador de listas de email? Possivelmente.

          1. Qual o problema de ser lido por 100 pessoas? Ainda assim é muita gente, e tende a serem pessoas realmente interessadas em você. Quando comecei minha newsletter pessoal, ela tinha mais ou menos esse tanto de assinantes. Hoje, tem ~600, um número que ainda é irrelevante para qualquer pretensão comercial.

            Dá para estender esse questionamento às redes sociais comerciais. Algumas estatísticas apontam que, em média, uma conta pessoal no Instagram tem 150 seguidores. Não é o dado mais confiável do mundo, mas dá para perceber que “pessoas comuns”, sem uma presença mais engajada na internet, não têm muitos seguidores. E isso não as impede de participarem, em alguns casos produzindo.

            Por que isso acontece? Suspeito que o algoritmo os mecanismos de recompensa (curtidas, comentários), o algoritmo (que mascara o alcance baixíssimo) e outros recursos da rede sejam mais estimulantes que abrir uma página em branco e escrever. Talvez sejam os incentivos, e não os resultados, que expliquem a supremacia das redes comerciais para perfis sem pretensões comerciais na internet.

          2. @ Ghedin

            As 100 pessoas foi pra mostrar que um cara como o EduF, que tem a TXT faz algum tempo e está pela internet de maneira diletante faz outro tanto, ainda assim, consegue ter esse alcance baixo. E lembre-se que o servidor do Discord dele é menor, muito menor (9 membros) e é teoricamente onde as pessoas interagem. A maioria vai ter um alcance desse tipo, menos de 10 pessoas, quando isso. A maioria dos vídeos na Twitch acaba tendo >100 visualizações. Suponho que no YouTube seja a mesma coisa, assim como blogs no Medium, WordPress, Tumblr e qualquer outra plataforma, comercial ou não, de publicação de conteúdo.

            Tem problema? Não tem. Mas uma clássica da literatura é que quem escreve quer ser lido. A maioria dos podcasts, listas e blogs vai morrer com poucos posts exatamente pelo interesse baixo das pessoas (pouca gente lendo, ouvindo e comentando).

            O que faz as redes comerciais serem atrativas eu não sei, mas acreditar que as pessoas vão “escrever pro vento” por muito tempo não me parece correto.

          3. @ Paulo GPD

            Entender o que as redes comerciais fazem é o “X” da questão, porque elas conseguem manter as pessoas vidradas e produzindo mesmo com audiências pequenas. Falo de newsletter, mas não precisa ser necessariamente texto. É qualquer formato, mas fora desses locais onde tudo conspira contra as pessoas.

            Um fator óbvio é a facilidade. Criar uma conta no Instagram é muito mais fácil do que subir um site, mesmo um num WordPress.com da vida. E tem também a “descobertabilidade”, ou seja, é mais fácil ser encontrado nesses locais por conhecidos e desconhecidos (viralizando ou não). E como tem muita grana rolando, tem muita gente colocando dinheiro para popularizar perfis (e a rede, de carona), e não demora muito para “todo mundo” estar ali.

            É muito difícil mesmo romper esse ciclo, depois de ele ter se estabelecido. Talvez nos sobre esse papel alternativo, né? O bom é que não precisa muita gente (o canal no Telegram dos apoiadores do Manual tem ~50 pessoas; raramente há mais do que três online ao mesmo tempo). O ruim é que muita gente fica de fora de outras dinâmicas e formas de pensar a comunicação online, o que só fortalece a dominante — que, para mim, e acho que concordamos aqui, é bastante nociva.

          4. @Ghedin

            Seria interessante ter algum tipo de dado agrupado sobre o alcance das pessoas “normais” nessas redes. Eu chuto que 10 pessoas seja o normal (pelo Twitch, onde quase todos os canais de stream ficam nessa média de pessoas online) e o que as mantém criando conteúdo é a possibilidade de ganho financeiro mesmo (virar “influencer” é meio que moda entre a GenZ).

            Eu mantenho dois perfis: o Medium e o spammor.xyz com os mesmos textos, basicamente. Tentei colocar o meu domínio no WordPress mas hoje em dia pra ter domínio próprio só pagando (e bem caro, anualmente) ou então usando o WordPress como CMS normal (mas daí tem o curso da hospedagem), então acabei colocando no Tumblr por enquanto (o Jekyll + Github dá problema na hora de exportar o conteúdo do WordPress pra Markdown). Você percebe como são soluções que partem pra uma plataforma fechada (Medium e Tumblr) ou que custam caro e demandam conhecimento técnico e que isso é um entrave pra maioria das pessoas? As plataformas são simples, como você disse, e fazem o “meio-campo” entre o conteúdo e quem quer ler. A quantidade de pessoas que me lê no Medium é quase 10x maior do que a quantidade que aparecia no WordPress (mesmo o WordPress, na época, estando nas minhas assinaturas de fóruns e sendo mais velho), quem cria acaba indo onde tem mais feedback, não tem jeito, nadar contra isso é lutar contra moinhos de vento.

            Isso é nocivo? Bastante. O Paywall do Medium é um exemplo disso. Voltando no item inicial, nada impede que o Substack não lance um número máximo de listas a serem assinadas antes de você ter de pagar assim que eles abocanharem mais desse nicho (assim como Spotify está fazendo com podcasts exclusivos). É o capitalismo, novamente, é que gera esse tipo de assimetria.

            Não sei como resolver, mas sei que essas plataformas facilitam para muitas pessoas escreverem e até mesmo ganharem o dinheiro que as sustenta ou ajuda no sustento. E bem ou mal, o conhecimento gerado em plataformas serve muito bem pra muitas pessoas, talvez sem elas a gente não tivesse o acesso que temos hoje e estivesse tudo pulverizado em uma multidão de locais. Acho que essas plataformas poderiam ser agnósticas – sem algoritmos – e usarem apenas as buscas e tags para indicar conteúdo às pessoas, já seria uma grande caminho (e ajudaria a mitigar o problema dos algoritmos extremistas). Mas, novamente, não é assim que o capitalismo funciona, crescimento exponencial sempre vem ao custo de ética.

            Reforçando: não sei como arrumar isso =(

            Uma observação final: muitas pessoas que eu conheço estão usando o Wix pra criar sites rápidos e colocar blog no ar. Nunca testei pra ver como funciona, mas parece uma alternativa meio termo entre quem posta no Facebook e quem quer um blog.

  12. Há algum limite de caracteres nos comentários do Post livre? Semana passada eu fiz um comentário e vi que o mesmo não estava visível aqui. Após tentar refazer o comentário (havia salvado o texto) fui alertado que o mesmo já havia sido feito, mesmo que não fosse possível vê-lo. Fiz o teste essa semana novamente e, novamente, meu comentário não foi publicado =/

    1. Não, não tem limite. Acabei de verificar aqui e o problema, imagino, foram os links.

      O site tem uma configuração para reter comentários com dois ou mais links. Quando isso acontece, sou notificado e, se for um comentário legítimo, libero ele. No seu caso, como são vários links, o sistema anti-spam o classificou como spam. Quando isso acontece, eu não sou avisado ou ficaria maluco com o tanto de notificações — só nos últimos 30 dias, foram barrados quase 10 mil comentários de spam no site.

      Liberei seu comentário. Se acontecer outra vez, me manda um e-mail que verifico o que houve.

      1. Entendi Ghedin, muito obrigado pelo aviso, tomarei mais cuidado com os links!

      2. ghedin, pq depois dr publicar um comentário ele não aparece logo? é proposital ou é cache? (a mesma coisa com a quantidade de comentários quando abro o site, o post livre aparece com 6 mas quando o abro tem mais)

  13. Semana passada eu publiquei e, por algum motivo, meu post não aparecia, então vamos lá de novo:

    Já perceberam que os criadores de conteúdo “de tecnologia” são mais consumidores do que usuários de tecnologia?

    Digo, é muito fácil ser um “nerd tech” quando você recebe ou compra mensalmente celulares, computadores e outras quinquilharias tecnológicas e faz vídeos de análise. Vejo muitos desses canais fazendo setups de computador de mais de 7 mil reais, celulares beirando os 10 mil para basicamente acessar a internet, editar os vídeos dos canais e navegar em redes sociais.
    Depois que comecei a perceber isso, passei a ver MUITOS canais de “tecnologia” muito mais como canais de propaganda e incentivo a consumo de uma forma geral. Ao meu ver e pela minha experiência de vida, ler tabelas de especificações de celular não é “ser tech”.

    Naturalmente sei que os canais mais técnicos não são acessíveis a todos, mas vou deixar alguns aqui em baixo. Olhem e comparem os conteúdos com um olhar crítico:

    [COMPUTERPHILE] https://www.youtube.com/user/Computerphile
    – Canal de computação de uma forma geral. Ensina desde o básico até reflexões mais profunda na área da usabilidade e etc.

    [NUMPERPHILE] https://www.youtube.com/user/numberphile
    – Um canal que fala sobre matemática, mas de uma forma muito bacana.

    [8 BIT GUY] https://www.youtube.com/user/adric22
    – Canal de retrocomputing super maneiro.

    [DIOLINUX] https://www.youtube.com/user/Diolinux
    – Se não me engano, é o maior gerador de conteúdo da américa latina sobre o mundo open-source.

    [SUN KNUDSEN] https://www.youtube.com/user/sunknudsen
    – Um canal de um pesquisador da área de segurança. Ele vai de tutoriais de privacidade até conceitos mais profundos na área.

    Vocês concordam?

    1. Sim. Está no próprio nome, “influenciador”, o objetivo da coisa toda — influenciá-lo a comprar alguma coisa. Há uma distinção importante, mas cada vez mais borrada, entre jornalismo e influência, e não por acaso. Para uma marca, é mais fácil, barato e lucrativo relacionar-se com influenciadores do que com jornalistas (dos que não se veem como influenciadores, no caso). E esses últimos estão cada vez mais raro, justamente porque jornalismo sério dificilmente se paga.

      Pessoalmente, vejo o YouTube de tecnologia como aquele antigo Shoptime com o Takeshi e o Reinaldo, só que com uma edição mais apelativa (e, reconheçamos, divertida). Sempre bom ter isso em perspectiva, porque se depender de influenciador, você troca de celular todo ano ou fica eternamente insatisfeito com os produtos que tem e usa — mesmo aqueles que lhe atendem totalmente.

    2. O Diolinux deve ser um dos maiores canais do mundo que fala sobre linux e o mundo opensource em geral.

      1. Não é o maior.
        E nada contra, pois acho que ele faz muito bem o que se propõe, mas teste de distro é algo tão chato de se ver.

        1. Cara, eu adoro ver as novidades de uma nova versão de alguma distro kkkk (e consequentemente ser atacado pelo “distro hopping” e sair testando a distro nem que seja em uma máquina virtual).

          1. Já passei por isso.
            Depois enjoei e hoje nem consigo olhar pra esses reviews.
            kkkkkkkkkkkkkkk

    3. Mudou um pouco o perfil, mas na prática sempre é isso né? Hoje são influenciadores, ontem eram jornalistas, que recebiam um monte de produtos. Tem uma distinção ética relevante na discussão, mas em relação ao descolamento da realidade, não vejo tanta diferença assim. Acho inescapável dessa proposta, ainda mais que é cada vez mais subjetivo a resposta para pergunto tipo “é bom?” e “vale a pena”?”.

      Uma pena que a cobertura geral tenha ficado tão presa a gadgets e afins, quando tecnologia se tornou algo muito maior que isso.

    4. Esse canal numbrphile é muito bom, muito bom
      Vez ou outra gasto uma manhã de final de semana assistindo aos vídeos

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