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Post livre #219

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139 comentários

  1. Talvez não dê tanto tempo para uma discussão mais longa, mas achei bacana a Nokia ter voltado pro Brasil. Seria um cenário bem mais animador se não estivessemos no meio de uma pandemia mundial e esse caos político + dólar nas alturas, mas confesso que estou curioso para saber os próximos passos da marca aqui. Acredito que a Nokia tem uma boa chance de sucesso quando tudo se normalizar e os preços de lançamento caírem após alguns meses.

  2. Faz 2 semanas que ocorreu e esqueci de comentar…. Fraudaram o meu nubank. Estava na empresa e recebi uma notificação de compras numa tal de ‘ifc mizuno’ no valor de 1 real….prontamente bloqueei o cartão e reportei a tentativa de fraude.
    pesquisando na internet muita gente teve o mesmo problema durante os ultimos dias…. sabem o que pode ser isso?? a ‘compra’ tinha até um endereço numa rua aqui de passo fundo/RS.

    1. Quase fraudaram o cartão virtual do Nubank da minha irmã faz umas semanas também. Tentaram usar o Rappi, mas minha irmã viu na hora a notificação e bloqueou tudo.

  3. Um dos assuntos que mais me fascina é o da preservação digital.

    Eu tenho uma conta no pinboard que herdou muitos links do finado Delicious.

    De vez em quando vou ver esses links antigos e percebo que muitos já desapareceram, sumiram, não deixaram nenhum traço de sua existência, é como se nunca tivessem existido.

    Muitas vezes nem o wayback machine tem registro dessas páginas.

    Já pensaram o que vai acontecer daqui a alguns anos com os podcasts que estão apostando todas as suas fichas no spotify?

    1. Não sei se o Spotify hospeda os podcasts. O Anchor, que eles compraram, sim, e provavelmente os exclusivos também. Por outro lado, não acho que alguém que faça podcasts por hobby tenha, na média, chances muito maiores de mantê-lo no ar por décadas a fio. Eu tiro por mim mesmo: boa parte dos podcasts que já produzir/gravei não está mais disponível, nem mesmo do Guia Prático (embora, nesse caso, tenha sido por opção e eu mantenha um arquivo com todos os programas guardado localmente).

      A grande diferença é que se meu podcast some por descuido ou desinteresse meu, a culpa é só minha e, regra geral, é um estrago bem localizado. Quando uma grande plataforma sai do ar, leva consigo um pedaço gigantesco e difuso de história. A gente já viu isso acontecer muitas vezes, com o Orkut, Fotolog, Geocities. A internet é um suporte novo, em termos históricos. Estamos aprendendo, na prática, que é um suporte pouco confiável em termos de longevidade.

  4. https://tecnoblog.net/336569/xiaomi-e-acusada-de-coletar-historico-buscas-e-mais-dados-de-usuarios/

    isso não é surpresa, eu uso xiaomi redmi 7A, nem fico surpreso com isso.

    como um user do tecnoblog disse:

    “OIha a mentalidade das pessoas: se Google, Apple e MS fazem, então outros tem direito de fazer também, mesmo sendo ilegal e/ou imoral … pelo que eu entendo dessa e outras matérias que li sobre, eles estão fazendo isso sorrateiramente, e jogando a carta do “a mas os dados coletados quando o usuário acha que não está acontecendo nada no device são anônimos”, ok então …”

    nada é anônimo hoje em dia, a privacidade já foi extinta, se tornou um item de luxo para sempre. tudo tem um preço….só temos seguir a vida e viver a vida, nem vale a pena chorar ou se estressar por fim da privacidade, é a realidade que temos hoje em dia.

    o google coleta tudo que vc faz, basta criar uma conta google no celular Android, o Android é do google, por isso ele tem direto de mexer em android para coletar e etc. somos produtos para empresas não somos mais clientes. se está na internet, vc é o produto hoje em dia.

    1. Não podemos ter essa visão conformista. O fato de uma empresa — Google ou Xiaomi ou Apple — fornecerem um produto ou serviço massivamente usado não lhe confere carta branca para fazer o que quiser com os nossos dados. Até porque eles não estão fazendo favor algum e há limites legais para conter esses abusos.

      O caso da Xiaomi é previsível. Não há mágica econômica que possibilite vender aparelhos bons por preços tão baixos. A diferença será compensada em algum lugar e é provavelmente mais fácil ou rentável (provavelmente os dois) fazer essa vigilância maciça do que tentar outros caminhos.

      1. entendo, então Rodrigo Ghedin, como devo agir já que não devemos ter visão conformista sobre privacidade, tipo tem jeito de agir ou é pouco para fazer para melhorar a privacidade?

        porque para mim mudar o rom em meu celular e etc para melhorar e manter a privacidade não é fácil para mim, tenho medo de estragar o celular e meu pc, etc.

        1. Não existe receita pronta. Entendo que é angustiante pensar na nossa impotência frente a tantos abusos, e que isso possa nos levar à pretensão de que deve haver uma maneira de confrontar tudo isso.

          Acho que ajuda pensar que, estando imerso em um sistema tão difundido e persistente, certas coisas são inescapáveis e impossíveis de serem mudadas somente com a iniciativa individual. Então, se você usa um celular com sistema do Google, não se recrimine por isso, nem arrisque ficar no prejuízo para ter um ganho marginal em privacidade. Existem algumas configurações que amenizam a devassa que o Google faz; isso já ajuda um pouco. E quando for trocar de celular, inclua esse aspecto (privacidade) entre os critérios para a tomada de decisão.

          Tem uma série de pequenas coisinhas que a gente pode fazer, como privilegiar produtos e serviços éticos, atentar a termos de uso e configurações padrões e fazer valer nossos direitos. Tudo isso ajuda no que considero a nossa principal arma: a pressão. Quanto mais gente pressionar as empresas a agirem eticamente, maiores as chances delas se adequarem a esse desejo. Há dois tipos de pressão possíveis, a vocal (reclamar, explicitar os problemas, conscientizar as pessoas e o poder público) e a financeira (quando possível, consumir de empresas mais alinhadas a nós). É uma batalha de formiguinha, com retrocessos frequentes e progressos difíceis de mensurar e muitas vezes tímidos, mas é o que podemos fazer hoje.

          1. obrigado Rodrigo Ghedin, tudo que podemos fazer é melhorar a privacidade digital, com seu blog, nós estamos lutando pelo futuro sério e justo para todo mundo, aos poucos temos que melhorar.

            por isso tudo isso exige paciência e atenção para não deixar abusos rolarem tão facilmente.

            não podemos perder as esperanças, não estamos sozinhos contra tentativas de minar a privacidade digital.

  5. Boa noite,

    Pessoal, já faz anos que escrevo e mudei o site algumas vezes tirando alguns textos que acabaram nunca mais voltando. Como sou professor acabo voltando muito a escrita para carreira de TI, alunos, faculdade, disciplina, dedicação, etc.
    Reuni alguns dos meus textos que foram mais comentados e consegui, depois de muito tempo planejando, sair da inércia e publicar meu livro.

    Usei uma plataforma “lean” chamada Leanpub, escrevendo tudo em markdown e simplificando muito o processo de publicação. Breve vou escrever a respeito disso.

    Aprendi bastante, gerei ISBN na CBL, etc. Foi uma experiência bacana e pretendo continuar.

    Vou postar aqui, o livro está grátis para download em formato MOBI, EPUB, PDF. Queria só compartilhar mesmo :)

    http://leanpub.com/consistencia/c/GRATIS

    Obrigado,
    Tiago
    P.S. Valeu Eduardo pela lembrança lá no reddit :)

    1. Aqueles que parecem com uma vassoura? Para mim qualquer um presta, desde que com bom preço.

      Acho interessante os modulares, que eles tem um módulo que pode ser separado da “vassoura” e usado a parte para aspirar sofá por exemplo.

    2. Nenhum desses aspiradores verticais baratos vai funcionar direito. Eu tenho um Midea e ele é, basicamente, uma vassoura elétrica. Funciona pra limpar no dia-a-dia, ele limpa tapetes com fibra “fechada” bem e só. Qualquer coisa além disso precisa ir pros aspiradores bons, acima de 1100W de potência e por volta de R$600 (bons pra tirar pelos de gato de tapetes e aspirar debaixo da cama).

      Aqui eu também tenho um Eletrolux de 1100W que eu uso 1x por semana pra limpar tudo. Uso ele em conjunto com um desses à vapor, que são muito bons pra limpar tapetes e pisos vinílicos. Pra limpar bem mesmo, contudo, tem que ter um extrator.

  6. Pessoal, alguém por aqui já leu “O mundo que não pensa”, de Franklin Foer? O que acharam da visão do autor?

  7. Com a situação atual do Brasil, vou deixar de recomendação para quem, por ventura, queira ler sobre o que pode estar na esquina, nos esperando.

    Primeiro é a tradução da Eliana Aguiar do famoso artigo do Umberto Eco: Fascismo Eterno: http://spammor.xyz/2020/04/28/fascismo

    O segundo é um recorte, feito por mim mesmo, do vídeo do canal Rare Earth que trata sobre fascismo e traça um ótimo paralelo com os dias atuais (dentro da realidade norte-americana, o que se aplica quase ipsis literis para nós): https://streamable.com/la7ree

    No canal Rare Earth o vídeo é muito mais longo, contudo, tem legendas em PT_BR =)

    1. Obrigado pelo trabalho de recortar o vídeo. O texto e o vídeo são ótimos. Tenho muito medo de que algo ainda mais sério do que vemos hoje se torne realidade novamente – e tem quem diga que nunca foi realidade. Assusta.

      Preciso dizer também que, mesmo me sentindo mal, uma das primeiras coisas que pensei lendo o texto foi em como ele é uma fonte de inspiração pra criar histórias. Acabei abrindo o Word.

  8. Eu mandei um comentário hoje 15h30, a caminho de um lugar que eu fui fazer uma compra – sinceramente odeio pedir entregas. Comentei de cabeça quente. Este aqui faço como complemento ao outro, mas não vou deixa-lo como resposta lá para puxar assunto aqui mesmo.

    Ao ver o movimento no trem, hoje chegando a lotar em alguns pontos, notei que as pessoas apenas estão tentando sobreviver, pois já não tem mais um parâmetro justo para elas para entender como vão lidar com esta pandemia. Elas na verdade, ao meu ver, não sabem direito nem como é uma pandemia (nem eu – não vivi a gripe espanhola e não me lembro direito dos estudos de história sobre isso).

    Não temos nada onde podemos confiar as palavras. Os 15 dias que teve um movimento mínimo, foi um misto de efeito manada com influência da imprensa e de alguns setores do governo que tentaram impor alguma forma de controle para evitar abusos na pandemia.

    Circulei por várias ruas hoje em São Paulo. Ruas, trens e ônibus na verdade. Até por falha minha (não uso o app do Google Maps, uso no site direito via celular, e o mesmo vive falhando).

    O Brás, o mais famoso centro comercial de moda de São Paulo, estava totalmente vazio. Em compensação, os trens estavam razoavelmente cheios e a Marginal Tietê (e pelo que eu soube por fora, a Pinheiros também) tiveram trânsito parado.

    Em relação a 20 dias atrás, o movimento de rua é muito maior, próximo a de um dia depois de férias prolongadas.

    Fui em uma loja comprar uma parafusadeira por um preço que me agradou. E a loja até que tinha um movimento razoável para um dia de quarentena. Em partes pois eles também vendem online, e porque é uma das principais lojas da região.

    No Terminal Tietê, muita gente esperando nas cadeirae áreas de acesso e espera fechadas, restringidas e escuras. Parte do embarque foi movido para uma área mais “ao fundo” do terminal.

    Na entrada do bairro da Liberdade, em São Paulo, passei para comprar umas coisas e só achei uma loja aberta (tinha chego tarde). Peguei um ônibus para ir para um terminal na saída da cidade para pegar o ônibus para minha cidade de volta (costumo fazer isso muitas vezes).

    O gozado foi hoje passar na Avenida Paulista e ver gente fazendo ginástica na pracinha (gritei do ônibus “Olha o Coronga!” para provocar um pouco).

    No ônibus que volta para minha cidade, surpresa ver um dispenser de álcool gel nele. (Curiosidade: a sensação que tenho dos álcool em gel que vem sendo produzido é que os mesmos tão usando um tipo diferente de “gel”. Não por mal, mas tenho a sensação de estar passando muco na mão.).

    No mercado da minha cidade, estacionamento cheio e um movimento de fim de semana dentro do mesmo.

    Nos comentários da página da prefeitura no facebook, exigência de aplicação de leis de obrigatoriedade de máscaras e respeito ao distanciamento social (tá difícil). Fora as reclamações de festinhas ocorrendo nos bairros.

    Sei lá mais o que pensar. As vezes acho que a ignorância é uma bênção…

    1. Vou lhe responder aqui o que ia responder no outro comentário + minha resposta ao que você viveu hoje.

      Sobre o Brasil: temos que pensar, antes de julgar as pessoas que saem às ruas, porque elas saem. Muitas saem porque precisam se alimentar e alimentar as suas famílias, mesmo aqueles que tem sustento garantido na pandemia precisam sair pra comprar comida e remédios. Outras muitas estão sendo obrigadas pelos empresários a sair de casa e até a se manifestar pela volta ao comércio. Carretas e passeatas são financiadas pelos empresários locais e pedem pela volta das pessoas ao trabalho em detrimento das suas vidas. E essas pessoas concordam com isso porque dependem deles pra viver e estão sob constante ameaça de demissão.

      Mas isso não é algo novo, historicamente o Brasil é um país individualista como sociedade. Se estamos assim hoje é porque no passado vivemos sob uma sociedade de corruptos e corruptores. A formação do Brasil cria esse povo mesquinho e egoísta ao extremo, sem senso de responsabilidade social. Carregamos, como sociedade, a cicatriz do chicote do senhor de engenho nas costas, somos todos, nós os não-ricos, eternamente escravos dessa história “sem culpados”. Enquanto ignorarmos a nossa história, nossa formação e nossa dívida histórica seremos isso que você vê todos os dias: uma sociedade disfuncional.

      Sobre a pandemia: pouco podemos fazer quando do surgimento de um novo vírus como esse. O que está ao nosso alcance é apenas manter a calma, a higiene e buscar entender quem está nos jogando num buraco sanitário e porque essas pessoas estão fazendo isso.

      Sobre a política: falta, claramente e isso deveria ser de conhecimento geral já, uma liderança política no Brasil. O presidente Bolsonaro é completamente incapaz de lidar com a crise do novo coronavírus e, ainda por cima, é refém de dois grupos muito poderosos no Brasil: pastores evangélicos e empresários.

      O primeiro grupo, hoje, pressiona o presidente, os governadores e os prefeitos pela abertura dos cultos presenciais (ignorando, por exemplo, que na Coreia do Sul foi por conta desses cultos que o surto começou) e pelo perdão da dívida bilionária dessas igrejas com o fisco.

      O segundo pressiona o presidente, os governadores e os prefeitos para manter o seu lucro inalterado e tem como barganha a quantidade de empregos que vão deixar de manter caso o isolamento/distanciamento persista.

      Sobre isso o governo poderia fazer três coisas: i) impedir a demissão de qualquer funcionário da iniciativa privada e pagar 50% do salário enquanto durar o isolamento/distanciamento (como faz a Argentina atualmente); ii) impor diretrizes de isolamento/distanciamento mínimas e claras que valeriam para todo o território nacional (uma possibilidade seria criar zonas de infecção/desinfecção de acordo com a curva de infecção e ocupação de leitos em UTI’s de cada zona, algo parecido com o que a Soreia do Sul e a Alemanha estão fazendo) e iii) dispor uma RBU para todos os cidadãos brasileiros, sem necessidade de pedido de auxilio (eu ainda não recebi resposta do meu pedido, por exemplo) e que fosse ampla a irrestrita (isso nenhum pais fez, ainda).

      Ainda no campo das ações econômicas, o governo vai precisar financiar o país e sua economia quando a pandemia passar. Vai ser necessária uma ampla rede de sustentação social – com renda, empregos, saúde e segurança – para apenas manter o Brasil que tínhamos antes da pandemia. Fazer isso passa pela revogação de uma série de medidas que o governo anterior e o atual tomaram em relação ao orçamento da União (principalmente: teto de gastos, flexibilização da CLT, reforma da previdência) que visavam na época “desestatizar” o país e seguir uma cartilha ultraliberal. O que vemos hoje, inclusive, é consequência dessa cartilha que retirou dinheiro do SUS, das universidades, dos servidores públicos (demitindo e fazendo planos de demissão voluntária) e das agências pelo interior do Brasil (por exemplo, hoje, mesmo que o governo quisesse mapear zonas de infecção ele não poderia porque com o fechamento de várias agências sanitárias e com o fim programa Mais Médicos, que visava exatamente atenção primária e medicina social, o governo perdeu “tracking” da população pobre do interior do Brasil). Ou seja, mesmo que o Estado quisesse se voltar o Estado de Bem Estar da social-democracia que ensaimos no governo do PT, não temos mais como porque ele foi desmantelado nos anos Temer e Bolsonaro a ponto de estar, em alguns locais, completamente congelado por conta da falta de dinheiro imposta pelas medidas restritivas do Paulo Guedes e do teto de gastos do Temer.

      Conclusão: eu acredito que agora precisamos apenas sobreviver como dá. Sério. O Brasil entrou, ao que tudo indica, na curva ascendente de infecção e óbitos. Teremos, provavelmente, 30 dias de muitas mortes (batendo mais de 1000/dia) e muitos casos lotando os hospitais. Vão ser dias de valas comum, caos sanitário e funerário e um bombardeio de notícias falsas sobre tratamentos milagrosos, médicos que depõe contra a China/EUA/Brasil, médicos que estão escondendo a cura, vacinas que foram feitas mas só a China tem acesso etc. Sobreviver aos próximos 30/45 dias é o que as pessoas devem fazer.

      Depois, o próximo passo, é combater a agenda liberal do governo através, principalmente, da campanha municipal desse ano. A rede de privatizações segue a todo o vapor e entre as muitas agências, autarquias e órgãos a serem vendidos estão hospitais (como o Conceição e o HCPA em Porto Alegre), agências alimentares/sanitárias (como a CONAB), entidades que definem a nossa vida e nossos dados (como a DATAPREV) e tantas outras. Precisamos, como sociedade, barrar e extirpar a ideia liberal do país e, claro, mandar embora o atual ministro. Sem essas ações só teremos caos no futuro.

      O terceiro passo, depois de sobreviver e responder ao ataque liberal, é com certeza criar uma memória nas pessoas. Quem votou no Bolsonaro não poderá, jamais, se eximir da culpa dessas mortes. Precisaremos tratar os eleitores do Bolsonaro como a Alemanha trata os neonazistas e tratou os nazistas. O peso da história precisa estar eternamente sobre os ombros dessas pessoas. Elas tem as mãos sujas de sangue tanto quanto o clã Bolsonaro. É pesado dizer isso, claro, mas é a única forma de tentarmos evitar que algo parecido ocorra num futuro próximo. E digo isso porque a ditadura civil-militar teve amplo apoio popular e depois, passados os horrores dos atos institucionais, as pessoas que apoiaram os militares viveram suas vidas como se nada tivera ocorrido. Isso não pode se repetir. Todas as pessoas, de todas as classes socioeconômicas, precisam sentir em si o peso dessas mortes, dessas pessoas com problemas pulmonares pelo resto da vida, da economia exterminada. De tudo. Elas elegerem o “Messias” que fez isso, elas devem pagar eternamente.

      Desculpa pelo post absurdamente longo e pela resposta “tergiversada” que no final, responde quase nada.

      =)

      1. Oi, Paulo. Concordo com boa parte do que vc diz, mas discordo da parte em que as pessoas devem receber o mesmo tratamento daquelas que apoiaram o nazismo. Além da situação nitidamente diferente, no nosso contexto houve muita desinformação e quantidade de pessoas ludibriadas pelas fake news e pelo calculado sentimento antipestista desorientou muita gente. Evidentemente é difícil ter bons sentimentos por pessoas que votaram no Bozo, mas tirando os fanáticos q realmente acham esse cara um salvador, muita gente embarcou numa grande canoa furada. E só se deu conta depois… Foi um erro que, espero, muita gente se deu conta. E dentro do processo democrático é razoável que o cidadão possa reverter uma decisão ruim em próximas eleições. Foi o Mano Brown quem disse algo como ‘não posso acreditar que essas pessoas que cuidam de mim se tornaram monstros do dia pra noite’. É daquele famoso discurso dele qdo da derrota do Haddad no primeiro ou segundo turno, não lembro bem. Não estamos entre santos, mas tb não há só monstros a nossa volta. Há pessoas, sim, com um grau de implicância muito maior nessa história e essas com certeza estão implicadas nisso tudo. Mas o cidadão comum, mesmo que tenha apoiado por certo tempo uma determinada situação, ao retirar o apoio, pode mudar os rumos das coisas.

        1. Eu tenho plena consciência do peso da minha afirmação, mas ainda acho ela necessária porque, mesmo essas pessoas mais pobres e trabalhadores, são responsáveis pela eleição do Bolsonaro e, no meu entendimento (beirando Skinner) se eles não foram responsabilizados agora, nessa tragédia, muitos vão cometer os mesmos erros daqui 20/25 anos ao votar.

          Ou pior, quando os netos perguntarem sobre esse tempo terrível do Brasil, eles vão dizer “era isso ou o golpe do PT”. Isso já rolou com o plano Cohen do Vargas e com a demonização do Jango pela junta militar.

          Pra mim, o Brasil sempre suaviza a “culpa dos comuns” na sua história e por isso mesmo está fadado a incorrer nos mesmos erros de tempos em tempos.

          Não é transformar a pessoa em monstro mas responsabilizar ela pelo seu ato máximo de colocar um presidente que beira do genocida ocupando o cargo mais alto do país e mandando milhares de pessoas pra morte por conta de caprichos políticos e valores (ultra)capitalistas.

          PS: o mesmo está ocorrendo nos EUA, com empresários como o Elon Musk pedindo “freedom” no Twitter, porque liberdade, pra ele, é mandar os seus trabalhadores pras fábricas para montar carros para ricos e ele ficar ainda mais rico.

          PS1: também estão rolando diversos protestos pela volta ao trabalho, mesmo com mais de 1 milhão de casos e mais de 60 mil mortes. Essas pessoas, aqui e lá, são comuns e responsáveis diretas por essas mortes.

          Esse vídeo mostra muito bem isso: https://streamable.com/sizn2f

  9. @ligeiro

    Lembra q que comentei há um tempo que meu note dava umas congeladas ao longo dia? Vc falou dos drivers de vídeo e realmente fazia sentido ir atrás disso. Pois bem, reinstalei tudo e tal e nada… O congelamento persistia. Até que achei essas solução aqui: https://www.tenforums.com/tutorials/72971-add-ahci-link-power-management-power-options-windows.html

    Depois de aplicá-la não congelou mais. Estou testando há alguns dias e nada de congelar. Até que faz sentido, pois tenho a dois Ssd no note.

    Outro problema q me irritava muito era o note desligar do nada. Mudei as configurações de energia pra ele não fazer nada quando aperta o botão de ligar/desligar ou baixar a tampa e parece ter ajudado. Há alguns dias ele só desligou do nada uma única vez. Quando fui ver as configurações de energia, elas tinham sido alteradas para a condição normal (não sei como), a de fazer algo depois q aperta o botão. Enfim, alterei novamente e vou testar isso por mais uns dias pra ver se me ajuda, já que ele tem um problema de hardware mesmo nessa parte q liga e desliga.

    1. O que eu sei é pouco e preciso me aprimorar. Obrigado por compartilhar o que você aprendeu :)

      Mas pelo que entendi nos seus ajustes, provavelmente teu notebook tem ajustes incisivos no controle de energia. Teria que ver na BIOS/UEFI se poderia mexer para uma regulagem com menos interferência de hardware. Pode ser algum conflito entre os gerenciador de energia do windows e da própria máquina.

  10. Quem gosta de jogos de puzzle e gosta de Lara Croft GO e Hitman GO, o terceiro e último jogo da trilogia, o Deus Ex GO ficou de graça também. Por algum motivo ainda aparece o preço nos sites das lojas do iOS e do Android, mas consegui baixar aqui no iPhone.

    1. Acho justo, muito justo.
      Assim pode ser que as pessoas parem de usar redes sociais por falta de documentação. Eu adicionaria, ainda, um formulário autenticado de autorização de uso do nome de cada pessoa.

      1. Põe sua cara a tapa ae nos comentários então! E lembrando que é o Alexandre Frota que vem com esta ideia desta vez, que já veio em outras propostas anteriores similares.

        Mas falando sério, não creio que isso ajude. Toda vez é sempre a mesma ideia, que ignora um fator extra: Basta falsificar um documento, algo que infelizmente acaba sendo até comum no BR ao ponto de venderem um serviço de monitoria de CPF.

        Como dito em um dos comentários do Tecnoblog também, isso no final incentivaria a ida para sistemas de redes sociais descentralizadas e com menor segurança de ponta-a-ponta, inclusive fora do país.

        Sinto que do jeito que estamos hoje, há algum equilibrio entre a necessidade do anonimato online e da exposição online. Maior problema mesmo é a questão da área de comentários (Como esta) e de achar formas de combater comunidades tóxicas. Sou mais a favor de financiar grupos de monitoria online para combater o ódio do que uma censura per si, ainda mais em uma época como estamos.

        Até porque o risco desta regra se voltar contra nós nos tempos atuais, é muitíssimo alta.

    2. Por um lado assusta pela questão de onde/como esses dados existirão, e pra quem vão vender…
      Por outro, é uma medida pra coibir abusos, então é interessante. Com segurança de dados real e funcionando, sou a favor.

    3. O Facebook pede o envio da foto da sua identidade se vc quiser trocar seu nome. Aconteceu comigo um tempo atrás, quando eu ainda tinha conta, pois eu queria tirar meu nome composto e colocar meu sobrenome (ou vice versa – acabei desistindo por isso).

  11. Eu adoraria encontrar um comando no Windows que permitisse reduzir ainda mais o brilho da tela. Meu laptop já está no mínimo mas ainda me irrita. E agora que estou usando mais o computador, com sinusite e astigmatismo, a cabeça grita com qualquer luminosidade em excesso🤣🤬

    1. Existe um limite, pois se ficar muito baixo o brilho, pode ter alguma descalibrada.

      Esqueci o nome, mas tem um programa que ajusta as cores e incomoda menos. E o windows 10 já tem algo nativo.

      1. Pois então, nas configurações do Windows já está no mínimo e ainda tá ruim 😪

        1. Tenta ver qual a resolução de cores da tela do teu notebook.
          Configurações -> Sistema -> Vídeo -> Configurações avançadas de tela
          Lá tu vê a informação “Intensidade de bits”. No meu notebook, são 6 bits de resolução. Basicamente só reproduz 64 tons de vermelho, 64 de azul e 64 de verde.
          O certo é ter 8 bits de resolução, pra ter 256 tons de cada cor primária. Ou 16 milhões de cores no total.
          No meu caso, não importa o que eu faça (baixar brilho da tela, usar o Calibrize), a tela continua ruim e irrita quando passo muito tempo na frente do notebook.
          Recomendo comprar um monitor, porque ou a gente aguenta uma tela desse tipo, ou compra outro notebook. Inclusive tela boa se tornou prioridade na minha vida.

          1. O recurso do Windows se chama Luz Noturna. Nunca usei o f.lux, então não sei o que to perdendo.

          2. @Gustavo

            Se vai usar o F.Lux, tem que tomar cuidado pois ele conflita com o modo “luz noturna” do windows 10. testei aqui e deu problema.

            Teste com o “Luz Noturna” primeiro, e se não gostar, destative o “Luz Noturna” e instale o “F.Lux”

      2. Um tempo atrás eu usava o Calibrize para calibrar as cores (https://www.calibrize.com/), mas para diminuir o brilho eu desconheço. Tenta baixar o Calibrize só para ver se melhora um pouco, às vezes as cores incomodam tb e a gente nem percebe…

        1. Eu tentei usar esse programa de várias formas, mas a tela do meu notebook é aquelas TN do pior tipo, e tem incríveis 6 bits de resolução de cor. Não tem programa que resolva, é tudo lavado e branco-azulado aqui. Pelo menos é Full HD (15.6″), então a definição não é tão porca.

          1. Vc falou lá em cima que tem astigmatismo. Eu imagino que vc tenha óculos para corrigir isso e que meu comentário vai ser meio óbvio, mas é importante usar óculos e de preferência com lentes antireflexo, do contrário os olhos doem muito (é o que acontece comigo se usar o notebook sem os meus)

    2. Já tentastes usar o modo noturno do Windows 10?
      É tipo aquela quebradas nas luzes azuis que tem nos celulares para diminuir a irritação dos olhos durante a noite.
      Eu uso quase sempre ligada, mas você pode configurar horários para que o modo seja ativado ou não.
      Não é o modo escuro que fica com os menus pretos, é o modo noturno que “amarela” a tela.
      Eu passo 16 horas por dia na frente do computador há uns 3 anos e, além de um óculos de descanso que precisei adquirir, este modo noturno me ajudou bastante com a irritação e ardência nos olhos.

    1. Vi a thread e ia falar que muito da formatação é pra dar entonação na hora da sustentação oral. Na época do Lula se usava muito Open/Libreoffice em tudo, o que dificultava deveras o meu trabalho como linguista na UFRGS – DOC, PDF e LaTeX são aceitos para exportação em quase todos os programas de análise de corpora) – e aqui no RS alguns gabinetes usavam tudo em HTML (!) mesmo.

      Eu sempre escrevi artigos e resumos, mesmo na Letras, em LaTeX, vai ver foi vício da época de exatas (escrever fórmulas em qualquer outro ambiente é um inferno).

    2. Na curiosidade em relembrar, fui baixar a versão pra Mac. Cara, o instalador tem 4GB!

    3. O pessoal de humanas não costumar usar né? Não consigo nem imaginar escrever um mestrado/doutorado em Word, tanto pela praticidade quanto pela qualidade.

      1. Isso depende, o Word é muito mais maleável na hora de revisar, por exemplo (ele mantém versionamento do texto, marcações de revisão, comentários, exporta para formatos compatíveis com Trados/memoQ e mais algumas coisas bem específicas de quem revisa/traduz) enquanto o PDF (que usualmente é o que eu recebo para revisar de pessoas das exatas) é terrível. E olha que normalmente tem muita coisa pra revisar.

        Deviam ensinar o pessoal a escrever nos cursos de exatas (me sinto protegido para fazer essa piada por ter sido da Matemática e da Letras) =D

        Hoje eu tento não aceitar trabalhos de revisão fora do padrão da indústria exatamente por isso. Aceito só Word, no máximo LibreOffice. A minha sugestão para quem vem das exatas é sempre escrever no Word e depois da revisão, versão ou tradução, formatar no LaTeX.

        1. Não sei se é para todos, mas tese/dissertação eu tinha pouca interação com, 95% era revisão com meu professor e só no final que outros davam uma olhada…então o fluxo e-mail com revisões era tranquilo por ter 2 pessoas envolvidas.

          Artigo é realmente complicado ficar mandando arquivo de um lado para outro, mas ao invés de Word eu prefiro o Google Drive que – pelo menos para mim – é muito mais prático para essa questão de revisão e afins. Aí deixa para o final se vai fazer em LaTeX ou Word….mas a escrita em si era no Drive

          O Overleaf melhorou demais essa questão, não usei muito porque quando estava na pós estava apenas começando….mas hoje tem vários recursos de revisão, versionamento e colaboração.

          1. A revisão do seu orientador era revisão técnica. Estou falando da revisão textual mesmo. O que tem de artigo, dissertação e tese que é completamente mal escrito é um absurdo. A maioria, contudo, não revisa por conta do preço alto (sim, é terrível revisar).

            Eu já trabalhei como editor em um periódico com avaliação (antiga) A1 e te digo que qualquer solução na nuvem é terrível pra revisão. Melhor é ter um repositório onde você larga as versões do documento, ou usar o Word e usar o recurso de versionamento embutido dele, normalmente bem mais simples.

            Overleaf é bom, mas pra ter mais de uma pessoa no texto precisa pagar (em dólar). Para locais maiores – departamentos de universidades, periódicos, revistas e outros locais, é um preço OK de se pagar – a coisa pega quando você precisa de 3/4 pessoas usando ou precisa prestar algum serviço profissional que a pessoa exija acesso contínuo à revisão. Daí pagar os 15 Trumps mensais deles sai muito caro.

            Mas eu concordo, isso é uma demanda super específica de alguém que trabalha com arquivos de texto.

          2. eu acho muito doido escrever em LaTeX

            na verdade eu entendo e até invejo (pelo controle total sobre o conteúdo independente dos aspectos formais) mas só de pensar em aprender toda a formatação já fico ansioso e desisto

            engraçado que hoje eu quase não uso word (para coisas pessoais tenho usado o pages mesmo — e não tenho vontade de instalar office em casa — e no trabalho tenho usado mais google drive que qualquer outra coisa)

          3. aliás, não conhecia o overleaf e fiquei assustado com o preço!

            quero dizer: se as pessoas pagam tão caro para trabalhar com LaTeX de forma sincronizada, é porque elas realmente ADORAM a coisa

          4. Eu tinha escrito um comentário mas acho que se perdeu como lágrimas na chuva.

            ~~

            Eu falava de revisão textual, a revisão com o orientador é uma revisão técnica. Você terá que submeter o seu artigo, tese, dissertação, resumo … enfim, qualquer coisa para um revisor textual no final (espero que sim) para correção de gramática, textualidade, parametrização etc. Nessa hora o PDF quase que inviabiliza o trabalho do revisor. Sério, é terrível.

            Pra esses trabalhos o melhor ainda é o Word, sem dúvida. O Pages é limitado se você tem um texto que precisa seguir o fluxo editorial usual (criação, revisão, provas de leitura, copidesque e publicação). As solução online como o Google Docs são limitadas na questão de versão e, principalmente, nas ferramentas de revisão/versão. Sem falar que exportar para docx tem uma grande tendência a dar problema, pior ainda se precisar importar pro Trados pra traduzir.

            Quando eu trabalhei num periódico da UFRGS a gente usava o OJS para manter o controle das edições (era uma versão amplamente modificada pelo CPD da UFRGS, a ponto de ser renomeada pra SEER) que só aceitava revisão em doc ou docx exatamente por problemas de compatibilidade.

            Depois de terminado o fluxo editorial, na hora da publicação/editoração, daí se usa qualquer coisa. LaTeX ou outro serviço/aplicativo.

            Se não me engano, o LaTeX tem problemas para ser exportado pra mobi e epub também. Mas não tenho certeza, então não vou afirmar.

          5. sabe que no mestrado não deu tempo para contratar revisão? então foi com a minha revisão mambembe mesmo, mas prometo não repetir o erro no doutorado

            o engraçado é que combinei direitinho o tempo com a designer para ela fazer a diagramação da dissertação (que é algo comum no meu PPG), mas revisão ficou impossível: eu passava pra ela o arquivo do pages na forma de link compartilhável na nuvem, então ela pegava direto de lá e passava pro indesign — deu certo! Mas pra revisão teria sido péssimo mesmo.

        2. Bom, então a questão é essa: nunca mandei para nenhum revisor textual.

          No meu programa de pós, ninguém nunca comentou disso. Nos dois únicos artigos que publiquei, além de uns que dei uma olhada mas não autores, o texto enviado foi o final dos autores mesmo sem revisão textual externa.

          1. Sim, é o padrão. E daí saem textos – e pesquisadores – que ininteligíveis e por consequência livros-texto com erros grosseiros de textualidade.

            Quem dá mais importância a esse tipo de coisa são os cursos de humanas, exatas acha que o que importa é a fórmula.

            O que explica (em parte, uma parte muito pequena) a situação atual dos cursos de exatas brasileiros.

      2. Durante quase 3 anos eu trabalhei com formatação de teses e dissertações de 4 cursos de Humanas e 1 curso de Ciências Sociais Aplicadas e em todo esse tempo só vi o pessoal usando Word, porém recebi 1 ou 2 vezes um trabalho no LibreOffice e apenas 1 vez no InDesign e o aluno era justamente um físico que estava fazendo sua pós em Filosofia. Infelizmente, muitos alunos não sabem trabalhar direito nem com Word, imagina outros programas.

        Escrever sua tese ou dissertação no Word é o ideal porque ela acaba passando por muitas mãos (orientador, revisor, eventualmente alguém que vai formatar o trabalho) e imagina se cada um usa um software diferente, com versões diferentes? Nesse processo, a formatação se perde totalmente, o que pode prejudicar até o trabalho (imagina nota de rodapé, imagem, caracteres especiais perdidos, fica uma bagunça). Acho que seria ótimo se todo mundo usasse InDesign por seus recursos, mas para isso todo mundo teria que aprender InDesign, as universidades teriam que comprar licença da Adobe (que é cara), etc, etc. Difícil! Mas no mundo ideal seria bom mesmo um software livre como o LibreOffice ¯\_(ツ)_/¯

        1. A ideia do LaTeX é justamente separar conteúdo da formatação, muito parecido com a ideia de HTML/Markdown e CSS. A grande vantagem é que – no mundo ideal em que o template atende todos os casos de uso – some a etapa de formatação, como foi no meu caso em que o template do curso era atualizado pelos professores do programa. Além disso, outra vantagem é que os resultados de experimentos como gráficos e tabelas pode ser automatizado mais facilmente.

          Por outro lado, trabalhar com um arquivo .tex ou .pdf perde-se recursos de revisão melhores como o Paulo estava comentando. Mas como aparentemente o pessoal de exatas (erroneamente) não passa por esse processo de revisão externo, isso acaba sendo um problema menor.

          1. Revisar em .pdf é possível, em .tex não é possível.

            O problema é que se mandam uma tese de, sei lá, 200p para revisar em .docx eu faço isso em 12h, se me mandam em .pdf eu faço isso em 36h, pra mais.

            Se uso LaTeX na linguística, por conta das árvores sintáticas e pelo uso dos símbolos do IPA. Mas quase sempre o pessoal faz como eu disse: trabalha em .docx até a publicação e quando ai publicar (ou mandar pro professores) passa pra .tex pra conseguir manter tudo bonitinho.

          2. Aprendi mais essa, não sabia como funcionava o LaTex, talvez por não ser um recurso popular entre o pessoal de Humanas e Ciências Sociais Aplicadas, pelo menos nos cursos onde trabalhei e estudei. Pessoalmente, eu gosto de formatar o trabalho enquanto eu escrevo, me dá uma sensação de organização que me ajuda a organizar meus próprios pensamentos também.

  12. Pessoal, meu telefone acabou de morrer.
    Não estou nada por dentro do mercado, do que é bom ou não.
    Queria gastar no máximo 1500 reais. Podem me recomendar alguma coisa, por favor?
    Obrigado!

    1. Tudo deu uma bela encarecida nas últimas semanas. Teria como você detalhar o que precisa/quer num aparelho? Vez ou outra aparecem promoções relâmpago, ou ofertas “de boleto”, mas sem ter uma ideia do que tu procura, fica mais complicado.
      Dá uma olhada no fórum de promoções do hardmob. Sempre postam alguma oferta por lá.

      1. Boa, vou olhar no hardmob! Obrigado!
        Eu sou um usuário bem básico, uso pra ler notícias, whatsapp, etc. Quando jogo jogos são coisas mais simples, puzzles e afins.
        Prezo principalmente durabilidade melhorzinha e bateria que dure durante um dia médio de uso. Carregamento rápido é ótimo também.

    2. A piada de primeiro de abril do Ghedin vale: o patamar de preços hoje regula o tipo de aparelho que tu quer na mão.

      Se me permite uma sugestão, veja primeiro qual sua necessidade – emergência, troca mais para frente (depois da pandemia) do celular, ou se já vai comprar um para ficar um bom tempo.

      A partir daí você vê no seu orçamento se cabe o aparelho que deseja.

      Em tempos: pense também no tipo de suporte técnico que quer. Muitos compram um celular e ignoram isso, recorrendo a situações que acabam prejudicando elas mesmas. Se busca suporte e peças, ou imagina que sempre terá o risco de cair e trocar peças, compre celulares com garantia nacional (Samsung, LG, Asus, Moto, Xiaomi/DL). Se não tá nem aí para isso, aí você tem um universo de celulares para ser desbravado – inclusive de marcas chinesas como OPPO.

      Em último caso, e se espera economizar mesmo, veja ofertas de celulares e ao menos 5 – 7 anos atrás no TrocaFone ou similar. O ideal é que não saia da linha do Android 5/6, pois é o que ainda tem suporte de programas úteis – incluso o zapzap. Não sei quando vai ter alguma super renovação que vai fazer cair os serviços em celulares abaixo do Android 6, então é ficar ligado para isso também (eu que o diga, pois tenho um Nexus 4 aqui)

      1. Obrigado Ligeirinho! Infelizmente é urgência mesmo, como tô só usando um bem velho pra segurar até chegar o novo. Isso da assistência técnica faz todo sentido, eu derrubo muito os telefones. Obrigado por responder :)

  13. Pessoal, alguém aqui já passou pela situação de uma compra online ter sido cancelada — depois de faturada — por falta de estoque de produto e forçou a entrega do pedido? Aconteceu comigo ontem com a Logitech, mas queria saber se vale o esforço

    1. Aconteceu comigo tbm ontem na logitech.
      Não, não vale o esforço.

    2. Aconteceu comigo no DX, mas não forçaram entrega. Cancelei o pedido e usei o crédito para comprar outras coisas.

  14. Bom, quero deixar uma dica mas não é nada incrível, acho que é coisa comum mas de repente ajuda alguém está na mesma situação que eu e está perdido.

    Eu evito ao máximo usar as coisas do facebook, embora ele me sirva bem de vitrine. Meus clientes costumam entrar em contato pela página do facebook, mandando mensagens, comentando em fotos etc, mas é uma bagunça e eu tenho que ficar acessando no desktop ou no app Páginas. Como estamos atendendo agora somente pela Internet, eu queria algo mais em tempo real e sincronizado, e ao mesmo tempo volátil, que só esteja acessível quando estamos trabalhando, de modo que mimetize um pouco o atendimento presencial.

    Até pensei em usar o telegram mas não dá pra obrigar clientes e possíveis clientes a usar algo além do zapzap né. Então tinha que ser algo que funcione direto no navegador do smartphone, sem nenhum tipo de login ou cadastro.

    Então comecei a procurar algum sistema de chat. Acabei encontrando esses chats de suporte que ficam no rodapé dos sites, geralmente com um bot que responde. Eu não testei os vários serviços, fiquei com o mais famoso e que parece que vai funcionar bem para mim na versão gratis. É o zendesk chat. Tem plugin pra sites wordpress também e app pra smartphone.

    Vou colocar na pagina de contato do meu site e tentar encaminhar os clientes para lá. Ele vai estar acessível somente quando eu estiver trabalhando. Na versão gratuita só é possível um chat por vez mas pra mim é suficiente.
    Funciona assim: https://www.youtube.com/watch?v=U8RJPPVy4Nk

    1. Estava vendo esse tipo de aplicação dia desses. Parece uma mão na roda, justamente por centralizar diversas plataformas em um lugar só e ter algumas rotinas de gerenciamento. Tem outras opções além do Zendesk Chat, como o Crisp e o Chatwoot (código aberto e gratuito)

  15. A sensação que tenho desta quarentena é que meio que o brasileiro ligou o **da-$e. Acho que desde 2013 estamos perdidos quando a senso de unidade.

    Confundimos conceitos enquanto lideranças políticas brigam pelas definições destes conceitos.

    “Farinha pouca, meu pirão primeiro”.

    1. Alguém disse e parece que é a triste verdade “O brasil é só um terreno de 8 milhões de km quadrados com 200 milhões de pessoas em cima.”

    2. Vez ou outra me pergunto o que poderíamos fazer para reverter a situação. Chegar em peso lá no senado, na câmara dos deputados, no stf (sei lá onde mais), com armas capazes de rivalizar o exército e ameaçar os políticos a fim deles trabalharem direito?
      Ou buscar impeachment dos presidentes que façam besteira? E a galera do STF? Como podemos tirar aqueles caras que soltaram tantos políticos corruptos que foram colocados na prisão por conta das investigações da PF?
      Ou como poderíamos pressionar os vereadores dos nossos municípios para que fiquem de olho no que faz a prefeitura? E trabalharem direito?

      Se eu tiver irritado alguém ou falado besteira, me perdoem, eu me reconheço um ignorante em assuntos políticos (e em vários outros também). Por isso evito comentar nessas threads, seja aqui ou em qualquer outro site. Não tenho opinião formada nem faço a menor ideia de como resolver a situação atual. Até pensei em imigrar, mas não tenho um tostão pra isso.

      Se quiserem criticar, tudo bem, é 100% válido, mas por favor peço que ajam com calma rs. Comecei a estudar o básico de economia agora, e vou começar com política pra ver se voto direito nessas eleições que se aproximam.

      1. O conceito de “trabalhar direito” é muito amplo. Para algumas fatias da sociedade, até o presidente “trabalha direito”. Também não sei o caminho, mas organização e conscientização me parecem mais promissores do que partir para a violência. Alguém conseguiria trabalhar direito sob ameaça? Acho que essas ideias aí são meio erradas…

        1. Um caminho é o TSE agir e cassar a chapa do Biroliro e do Mourão, já que tem um processo em andamento sobre o disparo de mensagens em massa por whatsapp e abuso de poder econômico. Dessa forma, o Biro cai e o vice também. Acho que a CPI das fake news produz provas para esse processo, por isso a vontade de controlar a PF. O Congresso dificilmente aprovaria um impeachment neste momento, o próprio Rodrigo Maia disse que não é a hora por causa da pandemia, que geraria uma crise muito grande (como se não estivéssemos em uma crise pior por causa do presidente)… Então o caminho mais rápido seria um milagre vindo do TSE (até o Renan Calheiros falou isso semana passada).

          E infelizmente tem muita gente saindo de casa para trabalhar porque o patrão obriga ou porque é autônomo e tem necessidade, mas acho também que muita gente jogou tudo para o alto mesmo. Vide o calçadão das praias do RJ, a Lagoa Rodrigo de Freitas e vários lugares com pessoas fazendo exercícios…

        2. Faz sentido que trabalhar sob ameaça é horrível. Ninguém quer estar nessa posição. Mas você acha que há uma maneira da população (independente se é esquerda, direita, pra cima, pra baixo etc) “fazer pressão” e mostrar que está de olho nos movimentos tomados pelos políticos? Uma maneira que não seja com ameaças ou uso de força, capaz de mostrar a insatisfação com decisões erradas e a disposição para tirar os corruptos do poder?
          Sob trabalhar direito, minha ideia é a de cumprir os deveres descritos na constituição de 1988 e agir de forma a beneficiar a população como um todo, e não apenas grupos de poder/influência. Não assinar leis, PECs ou seja lá o que for, pensando em satisfazer membros de dentro do governo em prol de se manter no poder ou qualquer outra vantagem que signifique prejudicar o país daqui a 4 ou mais anos. Sinto que é como se a política brasileira pensasse apenas no curtíssimo prazo…

          1. Acho sim. A gente já viu muitos avanços, alcançados a duras penas, com muita luta. Faz-se pressão de muitas maneiras — militando, dialogando, votando.

            Essa ideia que você está ventilando, de “beneficiar a população como um todo”, é inalcançável e irreal. Se tivéssemos distribuição de renda bem feita, por exemplo, quem hoje é mais rico perderia capital (seria prejudicado) em prol da maioria mais pobre. A vida em sociedade é um constante jogo de força e são os atritos que nos fazem enxergar problemas e progredir.

          2. “Se tivéssemos distribuição de renda bem feita, por exemplo, quem hoje é mais rico perderia capital (seria prejudicado) em prol da maioria mais pobre.”
            Ok, entendi o ponto. Mudarei a ideia de “beneficiar a população como um todo” para reverter os impostos em benefícios concretos para a população como um todo.
            Uma estrada bem projetada e pavimentada será benéfica a ambos ricos e pobres, bem como um hospital público com equipamentos recentes e material suficiente. Só para citar dois exemplos.

            Não sei se isso é possível com a política atual, mas eu sei que não é impossível.

      2. Acho que a unidade de uma nação se constrói ao longo de séculos. Por alguma razão nós não construimos. Talvez o único caminho seja investimento pesado em educação e valorização da história do país, da riqueza cultural desses 500 anos. Pra isso pode ser necessário primeiro passar nossa história a limpo, expor as feridas que não cicatrizaram direito. Não sei se é derrubando governos que se consegue isso. Cada troca brusca de presidente, cada golpe, acaba impedindo mais essa fermentação da nacionalidade. Sei lá.

        1. Difícil ter unidade nacional. O Brasil deveria ser uns 8 países distintos, como ocorre no resto da América Latina e na Europa. Não foi porque a família real fugiu pra cá. Esse ato mudou completamente a história do Brasil, sedimentando uma elite de funcionários públicos e criando uma corte parasitária que depois se transformou em uma nobreza parasitária.

          1. Sim. Uma coisa que tenho pensado muito desde que esse novo governo assumiu é que o país é muito heterogêneo e parece que não vai se misturar nunca. Estou enganado em apontar os eua como única democracia num país de território tão grande? Eles tiveram uma guerra civil que terminou por unir mais ou menos o país, nós não. Lá os estados são muito independentes, talvez só assim possa funcionar num país tão grande.

        2. “Acho que a unidade de uma nação se constrói ao longo de séculos. Por alguma razão nós não construimos.”
          Olha, faz sentido! De tudo que eu estudei, o mais nítido da minha mente era o professor falando de que só vieram pessoas ruins para o brasil, que aqui nada presta etc etc. Realmente, nós temos “complexo de vira-lata”. Reclamamos daqui enquanto exaltamos outros países (até eu faço isso).

          “Não sei se é derrubando governos que se consegue isso. Cada troca brusca de presidente, cada golpe, acaba impedindo mais essa fermentação da nacionalidade. Sei lá.”
          Bom, eu acho que faz sentido. Mas não queria que houvessem políticos com poder suficiente para soltar corruptos que foram presos, dentro de lugares como o STF. Enquanto houver esse tipo de pessoa governando o país, não consigo me sentir nacionalista. Esse não é o país que eu desejo viver.

          1. O STF tem atribuições bem específicas que, regra geral, consistem em interpretar e fazer cumprir a Constituição Federal de 1988. Também acho frustrante quando um político corrupto se safa da cadeia, mas na maioria dos casos há previsão legal. A lei está “errada”? Acontece, e nesses casos temos que trabalhar para mudá-la, mas isso não é atribuição do STF. Além disso, trancafiar alguém não deveria ser o objetivo aqui. É mais produtivo impedir que essa pessoa volte a corromper o sistema e, ao mesmo tempo, desestimular outros de repetirem seus passos.

            Note que em países como o Brasil não há uma pessoa ou um grupo de pessoas que governe sozinho — o “chefe supremo” só existe na cabeça do Bolsonaro. Adotamos a tripartição do poder e, dentro dessa lógica, o sistema de freios e contrapesos, em que um poder excepcionalmente executa funções típicas dos outros a fim de equilibrar forças. Isso se manifesta, por exemplo, no executivo publicando medidas provisórias (função primordial do Legislativo) e no Congresso fazendo CPIs (função do Judiciário).

            Apesar de todos os problemas — e existem muitos —, o sistema tem boas fundações. Mas, sim, existe o risco de que as regras democráticas sejam usadas para minar a democracia. É o que está acontecendo no Brasil. Essa ideia é bem explicada pelos pesquisadores Steven Levitsky e Daniel Ziblatt no livro Como as democracias morrem.

  16. Continuando o papo do post livre passado, que perdi o timing pra comentar: fui usuário do Grooveshark (“gingado do tubarão” como disseram lá) até que os aparelhos do site fossem desligados. Tinha uma galera que fazia streaming quase 24h de suas playlists, conheci muita música nova (*nova* naquela época) por ali.
    Antes do grooveshark minha trilha sonora no trabalho era uma pasta gigante de mp3 rodando no winamp – o que ainda uso quando a conexão cai, recentemente o trabalho mudou de endereço e a fornecedora de internet demorou tipo um mês pra estabilizar a conversa com a rede interna nova, mas isso é outra história.
    E o soulseek ainda me ajuda demais com músicas que não estão nos streamings, tipo bsides de bandas gringas famosas ou álbuns de artistas brasileiros dos anos 90.

  17. Vi um vídeo do novo Final Fantasy VII: Remake e… fiquei com vontade de jogar o original? (É desse jogo que falo indiretamente no Guia Prático desta semana.) Comecei, já fiz umas 3h, e está sendo como jogá-lo pela primeira vez.

    Na primeira de fato, em ~1999, eu era praticamente uma criança, não entendia inglês e me guiava por uns livrões que a finada revista Gamers publicava. Era possível extrair alguma coisa da história, mas bem pouco; o livro era um tanto áspero, ou seja, só mostrava onde e o que você tinha que fazer para progredir na história, sem contá-la em detalhes.

    Vocês têm alguma história do tipo? De uma experiência que tiveram na infância ou em algum ponto do passado e que, anos depois, mais experiente, descobriram ter sido incompleta ou diferente do que tinham na lembrança?

    1. Pagode e outras tantas músicas com conteúdo impróprio para crianças

      Na verdade isso me ocorre muito em músicas estrangeiras (quem eu quero enganar, só em inglês mesmo) que presto atenção em apenas um trecho da letra e então deduzo interpretações bem equivocadas. Algum tempo depois, prestando melhor atenção percebo detalhes que deixei passar. Na maior parte das vezes prefiro manter minhas interpretação inicial haha

      1. E as músicas e coreografias do É o Tchan!? Quando caiu a ficha, fiquei horrorizado que nos anos 1990 aquilo era praticamente trilha sonora oficial de festa infantil…

        1. Os anos 90 foram loucos! Pagode e axé com muitas letras e coreografias estranhas (posso acrescentar aqui Raimundos, que só fui associar o que eles estavam falando muitos anos depois, inclusive eles brincavam com os pagodes da época). Até hoje não entendo como o brasileiro dos anos 90 virou o conservador atual…

          1. Nunca tinha pensado nessa escala evolutiva, do brasileiro sem pudor dos anos 1990 que virou ultraconservador em 2020.

            Tem algumas coisas que se abstraem tanto das suas origens que acabam ganhando novos significados. Talvez várias maluquices dos anos 1990 tenham feito esse caminho? Tipo as músicas do É o Tchan; bem capaz que muita gente não visse a malícia das letras e coreografias e, tendo à sua frente uma “tela em branco”, tenha ressignificado elas.

        2. Apesar de É o Tchan ter voltado na minha vida universitária, só lembro com alguma clareza mesmo de Olha Onda Olha Onda

        3. *Respondendo aqui porque as respostas esgotaram :)

          Pode ser que as pessoas tenham ressignificado essas músicas dos anos 90 porque não viam maldade na época e hoje elas são só uma boa lembrança, faz sentido.

          Sobre o caminho que o brasileiro tomou, não sei, talvez por ter um comportamento tão extremado, para girar a chave e passar de um extremo para o outro seja mais fácil… Pode ser que um povo mais moderado não caísse em um extremismo, tanto para o lado sem pudor quanto para o ultraconservador… Mas mesmo assim é uma mudança muito radical para fazer em tão pouco tempo, não dá para entender.

    2. Eu gosto de música eletrônica. E nestes últimos tempos tenho ido atrás de músicas que eu não sabia o nome.

      Conforme toca em uma rádio online ou aleatório do YouTube, pego o nome da mesma e jogo em uma playlist. Só assim para não perder mais de vista.

      Nisso também aprendo curiosidades interessantes, como por exemplo o Fatboy Slim foi músico na banda “The Housemartins” ( a do “melô do pa-pa-pa-paaaa-peeeelll”)

      1. Um hackzinho gostoso que fiz foi linkar o Shazam com o spotify (via IFTT). Agora toda vez que uso o Shazam, a música é automaticamente adicionada no uma playlist “Faixas do Shazam”.

    3. Toda vez que revejo algum trecho de episódio de Família Dinossauros – e tem sido comum eles viralizarem nas redes sociais – percebo o quanto o seriado era rico em crônicas do cotidiano e eu captava apenas a camada superficial na infância. Assuntos como drogas, puberdade, vegetarianismo, respeito aos idosos, exploração profissional, pão e circo… está tudo lá. E o elenco de dublagem brasileira era excelente, a adaptação do texto preservava muito bem essa fina ironia.

      1. O lendário episódio do “dino presidente” deveria ter sido exemplo para todos.

        O que noto é que por mais crítico que seja uma arte – Simpsons que o diga -, galera acaba acostumando com a situação e com aquilo na mídia, se banaliza ao invés de conscientizar.

      2. Eu queria rever a série um tempo atrás e procurei algum serviço de streaming com ela no catálogo. Parece que não há.

        1. Não muito tempo atrás tinha no Now e no Globosat Play, dentro da programação do canal Viva. Cheguei a assistir o episódio do poço de piche ali. Fui ver agora e parece que não tem mais. :(

          1. Verdade, me cadastrei e quando fui ver, deu água. Talvez dê pra encontrar em torrents mas tenho preguiça, mais fácil comprar uns dvds piratex no mercadolivre.

        2. Baixei a série da “locadora” há uns tempos. Infelizmente foi gravada das transmissões da Band e parece que alguns episódios foram resumidos (o dia do arremesso mesmo) e ainda costumava aparece alguma chamada para o próximo programa durante a exibição. Mas deu pra matar a saudade.

    4. Por incrível que pareça: Assistindo ao Chaves e ao Chapolin! Peguei um monte de piadinhas sacanas depois de adulto.

      Depois disso comecei a perceber em outros programas que assistia quando era criança.

    5. FFVII foi o jogo que mais marcou minha adolescência. Completei tudo, fiz várias corridas de Chocobo, arranjei todos os summons. Mas esse Remake não me pegou, honestamente.

      Aliás, a Gamers era a melhor revista de videogame, principalmente os walkthrough com uma cacetada de texto. O UOL fez um miniDOC sobre a revista https://www.youtube.com/watch?v=bFzq8jtHDQE

      1. Era exatamente a revista que está na miniatura desse vídeo que eu tinha! Era bem difícil consegui-las nas bancas do interior, além de serem mais caras que as mensais. Sempre ficava de olho e comprava quando dava. Essa do FF VII era enorme.

        Eu também fechei o jogo, peguei tudo, fiz todas as side quests, evoluí os bonecos ao máximo… Acho que tinha umas 60h de jogo no meu save. Tudo isso sem entender o que os bonecos estavam dizendo, só de olho na revista. Quanto tempo mal gasto.

        (Verei esse mini-documentário!)

    6. Esse também é um dos meus FF favoritos. Joguei tanto que vi que lá no submarino, no fundo do mar, os monstros viravamm itens que aumentam o status dos personagens. Passeis horas lá e deixei o Cloud tudo 255 de status 3:) . Quando enfrentei os Weapons não teve nem graça, ele esquiva de todos os ataques rsrs.

      Lembro do He-man que sempre no final do episodio passava umas mensagens bacanas.

    7. Comigo isso aconteceu recentemente com o filme “Beleza Americana”. Na época que eu vi o filme eu tinha 17 pra 18 anos e não entendia nada do filme.

      Revi esses tempo e percebi porque foi tão aclamado. A curva de apodrecimento dos relacionamentos dele, a crise com emprego, a sensação de “tempo perdido” a tentativa de volta ao passado etc.

      Tudo bem que o filme não foi feito pra um adolescente, como eu era na época, mas rever o filme agora, com 37 anos, mudou completamente a experiência (mesmo a visual).

      O final do filme tem um monólogo muito bom: https://www.youtube.com/watch?v=NtbbqjiFaGY

      1. Na época lembro q esse filme foi aclamado, mas execrado por uma figura chamada Arnaldo Jabor. Tb não tinha repertório na época pra entender o quão bom era esse filme. Sempre q posso dedico um tempo a rever coisas q vi na adolescência e infância pra sacar o q não tinha sacada. Pior q se fizer isso daqui a 20 ou 30 anos, creio q sensação será parecida.

        1. Por algum motivo o Arnaldo Jabor ganhou tração no Brasil como “cronista genérico” a ponto de falar de carnaval, cinema, política e futebol. Sempre sendo superficial e raso.

          Aqui no RS temos um par dele, local claro, que imita até os trejeitos na hora de falar: David Coimbra.

          Anedota do mercado editorial do RS: na época da confusão com o livro do MEC que ditava que “os pexe” (sem marca de plural duplicada, como pede a norma culta da LP) era correto “dentro de um devido contexto de oralidade” esse cronista gaúcho, David Coimbra escreveu uma coluna na ZH banalizando a profissão de linguista e colocando a culpa das “pessoas não saberem falar” (como se isso existisse dentro de um contexto sociolinguístico de oralidade) era exatamente das “doutorinhas m Letras” da UFRGS. Uma das professoras do IL resolveu escrever um direito de resposta que a ZH publicou a contragosto falando sobre como o David Coimbra não sabia do que estava falando e, de quebra, ainda revisou o artigo dele (tinha muita coisa errada do ponto de vista da NCLP). Ele ficou brabinho, claro, e ficou quase um mês escrevendo crônicas irônicas sobre as gurias da Letras.

          Pois bem, anos depois ele foi indicado para patrono da Feira do Livro de POA. Tudo bem, tirando o fato dele ser um imbecil, mas vá lá. Só que uma das tradições da Feira é oferecer uma debate acadêmico sobre o mercado editorial e literário do país no anfiteatro Celso Luft no IL da UFRGS (pelo menos tem sido assim desde que o anfiteatro existe). Ele foi convidado e, quando soube que a professora que tinha revisado o artigo dele seria uma das mediadoras ele simplesmente se recusou à comparecer ao debate, e assim foi a primeira (ou segunda) vez que um dos candidatos a patrono da feira não foi ao debate.

          Por sorte ele perdeu a votação e não foi patrono.

          1. Caraca… Que história. Me fez lembrar um pouco, de relance, naquele fiasco que foi a nomeação do Gabriel Pensador, ou pra homenageado ou patrono, de uma festa literária. Coisas distintas, mas essas seleções ee parecem. Quando jovem, é bem mais tolo, até me impressionava com o Jabor (no primeiro ano de jornalismo, curso q abandonei depois). Agora, vendo em retrospecto, ele fez lá os filmes dele, mas era isso q ele tinha pra oferecer. Depois a Rita Lee fez o desfavor de cantar um texto dele, do Jabor, e fazê-lo agora ecoar entre as minhas lembranças…

    8. Ano passado, eu comecei a reler livros que tinha lido na época da adolescência e escola, mas eu basicamente não lembro de quase nada hahaha. Está quase como ler da primeira vez, mas como eu sei o desfecho eu consigo prestar mais atenção nos detalhes…igual quando você assiste Clube da Luta pela segunda vez.

    9. Assisti novamente Batman O Cavaleiro Das Trevas, onde, na época, eu era bem novo e não entendi muito o que o filme tentava transmitir, foi encantado mais com as senas de ações etc, mas assistindo agora é bem mais impactante.

    10. Eu acho curiosa a relação dos desenhos animados de antigamente com a música clássica. Algumas músicas fui ouvir depois de adulta mas ficava com a sensação de que já conhecia de algum lugar, ia procurar e descobria que era do Pernalonga, do Picapau, etc.

      O pessoal falou de filmes, lembrei de um que eu adorava. Eu vi “500 Dias com Ela” com 20 anos e na época eu achava que o protagonista era um cara legal e a protagonista era uma pessoa horrível. Aos 25 anos, percebi que o cara era um mala, fazia tudo errado e que a mocinha estava certa, que ela tinha deixado claro o tipo de relação do casal. Hoje com 31 anos eu detesto os dois :D

      1. Alta Fidelidade. Li o livro do Nick Hornby e vi o filme com vinte e poucos anos, adorei, as referências musicais, a busca do protagonista pelos seus amores passados… Fui reler o livro há pouco tempo, já perto dos meus 40 anos, e não consegui: achei o protagonista um poço de insegurança e rancor, não tinha visto esse lado dele antes.
        O livro continua com um texto fluido e gostoso, e mesmo assim, não consigo mais é simpatizar com o protagonista. Parece quando fui ler “O Apanhador no Campo de Centeio” aos 30 anos e me dava vontade de dar uns tapas naquele narrador adolescente arrogante. :p

        1. Hahaha, sim! Rob (o protagonista de Alta fidelidade) é péssimo. Não sei se o acharia ainda pior se lesse o livro agora (a última vez foi seguramente há mais de dez anos), mas desde a primeira ele me parecia muito zoado.

          Aliás, coincidentemente separei um do Nick Hornby para reler em breve — Um grande garoto. Devorei os livros dele no final da adolescência, era fascinado. Li o mais recente, Funny girl (2014), faz uns dois ou três anos; achei ok, mas nada de outro mundo. Espero que essas releituras não arruinem a imagem que tenho dele. (O filme de Alta fidelidade, na época, achei ruinzão.)

          1. De longe o melhor livro do Nick Hornby é o “Fever Pitch”, contudo, assim como “Futebol ao sol e a sombra” e “Fechado por motivos de futebol” do Eduardo Galeano, é muito voltado para quem tem uma “cultura de arquibancada” em termos de futebol.

            Mas, esteticamente falando, todos os protagonistas dele serão homens mimados e paranoicos, o estilo de narrativa dele é basicamente esse: um universo masculino europeu de homens perdidos em si próprios e com problemas de assumir qualquer relação amorosa e se desvencilhar das suas amarras emocionais da adolescência.

            “Every man is an island” (que não me lembro se é dito apenas no filme) é exatamente a síntese desse pensamento imaturo dos protagonistas dele. Além de tudo, o narrador dessas histórias não é confiável (quase sempre se resume no próprio protagonista contando fatos passados) o que nos leva pra uma ideia errada de como as coisas aconteceram,uma ideia do ponte de vista do narrador.

            Alta Fidelidade é um exemplo clássico disso. A obsessão por listas me soa como uma obsessão por mulheres escondida dentro do personagem, onde ele ignora as pessoas e se foca nas coisas como metáfora da vida amorosa dele basicamente porque ele não consegue lidar com a vida adulta e se sente pressionado pelo mundo ao redor à deixar de ser um jovem. No filme isso fica bem escondido pelo roteiro com pesos e contrapesos que o diretor coloca, mas no livro me parece muito mais explicito.

        2. Nunca vi Alta Fidelidade, mas li O Apanhador nos Campos de Centeio com essa idade também e não gostei, arrastei a leitura por meses mesmo sendo um livro fácil, só pela antipatia pelo rapaz da história e suas aventuras que para mim não tinham graça nenhuma…

          1. “Apanhador no Campo de Centeio” é pra ser assim mesmo Vanessa. O protagonista é escrito para ser, essencialmente, odiável. Ele é uma síntese de como o JD Salinger se enxergava na escola misturada com os colegas dele. O Holden Caulfield é como ele enxerga os adolescentes ricos, com tudo nas mãos, mas que reclamam da vida e partem em busca de aventuras (como a cena com a prostituta e o cafetão) para preencher os vazios deles.

            Ele tem outra história curta chama da “Slight Rebellion off Madison” que acabou virando um trecho do Apanhador, nele ele apresenta o Holden como um cara sem rumo e apaixonado que, no abismo de ter tido a sua primeira desilusão amorosa e estar em dúvida sobre o seu futuro acadêmico, fantasia em largar tudo e morar longe (no livro ele quer fazer isso e virar o “apanhador” que impede as crianças de caírem em abismos (suas vidas).

            O “Apanhador no Campo de Centeio” é um livro sobre o conflito moroso de ser ignorado e o conflito de ter que agradas aos outros mantendo uma imagem de si que jamais existiu.

            E claro, é anacrônico querer transportar esses conflito da NY dos anos 40/50 para hoje em dia, as questões que ele traz são simplórias para nós, mas, basicamente porque evoluímos bastante nas questões comportamentais (ainda que pressões por vida perfeitas ainda existam aos montes).

      2. hahaha eu também passei por esse ciclo =P

        Eu achava o cara sensacional da primeira vez que eu vi o filme. Depois, mais velho, achei ele um mala e percebi que ela tinha razão. Hoje em dia eu olho e vejo que os dois são merdas. Como assim ela cria toda uma relação baseada em “não quero nada sério”? Ela é insegura e errante e ele um solitário que projeta nela todos os desejos dele.

        Outro bom filme do Joseph Gordon-Lewitt é o “Don Jon”. Tem uma trama muito mais explícita do que “500 dias com ela”, mas, ao mesmo tempo, uma relação mas crua com todos os redor do “Jon”, personagem principal.

        1. Tem coisas que vc vê depois, como o controle que ele queria ter sobre ela quando ela disse que queria fazer uma tatuagem e ele proibiu. E ela foi bem irresponsável com o que ele sentia, enfim, tudo errado. O diretor fez um trabalho legal, a bagagem dele com videoclipes acho que contribuiu para isso, pena que ele sumiu depois do Homem Aranha.

          Eu não vi Don Jon, preciso ver. Por causa de 500 Dias com Ela eu fui ver os filmes do Joseph Gordon Lewitt mas esse eu deixei escapar. Inclusive ele tem um projeto independente bem legal de divulgação de artistas.

      3. Hahahaha
        De tanto rever esse filme (ainda gosto bastante), estou no clico seguinte que é achar que os dois são apenas jovens e tão errando na vida e isso tudo faz parte blablabla.

        1. Sim, é verdade, eles devem ter uns 26 anos mais ou menos na história e essa situação faz parte da idade, eles estão passando só mais uma fase da vida. Esse filme é simples mas faz a gente pensar várias coisas, ter várias interpretações conforme o tempo passa, acho massa como o diretor conseguiu esse feito.

    11. Eu zerei o Final Fantasy 5 em japonês quando tinha uns 10 anos, num emulador de SNES. Como não entedia muito de Roms e afins na época, fui jogando esse mesmo, na base da tentativa e erro.

      Anos depois, já calejado no inglês e nesse negócio de informática, baixei a versão americana. Foi uma experiência totalmente diferente, ao ponto de ficar mal por ver um dos meus personagens ser morto depois de um sacrifício heroico (RIP Galuf).

      Agora, sendo meio game graphic nazi, aprecio seu esforço em jogar o FF7, Ghedin. Baixei na Steam esses dias pra jogar, também, e não deu. Pra mim, o jogo envelheceu muito mal, num nível de eu considerá-lo injogável sem mods gráficos.

    12. Já que lembrou games antigos, acabou de sair Streets of Rage 4 que lembra demais a jogabilidade do saudoso Streets of Rage 2, obrigatório para quem tinha Mega Drive. Que jogo lindo de beat ‘em up!!!! Na primeira vez joguei até chegar no último chefe. Quem assina Xbox GamePass, aproveite que está lá, eu estou jogando no PC.

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