Revisado e reduzido, diretório de newsletters brasileiras é relançado

Ao longo dos anos, o diretório de newsletters brasileiras ganhou novas publicações e, ao mesmo tempo, foi ficando desatualizado. As taxas de mortalidade e abandono de newsletters são altíssimas, o que resultou em um diretório degradado, com muitas newsletters que não levavam a lugar algum.

Entre janeiro e fevereiro, revisei uma a uma todas as +240 newsletters do diretório. A nova versão, revisada e reduzida (sobraram ~120 newsletter), já está no ar.

Removi todas as publicações que:

  • Não receberam atualizações em 2023;
  • Tornaram-se pagas;
  • Não têm arquivos públicos, o que inviabiliza saber se continuam ativas; e
  • Que saíram do ar.

Além disso, também removi newsletters de publicações jornalísticas. Elas já têm plataformas de divulgação, por isso a mudança — para focar em newsletters pessoais, de pequenos coletivos e/ou que tenham no e-mail o principal canal de divulgação.

O diretório segue aberto a novas submissões. As orientações e o formulário estão no final da página.

O Substack lançou um recurso de “mensagem direta” (DM), no site e no aplicativo próprio, para que escritores e leitores troquem mensagens. Tenho certeza de que alguém lá dentro deve ter se lembrado, em algum momento, de que as newsletters trafegam por e-mail. E, embora possa haver ligeiras diferenças, pode-se dizer que o e-mail é um tipo de DM.

Não surpreende, porém, que o Substack esteja reinventando o e-mail em uma versão fechada/proprietária. Porque o lance do Substack nunca foi servir newsletters, mas sim alavancar o formato para acabar com ele, para substitui-lo. Via On Substack (em inglês).

O Google anunciou algumas medidas para combater resultados de baixa qualidade em seu buscador. As medidas incluem um rebaixamento de domínios que publicam em escala industrial (agora com a ajuda de IA gerativa), que aceitam posts pagos não sinalizados (no Brasil, muito comuns vindos de apps de apostas esportivas) e o reaproveitamento de domínios expirados, prática exposta pela Wired recentemente. Via Google (em inglês).

Na sexta (1º/3), participei do podcast Código do Caos, do Rique Sampaio, falando desse assunto. Ouça aqui ou no seu app de podcasts favorito.

A mesa de trabalho do Leonardo Santos

Trabalho full home office há pouco mais de um ano, porém, antes disso trabalhava em modelo híbrido há pelo menos dois. Atuando como Engenheiro de Software, acabava passando a maior parte do dia neste ambiente, mesmo fora do trabalho, daí a necessidade de tais equipamentos.

Cada um dos itens nesta mesa fora pensado em me manter produtivo, confortável, organizado e prezando pela minha saúde (cuidado com olhos e ergonomia).

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Publique no Bluesky, Mastodon e Nostr ao mesmo tempo com o Nooti

Ícone do Nooti: ponto de exclamação em itálico, branco, contra fundo vermelho.

Era apenas questão de tempo para algo assim aparecer e cá está: um aplicativo para postar no Bluesky e Mastodon ao mesmo tempo. (E também no Nostr, caso interesse a alguém.)

O Nooti é bem simples, mas traz alguns recursos legais na manga — incluindo o talvez único essencial, que é poder personalizar a mensagem para cada uma das três redes sociais.

Também é possível anexar imagens e vídeos e cartões de links.

Em caráter experimental, existe um meio de publicar os posts no X (antigo Twitter) e Threads via folha de compartilhamento do iOS.

Nooti / iOS / Gratuito

Download (App Store) »

Yellow e outros puzzles de Bart Bonte

por Fabio Bracht

Ícone do jogo Yellow: quadradinho preto dentro de um quadrado amarelo.

Infelizmente, eu tenho a tendência de complicar as coisas. A série jogos integrais só tem quatro posts antes deste, e dois deles (metade!) são sobre jogos que “fogem à regra” de alguma forma.

Em um, eu tive que escrever uma tese inteira sobre o problema da baixa percepção de valor dos jogos mobile; no outro, eu tive que explicar as regras de um jogo analógico jogado com um baralho comum.

Neste, vou pecar pela simplicidade.

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Apagão nos canais sociais do Manual

A solução que os executivos da Vice encontraram para tirar a publicação do buraco onde eles mesmos a enfiaram foi parar de publicar no site próprio e distribuir conteúdo nas plataformas dos outros.

Não, não estamos em 2012. A estratégia (se é que pode ser chamada assim) talvez seja o menor dos problemas da publicação canadense. Ou o último. Enfim.

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KDE Plasma 6 traz melhorias importantes, mas pouco perceptíveis

O projeto KDE fez o “mega lançamento” de quatro peças fundamentais do seu ambiente Linux nesta quarta (28).

O mais chamativo é o Plasma 6, nova versão do ambiente gráfico portada para o Qt 6 (o framework em que é baseado) e que migra a plataforma gráfica para o Wayland.

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Até você, Automattic?

Depois do Reddit, agora é a Automattic, dona do Tumblr e WordPress.com, que está vendendo o conteúdo dos usuários para empresas de inteligência artificial.

A notícia, vazada pelo 404 Media, sinaliza que tal prática será comum daqui para frente. Digo isso porque a Automattic, com todas as suas falhas, sempre foi respeitosa com o conteúdo dos usuários — o que é o mínimo, mas cá estamos, elogiando quem faz o mínimo.

O maior problema dessas iniciativas é que, mesmo as que dizem respeitar a escolha dos usuários, o fazem por meio de “opt-out”, ou seja, exigem uma ação de nós para impedir que o conteúdo seja usado para IA.

É desrespeitoso, mas não surpreendente. Como disse a Molly White, se não fosse por opt-out, ninguém toparia a parceria caracu — e é exatamente esse o problema. Via 404 Media (em inglês).

O Manual é hospedado no WordPress.com e, obviamente, vai bloquear essa palhaçada.

A mesa de trabalho da Júlia Alberto

Olá, meu nome é Júlia Alberto, tenho 30 anos e trabalho como Lead de DesignOps na Vivo. Montei meu escritório no começo de 2023, quando me mudei pra essa casa, já pensando em ser meu canto de trabalho. Aqui adaptei e ajustei tudo pra me facilitar a vida.

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Executivos de empresas dizem que a inteligência artificial é parceira e que não vai acabar com empregos.

Também executivos de empresas: “Klarna diz que seu assistente de IA faz o trabalho de 700 pessoas depois de demitir 700 pessoas.”

Pode ser só lorota para inflar o tal assistente de IA, mas isso pouco importa às 700 pessoas demitidas. Via FastCompany (em inglês).

Em nota relacionada, 87% dos profissionais de marketing temem por seus empregos diante da IA e 26% dos seus chefes planejam demitir (por causa da IA) em 2024. Via Convergência Digital.

Relatório de transparência dos comentários, dezembro de 2023–janeiro de 2024

O relatório de transparência referente ao bimestre dezembro de 2023–janeiro de 2024, do comitê de supervisão do Manual do Usuário, pode ser baixado aqui (PDF).

Pela primeira vez, uma decisão minha na moderação foi contestada (e unanimemente) pelo comitê de supervisão. E com razão. Na época, estava com a cabeça um pouco quente devido à situação e decidi não liberar o comentário do leitor. Uma bobagem, olhando em retrospecto.

Infelizmente, o comentário se perdeu com os filtros de exclusão automática dos excluídos, spam e em moderação. Caso contrário, ele seria restaurado.

Tenho evitado bater de frente com leitores de quem discordo e que, tenho a impressão, às vezes interagem com o intuito de causar. Se a provocação passa dos limites, interfiro nos bastidores, moderando e conversando com o leitor no privado. Se não, apenas ignoro. Acho que esse comportamento condiz melhor com o meu papel aqui.

Agradeço à Cíntia, ao Emanuel e à Michele, que vêm fazendo um trabalho muito bom nesta primeira composição do comitê. O próximo (fevereiro e março de 2024) será o último deles. Em março, faremos uma votação para eleger novos membros.

Como o Reddit pretende fazer dinheiro

Pouco antes de liberar a papelada que dá o ponta-pé inicia à abertura de capital, o Reddit anunciou uma parceria que permitirá ao Google explorar e treinar inteligências artificiais com o conteúdo dos debates em subreddits.

O valor do acordo não foi divulgado. Estima-se que seja de US$ 60 milhões por ano, um valor relativamente baixo.

O Reddit é um dos últimos lugares da web que ainda não sucumbiram à praga do SEO e da publicidade disfarçada de conteúdo, o que é o combustível do Google (e do seu negócio de publicidade). Além disso, é um conteúdo valioso para treinar IAs, se isso for mesmo o futuro.

Isso deve valer bem mais que US$ 60 milhões. A título comparativo, o Google paga à Mozilla mais de US$ 400 milhões por ano para ser o buscador padrão do Firefox, que tem uma fatia de mercado de um dígito — e um dígito baixo.

O que mais me intriga, porém, é observar esse acordo e o IPO à luz do fechamento da API pública, em 2023. Embora o documento S-1 do Reddit coloque a publicidade como a principal frente de geração de receita, a outra, de licenciamento de conteúdo, precisa de… conteúdo. Afugentar usuários e moderadores que confiavam em aplicativos de terceiros parece contraditório.

E nem seria o caso de manter as coisas como sempre foram. O Reddit poderia cobrar um valor razoável pelo acesso, ou incluir anúncios na API pública.

A centralização nos apps e site oficiais do Reddit provavelmente contribuiu para o aumento de 21% no faturamento em 2023, de US$ 804 milhões. O Reddit, um negócio fundado há 18 anos, ainda está queimando caixa e operando no vermelho para crescer um negócio em “seus primeiros estágios de esforços de geração de receita”, segundo o S-1.

O Bluesky começou, enfim, a federação, ou seja, a permitir que outros servidores integrem a rede. A princípio, apenas para pequenos/pessoais e cheio de poréns. O porém mais estranho é que alguns componentes relevantes da descentralização são bastante centralizados — o DID e o índice de ações (“relay”). Via Bluesky para Desenvolvedores, anderegg.ca (ambos em inglês).

Muito legal ver a Lenovo abraçando a reparabilidade em seus notebooks. A nova geração do ThinkPad T14, anunciada no MWC, foi desenvolvida com o auxílio do iFixit e traz vários componentes substituíveis pelo próprio consumidor — memórias, SSD, bateria e até adaptadores de redes sem fio.

É a maior fabricante de notebooks do mundo tomando o caminho oposto à da Apple (a mais lucrativa?), que não permite trocar nada em seus últimos notebooks.

A notícia é especialmente boa para nós, brasileiros, porque ao contrário da Framework (referência em notebooks reparáveis), a Lenovo atua no país e é quase certo que esses novos T14 serão vendidos aqui. Via iFixit (em inglês).