Yellow e outros puzzles de Bart Bonte

por Fabio Bracht

Ícone do jogo Yellow: quadradinho preto dentro de um quadrado amarelo.

Infelizmente, eu tenho a tendência de complicar as coisas. A série jogos integrais só tem quatro posts antes deste, e dois deles (metade!) são sobre jogos que “fogem à regra” de alguma forma.

Em um, eu tive que escrever uma tese inteira sobre o problema da baixa percepção de valor dos jogos mobile; no outro, eu tive que explicar as regras de um jogo analógico jogado com um baralho comum.

Neste, vou pecar pela simplicidade.

Yellow é um jogo simples. Você baixa ele gratuitamente. Você abre e vê uma tela com gráficos simples. Tudo é preto ou amarelo. É um puzzle, mas você toca na tela e logo entende a solução, que era simples. Outra tela aparece, com outro puzzle — este, um pouco menos simples. O jogo tem 50 desses puzzles, e então ele simplesmente termina.

Quatro prints do jogo “Yellow” para iOS.
Imagens: Bart Bonte/Divulgação.

Essa é uma fórmula tão boa que adivinha o que aconteceu? As pessoas adoraram o jogo. O desenvolvedor, Bart Bonte, também resolveu não complicar as coisas e foi pelo caminho mais simples: fez mais jogos nesse molde.

Hoje, seis anos depois, além do Yellow, temos também Red, Black, Blue, Green, Pink e Orange. (Links para todos no site dele.)

Todos seguem estritamente a mesma fórmula, tanto é que você pode começar pelo que preferir e, se gostar, escolher outra cor qualquer para continuar.

E sabe o melhor? Eles são gratuitos de verdade. Você pode baixar, jogar até o fim e não pagar nada — nem com dinheiro, nem com tempo, nem com atenção, nem com dados. A monetização desses jogos é, talvez, a parte mais simples deles: se você travar em um puzzle, pode pedir uma dica. Mas aí você precisa assistir a uma propaganda. Uma dica, uma propaganda. Ou você pode pagar R$9,90 para liberar todas as dicas que quiser sem propaganda nenhuma.

Simples!

Por conta dessas características, a série de puzzles de cores do Bart Bonte é uma recomendação bem fácil. O designer, aliás, é prolífico: além de ter outros jogos fora dessa série, ele também compõe as trilhas sonoras dos jogos — que está disponível nos streamings da vida.

Bônus para o pessoal do iPhone

Ok, deixa eu complicar um tiquinho de nada o post que estava bem simples até agora.

Para quem gosta desse tipo de jogo com puzzles abstratos de uma tela só, o Blackbox é infinitamente genial. Bem mais difícil que os puzzles do Bart Bonte (e bem menos generoso com as dicas, embora ainda dentro do que eu consideraria um jogo integral), mas insanamente criativo.

O problema é que só está disponível para iOS. O motivo para essa exclusividade é válido, e de certa forma o jogo seria muito menos genial se fosse multiplataforma, mas… é o que é. Por isso não faço um post especificamente falando dele e menciono aqui só de passagem. Mas, sério, se você usa um iPhone, não deixe de conhecer esse jogo.

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6 comentários

  1. Ah, eu adoro os puzzles do Bart Bonte! Acho que o primeiro que eu joguei foi o Black. Um achado no mar de recomendações ruins da Play Store.
    Como uma fã irremediável de jogos mobile que já baixou muita porcariada até achar boas opções, eu tenho adorado esta série de posts aqui no Manual e vim aqui deixar minha recomendação: Gubbins.
    Eu amo jogos de palavras e Gubbins é bem diferente de tudo o que eu já joguei e tem sido minha companhia no café da manhã desde o lançamento. Ele tá disponível para Android e iOS, não tem anúncios e foi desenvolvido pelo Studio Folly, que tem a missão de criar jogos especificamente para pessoas atípicas. Fiquei sabendo do lançamento pelo Hank Green, que investiu no projeto.
    Achei que valia a recomendação.
    Um abraço!

  2. Poxa, esse é um tipo de jogo que eu teria facilmente instalado no meu celular, porém só para o sistema da maçã. =/

      1. Ahhh, é só o Blackbox que é exclusivo da Apple.
        Valeu, Ghedin!